quinta-feira, 31 de março de 2016

ENTREVISTA HISTÓRICA: Roberto Jefferson de volta à cena


‘O PTB apoiará um programa de privatizações’, ‘Lula, PT e Foro de SP são bandidos’, Cunha é o primeiro ‘adversário mais à altura do Lula (…) um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele’, ‘O PT não dá, quer se aboletar no poder, quer transformar o País em uma ditadura comunista, socialista. Isso eu repilo, tenho pavor, acho um atraso’, ’17 dos 19 deputados do PTB votam pelo impeachment’. ROBERTO JEFFERSON
Entrevista histórica para Luciana Nunes Leal, de O Estado de São Paulo:
Roberto Jefferson, ex-deputado federal e ex-presidente do PTB
Roberto Jefferson, ex-deputado federal e ex-presidente do PTB
Como foram os primeiros dias depois do indulto?
Quarta-feira à noite o pessoal foi lá e tirou a tornezeleira. Quinta-feira de manhã cedinho peguei a moto e fui embora (para Levy Gasparian, cidade no interior do Estado). Fiquei tão tenso que a minha mão direita doía. Eu andava dentro do condomínio (onde mora, na Barra da Tijuca, zona oeste carioca), mas é diferente. Rodei 600 quilômetros só para matar a saudade do asfalto.
O senhor vê paralelo do processo de impeachment da presidente Dilma e do ex-presidente Fernando Collor de Melo, que acompanhou de perto?
A questão moral é a mesma. O que motivo o impeachment do presidente Collor foi uma acusação de corrupção. O que motiva o impeachment contra a presidente Dilma e o PT é o sentimento de corrupção. Contra o Collor havia uma mobilização da empresa paulista, que havia sofrido a queda do monopólio, a indústria automobilística, que teve que abrir para ter uma competição com carros mais modernos. Havia uma grande contrariedade da Fiesp, da Febraban. Havia o ódio petista das derrotas sofridas, o ressentimento da elite do PSDB de São Paulo, que havia perdido a eleição para o Collor. Era mais conduzido partidariamente e mais ligado ao movimento econômico. Hoje a diferença, apesar da corrupção, é que é uma coisa da classe média, A, B, C, que foi para a rua espontaneamente. O povo quer fora PT, fora Lula, fora Dilma, o fim da corrupção. O impeachment do Collor foi mais político, nasceu dentro do Congresso Nacional. O impeachment que movimenta a sociedade contra a Dilma é judicial. Não é um impeachment com motor político. O herói é o juiz Sérgio Moro, os promotores do Paraná.
Os defensores da presidente apontam golpe, no sentido de que a Constituição não está sendo respeitada. Como o senhor vê essa reação?
Eles querem fazer um paralelo com João Goulart (presidente deposto no golpe de 1964). Ali podemos dizer que foi um golpe, não uma revolução. Agora não há um movimento para derrubar o governo com uma ruptura constitucional. O impeachment é legal, é constitucional, tem o rito constitucional fiscalizado pelo Supremo Tribunal Federal. Não há golpe. Dilma não pode se comparar ao Jango. O impeachment da Dilma se compara ao do Collor.
Quando o senhor, que fazia parte da “tropa de choque” do Collor, percebeu que o impeachment seria aprovado na Câmara?
Eu sempre achei que o Collor não sairia do impeachment, ele era muito mal visto. Era uma espécie de Dilma de saco roxo, como ele costumava dizer. A Dilma é autoritária, arrogante, o Collor era assim no passado. Ninguém gosta dela. Quando a pessoa vê a oportunidade de dar um pontapé, vai dar.
Mas é preciso haver crime para haver impeachment. Há prova de crime?
Tem a pedalada fiscal, tem essa questão eleitoral, o esquema montado para financiamento da campanha. Aquele PC Farias era menino de procissão perto dessa turma do PT.
O senhor acredita que a presidente Dilma e o ex-presidente Lula sabiam da forma como chegavam os recursos para as campanhas eleitorais?
À época do mensalão, eu não acreditava, eu achava que parava na Casa Civil. Eu tive a impressão de que o mentor intelectual do mal era o Zé Dirceu. Mas hoje, com as provas colhidas, com a abertura que a imprensa fez do material colhido, tenho absoluta certeza de que o Lula era senhor de tudo que havia no País.
Existem provas disso?
Essas delações premiadas, o (ex-deputado) Pedro Corrêa dizendo isso, o senador Delcídio Amaral(ex-líder do governo no Senado) dizendo isso. Não tenho mais dúvida de que o Lula estava a par de tudo. Não aconteceu sem que o Lula soubesse. O Lula realmente sabia de toda essa corrupção e ele institucionalizou essa corrupção a partir dessa chefia do governo.
