sábado, 22 de julho de 2017

'O governo deveria rever o reajuste dado aos servidores' Alexa Salomão - O Estado de S.Paulo

'O governo deveria rever o reajuste dado aos servidores'

Alexa Salomão - O Estado de S.Paulo


Felipe Salto
Reformas. Para Felipe Salto, se não se repensar a Previdência, não há luz no fim do túnel  Foto: Agência Brasil
Se não tivesse dado reajuste salarial aos servidores e optasse por suspender parte dos benefícios tributários, o governo poderia ter evitado o aumento de impostos, anunciado na semana passada. Essa é a avaliação do economista Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), entidade ligado ao Senado, criada justamente para monitorar as contas públicas. “Se o governo tivesse revertido metade do gasto tributário, o déficit fiscal estaria próximo de zero”, diz. A seguir, trechos da entrevista.
O sr. fala da necessidade de aumentar tributos desde que o governo assumiu. A demora em tomar essa decisão prejudicou a evolução das contas públicas?
Na verdade, o aumento de impostos e contribuições tornou-se necessário por causa da complexidade do ajuste fiscal. No ano passado, foram aprovados reajustes salariais para o serviço público. Se nada for feito para mudar a dinâmica dessa despesa – que é uma das mais importantes no Orçamento geral da União – ela crescerá 1% acima da inflação, anualmente, pelos próximos 30 anos.
Pelo que o sr. está dizendo, seria o caso de, na atual conjuntura, rever os aumentos salariais?
Se fosse possível politicamente, o governo deveria rever o reajuste. Seria uma alternativa com efeito fiscal e que ajudaria a dar legitimidade ao ajuste.
Serão necessários novos aumentos de tributos?
Difícil antecipar. O desafio está posto: ajustar estruturalmente o lado da despesa e promover uma reforma tributária mais profunda, o que demandará tempo.
Muitos economistas agora dizem que faltou ajuste de curto prazo. O sr. concorda?
Quando o chamado teto de gastos foi anunciado, no ano passado, eu e Mônica de Bolle (economista e pesquisadora do Instituto Peterson de Economia, em Washington) escrevemos artigo indicando que a direção da medida era boa, mas que não atendia à necessidade de apagar o incêndio, isto é, de resolver o curto prazo.
Qual seria a melhor estratégia daqui para frente?
No último relatório de acompanhamento fiscal da IFI, mostramos que o gasto tributário (aquilo que se deixa de arrecadar em razão de desonerações) deve superar a marca de 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2017. Se metade desse valor tivesse sido revertido, com todos os outros fatores mantidos constantes, o déficit primário, hoje, seria muito mais brando, próximo de zero. Agora, antes de se pensar em ajustes maiores, do lado da receita, é preciso fazer a lição de casa do lado das despesas. Os gastos discricionários, que incluem investimentos, estão caindo a 37,3%, em termos reais, em relação a 2016, quando tomado o período de janeiro a maio. Há espaço para melhoria de eficiência e combate a preços excessivos nos contratos públicos, mas sem mudanças estruturais nas despesas obrigatórias, o ajuste não sairá do papel.
O sr. diria que o governo tem feito a sua parte?
No tocante ao resultado fiscal do governo, quando excluímos as contas da Previdência, já houve uma recuperação importante. O resultado sem receitas e despesas previdenciárias já está positivo. O buraco, no entanto, é muito grande. As melhorias que ocorreram foram insuficientes.
Qual é o cenário, então, com e sem reforma da Previdência?
Sem repensar Previdência, não haverá luz no fim do túnel. A regra do teto de gastos (que limita as despesas de um ano ao crescimento da inflação do ano anterior) dificilmente será cumprida. Agora, é bom que se diga: apenas a reforma da Previdência não é suficiente. Teremos de combinar medidas do lado das receitas e das despesas. A dívida pública ainda crescerá por vários anos. No cenário pessimista traçado pela IFI, a dívida poderá atingir 100% do PIB entre 2021 e 2022. Seria um quadro de insolvência do Estado.
A situação pode ficar tão grave assim?
No cenário mais provável, em que a sociedade e o Congresso consigam encaminhar mudanças mínimas. Mas a dívida – ainda assim – avançaria dos atuais 72,5% do PIB para 92,4% do PIB, em 2023, passando então a ficar estável e, em seguida, a cair lentamente. O quadro vivido hoje pelo País é o mais preocupante de sua história. A economia ainda não dá sinais evidentes de recuperação. Não há recuperação das contratações, que seguem caindo. Juros e câmbio parecem controlados, mas os juros reais ainda estão muito acima do desejável. Demorará anos para que o Brasil tire, para valer, o pé da lama.

Como o governo poderia ter evitado aumentar imposto - com O Antagonista

Como o governo poderia ter evitado aumentar imposto


O governo poderia ter evitado o aumento de imposto sobre combustíveis se não tivesse dado reajuste salarial aos servidores e optasse por suspender parte dos benefícios tributários.
Essa é a avaliação do economista Felipe Salto, diretor da Instituição Fiscal Independente (IFI), entidade ligado ao Senado, criada justamente para monitorar as contas públicas, segundo o Estadão.
"No ano passado, foram aprovados reajustes salariais para o serviço público. Se nada for feito para mudar a dinâmica dessa despesa – que é uma das mais importantes no Orçamento geral da União –, ela crescerá 1% acima da inflação, anualmente, pelos próximos 30 anos", diz Salto.
Pelo visto, o governo preferiu irritar todos os pagadores de impostos de uma vez a despertar especificamente a ira dos servidores.

