quinta-feira, 30 de junho de 2016

História do jatinho de Campos só piora - com O Antagonista

História do jatinho de Campos só piora

A polícia pernambucana concluiu que o empresário Paulo César Morato, encontrado morto na semana passada, foi envenenado, informa Veja.com.
Morato teve a prisão decretada na Operação Turbulência por participar de um esquema de lavagem de dinheiro que abasteceu campanhas políticas e foi usado na compra do jatinho que caiu em 2014 matando Eduardo Campos.
Não está claro ainda se Morato se matou ou foi assassinado.

O Judiciário mais caro do mundo - REIS FRIEDE

O Judiciário mais caro do mundo - REIS FRIEDE

O Estado de S. Paulo - 30/06

O Poder Judiciário brasileiro é um dos mais caros do mundo. Segundo dados consubstanciados por Luciano da Ros, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em estudo intitulado O Custo da Justiça no Brasil, com exceção de El Salvador, com expressivos 1,35% do PIB, o Brasil tem o Judiciário mais dispendioso do mundo, com gastos (em 2014) na ordem de R$ 68,4 bilhões (1,2% do PIB), em comparação com os EUA (0,14% do PIB), a Itália (0,19% do PIB) e a Alemanha (0,32% do PIB). Portanto, nas olimpíadas judiciais nosso país tem grandes chances de subir ao pódio.

Sem correspondente em nenhuma parte do planeta, o valor despendido com o Poder Judiciário guarda proximidade com o que foi gasto com as Forças Armadas no mesmo ano (R$ 74,4 bilhões, ou 1,4% do PIB). Tal cenário se reproduz em relação ao efetivo empregado nas duas instituições. De acordo com o Relatório Justiça em Números/2015, o Judiciário tinha, em 2014, 278,7 mil servidores (efetivos, requisitados, cedidos de outros órgãos e comissionados sem vínculo efetivo), além de 139,3 mil trabalhadores auxiliares (terceirizados, estagiários, conciliadores, juízes leigos), totalizando 418 mil pessoas. Isso sem computar o número de cargos (previstos) de juízes, da ordem de 22,5 mil. Por sua vez, o efetivo das Forças Armadas atingiu, em 2014, cerca de 330 mil servidores.

Mesmo ostentando esses números hiperbólicos, a prestação da tutela jurisdicional, no Brasil, é uma das mais morosas do mundo, refletindo a ineficiência do Estado como prestador de serviços públicos. Afinal, no Brasil a criança educação ainda tenta alfabetizar-se, a jovem saúde respira por aparelhos, a senhora segurança pública sente-se atemorizada e o senhor serviço judiciário, após esperar tantos anos por uma decisão judicial, faleceu sem receber o bem da vida.

Malgrado as tentativas de combater o problema, o insucesso tem sido evidente, notadamente porque são atacadas as consequências, quando o foco deveria ser as causas. Apenas para ilustrar o que se afirma, apesar do estratosférico número de 105 milhões de ações em tramitação no País, os juízes, na verdade, têm muitos processos cuja temática é repetida, restando aos magistrados o absurdo de decidir quase que uma a uma, algo que o novo Código de Processo Civil, por meio do incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR), busca, de forma muito tímida e burocrática, debelar.

Portanto, é preciso implantar, cada vez mais, instrumentos que tornem viável a reunião de processos em um único julgador, tais como o instituto da afinidade, em adição à conexão e à continência, e também ressuscitar figuras análogas à antiga avocatória, de modo a permitir que o Supremo Tribunal Federal (STF), por exemplo, possa decidir de uma única vez questões que sejam comuns aos cidadãos brasileiros.

Com efeito, ações que tenham o mesmo fato motivador do pedido e a mesma causa de pedir devem ser julgadas por meio de um único ato decisório, medida que acarretará não apenas economia processual, mas uma verdadeira racionalização do trabalho, melhorando a eficiência operacional do Judiciário. Tal expediente impedirá que diversos magistrados julguem casos idênticos, o que não raro ocasiona interpretações variadas sobre o mesmo tema, problema que, cabe reconhecer, decorre do hábito de alguns juízes de imporem uma particular visão de justiça, em detrimento da correta hermenêutica na aplicação da lei, causando inflação interpretativa. Ao contrário, a diversidade de soluções adotadas por diversos juízes para a mesma questão acaba por causar perplexidade no jurisdicionado, que não consegue entender como uma interpretação pode ser absolutamente contrária à outra, se o que se postula em juízo é exatamente o mesmo.

Na Justiça Federal, em particular, cumpre reconhecer que os custos públicos(custas e emolumentos) são absurdamente baixos, em contraposição aos elevados custos privados (honorários advocatícios), o que, entre outros fatores, funciona como incentivo à litigância de má-fé e ao abuso quanto ao exercício do direito de ação e ao manejo de recursos. É pertinente, pois, que se reflita não somente quanto ao gasto, mas também quanto à correta utilização da máquina judiciária. Não se trata de cercear o amplo acesso ao Judiciário, mas, ao reverso, organizar e disciplinar, pois é inadmissível que a coletividade pague pelo uso indevido de um serviço público, acarretando sérios problemas à prestação jurisdicional.

