domingo, 12 de agosto de 2018

MAROLAS - Rafael Brasil, novembro de 2008.



MAROLAS


A atual crise que passa o capitalismo mundial dá um regozijo gostoso nos intestinos dos velhos marxistas. Sempre que pinta uma crise, vem à memória dos velhos comunas a crise final do capitalismo, tão decantada, como o fim do mundo cristão. O assunto estava na geladeira, pois o velho capitalismo mostrava sinais de robustez há pelo menos duas décadas. E já chega aqui, mais rápido do que supunham os analistas governamentais, que aliás, logo mudariam de linguagem. A crise é braba, e ninguém sabe nem de longe o seu desfecho. Como sempre, a grande maioria dos analistas de plantão, sobretudo os que ganham muito dinheiro, erraram feio. E ainda estão errando, como os analistas de botequim. Dão palpites a esmo. Geralmente errados. Quem se habilita? Enquanto isso, o desemprego bate às portas da população, sempre com as barbas de molho. Em se tratando de Brasil, é melhor não esperar para ver. Pagar as contas, não aumentar despesas. Apertar o cinto. Enquanto isso, o governo trata de apertar o cinto para os piores dias que certamente virão. Certo, mas por que não fizeram isso antes? Deixaram as reformas no meio do caminho, e optaram por inchar mais a máquina pública, aumentando as despesas. Como sempre, o governo Lula optou pelo caminho mais fácil. E nós, brasileiros, ainda agüentamos este estado e corrupto. Até quando?
Ainda mais, que estão aproveitando a crise para estatizar mais. O banco do Brasil comprou a nossa caixa, um dos bancos de São Paulo. A Petrobrás continua estatizada, uma verdadeira caixa preta. Quando o preço do barril de petróleo baixa no mercado internacional, nada acontece nas bombas de gasolina. Mudanças de preços, só para cima. Diferente da estatização dos bancos europeus, que só estão estatizando diante da enorme crise econômica, os estatocratas daqui estão aproveitando o momento para colocar mais peso nas costas do povo, em detrimento de uns poucos que lucram e sempre lucraram muito com a situação. E assistimos , como sempre, passivamente a tudo isso. 

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