terça-feira, 17 de outubro de 2017

Flávia Tavares, uma criminosa – Olavo comenta entrevista à Época Olavo de Carvalho

Flávia Tavares, uma criminosa – Olavo comenta entrevista à Época

16 de outubro de 2017 - 19:18:41
Na matéria da Flávia Tavares, não há uma linha sequer que se aproveite, exceto como prova de crime de calúnia e difamação.
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O problema da Flávia Tavares não é ser “esquerdista”. É ser simplesmente uma criminosa.
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Não se deve jogar pérolas aos porcos, mas também não é certo julgar que alguém seja um porco antes de jogar-lhe umas perolinhas de amostra para ver o que faz com elas. A franqueza e a boa-vontade são um teste infalível: Diante delas, o porco, sentindo-se seguro, acaba se revelando irresistivelmente. Comparem a conversa gravada e a matéria escrita e terão uma idéia da abjeção sem fim em que esta senhora se deleita na prática daquilo que chama de “jornalismo”:
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Flávia Tavares, da “Época”, é uma dessas pessoas que se acreditam honestas porque não têm a menor idéia do que seja honestidade.
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Não vejo motivo para fugir de dar entrevistas a repórteres desonestos. Elas são uma excelente ocasião de DEMONSTRAR, com exemplos concretos baseados na experiência pessoal, o que digo da mídia corrupta.
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Comentário do cartunista João Spacca:
REVISTA ÉPORCA ENTREVISTA OLAVO DE CARVALHO E FAZ PERFIL DE SI MESMA
O Dia dos Professores, que foi ontem, é a minha deixa para defender o meu contra uma aula de anti-jornalismo amador e calunioso perpetrado pela Suinews da Editora Goebbels.
Parabéns, ÉPORCA, ganhou da InVeja!
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Trato essas pessoas conforme o lema que adotei, desde há décadas, na minha homepage: “Diga o que quer e ouça o que não quer.”
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Não é por nada não, mas, comparada com a Flávia Tavares, a Isabel Fleck da Fôia é Madre Teresa de Calcutá.
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1) São pensamentos em sua maioria descolados dos fatos.
2) Olavo esposou ideias divorciadas dos fatos.
3) Estudioso erudito que acredita em teorias, digamos, excêntricas e as dissemina, ao menos nas redes, sem nenhuma preocupação com fatos que as alicercem.
TRÊS VEZES a Flávia Tavares repete, como um mantra, a opinião de que minhas idéias são divorciadas dos fatos – mas não cita UM ÚNICO FATO que desminta alguma delas.
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“Personalidades como o apresentador Danilo Gentili se declaram SEU FÃ.”
Flávia Tavares é obviamente semi-analfabeta.
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Na entrevista gravada que fez comigo, Flávia Tavares confessa que a geração dela (a qual obviamente a inclui) me enxerga por um filtro de lugares-comuns, cacoetes e preconceitos. Ao redigir a matéria segundo esse mesmo filtro, sem questioná-lo, antes copiando-o como se fosse o retrato fiel da minha pessoa e do meu pensamento, ela demonstrou sua completa má-fé, o intuito criminoso que a moveu em cada passo do seu — digamos — trabalho.
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Ao reproduzir a acusação da minha filha Heloísa, de que fiz a seus irmãos uma ameaça a mão armada, sem mencionar nem de longe o fato de que as próprias vítimas alegadas desmentiram com veemência que o crime houvesse acontecido, Flávia Tavares subscreve a acusação falsa e torna-se, automaticamente, ré de crime de calúnia.
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Prometendo separar cuidadosamente os meus alunos constantes e sérios do público mais periférico que adere esporadicamente a uma idéia ou outra encontrada nos meus posts do Facebook, o que fez a engraçadinha? Fez uma entrevista de duas horas com o Filipe G. Martins, um dos meus alunos mais representativos, aproveitou dela somente uma piadinha, aliás alterando-lhe o sentido, e retratou como meu “seguidor extremo” um cidadão que não conheço, que nunca foi meu aluno e que não é SEQUER MEU SEGUIDOR NO SENTIDO FACEBOOKIANO DO TERMO.
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“Olavo cita fontes proficua­mente, mas fontes que elucubram tanto quanto ele, que se baseiam tão somente no plano das ideias.”