Cabe ponderar, ainda, que grande parte dos 105 milhões de ações tem um seleto grupo de empresas no polo passivo, refletindo uma prática contumaz de descumprimento do Direito. São milhões de processos versando sobre questões relativas, por exemplo, a direitos do consumidor, assolando o Judiciário de causas perfeitamente evitáveis, não fosse a lógica empregada por alguns segmentos empresariais, cuja tônica é postergar o pagamento daquilo que é devido ao autor da ação. A sociedade, sem alternativa, socorre-se do Judiciário, o que se dá a um custo altíssimo para a coletividade, isto é, o custo judicial. Ao contrário da falácia que se propala, ou seja, de que é preciso estancar o número de demandas que chegam à Justiça, entendemos que o correto seria adotar estratégia que permitisse que a sociedade fosse ressarcida por aqueles que insistem em descumprir a norma. Assim, é necessário estabelecer mecanismos que possibilitem ainda mais a condenação de tais empresas ao ressarcimento do dano social (modalidade de danos morais coletivos) causado pela reiterada inobservância do Direito.

Destarte, urge inaugurarmos o Judiciário do século 21, o que demanda ações novas, em contraposição às antigas e ineficientes medidas de combate às consequências, tais como as ultrapassadas soluções dispendiosas, das quais o aumento do número de tribunais, juízes e servidores é o exemplo mais atual.

Reformas, por necessidade - CARLOS ALBERTO SARDENBERG


O GLOBO - 30/06

Eleitos pela direita desistem das reformas diante de protestos. Os de esquerda ganham dizendo que nada precisa mudar



A coisa mais fácil do mundo é entender a necessidade da reforma da Previdência: as despesas com o pagamento de benefícios crescem mais depressa que as receitas. Logo, o sistema está quebrado. Como os brasileiros já pagam impostos elevados, inclusive para a Previdência, é preciso cortar a expansão das despesas. Isso significa que as pessoas terão que trabalhar mais do que trabalharam os atuais aposentados.

É uma questão universal. Em toda parte, as pessoas vivem mais, logo ficam mais tempo aposentadas e isso custa cada vez mais caro, especialmente para o sistema de repartição — aquele em que os da ativa pagam contribuições com as quais são pagos os aposentados e pensionistas.

Em muitos países, governos conseguiram maiorias parlamentares para fazer reformas previdenciárias, sempre com elevação da idade mínima de aposentadoria.

Mas os líderes desses governos não tiveram vida fácil. Nunca, em lugar nenhum, se viu uma passeata de jovens gritando “65 anos já!”. Sim, de jovens, porque são eles os mais interessados em evitar uma quebra futura do sistema. Mas todo mundo já viu manifestação de aposentados ou quase aposentados contra qualquer mudança.

Por que os mais jovens não se manifestam? Em parte, porque não pensam no problema. Isso está tão longe.

É uma atitude bem forte por aqui. Dados e pesquisas mostram que o brasileiro médio demora muito tempo para começar a se preocupar com poupança e aposentadoria.

Mas também é universal. No Reino Unido, por exemplo, muitos jovens, favoráveis à permanência na União Europeia, não se animaram a votar. Agora, estão arrependidos, foram às ruas tentar melar a consulta popular, mas já era. Por um bom tempo.

Em muitos países, as sociedades simplesmente não conseguiram fazer reforma alguma. Grécia, por exemplo, com consequências dramáticas. Os aposentados ficaram algum tempo sem receber e, depois, passaram a receber pensões reduzidas. País mais pobre, o dinheiro simplesmente acabou.

A França está no clube dos ricos. Produz bastante riqueza, mas sua capacidade de crescer é cada vez menor, e sua competitividade global cai. É lógico: no clube dos desenvolvidos grandes, os franceses trabalham menos horas por semana, se aposentam com idade menor e ganham mais. Também tiram férias mais longas.

Os presidentes eleitos pela direita prometem reformas e acabam desistindo diante das violentas manifestações. Os de esquerda ganham dizendo que não precisa mudar nada — ou porque acreditam nisso ou porque simplesmente mentem. Mas todos percebem que têm de fazer — como entendeu o atual presidente François Hollande —, apresentam umas reformas meio aguadas e também acabam sucumbindo nas ruas.

Já governos que conseguem fazer as reformas com frequência perdem as eleições seguintes. Exemplo clássico: Gerhard Schröder, o social-democrata que governou a Alemanha de 1988 a 2005, e implantou reformas previdenciária, trabalhista e no ambiente de negócios. Foram essas mudanças que permitiram à Alemanha retomar competitividade e capacidade de crescimento — situação que, entretanto, beneficiou o governo de Angela Merkel, eleita pela oposição 11 anos atrás.

De todo modo, Merkel teve a sabedoria de não reverter as reformas, até avançou em outras. Não é por acaso que a Alemanha está hoje melhor que a França e saiu da crise recente com menos danos.

Tudo considerado, qual o prognóstico para o governo Temer? Fará as necessárias reformas para estancar a sangria do déficit das contas públicas?

A dificuldade óbvia é que não foi eleito para isso. Mas há possibilidades. Uma, a melhor coisa que pode acontecer a ele é encerrar a carreira entregando um país melhor em 2018. Não precisa buscar outros mandatos. A segunda vantagem, digamos, é o estado de necessidade em que se encontram as finanças públicas. Em diversos estados, os governos têm que escolher entre pagar ao pessoal ou comprar gasolina para as ambulâncias e carros da polícia.

Isso é uma antecipação do que pode acontecer com o governo federal. Este tem a prerrogativa de emitir dinheiro, de modo que, antes de quebrar, ainda pode destruir as finanças de todo o país gerando uma baita inflação.