"Por que sustentamos calados um Estado inchado e ineficiente que mete a mão no nosso bolso?", por Ruth de Aquino



Epoca


O arauto do desastre



“Estamos tratando com seriedade o dinheiro do pagador de impostos, disse o presidente Michel Temer ao anunciar o temível aumento de imposto que nos empobrecerá ainda mais. “São tantos feitos administrativos que a garganta acaba falhando”, afirmou Temer, emocionado consigo próprio. Criticou “os arautos do desastre”, que são todos aqueles que não vivem em sua ilha da fantasia. O impacto na bomba de gasolina é a pauta-bomba da semana.

Quando vejo a nova versão confiante de Temer, esculpida na compra explícita de apoio no Congresso para se manter presidente e longe do alcance da Justiça, eu me pergunto se a doença do cinismo é incurável e hereditária no Brasil. Passa de partido a partido, de governo a governo, sem pedido de desculpas. Convivemos com escaramuças fiscais, jurídicas e linguísticas, com promessas descumpridas. E, agora, escutamos novidades velhas. Um exercício de marketing desesperado. Os R$ 344,3 milhões prometidos para a saúde bucal deveriam ser “realocados” para a saúde mental dos governantes brasileiros. Eles descolaram da realidade.

Lembro ao leitor, perdido na guerra dos números e dos gráficos: a meta do governo Temer é um déficit de R$ 139 bilhões. Como fazer o povo entender isso? Qualquer pessoa honesta se deprime com o nome sujo na praça, ao não conseguir pagar uma conta. Mas Temer continua a rir depois de pagar R$ 1,8 bilhão pela cumplicidade de parlamentares na forma de emendas. O aumento do imposto na gasolina, etanol e diesel – e a alta resultante no transporte e nos alimentos – são nosso sacrifício para ajudar Temer a cumprir sua meta deficitária. O aumento não cobrirá o rombo extra do rombo original. O que ainda virá por aí? Provavelmente a CPMF.
Temer e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, esperam boa vontade, solidariedade, compreensão. Esperam que o cidadão, assaltado por bandidos cotidianamente, também aceite ser assaltado por um Estado inchado, ineficiente, incapaz. O governo é o grande “arauto do desastre”. Temer pede aos bobos da Corte que tenham “o que é muito comum nos brasileiros, o otimismo extraordinário”. O senhor não tem lido as pesquisas, presidente. O que existe hoje é um “pessimismo extraordinário”, com base na realidade.

A vida das famílias dos ministros, senadores e deputados não mudou com a crise econômica. Todos recebem em dia não só os salários, mas as mordomias. A vida melhorou para todos os que receberam benesses para suas emendas, quando Temer abriu o cofre público para comprar consciências e se garantir no Palácio do Jaburu, com seu misturador de vozes em ação.

A Fiesp, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, publicou anúncio intitulado “O que é isso, ministro? Mais impostos?”. O texto sublinha os motivos do pessimismo brasileiro. “Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo. Todos sabem que o caminho correto é cortar gastos, aumentar a eficiência e reduzir o desperdício.”
O Brasil é um país esquizofrênico. Enquanto no estado do Rio de Janeiro tem servidor na fila para pegar cesta básica porque não recebeu o 13º de 2016, nem maio nem junho, o governo Temer aumentou em R$ 12 bilhões seus gastos com pessoal, 11,8% acima da inflação. Chega de pagar o pato.

Há uma palavra, entre tantos clichês da macroeconomia, que me dá calafrios. É o “contingenciamento”. Dos gastos do governo, 90% são obrigatórios. As obrigações deveriam mudar, para o Brasil ser mais justo. Meirelles afirma ser favorável ao corte de gastos, “mas a máquina pública tem de funcionar”. A máquina pública não funciona, ministro!

Vários órgãos do governo, entre eles a Câmara dos Deputados, estouraram o teto de gastos. Temos cerca de 30 ministérios com quase 100 mil cargos de confiança e comissionados. Pagamos aluguéis, passagens, diárias, saúde, beleza e educação dos poderosos. O funcionamento da Câmara e do Senado custa R$ 28 milhões por dia, mais de R$ 1 milhão por hora, informa a ONG Contas Abertas, do economista Gil Castello Branco. Por que pagamos viagens de Dilma Rousseff e outros ex-presidentes? Dilma gastou R$ 520 mil neste ano em viagens para contestar o impeachment. Nós gastamos. Lula, Collor, Fernando Henrique Cardoso, Sarney também têm suas viagens financiadas pelo povo.
Por que sustentamos calados um Estado que mete a mão no nosso bolso sempre que está em apuros e que continua inchado, ineficiente e incapaz? As autoridades ainda riem nas fotos, como o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, que não sabe de nada, inocente, por estar desligado num spa de luxo. É absurdo, escandaloso. Nessa guerra de tronos, enredo e atores precisam mudar.