É óbvio que essa mulherzinha não consultou UMA FONTE SEQUER dentre aquelas que cito.
Dizer que livros como o Daniel Estulin sobre o Grupo Bilderberg, o do Carrol Quigley sobre o establishment anglo-americano, o do Trevor Loudon sobre os comunistas em Washington, o do G. Edward Griffin sobre a ONU, as memórias de André Gide, o da Judith Riesman sobre Alfred Kinsey ou qualquer outro similar “se baseiam tão somente no plano das ideias” é prova cabal de que não os leu e não conhece nem os nomes dos autores.
É tudo BLEFE, da primeira à última linha.
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Quando digo que a luta da intelectualidade esquerdista em prol da pedofilia vem de longe, a vagabunda não pede fontes e já sai grasnando que elas não existem ou “só elucubram”. Seria, de fato, excesso de credulidade esperar que essa caricatura grotesca de jornalista buscasse o jornal “Libération” de 5 de novembro de 1977, que defende abertamente a prática da pedofilia, ou o de 20 de junho 1981, onde um pedófilo se deleita na descrição das suas experiências com uma menininha de cinco anos. Ou o “Charlie Hebdo” de 1977 que, assumindo a defesa de três pedófilos presos, celebra o “céu de coxas tenras” que se abre ante o adulto pervertido quando contempla uma menor de idade nua. Ou o artigo em que o célebre líder de maio de 1968, Daniel Cohn-Bendit, confessa abertamente: “Quando uma menininha de cinco anos despe o nosso corpo, é fantástico, é um jogo absolutamente erótico-maníaco”.
E assim por diante. As fontes são inumeráveis, mas essa canalha abjeta não precisa delas.
Empina o narizinho e proclama que quem ignora os fatos sou eu.
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A dona, metida a traçar o meu itinerário biográfico com ares de quem sabe tudo a respeito, ignora até a mais elementar cronologia. A partir de 2005, diz ela, “o filósofo foi cedendo cada vez mais espaço ao conservador”. Isso é a exata inversão da realidade. O período que se segue a 2005 é aquele em que publiquei “A Dialética Simbólica” (2006), “Maquiavel ou A Confusão Demoníaca”, (2011), “A Filosofia e Seu Inverso” (2012), e “Visões de Descartes” (2013), além dos volumes finais da “Historia Essencial da Filosofia” (2006), do debate com o Prof. Duguin (2012) e de ensaios sobre Mário Ferreira dos Santos e René Guénon, saídos respectivamente nas revistas “Dicta & Contradicta” e “Versus” – mais textos de filosofia do que publiquei em qualquer outra época. Sem contar que foi em 2009 que iniciei o mais ambicioso projeto filosófico da minha vida, o “Curso Online de Filosofia”. Obviamente, a minha pretensa biógrafa não leu nem sequer o meu “curriculum vitae”. Essa mulher não é repórter, não é jornalista, é apenas uma fofoqueira chinfrim cuja presença no jornalismo é uma desonra para a profissão.
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Nem estranho que, nessa caricatura de perfil biográfico, a mulherzinha não cite NEM UMA SÓ idéia filosófica exposta nos meus livros e cursos. É claro: ela nem leu os primeiros nem frequentou os segundos. Não é preciso dizer que não leu também NENHUM dos autores que me influenciaram e que ela não tem a menor idéia de quem sejam.
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Nem políticos petistas, psolistas ou pecedobistas tiveram a suprema sem-vergonhice de tentar tirar proveito das historinhas caluniosas postas em circulação pela aliança dos Veadascos com a minha filha Heloísa. A Flávia Tavares é que catou e lambeu com gosto o que todos jogaram no lixo.
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Graças a pessoas como Flávia Tavares, cada órgão brasileiro de mídia tornou-se um “house organ” da própria redação, lendo o qual os coleguinhas tocam punheta no banheiro enquanto os leitores os ignoram solenemente.
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Os repórteres brasileiros deveriam ter a sua presença rechaçada aonde quer que fossem — espetáculos, jogos, comícios, comemorações, o diabo. Para que presenciar os acontecimentos, se é para escrever só a merda que já trazem pronta na cabeça antecipadamente?