As sociedades são como as pessoas, mudam por virtude ou por necessidade. Mas, mesmo na necessidade, é preciso que o governo tenha ideias claras e avance reto. Pregar austeridade para a maioria e salvar vantagens de alguns — isso não pode dar certo.

BOLSONARO E FELICIANO NÃO ME REPRESENTAM - Carlos Ramalhete

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Não sou “evangélico”, não me identifico com que se diz evangélicos, e, decididamente, os deputados da dita bancada evangélica, incluindo nisso Bolsonaro, Feliciano et caterva, não me representam nem me representariam nos meus piores pesadelos. Na verdade, ainda que muita gente não saiba, eu comecei nessa coisa de internet, há coisa de vinte anos, com um programa de rádio e uma página de defesa da doutrina católica contra esse mesmo pessoal. Ainda dá para ouvir muitos programas antigos emhttps://www.mixcloud.com/carlos-ramalhete/
Mas esses políticos representam alguém, e é por isso que a grande mídia os trata como se fossem, alternadamente, palhaços ou monstros. Numa hora ridicularizados e tratados de dinossauros, em outra temidos como suposta ponta-de-linha de uma ameaça teocrática tão absurda que se tem vontade de perguntar o que anda fumando o jornalista, os políticos ditos evangélicos são como uma gota de mercúrio que rola pelo chão da sala e ninguém na mídia consegue capturar. A razão deste estranho fenômeno é simples: eles representam alguém, e é um alguém que a classe média urbana – os salões bem-pensantes do Pondé, ou sei lá como ele diz – não quer ouvir nem pintado de dourado. Alguém que não tem nem pode ter voz ou representação política.
E é aí que mora a graça da coisa toda, se é que dá para se encontrar graça em tamanha barbaridade: a situação pode perfeitamente ser descrita de uma maneira que levaria a esquerda ao haraquiri. Afinal, quem é representado pela bancada evangélica são os pobres: as empregadas domésticas, porteiros, mecânicos e demais serviçais da burguesia de classe média das capitais. A mídia tradicional realmente opera, como a esquerda adora afirmar, como porta-voz da classe mais favorecida para repetir um discurso que nega voz aos oprimidos. Só que o sinal da leitura esquerdista está evidentemente trocado. Afinal, o pobres não votam no PSOL nem se sentem representados por seus políticos.
Os pobres votam, em peso, é em quem faz um discurso de lei-e-ordem, quem se levanta contra a hegemonia do discurso de Maio de 1968. “É proibido proibir”, “nem Deus nem mestre” e outras gracinhas que soam tão sábias a quem mora na Zona Sul ou nos jardins não fazem sentido algum quando se está apertado no trem, rezando para não ser assaltado no dia em que se recebeu uns cobres para pagar contas e carnês. É exatamente isto o que atrai o eleitorado dos “evangélicos”, que muitas vezes é composto também, por mais difícil que seja à classe média urbana perceber, de muita gente que nunca pagou dízimo. De gente que frequenta centro espírita, terreiro e igreja católica, ou mesmo não frequenta nada, mas que acha absurdo alijar o Divino da esfera pública (não que sejam estas as palavras usadas) ou destruir as hierarquias sociais.
Os ditos evangélicos têm votos porque são percebidos como sábios e moralmente inatacáveis pelos serviçais oprimidos das mesmas pessoas que têm àqueles por palhaços assassinos e que pautam a grande imprensa para que seja esta a impressão que deles ela passa.
Já a grande imprensa, graças à invenção dessa contradição em termos que é o diploma de jornalista, serve basicamente de porta-voz dessa classe média urbana; o aluno pode entrar na faculdade normal, mas sai tão analfabeto quanto entrou, repetindo o kit pronto de “verdades” de 68. O jornalista acaba sendo o único serviçal da burguesia que aceita seus valores, que se identifica com ela ao ponto de desprezar todos os seus demais serviçais. Os outros – porteiros, domésticas, etc. – vendem os braços e calam a boca, mas os jornalistas vendem a língua e trancam o cérebro. Daí que na mídia só se possa tratar dos políticos evangélicos em tom de humor ou horror. Daí que seja o Duvivier a debater com o Feliciano; o Freixo, aquela flor da extrema-esquerda de butique, não poderia jamais “descer a esse nível”.
Feliciano, Bolsonaro e demais despertam na burguesia que os Freixo da vida representam um horror que só se consegue entender quando se percebe que eles são reconhecidos como iguais ao porteiro ou à doméstica, mas aparentemente desprovidos do bom-senso de se calar. Eles visivelmente não sabem o seu lugar: são revoltosos de senzala, são pobres respondões e grosseiros, pernósticos com um parafuso a menos, que fazem com que não se tenha mais as fáceis e tranquilas certezas. Eles fazem com que a burguesia não saiba onde pisar, e isso é apavorante.
Daí o horror da imprensa, que consegue ser ainda maior que o da “elite” a que ela serve, quando percebe que os mais pobres realmente acham que o Marcelo Crivella – o sobrinho do Edir Macedo! – é uma pessoa sábia e religiosa. Ora, o fato de ele não ser nem um nem outro é perfeitamente irrelevante. O que horroriza a burguesia é perceber que os pobres acham que ele o seja, que eles percebam como seu representante alguém que parece tanto com eles mesmos. O horror aumenta mais ainda quando veem que partilham desse alvitre até mesmo alguns pobres que eles conhecem pessoalmente (como serviçais mudos, claro) e em cuja condição de bons selvagens eles tinham plena confiança. “Que horror, Seu Sebastião da portaria votou no Crivella! Você acredita numa coisa dessas, Cida?”; “Cida”, a “secretária” (tudo tem muitas aspas nessa vida), continua mexendo as panelas em silêncio, com medo de revelar que não só ela também o fez, como que seu CD favorito é justamente dele, o “Perfume Universal”, e que aliás ela realmente não gosta nem um pouco de limpar os restos de maconha, camisinhas sujas de fezes, etc., que encontra toda segunda ao voltar ao trabalho. E que, aliás, o nome dela é Dona Maria Aparecida, se faz favor.
O que faria o Crivella – ou mesmo o Feliciano, com sua apavorante estética de cabeleireiro da favela – tornar-se um sábio aos olhos dos pobres? O simples fato de ele dizer que há Deus e há mestre, ainda que seu mestre seja o Edir Macedo. O simples fato de ele não ver sentido nenhum, muito menos beleza, em dizer que “é proibido proibir”. O simples fato de ele representar os pobres, ao menos no que mais os incomoda. A questão principal não é religiosa, mas social.
A classe alta se protege da realidade com muros eletrificados, portarias fechadas em que será um pobre a arriscar-se no primeiro contato com o recém-chegado, vidros do carro levantados. O pobre não. Para o pobre, no mais das vezes é um sonho remoto ter dinheiro para levantar o muro da casa, e com isso fazer com que só se veja tijolos expostos ao olhar pela janela. Mas seria tão bom não ter que botar a bicicleta na sala para que não seja furtada! Para o pobre, não há como fingir que não se vê quem bate no vidro do carro, porque ele não está do lado de dentro.
O colapso da civilidade – pois é este o fruto de Maio de 68 – afeta os pobres mais que qualquer outro. São eles que são mais assaltados, mortos, estuprados, surrados e espoliados de mil maneiras. São eles que mais perdem, são eles que mais quereriam ter de volta Deus e mestre ou, em Sua falta, proibições eficazes.
É por isso que eles votam nos “evangélicos”: eles realmente os representam.