O esquema por trás do jatinho usado por Eduardo Campos - com O Antagonista

O esquema por trás do jatinho usado por Eduardo Campos


O proprietário oculto do jatinho Cessna Citation 560XL, cuja queda matou o então candidato presidencial Eduardo Campos (PSB-PE), em 2014, era Aldo Guedes Álvaro, homem da mais absoluta confiança do ex-governador de Pernambuco.
Foi o que disse o dono oficial da aeronave usada na campanha e agora delator João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, após mais de três anos de investigação da Polícia Federal, segundo a Veja.
Lyra comprou o jatinho, avaliado em 8 milhões de dólares, mas a maior parte do dinheiro saiu dos cofres de empresas de fachada.
Campos teria escolhido inclusive o modelo do Cessna, porém isso tudo deveria ficar escondido.
"Ficou combinado que, apenas depois das eleições presidenciais, seria constituída uma empresa operadora de táxi aéreo para administrar o avião – e, enquanto isso não acontecesse, o PSB, para não chamar a atenção pública, bancaria oficialmente o aluguel do jatinho."
O delator disse que recolhia propina para o esquema de Campos e a repassava a Aldo Guedes, também delatado por executivos da Odebrecht.
Em nome do ex-governador, Guedes cobrou propina de 90 milhões de reais para garantir dois contratos da Refinaria Abreu e Lima, segundo o ex-diretor da empreiteira Márcio Faria.

Homem da mala de Eduardo Campos operava para outros integrantes do PSB

Aldo Guedes, o proprietário oculto do jatinho cuja queda matou Eduardo Campos (PSB-PE) em 2014, foi alvo de delações da Odebrecht e da Camargo Corrêa.
Em 2016, lembra a Veja, soube-se que Guedes não operava só para o ex-governador, mas para outros integrantes do PSB, como o senador Fernando Bezerra Coelho (PE).
"O Aldo nega qualquer participação em operação de dinheiro. Em relação ao jato, realmente foi oferecido, mas ele não quis", disse à revista o advogado Ademar Rigueira Neto, que defende o amigo de Campos.

Panificadora é atacada por justiceiros sociais por vender doce “preto da alma branca” - Marcelo Faria

Panificadora é atacada por justiceiros sociais por vender doce “preto da alma branca”

Em mais um exemplo do nível ridículo a que chega a militância dos “justiceiros sociais” nas redes sociais, a página da panificadora Conde do Pão no Facebook foi atacada na última quinta-feira (20) pelo movimento racista negro. O motivo? A panificadora vende um tradicional doce chamado “preto da alma branca”.
O movimento racista negro considerou que vender esse doce é racismo
O movimento racista negro considerou que vender esse doce é racismo
Em um comentário que foi copiado e colocado por diversos justiceiros sociais na página de avaliações da panificadora, vender um doce chamado “preto da alma branca” é ignorar “que está localizada em um país com anos e anos de história de escravidão e preconceito racial” e “onde a população negra é maioria, mas é também a que mais morre assassinada”; por isso, a panificadora deveria “mudar o nome racista do doce”.
Outros comentários afirmam que “racismo não deve ser posto à mesa”, que “os pretos e pretas que se ofendem” devem ser respeitados, que o nome do doce é “escroto pra caralho” e que aqueles que criticam o politicamente correto dos justiceiros sociais são “pessoas que não se importam com o pensamento crítico, com as minorias e as lutas”.
Exemplo dos comentários
Exemplo dos comentários na página de avaliações da Conde do Pão. O primeiro comentário foi copiado e colado repetidamente por diversos outros justiceiros sociais
Em resposta aos ataques, a panificadora divulgou uma nota de esclarecimento em que afirma que o doce “preto de alma branca” é “conhecido em todo o país, e também disponibilizado em diversas outras panificadoras e confeitarias Brasil a fora”, e que “assim como outros nomes de quitutes brasileiros como ‘olho de sogra’, ‘maria mole’, ‘nega maluca’ e ‘pé de moleque’, não visa incentivar qualquer tipo de preconceito, contra quem quer que seja”. Nos comentários da nota, diversas pessoas apoiam a panificadora contra o ataque do movimento racista.
De acordo com o site da Conde do Pão, a empresa existe há 40 anos na cidade de Manaus – AM e emprega 286 funcionários em 6 lojas.

