segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Janaína Paschoal: ‘Dilma não explicou nada’ Marcela Mattos - Veja

Janaína Paschoal: ‘Dilma não explicou nada’

 Marcela Mattos - Veja



SIGNATÁRIA DA DENÚNCIA QUE RESULTOU NO PROCESSO DE IMPEACHMENT, ADVOGADA DIZ QUE SAI FRUSTRADA COM EXPLANAÇÕES DA PETISTA

Dilma Rousseff apresente discurso de defesa no Senado
A presidente afastada Dilma Rousseff faz sua defesa diante dos Senadores durante sessão de julgamento do impeachment - 29/08/2016 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Uma das autoras da denúncia que ensejou o processo de impeachment, a advogada Janaina Paschoal criticou a primeira etapa da audiência de Dilma Rousseff no Senado nesta segunda-feira. Após as mais de três horas de manifestação, entre o discurso e o interrogatório, a jurista afirma que sai frustrada: “Dilma não explicou nada”.
“Ela está se esforçando e mostrou respeito vindo ao Congresso. Não desmereço isso. Agora, sob o ponto de vista do mérito, realmente ela não explicou nada”, afirmou Janaína.
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A presidente afastada chegou nesta manhã ao Senado para fazer seu último pronunciamento antes da votação decisiva da ação por crime de responsabilidade. Ao longo dos 45 minutos de discurso, Dilma discorreu sobre seu passado como guerrilheira, disse ser alvo de uma “trama” e de um “golpe”, atacou o governo de seu sucessor, Michel Temer, e investiu no discurso do medo, colocando em xeque a continuidade de projetos sociais implementados pelo PT caso ela seja cassada. Em seguida, começou a responder às perguntas dos senadores.
“Na condição de cidadã, eu sinto uma frustração. Eu sempre tenho a esperança de que eventualmente viria uma explicação, uma justificativa, um reconhecimento de tudo que foi feito errado, e novamente não veio”, disse Janaina Paschoal. “Ela está repetindo um discurso. Não responde os fatos, repete teses criadas pelo advogado”, continuou.
Um dos momentos mais esperados desta segunda-feira é o embate direito entre a Janaina e Dilma Rousseff. A advogada, porém, afirma que vai esperar o interrogatório feito por mais de 40 senadores para decidir se fará ou não alguma pergunta para a presidente afastada. Ela minimiza qualquer tensão para o interrogatório. “As pessoas criaram um clima que não existe”, afirma.

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