#EndireitaCNBB - A CNBB NUNCA PASSOU DE UM ANTRO DE COMUNISTAS! QUE COISA DIABÓLICA! - COM O ANTAGONISTA


Em entrevista à Rádio Vaticano, o secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, afirmou que o governo de Michel Temer “não tem legitimidade”, “não é efetivo” e “não é reconhecido pela Constituição”.
O bispo, que se disse preocupado com a “corrupção” e com a “ética na política”, fez questão de frisar que Eduardo Cunha é réu no STF.
CNBB, o sindicato da Igreja Católica.

Janaína hostilizada por “educadores” - VAGABUNDOS QUE SE DIZEM EDUCADORES MALTRATAM A HISTÓRIA - COM O ANTAGONISTA


“Golpista”, “fascista”, “vagabunda”, “corrupta”, berram os “educadores de Mato Grosso do Sul e Ceará”.
Segundo a legenda do vídeo, disponível na internet desde ontem à noite, os “educadores” ofenderam Janaína Paschoal no aeroporto de Brasília.
Brasil, pátria educadora.
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quarta-feira, 29 de junho de 2016

Alívio na economia - MIRIAM LEITÃO


O Globo 29/06

O pior passou, mas ainda não se pode dizer que o país está se recuperando. Há propostas do governo que podem reduzir as despesas públicas, mas não há garantia de aprovação. Os juros vão baixar em algum momento no futuro, porque a inflação está caindo em todos os cenários, mas a taxa ainda está acima do teto da meta e assim terminará o ano.

Estas são algumas das conclusões que estão no relatório de inflação divulgado ontem. O documento foi vistoriado pelos economistas e jornalistas com a intenção de verificar se já há sinais de mudança de estilo com o novo presidente do Banco Central. Um dos repórteres falou na entrevista coletiva que parecia ser o mesmo BC. Quem estava respondendo as perguntas era o diretor que está deixando o cargo depois de uma longa carreira na instituição, Altamir Lopes, e que de fato lembra mais continuidade.

No mercado se usa as definições de “falcão” e “pombo” para indicar uma direção mais dura ou mais branda no controle dos instrumentos de política monetária. E ontem as lupas usadas para ler o tedioso relatório tinham o objetivo de saber que tipo de ave será Ilan Goldfajn. Quando era economista-chefe do Banco Itaú ele previa queda das taxas de juros em pouco tempo. Os analistas concluíram que ele está um pouco mais falcão do que se imaginava, pela firmeza no compromisso de chegar ao centro da meta no ano que vem.

Outra conclusão a que alguns economistas chegaram é que não houve muita mudança no tom porque há incertezas demais no país. Se as medidas fiscais forem aprovadas, se o impeachment for aprovado, se o governo Temer se fortalecer o cenário é um. Do contrário, o quadro econômico vai refletir mais instabilidades da conjuntura política.

O relatório, como sempre, projeta números para a inflação a cada trimestre nos cenários de referência e de mercado. Nos dois, a taxa é declinante. O índice que chegou a 10,6%, no pico ocorrido em 2015, está em queda e deve chegar ao fim do ano em 6,9% ou 7%. No final do ano que vem estará, segundo os dois cenários, em 4,7% ou 5,5%. Confira no gráfico. O surto inflacionário está sendo vencido. As taxas subiram em parte pela correção das tarifas de energia após um período de baixa artificial da eletricidade e da gasolina.