Escravos cristãos, senhores muçulmanos - Por Janet Levy

Escravos cristãos, senhores muçulmanos

Por Janet Levy [*]
Hoje em dia a escravidão como instituição remete à posse de escravos africanos no Sul [dos EUA] no período pré-Guerra Civil. No entanto, a escravidão é uma velha prática que data do Egito antigo, da Grécia e de Roma assim como dos impérios Ameríndios no México e na América Central. Ela também se estabeleceu e foi ideologicamente sancionada no mundo muçulmano desde os tempos de Maomé.
Em paralelo à escravidão africana nas Américas, entre 1500 a 1800 existiu um próspero comércio de escravos europeus cristãos brancos levados a cabo por muçulmanos da Berbébria no Norte da África. Em seu livro Christian Slaves, Muslim Masters, o professor de história Robert Davis, da Ohio State University, examina de perto este aspecto pouco discutido da história moderna.
Com suas origens na vida do Profeta Maomé, a escravidão encontra-se profundamente imbricada na tradição e lei islâmica. Os muçulmanos devem seguir os ensinamentos de Maomé, que possuía e comercializava escravos. Além disto, uma grande parte da sharia – na Suna de Maomé e no Corão – é voltada para a prática da escravidão. Califas muçulmanos geralmente possuíam haréns com centenas de jovens escravas capturadas em terras cristãs, hindus e africanas. A escravidão ainda é praticada em muitos países muçulmanos e é glorificada pelos grupos jihadistas atuais.
Em Christian Slaves, Muslim Masters, Davis descreve como, de 1500 a 1800, corsários muçulmanos da Berbéria escravizaram sistematicamente cristãos brancos da Itália, França, Espanha, Portugal, Holanda, Islândia, Grã-Bretanha, Irlanda e Grécia. Os muçulmanos invadiam navios no mar e atacavam as vilas costeiras em uma atividade denominada “roubo de cristãos” [Christian stealings]. Ao longo deste tempo, explica Davis, o Mediterrâneo possuía a reputação de ser o mar onde as pessoas desapareciam: pescadores e marinheiros em pequenos barcos, pastores cuidando de rebanhos, agricultores trabalhando perto do litoral, pessoas das cidades e mesmo mulheres e crianças que viviam em comunidades costeiras. Habitantes do litoral e aqueles que viajavam por navio ficavam sob o risco constante da captura, da violência e da exploração nas mãos dos muçulmanos da Berbéria.
Como parte desta jihad contra o cristianismo iniciada em 1500, pirataria e escravização foram alguns dos instrumentos utilizados para arrancar das comunidades infiéis pessoas úteis e produtivas, e para conseguir espólios. Davis estima que ao longo de três séculos de predação muçulmana, algo em torno de 1,25 milhões de europeus foram furtiva e permanentemente retirados de suas famílias e comunidades.
As vítimas que haviam sido perseguidas e aprisionadas eram então levadas para o mercado de escravos no norte da África poucos dias após a captura ou após longas viagens nas quais seus captores buscavam mais espólios. Por vezes os piratas reapareciam na porta da casa da vítima balançando uma bandeira branca [truce flag] e mostrando aos familiares desesperados as vítimas disponíveis para o pagamento de resgata. Os cativos mais ricos conseguiam ser libertados em alguns dias ou meses, mas os mais pobres podiam ficar anos na escravidão ou morrer em cativeiro. Além do trabalho que lhes era exigido, muitos escravos eram forçados a roubar ou a vender água para pagar por seus alojamentos primitivos e sua parca provisão de comida.
Com sua pesquisa, Davis concluiu que muçulmanos capturados tinham aproximadamente 50% de chances de serem resgatados em algum momento. Enquanto isto, aproximadamente metade dos cativos sobreviviam aos cinco primeiros anos e escravidão sob as duras condições de vida e trabalho as quais se submetiam.
Davis comparou as vantagens para os corsários muçulmanos de capturar suas vítimas em navios ou em terra. Navios comuns raramente rendiam tanto espólio quanto os ataques em terra, mas ofereciam um maior potencial pela obtenção de marinheiros e negociantes especializados. Ademais, as pessoas nos barcos podiam ser coagidas a revelar a localização de objetos de valor que estivessem guardados e a riqueza dos passageiros. Passageiros a bordo dos navios eram, geralmente, mais ricos que os pescadores e os habitantes das cidades e eram presas mais fáceis e adequadas para pedir resgates.
A pior forma de sujeição imposta pelos muçulmanos era, sem dúvida, a escravidão nas galés. De três a cinco cativos eram acorrentados pelos pulsos a um remo e pelos tornozelos a um banco preso ao chão do navio. Cada navio, impulsionado sobretudo por remos, necessitava de 150 a 300 homens que eram obrigados a remar enquanto recebiam fortes golpes de varas. Escravos de galé, que basicamente trabalhavam até morrer ajudando seus senhores a angariar mais escravos, remavam sem camisa, recebiam rações miseráveis e degradavam-se em seus postos enquanto eram atormentados por ratos, pulgas e tantos outros parasitas.
Mulheres cativas serviam tanto como escravas sexuais em haréns ou como empregadas domésticas confinadas aos serviços da casa. Muitas concubinas se converteram ao islã e nunca foram resgatadas. Meninos e adolescentes eram mantidos para serviços militares ou sexuais.
De acordo com a pesquisa de Davis, era tão significante a extensão da empresa escravista na Barbéria que um quarto da população de Argel era de escravos. Toda a existência da cidade baseava-se na pirataria e no comércio de escravos. Em Túnis e Trípoli, entre 10 e 20% da população era de escravos.
Algumas comunidades litorâneas europeias tornaram-se praticamente cidades fantasmas em vista da fuga de seus habitantes diante dos perigos dos corsários muçulmanos, escreve Davis. Incursões em busca de escravos causaram longos e significativos problemas econômicos nas comunidades afetadas, e as exigências de pesados resgates reorganizaram as relações de propriedade. Um aldeão que resgatava um membro da família podia ser obrigado a abrir mão da posse da terra, de uma casa, de um barco e ficar em uma incômoda situação, trabalhando na terra ou no barco que ele possuíra antes da captura de seu parente. Ademais, nas comunidades europeias devastadas, igrejas buscavam levantar fundos para resgatar seus membros escravizados. As igrejas faziam constantes e desesperadas tentativas de obter doações para libertar aqueles em cativeiro.
Diante das descobertas da pesquisa de Davis e da aceitação da escravização do infiel sob a doutrina islâmica, não surpreende que dentro do mundo muçulmano inexista um clamor pela abolição da escravidão. Na verdade, ela ainda existe no Chade, Níger, Mauritania, Mali e Sudão. Pressões para pôr fim a prática vieram do Ocidente. Somente em 1962 a Arábia Saudita, em resposta as pressões dos EUA, aboliram oficialmente a escravidão. Hoje em dia, vemos que o Estado Islâmico usa a doutrina islâmica para justificar o sequestro e a escravização de mulheres e crianças cristãs e yazidi, chegando mesmo a emitir um édito sancionado pelo Corão sobre a permissão de intercurso sexual com meninas pré-puberes.
A relevante pesquisa de Davia sobre a escravidão de cristãos brancos pelos muçulmanos ajuda a lançar alguma luz sobre esta prática que subsiste. Infelizmente, embora o Ocidente tenha há muito abolida a prática da escravidão institucionalizada, preceitos ideológicos permitem sua continuidade, muitas vezes inconteste, em partes do mundo muçulmano.
[*] Janet Levy. “Christian Slaves, Muslim Masters”. The American Thinker, 14 de Setembro de 2016.
Tradução: Alexandre Ramos
Revisão: Daiana Neumann