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Uma das frases mais reveladoras na matéria da Flávia Tavares é aquela em que, tentando explicar a força atrativa do meu estilo de escrever e falar, ela arrisca a hipótese: “Talvez sejam as tais técnicas de lavagem cerebral aprendidas com a neurolinguística”.
Nessas poucas palavras condensa-se aquela mistura de ignorância abissal e malícia peçonhenta que constitui toda a fórmula mental dessa criatura.
A ignorância, em primeiro lugar. Aprender “lavagem cerebral com a neurolingüística” é um “flatus vocis”, uma expressão totalmente desprovida de significado. Designa uma impossibilidade pura e simples.
A lavagem cerebral, como o sabe qualquer estudioso da matéria, é um conjunto de procedimentos cruéis, assustadores e traumáticos destinados a destruir, na vítima, o respeito por si mesma e o senso da identidade pessoal, substituindo a personalidade existente por uma construção artificial duradoura, imposta de fora por um instrutor.
A técnica empregada para isso é de tipo integralmente behaviorista, fundada na visão redutiva do ser humano como um mero sistema de reflexos condicionados, não diferente, em substância, de um coelho ou de um cachorro.
Originada nos estudos do psicólogo russo Ivan Pavlov, a lavagem cerebral foi abundantemente usada por psicólogos chineses e norte-vietnamitas em soldados americanos, e posteriormente aperfeiçoada, com o nome de “mind control”, pelo programa da CIA que se celebrizou com o nome de MK-Ultra e acabou sendo proibido pelo Congresso americano.
A programação neurolingüística, em contrapartida, é uma técnica sutil de comunicação gestual criada pelo psicólogo americano Milton Erickson para o tratamento de doentes psicóticos inacessíveis à comunicação verbal. Em essência, consiste em criar um diálogo mudo por baixo do fluxo de palavras, dando a estas um poder sugestivo incomparavelmente maior do que têm numa conversação normal. Erickson obteve grandes sucessos terapêuticos com o uso dessa técnica, que depois passou a ser usada por equipes de vendedores e publicitários para várias finalidades comerciais e políticas, muitas delas não muito honestas mas nenhuma violenta ou traumática.
Em determinadas seitas pseudo-religiosas, a programação neurolínguística chegou a ser usada como isca inicial para predispor os discípulos a submeter-se a autênticos procedimentos de lavagem cerebral, que implicavam privação de sono e alimentos, isolamento forçado em algum “ashram” ou colônia, ruptura dos laços familiares e prática de exercícios físicos e psicológicos extenuantes, alcançando-se com isso mutações de personalidade comparáveis às obtidas nos campos de prisioneiros da China e do Vietnã – tudo isso, é claro, totalmente alheio à comunicação ericksoniana.
Em todos os casos, os dois procedimentos técnicos permanecem distintos e separados. Fazer ou aprender lavagem cerebral com a programação neurolínguística equivale mais ou menos a aprender alpinismo com uma batadeira de bolo ou a pescar tubarões com uma cola de bastão.
A expressão usada pela dona revela total ignorância do assunto.
Mas a ignorância em nada de opõe à malícia, e com freqüência uma linguagem inadequada ou desprovida de sentido é um instrumento perfeito para a prática da intriga, da difamação e da calúnia.
Justamente aos ouvidos de um público que ignora o sentido científico e objetivo das expressões, os termos “lavagem cerebral” e “programação neurolinguística” evocam a idéia nebulosa de procedimentos vagamente sinistros cuja própria indistinção faz da sua soma a imagem sugestiva de um paroxismo de crueldade psicológica, dominação mental tirânica e desrespeito à integridade humana, sem que esse público tenha a menor idéia de que a imagem que assim o assombra e hororriza é a de um fenômeno que não existe nem pode existir.
Muito menos o leitor ludibriado perceberá que, se é impossível obter de uma dessas técnicas os resultados da outra, ou mais ainda aprender uma por meio da outra, mais impossível ainda seria aplicá-las juntas, à distância, sobre uma platéia invisível de milhares de pessoas – o que é precisamente o poder supra-humano que a senhorita calhorda tenta me atribuir por meio de uma linguagem em se mesclam e se fundem, isto sim, a estupidez e a malícia.
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É assim que se dão às virtudes literárias de um escritor, tão louvadas por autores do porte de um Herberto Sales, de um Jorge Amado, de um Josué Montello, de um Carlos Heitor Cony, de um Bruno Tolentino e tantos outros, os ares de um crime hediondo.
