terça-feira, 13 de junho de 2017

Diferença essencial entre a esquerda e a direita no Brasil - Olavo de Carvalho


Diferença essencial entre a esquerda e a direita no Brasil

6 de junho de 2017 - 10:11:56
Diferença essencial entre a esquerda e a direita no Brasil: A primeira não perde nenhuma oportunidade de destruir seus adversários, por mais remota e insignificante que pareça. A segunda perde TODAS, por mais vistosas e patentes que sejam. Só consegue um pouquinho de sucesso como força auxiliar de alguma facção da esquerda, quando esta se divide. A esquerda quer governar. A direita quer que alguém a proteja.
Outra diferença: A esquerda sabe o que é hegemonia. A direita só sabe onde fica o Palácio do Planalto. Fica rezando para botar lá o Bolsonaro ou os militares, enquanto a esquerda, abalada e desmoralizada o quanto esteja, luta para consolidar seu controle da mídia, da militância organizada e dos órgãos de cultura
Se a direita nada fizer contra os órgãos de mídia e contra o domínio esquerdista das universidades e instituições de cultura, a esquerda vai voltar ao poder e rir, novamente, da cara de todos os brasileiros.
A direita, no Brasil, não chega sequer a ser uma força política. É apenas um vago estado de espírito espalhado pela população, e que se manifesta por crises espasmódicas passageiras.
Até hoje, a direita brasileira não tem sequer um PLANO DE TOMADA DO PODER. Mas tem milhares de planos de governo e até esboços de Constituição. É como um sujeito que não tem nem uma namoradinha mas já sonha com o futuro dos filhos.
O sistema nacional de educação tornou-se um aparato criminoso empenhado na destruição das inteligências. Todos os responsáveis por essa monstruosidade deveriam ser expelidos de seus postos e condenados à prisão.
Isso SÓ não acontece porque essa máquina infernal é autoproliferante e já afetou a praticamente toda a população brasileira. Ninguém pode reagir contra um mal que não sabe que existe, e a inteligência, ao contrário da saúde e da riqueza, tem esta propriedade peculiar: quanto mais alguém a perde, menos dá pela falta dela.
Não podemos salvar desse flagelo todos os brasileiros, mas podemos salvar alguns, e esses poucos formarão o núcleo de uma possível resistência futura — a ÚNICA esperança de melhores dias para o nosso povo.
TUDO o que faço é em vista desse fim. Os problemas da política imediata são apenas irritações de superfície que ao mesmo tempo manifestam e camuflam a moléstia profunda.
O critério ÚNICO para a escolha de um presidente da República num país periférico deveria ser este: qual candidato tem inteligência e preparo cultural suficientes para sobrepujar, pela engenhosidade e estratégia, os representantes das nações mais poderosas e dos organismos internacionais mais intrusivos?
Se não tem isso, não tem NADA.
Imaginem um presidente brasileiro que, numa negociação com os governantes das grandes potências ou com os representantes da elite globalista, não fosse feito de trouxa em cinco minutos por simples falta de compreensão abrangente dos temas em pauta.
Esse personagem simplesmente NÃO EXISTE na nossa política. E não existirá enquanto a porra da “formação universitária” não ceder lugar a alguma coisa mais séria.

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