PT e PC do B assinam apoio a regime de Nicolás Maduro


Partidos subscrevem documento que defende presidente venezuelano em meio à escalada da violência nas ruas e da pressão sobre o Legislativo no país vizinho

Pedro Venceslau, Gilberto Amendola e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

Os três principais partidos de esquerda do Brasil – PT, PC do B e PDT – intensificaram o discurso em defesa do regime chavista de Nicolás Maduro na Venezuela no momento que o país vizinho vive uma escalada de violência política que já deixou mais de cem mortos desde abril, segundo o Ministério Público local.

Nesta quarta-feira, 19, o PT e o PC do B subscreveram em Manágua, capital de Nicarágua, a resolução final do 23.º Encontro do Foro de São Paulo, organização que reúne diversos partidos de esquerda da América Latina e do Caribe.

O texto defende a elaboração de uma nova Constituição que amplia os poderes de Maduro, exalta o “triunfo das forças revolucionárias na Venezuela” e diz que a “revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios”.

Presente ao encontro, a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), fez um discurso no qual afirmou que o partido manifesta “apoio e solidariedade” ao governo do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), seus aliados e ao presidente Nicolás Maduro “frente à violenta ofensiva da direita contra o governo da Venezuela”.

Os representantes brasileiros no Foro não fizeram menção ao ataque ao parlamento neste mês promovido por militantes chavistas ou às denúncias de violência por parte do aparato militar oficial do Estado.

O acirramento da violência tem como marco o mês de abril, com a morte de dois estudantes. No dia 6, Jairo Ortiz, de 19 anos, levou um tiro no tórax durante um protesto. Dias depois, Daniel Queliz, 20 anos, foi morto com um tiro no pescoço. Para a oposição, Maduro quer mudar a Constituição para ampliar seus poderes.

“Nosso apoio ao Maduro é total. O Foro foi bem unificado em relação à Venezuela. Não houve omissão, porque a virulência da oposição está grande e conta com muito apoio externo”, afirmou Ana Prestes, da Fundação Maurício Grabois e uma das representantes do PC do B. Procurada, Gleisi Hoffmann não quis se manifestar.

O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que integra a direção nacional do partido, disse que a legenda “não corrobora com ações de violência estatal”.

Em Manágua, representantes do PT e do PC do B também condenaram o ataque feito por oposicionistas à Corte Suprema venezuelana. O PDT não enviou representantes ao evento, mas alinhou o discurso. “Nós apoiamos a autonomia do povo venezuelano de decidir seu destino. Condenamos atos de violência, mas pontuamos que, no caso da violência, ela vem dos dois lados”, disse Carlos Lupi, presidente nacional do PDT.

O evento na Nicarágua, que homenageou o líder cubano Fidel Castro, produziu uma resolução de rechaço ao que foi chamado de “golpe de Estado” no Brasil e de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Reduzido. Oficialmente, o Foro de São Paulo tem sete partidos brasileiros inscritos: PT, PDT, PC do B, PCB, PPL, PSB e PPS. A maioria deles, porém, deixou de enviar representantes ao evento nos últimos anos. “Hoje apenas alguns membros antigos do diretório do PSB defendem o Foro. O regime de Maduro é uma loucura. A Constituinte que ele convocou é uma tentativa de Estado totalitário”, afirmou o deputado Julio Delgado (PSB-MG).

O secretário-geral do PCB, Edmilson Costa, disse que o partido tem críticas ao Foro, mas apoia “incondicionalmente o governo bolivarianista de Maduro”. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que o partido nunca participou do encontro, mas preferiu não opinar sobre o regime de Maduro.

O ex-ministro Roberto Freire, presidente do PPS, disse que estava no início do Foro de São Paulo, mas se afastou. “Era uma reunião na qual existiam partidos que tinham uma visão democrática bem acentuada, tal como nós. Imaginava-se que aquilo iria ser uma organização pluralista. No momento em que passou a ser um instrumento de concepções antidemocráticas e totalitárias que resultaram nessa ditadura venezuelana, o partido se afastou.”

O Foro foi fundado em 1990 por Lula e Fidel. O objetivo inicial era debater a nova conjuntura internacional pós-queda do Muro de Berlim. A primeira edição ocorreu na cidade de São Paulo, daí o nome dado ao encontro. Desde então, ocorre a cada um ou dois anos.

‘Plataforma’. Para o professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Oliver Stunkel, o Foro de São Paulo teve maior importância no primeiro mandato de Lula, a partir da atuação do então assessor especial para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia. “Era uma plataforma importante para auxiliar os presidentes no momento em que a esquerda crescia na America Latina”, disse Stunkel.