Essa tese vale para o mensalão e para o petrolão?
Posso falar agora que vale para  o mensalão. Naquela época eu não poderia falar. Vi outro dia o Pedro Corrêa dizendo que o financiamento do mensalão vinha do petróleo, uma das fontes do mensalão era o petróleo. Era muito dinheiro para ser apenas o Marcos Valério através de uma conta de publicidade.
Quando o senhor deixou a prisão, em maio do ano passado, o senhor fez um gesto indicando que estava entalado com o petrolão, mas estava impedido de falar pelo STF. O que isso significa? O senhor conhecia a conexão entre o petrolão e o mensalão?
Não conhecia, não. Não imaginei que chegasse tão longe o processo de corrupção instituído pelo PT. Foi inusitado para mim.
O senhor tinha conhecimento do esquema de corrupção na Petrobrás?
Eu não soube dessas coisas da Petrobrás naquela época. O que eu sei é que a Petrobrás sempre foi a empresa elite dos partidos mais poderosos. As estatais no Brasil são o braço financeiro das corporações sindicais e dos partidos. Quem financia partido político são as estatais. Vamos ter que repensar isso. Se queremos país moderno, vamos ter que fazer privatização, porque não vai permitir a concentração da corrupção. Um assalto de US$ 1 bilhão como o (da refinaria) de Pasadena você não ia escutar em lugar nenhum. Só na concentração de poderes que a Petrobrás tem. O Brasil vai ter que enfrentar a privatização. A estatal é a semente da corrupção no Brasil. Os partidos políticos disputam os cargos nas estatais para seu financiamento. No fragor dessas denúncias está Dona Dilma, pegando de volta as estatais do PMDB para distribuir no varejo para os deputados. Isso é corrupção. O que vão assaltar nos seis meses enquanto durar o processo de impeachment dela é uma loucura. Vai todo mundo querer fazer caixa, porque ela cai em seis meses. “Cobra 100% de comissão aí!” Tem que ser rapidinho, vai ser igual dinamite em caixa de banco.
O PTB pleiteou alguma diretoria ou gerência importante na Petrobrás?
Nunca, nós éramos muito pequenos. O PTB teve a presidência da Eletronorte, a diretoria do IRB(Instituto de Resseguros do Brasil) e aquela diretoria dos Correios.
E Furnas?
Uma diretoria nos foi oferecida pelo presidente Lula, para compensar a não transferência dos recursos nas eleições em que PT fechou acordo com PTB. O PTB fechou uma grande aliança com o PT nas capitais, a Marta (Suplicy) foi eleita com apoio do PTB em São Paulo. Eles ofereceram R$ 20 milhões para financiamento do PTB e deram R$ 4 milhões. Foram os R$ 4 milhões que o Marcos Valério levou. Como eles não cumpriram os R$ 16 milhões e no PTB ficamos com uma grave dívida e uma crise interna, o presidente Lula tentou montar para o PTB um caminho de financiamento para suprir esse gasto, a diretoria de Furnas (de Engenharia), onde estava o Dimas Toledo. Mas não se concretizou.
O que aconteceu? Havia um esquema anterior?
Havia. Eu soube disso quando indicamos doutor Francisco Spirandel para ocupar o lugar do Dimas. Recebi contato do Zé Dirceu para que eu fosse conversar com ele na Casa Civil. Ele disse “em vez de trocar o Dimas, por que a gente não faz um acordo, você mantém o Dimas e ele passa a ajudar o PTB?” Eu disse “da minha parte, sem problema”. Dimas foi à minha casa conversar, foi quando conheci o Dimas. Dimas disse “minha diretoria rende de apoio R$ 3 milhões por mês, mas eu tenho comprometidos R$ 1 milhão com o PT de Minas, R$ 1 milhão com o PT Nacional, dou R$ 600 mil a 12 deputados do PSDB, R$ 50 mil a cada um, eles apoiam de vez em quando o governo federal. E R$ 400 mil para a diretoria.
E qual era a origem desse dinheiro?