O choque cambial e os eventos climáticos provocados pelo “El Niño" elevaram a inflação de alimentos no ano passado e começo deste ano. Mas esses efeitos vão se dissipar, disse o Banco Central. De fato, o dólar que chegou a R$ 4,19, caiu fortemente e ontem foi negociado a R$ 3,30. O “El Niño” passou e há chance de um “cenário mais benigno” para os alimentos. A menos que, explicou o BC, “La Niña” afete a produção de grãos no hemisfério Norte, elevando os preços.

Mas, como disse o relatório de inflação divulgado ontem, o cálculo é de que as medidas propostas para limitar o crescimento do gasto à inflação do ano anterior vão sim reduzir as despesas públicas. Em três anos, elas devem cair entre 1,5 a 2 pontos percentuais do PIB. Em 2015, o gasto havia chegado a 19,6%. Pode parecer pouco, mas é uma inversão de tendência relevante. Nos últimos anos as despesas só subiram em relação ao PIB.

As melhores notícias vêm da frente externa. Apesar de o ambiente ser de crescimento fraco, com queda do ritmo chinês, e agora os novos sustos em relação à União Europeia e o Reino Unido, o Brasil mudou completamente os números das contas externas. O déficit em transações correntes teve uma redução “expressiva”, definiu o BC. Caiu de 4,42% do PIB, nos doze meses até maio de 2015, para 1,7% em maio de 2016. A economia não vai exatamente bem, mas parar de piorar já dá algum alívio nesse biênio horroroso vivido pelo Brasil.


Nossos 'serial killers' - RUY CASTRO


FOLHA DE SP - 29/06

RIO DE JANEIRO - O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, comparou a corrupção a um assassinato em série, "que mata sorrateiramente milhares de pessoas em estradas esburacadas, hospitais sem remédios e ruas sem segurança". Significa: o dinheiro desviado para bolsos partidários ou particulares resulta em desassistência, pobreza e morte. Para Dallagnol, e com razão, o corrupto equivale a um "serial killer".

Em Londres, há duas semanas, fui à caça do "serial killer" mais famoso do mundo: Jack, o Estripador — o homem que, entre agosto e novembro de 1888, matou seis mulheres em Whitechapel, bairro miserável da zona leste da cidade. Sua identidade nunca foi descoberta. A cada 20 anos, alguém vem com a solução "definitiva" do caso, que logo se revela inconsistente e será substituída por outra.

Munido de mapas, nomes de ruas e tudo que sei sobre o Estripador, fui de táxi à distante Whitechapel. As velhas ruas por onde ele circulou ficaram modernas, sem interesse. Mas uma delas, a Gunthorpe Street, cenário do quarto assassinato, conserva a atmosfera original: sinistra, quase um beco, de paralelepípedos, prédios feios e sujos. Jack andou por aquelas pedras. E um pub, o White Hart, de 1721, continua lá — ou ele ou suas vítimas o frequentaram.

De repente, farejando o otário, saem das tocas as ofertas de "excursões guiadas" pelos passos de Jack, turmas com hora marcada a 10 libras por cabeça e venda de camisetas, chaveiros, abridores de garrafas. É decepcionante. Mas inevitável: Jack, o Estripador foi há 128 anos. Hoje, só mesmo para fins turísticos.

É o de que precisamos aqui — que, um dia, se possa promover excursões guiadas aos nossos "serial killers", digo, corruptos, por seus escritórios em Brasília, Rio, São Paulo. Mas, para isso, precisarão estar extintos ou a ferros.

Boca Livre para servidores- com O Antagonista


Grampos apontam a participação de servidores do Ministério da Cultura na operação que desviou 180 milhões de reais via lei Rouanet, informa o Estadão.
Um nome citado em documento da força-tarefa é o de Arlicio Oliveira dos Santos, “que ocupava cargos de grande influência na avaliação e acompanhamento e prestação de contas” da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, um braço do MinC.
Não poderia ser de outro jeito: não se rouba tanto dinheiro sem “cooperação” interna.

Porta de cadeia - CASAMENTO É BANCADO COM DINHEIRO DO POVO - COM O ANTAGONISTA

Porta de cadeia

Fábio Porchat, do Porta dos Fundos, foi contratado para animar a festa de aniversário de um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil, Demarest Almeida.
A festa custou 200 mil reais. Bancados com a Lei Rouanet, segundo a PF.
Diz a Época:
“Uma auditoria da Receita Federal comprovou que o escritório deduziu do Imposto de Renda a quantia empenhada no projeto. Nesta terça-feira, policiais federais estiveram na sede do Demarest em São Paulo para cumprir mandado de busca e apreensão”.

terça-feira, 28 de junho de 2016

And the Oscar goes…ASSISTAM AO VÍDEO DO CASAMENTO DE MAGANOS PETISTAS BANCADO PELA LEI ROUANET - COM O ANTAGONISTA.

And the Oscar goes…

Assistam ao vídeo do casamento de Carol e Felipe Amorim bancado pela Lei Rouanet. É preciso reconhecer que ficou bem melhor do que muito filme nacional.
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Ele é Leal - A OAS disse que pagou propina para a campanha de Marina Silva.