Essa importância, segundo o professor, já não é a mesma porque os representantes dos países no Foro não têm mais ligação direta com os presidentes da República. No início do governo Lula, lembrou, as esquerdas viviam um período de ascensão no continente. A influência do Foro era sentida nas negociações do Mercosul e até nas decisões econômicas do Brics (grupo de países emergentes).

Além do próprio Lula, o período teve governantes como Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Correa (Equador), Cristina Kirchner (Argentina), Fernando Lugo (Paraguai) e Manuel Zelaya (Honduras).

Opinião do dia – Rosa Luxemburgo


A liberdade apenas para os partidários do governo, apenas para os membros do partido, por muitos que sejam, não é liberdade. A liberdade é sempre a liberdade para o que pensa diferente.

A Liberdade é quase sempre, exclusivamente a liberdade de quem pensa diferente de nós.

Sem eleições gerais, sem uma liberdade de imprensa e uma liberdade de reunião ilimitadas, sem uma luta de opiniões livres, a vida vegeta e murcha em todas as instituições públicas, e a burocracia torna-se o único elemento ativo.

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Rosa Luxemburgo (5/3/1871-15/1/1919) filosofa, escritora de formação marxista, fundadora do Partido da Social Democracia da Polônia e da Alemanha. Fuzilada em Berlim em 15/1/1919, em crítica aos bolcheviques, após a Revolução Russa de 1917.

PRESIDENTE DONALD TRUMP – O PRIMEIRO SEMESTRE Filipe G. Martins

Nosso grande especialista em América, Filipe Martins, faz um breviário dos primeiros seis meses de Donald Trump como presidente.
O dia de ontem marcou o final dos primeiros seis meses da presidência de Donald Trump, que teve início em 20 de janeiro de 2017, após uma das vitórias eleitorais mais impressionantes da história. Por ser a primeira pessoa a chegar à presidência dos Estados Unidos da América sem nunca ter exercido um cargo eletivo previamente e por ser um bilionário de muito sucesso no mundo dos negócios, além de uma figura polêmica e politicamente incorreta, Donald Trump tem sido observado com especial atenção.
Sua experiência empresarial; seu status de outsider; sua abordagem reformista; seu resgate de princípios como a soberania das nações e a auto-determinação dos povos; e uma série de outras características atípicas para um político contemporâneo; somadas ao fato de ele estar à frente da nação mais poderosa e influente do mundo, o colocam sob o olhar atento de políticos e eleitores do mundo todo, que vêem em seu governo uma demonstração do que se pode esperar de outsiders, de nacionalistas e de outras categorias de políticos que, direta ou indiretamente, se espelham nele.
Por isso mesmo, este assunto demanda um amplo debate e um balanço mais detalhado destes seis primeiros meses, abrangendo os sucessos e as falhas do Governo Donald Trump. No entanto, nem um debate de qualidade nem um balanço preciso poderão ser obtidos sem uma cobertura equilibrada do que está ocorrendo por lá, o que depende da publicação de matérias que apresentem uma perspectiva distinta daquela que tem bombardeado a grande mídia brasileira.
Para contribuir com esse equilíbrio, deixo aqui uma lista das realizações do Governo, oferecendo um contraponto às matérias que estão sendo publicadas, desde o início da semana, por inúmeros veículos de mídia e que, em sua maioria, apresentam uma perspectiva excessivamente negativa da presidência e até tentam avançar a idéia falsa de que nada foi realizado nestes seis meses.
A lista foi organizada de modo temático, tomando como critério as promessas e os objetivos de Donald Trump e de seus eleitores e não os desejos de seus opositores. Ressalto ainda que essa lista foi elaborada sem qualquer pretensão de ser exaustiva e que muitas outras vitórias poderiam ser mencionadas. Ao final dele, sugiro que a confrontem com o que tem sido mostrado na TV, e perguntem a si próprios se gostariam de ter no Brasil um presidente que fizesse pelo nosso país o que Donald Trump está fazendo pelos Estados Unidos da América.

Vitórias políticas e estratégicas

  • Nomeou um excelente juiz para a Suprema Corte;
  • Retirou os EUA do opaco e impermeável TPP;
  • Aprovou 40 projetos de lei, 13 atos de revisão legislativa e 30 ordens executivas para desfazer decisões nocivas e prejudiciais do Governo Obama;
  • Ajudou o Partido Republicano a vencer todas as eleições especiais disputadas até agora – todas eram vistas como termômetros da aprovação de seu trabalho;
  • A credibilidade da grande mídia nunca foi tão baixa;
  • Canais que não fazem nada além de atacá-lo, como a CNN e a MSNBC, estão experimentando as audiências mais baixas que já tiveram em anos;
  • Apesar de uma taxa de aprovação pessoal baixa (shy effect), todas as pesquisas mostram que os americanos estão otimistas com a direção do país e com a economia;
  • Criou uma comissão para identificar, investigar e produzir um relatório sobre fraude eleitoral.