Os contratos que ele gerenciava lá na Engenharia. Comissão da Engenharia. Então combinamos: a gente mantém o apoio ao PT de Minas, aos 12 deputados que ajudam nas votações mais  importantes do governo do Lula e passa a dar R$ 1 milhão para financiar o PTB Nacional. Eu falei “da minha parte, perfeito”. Estava fechado e marcamos encontro com o presidente Lula para comunicar que não precisava trocar o Dimas, que tinha esse acordo. Eu, Zé Dirceu, Walfrido dos Mares Guia, que era ministro do PTB, e o presidente Lula. Lula perguntou “quando esse cara de vocês, Spirandel, assume?” Eu disse que havia o acordo de convivência do PTB com o PT. (Lula disse) “Quero ouvir de você”. E eu contei o que acabei de dizer para você. Lula disse “não estou de acordo, porque esse Dimas é o cara do Aécio, só faz propaganda para o governo de Minas, do Aécio, se vocês não trocarem eu vou trocar”. Eu disse “então bota o Spirandel”. Quando acabou a reunião, Zé Dirceu me interpela “você quis o boi com chifre e tudo, se você bate o pé, ele mantém o Dimas’. Eu disse “Zé, por que você não interveio?” Desci com Walfrido para a garagem, ele segurou meu braço e disse “você foi para o céu”. Eu disse “acho que eu fui para o inferno, a reação do Zé Dirceu foi muito ruim”. Uma semana depois veio a matéria da Veja (que exibiu gravação de um funcionário dos Correios cobrando propina e dizendo que falava em nome de Jefferson), que se assemelha à verdade, mas não é a verdade. Zé Dirceu montou com a Veja aquela matéria.
E o movimento seguinte foi o senhor revelar o esquema do mensalão?
Tentaram segurar, disseram para eu deixar a presidência do PTB, iriam nomear um deputado ferrabrás, mas que faria um relatório final não me indiciando. Eu disse “não conta comigo não, entrei pela porta da frente e é de onde vou sair, mas prepara porque vai ter tiro daqui, vou pegar vocês, o que eu tenho vou botar para fora”. Deu no que deu. Ali foi a origem de tudo, a origem desse momento que o Brasil vive hoje. Eu te confesso que até aquele momento eu achava que o PT, que o Lula, tinham ética. Um partido igrejeiro, quase de batina, de barba preta e sotaina, nascido do útero da Igreja.
Quem eram os 12 deputados do PSDB que recebiam propina de Furnas?
Não sei, não perguntei. Devem ter ajustado um grupo de 12 deputados federais que, naquelas votações mais importantes, votava com o governo.
O senhor foi indiciado pela Polícia Civil do Rio por corrupção e lavagem de dinheiro relacionado a Furnas. Como vai responder?
Pedi ao Ministério Público para me ouvir. Uma delegada pediu meu indiciamento indireto sem me ouvir. Não me furto a nada. Ela disse que eu confessei. Nós não recebemos. Eu pensei que a lei punisse só fato consumado. Nunca vi a lei punir intenção. O PTB nunca recebeu nenhum recurso de Furnas, do Dimas Toledo, ele não chegou a operar para ajudar do PTB. Vou esclarecer. Faz parte da vida. Eu tive que me eviscerar para dar essa partida, para tirar a máscara da face do PT, botar o rei nu. E a evisceração provoca esse tipo de julgamento açodado. “Esse cara é Judas, vamos malhar”. Eu tenho que compreender.
Como petrolão e mensalão se conectavam?
Hoje eu leio o petrolão como fonte de financiamento do mensalão. Um dos graves problemas do PT foi o financiamento dos partidos políticos. Hoje pode fazer PMB, PSD, P não sei o quê…tem 40 partidos. Quando o PT encontra resistência em uma direção partidária, dissolve aquele partido, pega um grupo, faz outro partido. Quem se manteve firme e não se fragmentou foi o PMDB. Quando o PMDB viu que o PT estava tentando esfacelar o partido, criando esse PSD com o ex-prefeito de São Paulo (Gilberto Kassab) começou ali a reação. Eduardo Cunha vem reagindo a partir dali. Essa janela que abriram agora (que permitiu troca de partido) é mensalão de novo. Os caras que se aproximavam para conversar pediam luvas de R$ 1 milhão, R$ 600 mil e mensalão de R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil por mês. É a mesma coisa do mensalão. Aconteceu tem dez dias. O PTB foi assediado.
Por quem?
Teve gente que me procurou (para ir para o PTB). “Preciso de R$ 1 milhão”. Eu disse “aqui no PTB não se paga mensalão para ninguém”. Eram deputados de outra legenda que vinham com essa conversa para passar para o PTB. Perdemos alguns deputados e sei que cantaram na orelha deles essa conversa. Quem patrocina? O PT, o governo. Não vou citar ninguém. Está na raiz do PT a corrupção. Pelo que vejo, (o dinheiro que abastecia o mensalão) vinha de vários lugares. As estatais estão sempre na corrupção e as para estatais, que são as empreiteiras. Não tenho pena da Odebrecht, tinha que fechar.  Dá chance às pequenas que estão começando no Brasil. Não pode importar uma empresa de fora. Que conversa é essa de ‘o petróleo é nosso, a ponte é nossa’. Quem vier para cá vai ter que contratar a mão de obra aqui.
Por que o PTB não tinha espaço na Petrobrás?