Ele é Leal

A OAS disse que pagou propina para a campanha de Marina Silva.
Fomos os primeiros a publicar esse fato.
A Rede sempre desmentiu que tivesse recebido dinheiro sujo, mas a ordem, de acordo com a Época, é esperar as investigações da Lava Jato.
“Qualquer coisa, joga-se a responsabilidade nas costas de Guilherme Leal”, dono da Natura e, sobretudo, arrecadador da campanha de 2010.

“NOT IN MY BACKYARD!”: O SIGNIFICADO DO BREXIT - Flavio Gordon

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O fato de quase todos os grandes jornais do mundo terem errado suas previsões quanto ao Brexit – a saída da Inglaterra da União Européia (UE) – é muito significativo. Tendo deixado há muito de fazer jornalismo independente, esses veículos passaram a adotar uma pauta mais ou menos única, que é aquela ditada pelos interesses de um dos três grandes projetos contemporâneos de governo mundial, a saber: o globalismo ocidental. Este, formado pela elite financeira do Ocidente, está materialmente representado em organismos internacionais ou supra-nacionais – tais como a UE, a ONU, a Unesco, a OCDE etc. – e em governos pós-nacionais tais como os de Obama, Hollande e Merkel.
A espantosa unificação político-ideológica do establishment midiático nas últimas décadas é um reflexo daquele projeto, do qual a mídia mundial passou a ser nada menos que a agência de propaganda. Portanto, os grandes veículos de imprensa só aparentemente vinham noticiando sobre o referendo do Brexit. O que eles faziam de fato era tentar influir em seu resultado.
Sabendo que, através do mecanismo da “espiral do silêncio” (leiam Elisabeth Noelle-Neumann), muitas pessoas tendem a votar em quem ou no quê elas acreditam sagrar-se-á vencedor, por um desejo de participação na vitória e concomitante medo do isolamento da derrota, a imprensa mundial não parou de anunciar como certa a vitória do “remain”, às vezes por uma margem de mais de 10%. Ou seja, não é que, como muitos têm dito, a imprensa mundial tenha se limitado a torcer, da arquibancada, pela permanência da Inglaterra na UE. Não, a imprensa simplesmente entrou em campo e jogou junto com os “permanencistas”.
Logo, a vitória do Brexit tem um significado muito maior do que à primeira vista pode aparentar. Trata-se de uma derrota fragorosa do monumental mecanismo de homogeneização das consciências montado pelas forças globalistas já ao fim da Segunda Guerra, fortalecido, por adquirir uma invisibilidade protetora, após o fim da Guerra Fria.
A Inglaterra, o país da gloriosa Carta Magna de 1215, dá nova lição ao mundo, qual seja a de que o hiato entre “governantes” e “governados”, jamais tão abissal quanto neste nosso tempo, precisa ser reduzido. De que o poder precisa ser descentralizado, as tradições e as cores locais, respeitadas, e a arrogância do “moralismo político” (leiam Kenneth Minogue) em nível global, contestada.
Como gostava de dizer Nicholas Ridley, político conservador amigo de Margaret Thatcher, outra que também deve estar celebrando no além: “Not in my backyard!” Eis a mensagem que os ilhéus bretões fazem chegar ao mundo com o Brexit. A nós, brasileiros, não seria nada mal introjetá-la na consciência.
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VEJAM AS ROUBALHEIRAS NA LEI ROUANET - COM O ANTAGONISTA

Rouanet bancou até casamento

Os investigados da Operação Boca Livre usaram a Lei Rouanet para bancar eventos corporativos, shows com artistas famosos em festas particulares, a edição de livros institucionais e até uma festa de casamento.
Será que foi o casamento nababesco de um determinado ex-assessor de uma ex-presidente num certo hotel-spa no Sul do país?

Boca Livre: Desvio de R$ 180 milhões

A Polícia Federal cumpre agora de manhã 37 mandados de busca e apreensão e 14 prisões temporárias no Distrito Federal, em São Paulo e Rio de Janeiro.
A Operação Boca Livre foi autorizada pela 3ª Vara Federal Criminal em São Paulo. Participam da ação 124 policiais federais e servidores da Controladoria Geral da União.
Entre as empresas envolvidas no esquema estão Bellini Eventos Culturais, Scania, KPMG e o escritório de advocacia Demarest, Roldão, Intermedica Notre Dame, Laboratório Cristalia, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil.

PF NA LEI ROUANET

Operação Boca Livre contra os bandidos que fraudaram a Lei Rouanet.
A maior contribuição da cultura brasileira é a propina.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