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A Flávia Tavares diz que tenho obsessão com cus. Se pessoas como ela parassem de me mostrar os conteúdos do seu espírito, talvez eu me curasse.
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Não é por nada não, muiezinha, mas obsessão com cu é a puta que a pariu. Sou eu que dou ao meu cu as dimensões de um valor civilizacional superior a tradições milenares? Sou eu que acho o meu cu grande o bastante para conter a imagem do próprio Cristo crucificado? Sou eu que recebo dinheiro público para brincar de dedo no cu? Sou eu que enfio velas acesas no meu cu para mostrar o meu ardor revolucionário? Sou eu que idolatro os cus ao ponto de gravar nas hóstias o seu nome sacrossanto?
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Link para o texto de Flávia Tavares:

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

DANILO GENTILI X FOLHA: O OCASO DO JORNALISMO DE LACRAÇÃO - Flavio Morgenstern

Todos comentam sobre a demissão do jornalista da Folha após entrevistar Danilo Gentili. Por que ninguém "lembra" que o jornalista MENTIU?
Há uma versão simples para um fato simples: o jornalista Diego Bargas da Folha fez uma reportagem sobre o filme Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola, com Danilo Gentili. Fez uma chamada mentirosa, dizendo que Gentili não tinha respondido a algumas perguntas. Danilo respondeu mostrando o vídeo com as respostas e Diego Bargas foi demitido da Folha. Fim.
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Mas não é essa história que você lerá por aí. Sem a menor preocupação sobre a justa causa de Diego Braga (ninguém ousa tratar como mentirosa o que está filmado e viralizado), pululam comentários e “notícias” de que um pobrezinho repórter da Folha foi “atacado” por Danilo Gentili, que “incitou” seus seguidores a “travar ‘guerra’ (sic)” contra o coitadinho.
Nenhuma preocupação com a verdade, com o jornalista ter mentido. É essa gente que quer chamar a mídia independente de “fake news”.
A versão mais longa não tem como escapar da simplicidade nível justa causa da versão simples. O jornalista Diego Bargas é o típico jornalista da Folha: militante do PT, com fotos com Lula e Dilma com legendas emocionadas e mensagens partidárias de lacre pelas teses de esquerda.
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Ao cobrir o lançamento do filme Como se tornar o pior aluno da escola, roteirizado por Danilo Gentili, André Catarinacho e Fabrício Bittar, o jornalista Diego Bargas achou por bem ignorar o filme e tentar arrancar uma lacrada para ser compartilhada com urros e faniquitos pela lacrosfera.
Jornalistas tentam isso ao criar o que americanos chamam de story: é preciso um personagem e uma narrativa com desfecho que gere uma manchete sensacionalista, e nenhum personagem melhor no país para isso do que Danilo Gentili, que nem é lá muito polêmico: apenas é um humorista com duas nozes e coragem de fazer piada com a esquerda (ler ao som de “oooohhh” e sussurros de indignação ao fundo).
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Diego Bargas, tendo oportunidade de entrevistar Danilo Gentili, não cumpriu seu papel jornalístico, de discutir o filme, inclusive suas reais polêmicas: preferiu discutir (surprise, surprise) a opinião política de Danilo Gentili. E, claro, de outros desafetos da esquerda brasileira, como se tivessem alguma coisa a ver com o filme.
Insatisfeito com o insucesso de sua empreitada (não conseguiu nenhuma frase marcante para uma lacrada), saiu-se dizendo em um jornal do tamanho da Folha que Danilo Gentili “preferiu não responder sobre piadas com pedofilia”. Era a segunda chamada da Folha.
O problema: Danilo Gentili havia respondido. O jornalista estava mentindo. Gentili mostrou a entrevista gravada, avisando que provaria que Diego Bargas estava mentindo.
