quarta-feira, 7 de agosto de 2019

BOLSONARO E A CÓLERA DAS "ZELITES" - RAFAEL BRASIL



Quem manda no país? A burguesia? O proletariado? Os latifundiários? Os militares? O judiciário? O congresso? Não, quem manda mesmo é o estado e sua burocracia, aí incluídos, o congresso o judiciário, os altos funcionários de estatais desnecessárias, o escambau. Em poucas palavras Brasília, uma cidade horrorosa, sem esquinas, e cheia de prédios esquisitos. Desde a década de 30, passando pelo getulismo, e até o regime militar, o estado se agigantou de uma forma anárquica e corrupta, sugando às energias da nação. Claro, não estou aqui querendo dizer que viveríamos sem estado, porém, como diria Plínio Marcos, sempre tem um porém, o mesmo deve ser amplamente reformado de modo a atender à população. Aliás a burocracia lasca o pobre, que tem uma carrada de impostos a pagar até quando adquire um carro usado. Mas do jeito que está não dá. Tem-se que acabar, nem sei como, os altos salários do judiciário, além das absurdas vantagens e mordomias. Também uma ampla reforma política e partidária, afinal, desde há muito, até vereador de grotão tem séquito. E tem deputado demais, tanto no congresso como nos estados falidos da nossa dita federação. Ademais, que federação? Afinal, quase tudo flui pra Brasília, o paraíso dos safados da república.
A raiva de toda essa gente de Bolsonaro, é que estão prestes a perder muitas boquinhas, aí incluídos mais do que nebulosos casos de corrupção, e como sabemos, a corrupção é anti republicana. Aqui nem temos capitalismo de verdade, afinal, quando um burguês está à beira da falência, acorre ao estado através de políticos movidos à propina. Como diria Gramsci, nada como o capitalismo livre concorrencial , para destruir formas arcaicas de poder, no nosso caso o velho patrimonialismo. O estado privatizado por grupos, na maioria dos casos corporativos. A nomenklatura, sempre privilegiada, tem enormes poderes, e são quem realmente mandam em nós, otários pagadores de impostos de sempre.
Até a mídia e o show buiseness vivem do estado. O que se gasta com festas ditas populares em todo o país não está no gibi. Governo federal, estados e municípios, patrocinam milhares de artistas, que, sem o estado não teriam público algum. Enquanto isso, a cultura popular, fica com migalhas, e nem temos orquestras sinfônicas em profusão no país. Ao povão o lixo, ora bolas, afinal, festas populares, com a iniciativa privada. E tome politicagem e propinas. Na mídia, os jornalistas são em sua grande maioria esquerdistas, e o governo paga para a televisão, fortunas. Isso deve acabar, mas o governo , mesmo diminuindo o dinheiro, não acabou de vez. 
Isto sem falar na chamada comunidade acadêmica e escolas em todo o país, infestada de esquerdistas/ Bem isso é gravíssimo, mas é uma questão muito complexa, e de longo e médios prazos. É a chamada guerra cultural, mas o que se quer é liberdade, ou seja, democracia nas universidades e escolas. O que existe é uma ditadura do esquerdismo mais barato, ou seja, pura militância. E colocar a educação como parte de um projeto político partidário dá nisso. Um país de analfabetos, de fio a pavio. Em poucas palavras, um sistema educacional que nem ensina a ler, o que se pode dizer mais?

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