"caso Watergate" - UMA MENTIRA HISTÓRICA - OLAVO DE CARVALHO

Nunca, jamais, em tempo algum acredite em QUALQUER COISA que venha da boca de um esquerdista, seja ele "radical" ou " moderado". A mentira, a fraude e os assassinatos de reputações por meios fraudulentos ESTÃO NO SANGUE dessa gente. Tudo o que eles dizem de mais aparentemente certo, justo e veraz é fake. Sempre e invariavelmente. Mesmo aqujlo que parece mais definitivamente assentado, provado e consolidado. Estou lendo "The Real Watergate Scandal", de Geoff Shepard e sendo obrigado a admitir que, como milhões de outros patetas fãs da dupla de jornalistas Woodward e Bernstein, fui feito de trouxa com o famoso "caso Watergate". Usando de documentos oficiais só recentemente liberados pelo Freedom of Information Act, o autor, que já sabia de tudo mas não tinha provas além do seu próprio testemunho, demonstra, entre outras coisas, que:
1) Os juízes do processo tiveram vários encontros secretos com os promotores, o que, pela lei americana, já basta para tornar TOTALMENTE INVÁLIDO O JULGAMENTO DO CASO e botar juízes e promotores na cadeia. Vinte assessores do então presidente Nixon foram condenados POR NADA.
2) A célebre fita gravada que serviu de prova final e cabal contra o Nixon e seus assessores e foi universalmente chamada de "smoking gun", é de uma conversa que não tinha NADA a ver com o episódio, mas, interpretada capciosamente nesse sentido, parecia mesmo provar alguma coisa.
Vivendo e aprendendo. Nixon, um dos presidentes mais populares e competentes que os EUA já tiveram, era inocente. Tudo não passou de uma vingança pérfida da esquerda contra aquele que, como advogado, obtivera a condenação do espião Alger Hiss, queridinho do establishment, por crime de perjúrio.

Olavo de Carvalho avisou em 2003 sobre Brexit - POR FELIPE MOURA BRASIL

Olavo de Carvalho avisou em 2003 sobre Brexit

Blog relembra e introduz o artigo "Golpe de estado no mundo"

Por: Felipe Moura Brasil  
Analisei aqui na sexta-feira (24), no post “Dinheiro não explica tudo, senhores“, os fatores que levaram o Reino Unido a sair da União Europeia e as premissas presentes e ausentes no debate histérico que se travou (e ainda se trava) a respeito, inclusive na imprensa brasileira.
Treze anos atrás, em 2003, Olavo de Carvalho praticamente avisou sobre o Brexit no artigo “Golpe de estado no mundo”, que, como tantos outros do autor do nosso best seller O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota, merece ser lido e relido à luz dos atuais acontecimentos.
Se os brasileiros não tivessem demorado 20 anos para ouvir as denúncias de Olavo contra o Foro de São Paulo, o PT jamais teria sido eleito.
Se os britânicos não tivessem demorado 13 anos para tomar consciência da perda da soberania nacional apontada por Olavo, o Reino Unido já teria se livrado há muito tempo da UE.
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Golpe de estado no mundo
Olavo de Carvalho
O Globo, 24 de maio de 2003
Que existe um neoglobalismo em ação, um novo Império cuja expansão coloca em risco as soberanias nacionais, ninguém no Brasil duvida. Todos os nossos líderes políticos, intelectuais e militares se dizem conscientes e alertas quanto a esse ponto. Mas, quando perguntamos de onde vem o perigo, as respostas provam que estamos conversando com sonâmbulos e teleguiados, prontos a deixar-se usar como instrumentos pelo próprio inimigo que alegam combater.
Não sabem, por exemplo, o que o Império está fazendo, com discreta e espantosa facilidade, contra um país bem mais forte que o Brasil: a Grã-Bretanha.
A Grã-Bretanha como nação independente está para acabar nos próximos dias, quando Tony Blair oficializar sua anuência à nova Constituição da União Européia, que cria os Estados Unidos da Europa e transfere para a sede do Império em Bruxelas o poder de decisão do governo de Londres sobre orçamento, comércio, transportes, defesa nacional, relações internacionais, imigração, justiça e direitos humanos, reduzindo o Parlamento à condição de assembléia local subordinada.
Há quem diga que Blair deveria submeter o assunto a um referendo, mas ele não quer. Alega que a questão é complicada demais para ser julgada pelo povo. É assim que se fazem hoje os golpes de Estado: por meio de passes de mágica incompreensíveis à multidão. Uma pesquisa do jornal “The Sun” mostrou que, de fato, 84 por cento dos eleitores britânicos ignoravam a iminente transferência de soberania.
Mas, deste lado do oceano, a ignorância é maior ainda. Aqui, até as elites desconhecem tudo do novo quadro internacional. Imaginam que o neoglobalismo é uma extensão do bom e velho “imperialismo ianque” e, infladas de antiamericanismo, se preparam para combater os marines na selva amazônica.
O governo global que se forma ante os nossos olhos não é americano: é uma aliança das velhas potências européias com a revolução islâmica e o movimento esquerdista mundial. Suas centrais de comando são os organismos internacionais, e a única força de resistência que se opõe à mais ambiciosa fórmula imperialista que já se viu no mundo é o nacionalismo americano.
Os planos do governo mundial estão expostos desde 1995 no documento “Our Global Neighborhood,” publicado por uma “Comissão de Governança Global”, que prega abertamente “a subordinação da soberania nacional ao transnacionalismo democrático”. Esses planos incluem: 1. Imposto mundial. 2. Exército mundial sob o comando do secretário-geral da ONU. 3. Legislações uniformes sobre direitos humanos, imigração, armas, drogas etc. (sendo previsível a proibição dos cigarros e a liberação da maconha). 4. Tribunal Penal Internacional, com jurisdição sobre os governos de todos os países. 5. Assembléia mundial, eleita por voto direto, passando por cima de todos os Estados Nacionais. 6. Código penal cultural, punindo as culturas nacionais que não se enquadrem na uniformidade planetária “politicamente correta”.
É o Estado policial global, a total liquidação das soberanias nacionais. E não são meros “planos”: com os Estados Unidos da Europa, tudo isso entra em vigor imediatamente no Velho Continente, da noite para o dia, sem consulta popular, sem debates, sem oposição, anunciando para prazo brevíssimo a extensão das mesmas medidas para o globo terrestre inteiro pelo mesmo método rápido da transição hipnótica.
A Inglaterra, que parecia resistir, cedeu. Hoje está claro que o apoio de Blair aos EUA no Iraque se destinou somente a amortecer o choque da traição que viria em seguida. Só num país o assunto é discutido abertamente, e a opinião pública se volta em massa contra os planos da Governança Global: os EUA.
A guerra entre os EUA e o governo mundial já começou. Se a soberania americana cair, cairão todas. E o Brasil, burro como ele só, acredita defender a sua armando-se de prevenções contra os EUA e abrindo-se gostosamente aos detonadores explícitos de toda soberania.
Uma das causas desse trágico engano é a incultura pura e simples. Mas a desinformação ativa também pesa nisso. Uma de suas inumeráveis fontes é o sr. Lyndon La Rouche, que se faz de herói antiglobalista vendendo receitas de antiamericanismo no Terceiro Mundo e é muito lido no Brasil. Num panfleto recente, ele chegou ao cúmulo de associar a política externa de Bush aos planos de governo mundial traçados por Herbert George Wells num livro de 1928, “The Open Conspiracy”.
Isso é a exata inversão da realidade. As idéias de Wells germinaram na Fabian Society de Londres, entidade socialista sob orientação da chancelaria soviética, e são a origem direta dos planos de “Governança Global” da ONU, contra os quais, precisamente, se volta a política externa de George W. Bush.
Lendas e mentiras sobre a Amazônia também ajudam a enganar todo mundo, criando a ilusão de que precisamos defendê-la contra as ambições americanas. Quem quer que investigue um pouco a presença estrangeira na Amazônia verificará que ela se constitui maciçamente de ONGs européias. Há algumas americanas, sim, mas são as mesmas que subsidiam as campanhas “pacifistas” anti-Bush, o esquerdismo internacional e, em última análise, o terrorismo.
Ignorantes e semiloucos, vemos a realidade às avessas, pedimos socorro ao bandido e colocamos nossos sentimentos nacionalistas a serviço do neo-imperialismo global, que vai nos subjugar e humilhar até um ponto que nem todos os imperialistas americanos, somados, chegaram jamais a ambicionar em sonhos.
O projeto “New American Century”, de William Kristol, mal esboçado e instantaneamente bombardeado na mídia brasileira como prova dos objetivos expansionistas do governo Bush, é apenas uma proposta, tardia e parcial, de reação possível a um esquema imperialista já implantado na Europa e em pleno processo de extensão ao resto do planeta. A guerra pelo domínio do mundo já começou. E o Brasil já entrou do lado errado.