Tinha um senador do PTB, não em acordo de partido, que mandava na BR, nessas cooptações que o PT fez no Senado, no varejo. Mas o PTB nunca esteve em direção de qualquer empresa desse porte. Não sou santo nem quero fingir que sou. Mas eu sempre tive limites, nunca passei da linha amarela. Quando sentava um empreiteiro na minha frente, levado, vamos dizer, pelo presidente da Eletronorte. Eu dizia “leve em consideração três coisas para ajudar o PTB: primeiro, o interesse da empresa estatal; segundo, o interesse da sua empresa; terceiro o que você puder dar”. Sempre a conversa foi confortável. “Naquela época tinha caixa 2. Hoje não existe mais. Ele perguntava “como o senhor quer receber?” Eu dizia “como você quiser dar ao PTB, por dentro, por fora”. As coisas eram tratadas dessa maneira.
Por que o senador e ex-presidente Fernando Collor deixou o PTB?
Porque não está conformado, porque a direção nacional do partido se posiciona pelo impeachment. Ele pediu um pouco de moderação, achava que a Cristiane (Brasil, filha de Jefferson, deputada federal e presidente nacional do PTB) estava sendo muito dura com a presidente Dilma, com o presidente Lula. Eu falei: “ela não vai mudar o discurso e eu não vou pedir a ela para mudar”. Essa foi a principal razão. Eu aproveitei e cobrei que ele organizasse o PTB em Alagoas. Só ele tem se elegido. Tem que fazer vereador, prefeito. Fomos cordiais um com o outro. Realmente a Cristiane tem que moderar um pouquinho.
Acredita que haverá condenações e prisões no petrolão como houve no mensalão?
Penso que o Lula não vai escapar. O mensalão parou na antessala dele, na Casa Civil. Mas o petrolão entrou dentro do Palácio (do Planalto). Ou esse (Marcelo) Odebrecht fala ou vai levar 30 anos na cadeia. Marcos Valério levou uma martelada de 40 anos. O processo do petrolão é diferente do mensalão. O mensalão surgiu do embate político, de uma denúncia que eu fiz. No petrolão não tem nem voz da oposição. A oposição está em silêncio porque muito dos seus estão comprometidos, tem muita gente da oposição enroscada nas empreiteiras.
Já houve um comentário de que o senador Delcídio Amaral seria um novo Roberto Jefferson, por causa da delação premiada que ele fez. O que o senhor acha?
Vejo com bons olhos, apesar de eu não ter feito delação premiada. Nem pleiteei isso. Arquei com as consequências das minhas atitudes. Eu fiz uma luta política. O juiz perguntou se eu queria fazer e eu disse que delação premiada é conversa de canalha. Hoje tenho até outra visão disso. Penso que Delcídio fez uma bela contribuição. O gesto dele de tentativa de obstrução à Justiça foi menos grave que o ministro (Aloizo) Mercadante. Mas houve dois pesos e duas medidas. Delcídio foi preso, e Mercadante sequer foi incomodado.
Por que o senhor mudou de opinião em relação às delações?
A Lava Jato não teria avançado (se não fossem as delações). Eu fui condenado até mais que o Genoino (José Genoino, ex-presidente do PT), que assinava as promissórias do PT e dizia que assinou sem ver. Isso é conversa de petista. “O sítio é do meu amigo, o apartamento é do meu amigo, o barquinho é do meu amigo.” Isso é conversa de petista. O que eu fiz eu assumi. Mas não me abati, nunca reclamei, respeitei a decisão, cumpri a decisão. Se tivesse que fazer, fazia tudo de novo. É o preço que eu tive que pagar pelas atitudes que cometi. Hoje eu não repetiria essas atitudes.
O que o senhor não repetiria?
Não faria parceria com o PT. O PT não dá, quer se aboletar no poder, quer transformar o País em uma ditadura comunista, socialista. Isso eu repilo, tenho pavor, acho um atraso.
O senhor vai voltar para a política?
Para a política eleitoral, talvez não. Lá em casa já tem deputada federal. Prefiro presidir o partido. Depois do indulto, está uma pressão para que eu reassuma. Minha filha quer me reconduzir à presidência do PTB. Preciso chegar agora, tanto para ajustar minha biografia, como para participar desse movimento que é um ponto final da corrupção institucionalizada.
Como o senhor vai orientar o PTB? O partido está dividido em relação ao impeachment?
Você vai ter uma surpresa. Divisão é meio a meio. São 19 deputados, eu penso que no máximo o PTB dará dois votos a Dilma.
E o relator do processo, deputado Jovair Arantes, que é do PTB?
