domingo, 4 de setembro de 2016

NÃO AO AUMENTO DE SALÁRIOS PARA OS SERVIDORES FEDERAIS. QUANTO GANHA UM SERVIDOR? COM O ANTAGONISTA

QUANTO GANHA UM SERVIDOR?


O Antagonista recomenda a leitura da coluna de hoje, na Folha, de Vinicius Torres Freire, que tem este título aí de cima.
Leiam este trecho, por favor:
"'Evidências anedóticas': o salário inicial dos motoristas de certa autarquia é de R$ 5.176. O dos escreventes de polícia dos ex-territórios Acre, Amapá, Roraima e Rondônia pagos pela União é de R$ 8.699. Basta passar os olhos pelas tabelas de cargos federais para perceber injustiças entre os servidores e a disparidade entre salários privados e públicos.
Para piorar, os salários médios de quem tem carteira assinada no setor privado estão caindo ao ritmo de mais de 4% ao ano. No funcionalismo (federal, estadual, municipal), crescem 2% ao ano. Nem se fale da estabilidade no emprego.
Dadas as iniquidades, fica ainda mais difícil aceitar o aumento para a elite do funcionalismo, ministros do Supremo, que querem R$ 39,2 mil (sem penduricalhos). Por tabela, haverá reajuste de salários do serviço público pelo país todo.
Não há dinheiro. Será necessário cortar despesas de investimento 'em obras' ou fazer mais dívida pública, que paga juros indecentes aos mais ricos."
Não dá mais para ignorar -- ou, sempre em benefício próprio, fingir ignorar -- todas essas verdades.

A visão do funcionalismo exige reparos

Enquanto o funcionalismo for a meta de quem busca apenas saciar desejos de estabilidade e altos salários, nossos impostos continuarão sem o retorno esperado e a frustração com o Estado não vai cessar.
Enquanto milhares de jovens lotarem os cursinhos de Brasília, por exemplo, querendo "trabalhar pouco e ganhar muito" às custas do Estado, não iremos muito longe.

Sim, seu salário encolheu

A massa salarial real - a soma dos salários dos trabalhadores tirando a inflação - encolheu quase 10 bilhões de reais desde o fim de 2014, informa a Folha com base em dados do IBGE.
O indicador não voltará ao nível anterior à recessão antes de, pelo menos dois anos.

Sem extravagâncias

Cármen Lúcia disse à Folha que vai acabar com as extravagâncias do STF, como o auxílio-moradia. Nos bastidores, ela já se manifestou contra o reajuste dos salários dos ministros.
E trocou a segurança privada colocada à disposição dos presidentes do Supremo por agentes da Polícia Federal.

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