segunda-feira, 9 de maio de 2016

Gangue do Planalto apostava em Renan para ganhar tempo no processo Fernanda Krakovics - O Globo





A expectativa do Palácio do Planalto e do PT era que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), aguardasse decisão do plenário da Câmara e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a anulação, pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), da tramitação do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. O governo não considerava o despacho do deputado capaz de sustentar a nulidade do processo, mas esperava ganhar tempo.

Após reunião com a presidente Dilma; o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo; os ministros Jaques Wagner (chefia de gabinete) e Ricardo Berzoini (Governo), no final da manhã, senadores do PT seguiram para a residência oficial do Senado para conversar com Renan. Os petistas receberam um balde de água fria ao serem avisados pelo peemedebista, que era considerado um aliado do governo, de que ele não seguraria o processo.

— Quando a gente chegou lá o Romero Jucá já estava — disse um dos senadores, referindo-se ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer.

De acordo com senadores petistas, na breve conversa com Dilma, no final da manhã, ela estava cautelosa, na linha do discurso que havia feito em solenidade momentos antes.
— Nossa alegria durou pouco — disse um funcionário do Planalto, logo após a decisão de Renan

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