O resultado: Diego Bargas foi demitido da Folha. E ao invés de admitir tudo o que a internet já sabia sobre ele (que tinha mentido, que estava tentando lacrar, que não tinha falado nada do filme, que sua chamada era fanfic etc etc), culpou: 1) Danilo Gentili; 2) a onda conservadora; 3) a pós-verdade (sic); 4) os tempos sombrios (choveu muito em São Paulo nesses dias); 5) os fãs de Danilo Gentili; 6) o fato de Danilo divulgar um print, e não um link para a sua matéria; 7) o ódio; 8) o fato de ser conterrâneo de Gentili; 9) a Warner Bros e a Paris Filmes; 10) o fato de ter “desafiado” Gentili (?!); 11) as suas frases favoráveis a Lula, Dilma e Haddad serem ridículas e irrelevantes (d’accord); 12) o MBL; 13) o ódio de novo; 14) a onda de ódio que tirou seu emprego; 15) o ódio liderado por Danilo Gentili, já que ninguém no país sabe odiar sozinho. Não pareceu exatamente uma mensagem hate-free, mas ele jura que o problema é o ódio… dos outros.
Jornalista Diego Bargas, demitido da Folha de São Paulo por mentir sobre filme "Como se tornar o pior aluno da escola", com Danilo Gentili
Em suma: a culpa é de Deus e o mundo, exceto dele e de sua fake news. E olha que estamos falando da Folha. Nessas horas, esquerdista lacrante adora terceirizar culpa. Ou melhor: socializar, distribuir, promover a igualdade culposa total.
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Diego Bargas foi vítima única e exclusivamente de si próprio e de seu péssimo profissionalismo (e olha que estamos falando da Folha!!). Suas perguntas, aliás, longe de “desafiadoras”, foram tosquíssimas, nível “Por que não colocar o Alexandre Frota e a Sheherazade no elenco?” (ei, seu Spielberg, não acha que tinha de ter espaço para o Alf e o Alien nesse filme do ET?).

Justa causa

Há um problema claro, que marca um turning point na história do jornalismo lacrador brasileiro: as redes sociais. Americanos não usam Facebook e Twitter como brasileiros usam (até mesmo a infame alt-right surgiu no obscuro 4chan). Não é instantâneo e imediato: americanos não usam até uma rede de notícias como chat.
Notícias como a tentativa de lacre de Diego Bargas teriam funcionado se as pessoas manipuladas não tivessem uma plataforma que gere público organizado. A Folha publicaria mentiras, parte do público cairia, alguns poucos outros teriam acesso a uma informação que prova o erro (ou a mentira) e uma minoria viria um “Erramos” na edição seguinte.
Os tempos mudaram. O ombusman da Folha hoje vale muito menos do que passar vergonha em público no Twitter. Até mesmo a Folha (a Folha!) se vê obrigada a demitir um jornalista esquerdista por inventar fake news, não importando o chilique mimimi de desculpas que ele dê depois.
A grande e velha mídia pode tentar atacar alguém que ouse falar mal do PT, unicamente dizendo que ele é que ataca (e incita, e persegue etc). Pode tentar ignorar a todo custo que o jornalista mentiu (toda mentira é válida pra proteger a esquerda e atacar conservadores) e que o jornalista foi demitido por justa causa. Justíssima causa. Mas a internet fica sabendo bem antes de jornalistas terem tempo de fazer sua versão dos fatos para tentar fazer alguém acreditar.
Quem acredita é só a militância fanática, que acreditará que Danilo Gentili ele próprio obrigou crianças a lhe masturbarem para entrar no elenco do seu filme antes de averiguar se não há uma confusão no telefone-sem-fio aí. E aí, cria-se o clima de “polarização” que tanto dizem: entre crentes e céticos, entre uma manada manipulada pela mídia e gente com o desconfiômetro ligado.
E a tentativa de chamar de fake news tudo o que não seja chancelado pela grande e velha mídia – mas sem que a mentira esteja escancarada no seu jornal, só vale defender o jornalista mentiroso no jornal alheio.
A quizomba entre Danilo Gentili e um jornalista da Folha qualquer que foi tentar resenhar seu filme é auspiciosa ao Brasil sobre uma possível mudança pendular no fenômeno do jornalismo de lacração, quando jornalistas escrevem panfletos partidários, textões de recalque e fanfics de esquerda mimada em forma de matéria de jornal, mormente na grande e velha mídia.
É o que faz com que universitários lobotomizados gritem “lacrou!” sem se preocupar com lógica, ou digamos, a verdade dos fatos. A mídia hoje é completamente fake news, e alguém dizer que não acredita no que sai no jornal é quase um atestado de sanidade.
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