terça-feira, 28 de março de 2017

O governador paraibano Ricardo Coutinho poderá ser cassado - com O Antagonista

O governador paraibano Ricardo Coutinho poderá ser cassado


O governador Ricardo Coutinho, da Paraíba, que promoveu a "reinauguração" da transposição do São Francisco por Lula, será julgado numa ação, impetrada pelo PSDB no Tribunal Regional Eleitoral, que pede a sua cassação.
Ricardo Coutinho é acusado de pagar 10 milhões de reais, provenientes da Previdência do estado, em período eleitoral. Ou seja, abuso de poder político. Ou seja, compra de votos.
Na semana passada, o Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável à cassação; ontem, o desembargador e corregedor-eleitoral Romero Marcelo pediu para que o julgamento fosse marcado no TRE.

"Pensar grande e agir grande"

A imprensa perdeu a vergonha de atacar a Lava Jato.
Hoje, no Estadão, a colunista Eliane Cantanhêde argumenta que há incompatibilidade entre reforma previdenciária e cumprimento das leis.
Ela diz:
“O fundamental combate à corrupção pode paralisar o Congresso e o governo numa hora essencial para a economia e isso tudo, somado, tem um nome: impasse. Quando se chega a um impasse, é melhor pensar grande e agir grande, considerando o bem do País.
A frase de Marcelo Odebrecht soa como um alerta e uma reflexão: se todos se elegeram com caixa 2, como punir todos, indistintamente, sem explodir o sistema político, sem trucidar as saídas para a economia, sem criar uma terra arrasada?
Há que se punir, mas punir com as devidas gradações”.
A Lava Jato nunca condenou ninguém por causa de caixa 2. A mesma coisa vai ocorrer na PGR.
Quem tem de estabelecer “as devidas gradações” nas punições não são os parlamentares eleitos com caixa 2 nem Marcelo Odebrecht, e sim a Justiça.
Pensar grande e agir grande é aprovar a reforma previdenciária sem se deixar chantagear pelos criminosos incluídos na lista Janot.

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