domingo, 26 de junho de 2016

Tio Barnabé: o nosso STF nunca foi grande coisa - VEJAM A SUBSERVIÊNCIA HISTÓRICA DOS NOSSOS CHAMADOS TRIBUNAIS SUPERIORES - COM O ANTAGONISTA



Casa da Suplicação depois de vinda de Dom João; Supremo Tribunal de Justiça no Império; Supremo Tribunal Federal na República.
Para quem se surpreende com as decisões dos Ministros do STF, saibam que historicamente o nosso STF nunca foi grande coisa.
Em 1930, por exemplo, o então presidente do STF, Godofredo da Cunha (ex-chefe de polícia no Rio) apresentou “voto de congratulação” a Getúlio. De nada adiantou o sabujismo: Vargas mandou cassar 6 Ministros do STF de então, inclusive Godofredo.
Em junho de 1936, o STF uma de suas decisões mais covardes, sob relatoria do Ministro Bento de Faria (presidência de Edmundo Lins), ao negar um habeas corpus, o STF permitiu que Olga Benário fosse enviada, grávida, para um campo de concentração nazista. Todos sabem o resto da história.
Entre seus presidentes, o STF teve o ministro Barros Barreto, que também foi presidente do terrível Tribunal de Segurança Nacional de Vargas. que condenou mais de 4 mil pessoas durante os nove anos de sua existência. Em sua página no site do STF, assim está escrito a seu respeito: “Foi figura destacada do cenário jurídico do Brasil pelos seus vastos conhecimentos, esclarecido espírito de justiça e capacidade de trabalho, sempre prestigiado no conceito geral”.
O incensado Nelson Hungria foi para o STF em 1951, também pelas mãos de Vargas, que lhe ficou muito grato por sua decisão (quando juiz numa vara de família) no caso que envolvia a filha do então presidente, Teresoca.
Tendo sua composição alterada para 16 Ministros pela Constituição de 1967, durante grande parte do regime militar a atuação do STF foi subserviente sobretudo com a aposentadoria compulsória daqueles que não eram cooptados: Ministros Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Victor Nunes Leal.
Um estudo do ótimo site Supremo em Números, mostra que a maluca autonomia da gestão processual de seus ministros leva a coisas inexplicáveis, tais como: o ministro Nelson Jobim retinha processos para os quais pedia vista por uma média de mil dias e Sydney Sanches devolvia-os em um mês. Ou seja, o poder de um ministro no STF é o de barrar por quanto tempo quiser o deslinde de um processo, caso único no mundo.
O Supremo não divulga a lista de liminares à espera de decisão do mérito e o seu presidente tem o poder dos poderes: a pauta de todos os processos.
A Corte Suprema é e continuará sendo, com a cumplicidade da OAB, um empecilho para a transformação do Brasil em país de Primeiro Mundo.