O relator vai acompanhar o sentimento da maioria da comissão (do impeachment). Penso que o Jovair não fará um relatório ofensivo à presidente. Ele vai se basear tecnicamente. Não é o que ele está me dizendo, é minha maneira de ver. Jovair é hábil e equilibrado. Relator tem que ouvir todos, tirar a média ponderada. Se ele se expressar pelo impeachment, não será com uma linguagem panfletária, ofendendo a presidente, a memória, o currículo da presidente.  As pessoas vão se surpreender com o relatório do Jovair.
Na Comissão do Impeachment, como está o peso de deputados a favor e contra?
Acho que dá dois terços a favor do impeachment. No plenário, penso que Dilma não chegará a 150 votos.
Se houver impeachment, qual será a posição do PTB em um possível governo de Michel Temer?
Michel não pode errar, tem que ter um ministério acima do bem e do mal, de gente capaz, qualificada. Não pode ter suspeita. Vai ter que ser um governo tipo Itamar Franco. Temer tem que fugir dos que vão com goela aberta. Minha sugestão para preenchimento de vagas em estatal é chamar uma comissão do Ministério Público. Senado não adianta, porque é o senador que indica.
O PTB vai fazer parte do governo?
O PTB não é de gente oferecida. Queremos uma pauta moderna, de privatização. Acho que Temer tem que ser estadista, tem que levar esse governo com cautela, apresentar emenda do fim da reeleição com mandato de cinco anos.
O deputado Eduardo Cunha tem legitimidade para presidir a Câmara no momento em que está em curso o processo de impeachment?
Tem legitimidade, sim. Ele responde a vários inquéritos, tem que ter cuidado. Minha preocupação é que a prisão humilha muito as pessoas. Para ele a situação vai complicar. Vai levantar de manhã cedo… chinelo de dedo, bermuda azul, camiseta branca. Está lá no coletivo dos presos, aquele cheiro de gente doente, com tuberculose, com Aids. Banheiro com cheiro terrível, banho frio. De manhã cedo, todo mundo em fila. “Senhor Roberto Jefferson!” “Presente, senhor.” Cabeça baixa, mão para trás. De noite, o “confere”, aquela averiguação que se faz. É duro. Dinheiro contadinho, R$ 100 por semana para comprar na cantina. E quem tem R$ 100 tem que comprar para todo mundo. Se furar a bola, tem que dar uma bola nova. Tem que aturar isso. Limpar privada, varrer o chão. O que me preocupa são as filhas e a esposa, mulheres bonitas, cheirosas, entram lá naquele meio, vão ser assediadas. Vão acordar (na prisão) com aquelas mulheres deitadas na cama, vão apanhar na cara, vão denunciar, vão apanhar de novo. O cara vai ter que aturar isso. O ambiente prisional é muito duro, muito triste, muito pesado. O cara não pode expor a esposa, a filha. Não ataca a Justiça, não ataca o Ministério Público, o Judiciário. Respeita. O cara tem 20 contas no exterior, nunca declarou. Gastos milionários em cartão de crédito. Traz para si, tira a esposa e a filha. Ele não pode permitir a filha e a esposa passarem por isso. É a preocupação que eu tenho. As coisas são muito evidentes.
É possível Cunha responder aos inquéritos e continuar no comando da Câmara?
É ele que tem que conduzir (o processo do impeachment). Ele está lá (na presidência da Câmara). Ele foi o adversário mais à altura do Lula. Lula nunca esperou encontrar um bandido da mesma qualidade moral, intelectual que ele. O bandido pelo qual eu mais torço é o Eduardo Cunha. Vai puxar a barba do Rasputin. Gelado, frio, equilibrado. O Lula , o PT e esse fórum de São Paulo (conferência de partidos de esquerda latino americanos) são bandidos da laia do Eduardo Cunha, topam tudo. Como Deus faz as coisas. Botou um cara ali que qualquer jogo ele joga, qualquer parada ele topa e sabe onde aperta o calo do outro bandido. Pega o outro bandido na esquina. Dudu é o bandido que eu mais gosto, o vilão que eu torço por ele, o vilão da minha novela. E estou doido para ele puxar a barba do Rasputin.
O senhor viu as mudanças que aconteceram no Conselho de Ética e atrasaram o processo contra o presidente da Câmara?
Tenho horror ao Conselho de Ética. Conselho de Ética e CPI são coletivos de donzelas furadas. Sabe o que é? Uma vez fui ao mercado de Salvador e o menino dizia “donzela furada, três por cinco reais”. É uma rosquinha de polvilho, que aqui a gente trata de mentirinha. Aquela comissão de ética e as CPIs são impregnadas de donzelas furadas, tudo mentirinha. Todo mundo rabudo querendo pisar no rabo do outro para se lavar. Tenho aversão.

