quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A PERUCA DE EIKE E O POLITICAMENTE CORRETO - RAFAEL BRASIL

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Li na internet, que Eike Batista tirou a prótese da cabeça. Ou seja tirou a peruca colada.  Uma peruca cara pra cacete, pois a colagem dura um mês, e até permite o sujeito tomar banho de mar ou piscina com a dita cuja. Todo mês o sujeito paga uma verdadeira fortuna para recolocar de novo, acho que ajustando os fios de cabelo, sei lá!
Do mesmo jeito que ninguém pode chamar gordo de gordo, bêbado de bêbado, e, Deus me livre, frango de frango. Gordo é obeso, bêbado é alcoolista, e fresco é gay. E velho é idoso, afinal ninguém quer ser chamado mais de véio, mas idoso. Afinal, o bonito é sempre ser novo, "jovem", como se orgulham muitas pessoas que sempre se afirmam  "espiritualmente jovens". 
Velho passou a significar coisa passada, sem uso, ou ultrapassada pelos sempre mais dinâmicos novos tempos com as mais "belas" novas pessoas. Pois estou ficando velho, e quem não está?  Até meu neto Rafael, de 4 anos. 
E sou velho, 58 primaveras e espero ficar mais ainda. Afinal, como diz um ditado popular, "quem não quer ficar véio que morra novo", ora bolas.
Mas sou um seguidor do velho e bom Nélson Rodrigues. que dava um conselho peremptório aos mais jovens. "Envelheçam já". A juventude para ele era o poço da imbecilidade. E é mesmo, claro com exceções. Tem jovens que amadurecem mais cedo, e tem véios que nunca amadurecem. E estes sempre são os mais ridículos, pois procuram, sempre que podem, se comportar como adolescentes. E o pior, se vestir. 
Mas soube também que proibiram de tocar a música de carnaval, a antológica Cabeleira do Zezé, e Maria Sapatão.  João Roberto Kelly, autor das duas músicas, um véio de quase 80 anos foi censurado , não pela censura do regime militar, mas pela ditadura, muito pior do politicamente correto. 
É isso aí. Se fosse hoje nem Chico Anysio nem Costinha poderiam interpretar muitos de seus personagens mais famosos. É por essas e outras que o humor nacional acabou. O humor politicamente correto simplesmente não existe. Afinal o que é o humor, senão a capacidade de rirmos de nossas próprias loucuras? Ora essa!

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