Economia

  • Congelou a criação de regulações governamentais;
  • Eliminou regulações que afetavam a economia;
  • Congelou a contratação de funcionários públicos;
  • Estabeleceu que uma nova regulamentação só pode ser criada se duas anteriores forem eliminadas;
  • Criou um programa para identificar e eliminar regulações desnecessárias no setor agrícola;
  • Anunciou o corte de bilhões de dólares no financiamento da ONU;
  • Reduziu a dívida americana em 100 bilhões;
  • Está realizando uma reforma administrativa da máquina estatal;
  • Está promovendo o corte de gastos administrativos do governo;
  • Tomou providências para realizar uma auditoria dos gastos públicos;
  • Estabeleceu um exemplo ao doar todo o seu salário;
  • A folha de pagamento da Casa Branca de Donald Trump é 5.1 milhões menor do que a da Casa Branca de Obama;
  • O número de pessoas desempregadas é o menor em 16 anos;
  • Alguns estados estão passando pela menor taxa de desemprego da história;
  • O número de pessoas fora do mercado laboral já é menor do que o apresentado dez anos atrás, em junho de 2007;
  • Desde que Trump foi eleito, cerca de 600 mil novos empregos foram criados;
  • O percentual de americanos efetivamente empregados tem se mantido acima dos 60%, um patamar que nunca foi alcançado durante o Governo Obama;
  • Há cerca de 6 milhões de vagas de emprego disponíveis, o maior número da série histórica do Bureau of Labor Statistics;
  • Desde que Trump assumiu o governo, 589 mil pessoas conseguiram empregos em período integral, melhorando suas condições de trabalho;
  • O aumento na demanda por mão-de-obra já está elevando os salários reais dos trabalhadores e diminuindo a dependência de programas governamentais;
  • De fevereiro a abril, a renda familiar média aumentou mil e trezentos dólares, indo de US$58.061,00 a US$59.361,00;
  • O número de pessoas que dependem de benefícios como o seguro desemprego é o menor desde janeiro de 1974;
  • O número de dependentes de programas governamentais como o "food stamps" também tem caído mês a mês;
  • O otimismo dos consumidores já supera os números anteriores à crise de 2008;
  • O Dow Jones Industrial Average, o NASDAQ e o S&P 500 vêm subindo e batendo recorde atrás de recorde;
  • Apresentou um programa de reforma tributária, que realizará uma simplificação e uma diminuição drásticas dos impostos;
  • Os termos do NAFTA e de outros acordos comerciais estão sendo renegociados;
  • Regulações mais rígidas foram criadas para inviabilizar o lobby de ex-funcionários públicos e agentes do governo;
  • Recriou o Conselho Nacional Espacial, ampliou o orçamento da NASA e estabeleceu o objetivo de colocar o homem em Marte até 2030, com a finalidade de facilitar o desenvolvimento de novas tecnologias.

Política externa e segurança nacional

  • Conduziu com maestria e força momentos difíceis como o uso de armas químicas na Síria;
  • Está pressionando a China e a Rússia e criando um ambiente sem precedentes para conter as loucuras da Coréia do Norte;
  • Reverteu as mudanças promovidas pelo Governo Obama que favoreciam a ditadura cubana;
  • Anunciou um cessar-fogo na Síria;
  • Encerrou o programa da CIA que armava os rebeldes sírios (dentre os quais, muitos eram ligados à Al Qaeda e ao próprio ISIS);
  • Concedeu mais autonomia ao Departamento de Defesa, o que resultou no uso da GBU-43B (conhecida como "mãe de todas as bombas) contra um complexo de túneis utilizados pelo ISIS no Afeganistão. O ataque matou pelo menos 100 terroristas, incluindo quatro comandantes importantes, sem qualquer baixa de civis.
  • O ISIS está vivendo o seu pior momento e está próximo de se tornar uma organização meramente simbólica;
  • Impôs uma nova rodada de sanções contra o Irã;
  • Anunciou a expansão de 21 bilhões de dólares no orçamento das Forças Armadas;
  • Está desenvolvendo um programa para ampliar a Marinha americana e o poder bélico dos EUA em geral;
  • Libertou prestadores de serviço humanitário no Egito;
  • Impediu que Sabrina de Sousa, uma agente da CIA, fosse extraditada para a Itália;
  • Conseguiu a libertação de inúmeros prisioneiros civis e militares nos exterior;
  • Segundo o pai de Otto Warmbier, que foi mantido em uma prisão norte-coreana até junho de 2017, se o Obama tivesse se engajado tanto quanto o Trump na negociação o seu filho teria tido um destino melhor;
  • Acordou a venda de recursos energéticos americanos para a Polônia, dando autonomia e independência para o seu maior aliado no Leste Europeu;
  • Tem se aproximado dos países da Iniciativa dos Três Mares para conter o avanço russo sem fortalecer a União Européia;
  • Escolheu, para sua primeira viagem internacional como presidente, um itinerário simbólico que incluía Jerusalém, Riyadh, o Vaticano e Bruxelas;
  • Realizou um dos melhores discursos da história recente em Varsóvia na Polônia, se comprometendo a defender a Civilização Ocidental;
  • Renegociou a compra de 90 caças F-35 da Lockheed Martin, reduzindo 725 milhões de dólares nos custos com que o Governo Obama havia concordado e abrindo o caminho para a economia de bilhões ao longo do programa.

Segurança migratória e das fronteiras

  • Acabou com a política "Catch & Release", leniente e negligente com a imigração ilegal;
  • Reduziu em 73% a travessia ilegal das fronteiras americanas;
  • Aumentou em 38% a prisão de imigrantes ilegais;
  • Aumentou em 40% a deportação de imigrantes ilegais;
  • Ampliou a segurança nas fronteiras e tomou previdências para facilitar o trabalho dos agentes de segurança;
  • Os agentes de controle alfandegário e de imigração realizaram quase 42 mil prisões em 100 dias;
  • Aprovou uma lei que aumenta a punição de criminosos, caso eles já tenham sido deportados previamente;
  • Cortou o envio de fundos para "cidades santuários", que dificultam o combate à imigração ilegal;
  • Aumentou o orçamento da ICE, a agência que exerce função de controle alfandegário e de imigração;
  • Anunciou a ampliação do quadro de agentes da ICE;
  • Colocou uma equipe de engenheiros e especialistas para planejar a construção do MURO, que deve começar em breve.