Manifestantes ganham "kit mortadela" - com O Antagonista



O jornal online Metrópoles traz excelente reportagem sobre a organização da mobilização de petistas hoje em Brasília.
Além do transporte até a capital federal, os manifestantes estão recebendo um "kit mortadela", com camisa, boné e bandeira - além de marmita e água mineral.

O economista Marcos Lisboa no Roda Viva


O economista Marcos Lisboa no Roda Viva

“Meu temor é sentir saudade de 2015″, disse em fevereiro deste ano o economista Marcos Lisboa, impressionado com as tonalidades sombrias exibidas por uma das mais preocupantes recessões da história do Brasil. O que temia vai acontecer, revelou na entrevista ao Roda Viva desta segunda-feira.
Formado pela UFRJ, PhD pela Universidade da Pensilvânia, secretário de Política Econômica no primeiro mandato de Lula, o atual diretor-presidente do Insper analisou os equívocos que originaram a maior crise enfrentada pelo país desde 1930 e apontou os caminhos que podem levar para longe do atoleiro da recessão econômica.
A bancada de entrevistares reuniu Érica Fraga (repórter especial daFolha), José Roberto Caetano (editor-executivo da revista Exame), Catherine Vieira (editora de Brasil do Valor Econômico), Naiana Oscar (editora-assistente de Economia do Estadão) e Luís Lima (repórter de Economia e Negócios de VEJA.com).
Ilustrado em tempo real pelo cartunista Paulo Caruso , o programa foi transmitido ao vivo pela TV Cultura.

DILMA É UMA CRIMINOSA - VEJAM O TEOR DAS DELAÇÕES DA ANDRADE GUTIERREZ - COM O ANTAGONISTA

O que sabemos sobre a Andrade Gutierrez (V)

Os procuradores da Lava Jato sabem que, depois dos depoimentos da Andrade Gutierrez, Edinho Silva e Giles Azevedo serão denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro.
E Dilma Rousseff será investigada pelos mesmos crimes.
Edinho Silva foi seu tesoureiro. Giles Azevedo é muito mais do que isso: é seu assessor mais próximo.