Combate à infiltração de terroristas

  • Aprovou o banimento temporário do ingresso de pessoas originárias de um grupo de Estados falidos ou que financiam o terrorismo;
  • Reduziu em 50% a recepção de refugiados;
  • Os perseguidos (cristãos e outras minorias) passaram a ter prioridade frente aos perseguidores (terroristas islâmicos) no programa de refugiados;
  • Está tomando providências para estabelecer um programa para vetar o ingresso de extremistas.

Segurança pública

  • Solicitou estudos para encontrar formas de ampliar as penas para crimes violentos;
  • Tornou o Departamento de Justiça um ambiente menos hostil para os policiais e outros agentes de segurança;
  • Facilitou o processo de levantamento de fundos e de orçamento por parte das polícias locais;
  • Aprovou uma lei que facilita e agiliza o auxílio para a família de policias mortos em atividade;
  • Identificou um esquema fraudulento no sistema de saúde envolvendo 412 pessoas e o desvio de 1.3 bilhões de dólares;
  • Enviou agentes federais para auxiliar no combate à epidemia de crimes violentos em Chicago.

Energia

  • Autorizou e estimulou a aceleração dos dutos de Keystone e Dakota;
  • Retirou os EUA do Acordo de Paris, evitando que a economia fosse afetada por uma carga extra de regulações ineficazes;
  • Tomou providências para desregulamentar o setor energético, o que já tem gerado milhares de empregos;
  • Ampliou a área do Alaska que pode ser explorada para a extração de recursos energéticos;
  • Pediu uma reforma do Departamento de Energia para agilizar o processo de aprovação de operações de exploração de gás e petróleo;
  • Eliminou uma lei que impedia a criação de novas operações de extração de petróleo do fundo do mar e solicitou uma revisão de todas as regulações do setor energético;
  • Negociou a ampliação da venda de recursos energéticos para a Polônia e outros países do Leste Europeu.

 Questões sociais e educação

  • Cortou o financiamento de organizações que promovem o aborto no exterior;
  • Aprovou medidas que asseguram e ampliam as liberdades religiosas;
  • Anunciou o fim da intervenção federal na educação de crianças de até 12 anos;
  • Reverteu a lei que permitia que os estudantes de escolas públicas utilizassem o banheiro destinado a pessoas do sexo oposto;
  • Eliminou regulações para facilitar o ingresso de jovens em programas de aprendizado e treinamento profissional, bem como de ensino vocacional;
  • Solicitou que sua Secretária de Educação combata ativamente o Common Core e crie um programa para devolver o controle das políticas de educação para os estados;
  • Tem dado todo o auxílio (fundos e especialistas) para resolver os problemas ligados à contaminação da água na cidade de Flint, no Michigan.

Atos simbólicos

  • Foi o primeiro presidente, desde Ronald Reagan, a discursar na convenção anual da NRA, a Associação Nacional de Rifles, maior responsável pela manutenção do direito de portar armas nos EUA e no mundo;
  • Mike Pence, seu vice, foi designado para fazer um discurso na Marcha Anual pela Vida, se tornando o primeiro vice-presidente da história a participar do evento;
  • Trump também designou sua conselheira Kellyanne Conway para falar no evento e explicitar o apoio do presidente aos movimentos pró-vida;
  • Em vez de realizar o seu primeiro discurso de formatura na Universidade de Notre Dame, como todos os presidentes, Trump fez seu primeiro discurso numa universidade conservadora, a Christian Liberty University. No discurso, ele lembrou que "na América, não adoramos o governo, nós adoramos Deus e Deus somente";
  • A Casa Branca criou um grupo diário de oração e um grupo semanal de estudos bíblicos;
  • Em vez de comemorar o centésimo dia de seu governo no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, o presidente optou por ir para Pensilvânia se reunir com os seus apoiadores. Isso fez dele o primeiro presidente, desde o Reagan, a não participar do jantar;
  • No mesmo dia, uma pesquisa do Morning Consult descobriu que 37% dos americanos confiavam mais na Casa Branca do que na mídia enquanto 29% confiavam mais na mídia do que na Casa Branca;
  • No dia de sua posse, anunciou a criação do Dia Nacional do Patriotismo;
  • Ainda em seu primeiro dia de governo, ele retornou o busto do Primeiro Ministro britânico Winston Churchill ao Salão Oval, de onde o Obama havia o removido. Ele também aceitou a oferta do Reino Unido de emprestar outro busto de Churchill para a Casa Branca.
  • Em junho, o Homeland Security anunciou o corte do financiamento para inúmeras organizações islâmicas que recebiam fundos do Governo Obama.
  • O Departamento de Justiça abriu um processo contra dois médicos e uma terceira pessoa por realizarem mutilação genital no território americano, a primeira demonstração de executar a lei que proíbe esse ato desde que ela foi criada em 1996.

Apesar do que tenta dizer a grande e velha mídia, na realidade é bem difícil apontar quais seriam os deméritos do primeiro semestre de Donald Trump como homem mais poderoso do mundo.
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