Dilma Rousseff só não será cassada pelo TSE porque o Congresso Nacional vai afastá-la antes disso, aprovando o impeachment.O que sabemos sobre a Andrade Gutierrez (IV)

Em 2010, a Andrade Gutierrez repassou propina para a campanha de Dilma Rousseff pagando por fora, como no caso da Pepper.
Em 2014, a propina foi paga por dentro.
Para lavar os recursos, de acordo com Otávio Azevedo, a ORCRIM ordenou que a propina fosse paga de duas maneiras:
- Através de doações para o caixa da campanha, administrado por Edinho Silva.
- Através de doações para o caixa do PT, administrado por João Vaccari Neto.
Dilma Rousseff sempre disse que o dinheiro sujo do PT não emporcalhou sua campanha.

Os depoimentos da Andrade Gutierrez desmascaram mais essa mentira: a propina era uma só, dividida entre os dois caixas.O que sabemos sobre a Andrade Gutierrez (III)

Edinho Silva e Giles Azevedo, arrecadadores da campanha de Dilma Rousseff em 2014, reuniram-se com o presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo.
Eles foram pedir dinheiro.
Durante o encontro, discutiram em detalhes a planilha com as obras públicas realizadas pela empreiteira e a propina associada a cada uma delas.
Esse é o fato mais explosivo do depoimento de Otávio Azevedo, segundo a fonte de O Antagonista: os arrecadadores de Dilma Rousseff sabiam perfeitamente que o dinheiro dado para a campanha era proveniente de propina desviada de contratos com as estatais.
Pior: Edinho Silva e Giles Azevedo disseram ao presidente da Andrade Gutierrez que, caso ele se recusasse a dar mais dinheiro para a campanha, a empreiteira perderia seus contratos.

Delações espontâneasO que sabemos sobre a Andrade Gutierrez (II)

O presidente da Andrade Gutierrez, Otávio Azevedo, apresentou aos procuradores da Lava Jato uma planilha com todas as obras públicas realizadas pela empreiteira e a propina correspondente a cada uma delas.
A propina cobre o período que vai de 2008 a 2014.

O que sabemos sobre a Andrade Gutierrez

Sabemos que seus executivos delataram à Procuradoria-Geral da União o esquema de propinas que bancou a campanha presidencial de 2014.
Seus depoimentos estão guardados num cofre.
Mas O Antagonista ouviu uma pessoa ligada aos fatos e pode antecipar que, quando esses depoimentos forem publicados, na semana que vem, a queda de Dilma Rousseff será ainda mais violenta.
Teori Zavascki “enviou um juiz para conversar com os 11 delatores da Andrade Gutierrez que assinaram acordo de delação premiada”, diz Monica Bergamo.

“A intenção de Zavascki é se certificar de que nenhum colaborador sofreu pressão para delatar, o que é ilegal. De acordo com profissional que acompanha o processo, os executivos da Andrade fizeram acordos espontâneos, ao concluírem que seria a melhor forma de escapar de punições duras na Justiça”.

"Sobram crimes"


A campanha de Dilma Rousseff, em 2014, recebeu dinheiro de propina da Odebrecht, como revelou a Folha de S. Paulo.
Ela recebeu igualmente dinheiro de propina da Andrade Gutierrez, como admitiram os executivos da empreiteira em seus depoimentos ao Ministério Público Federal.
Janaína Paschoal, na comissão do impeachment, resumiu a questão:
"Sobram crimes".

Nomeação ilegal - MERVAL PEREIRA


O GLOBO - 31/03

A solução proposta pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, aparentemente salomônica, permitindo que o ex-presidente Lula assuma a Chefia do Gabinete Civil do ministério de Dilma, mas sem foro privilegiado, permanecendo os processos contra ele na jurisdição do Juiz Sérgio Moro, é simplesmente ilegal segundo diversos juristas.
O deputado federal Raul Jungman, do PPS, entra hoje na Procuradoria-Geral da República com uma ação de prevaricação contra a presidente Dilma, baseado justamente na análise de Janot, que admite que a intenção da presidente era obstruir a Justiça.
Janot atribui ao ato um “desvio de finalidade” para “influenciar as investigações”. .De acordo com um especialista, o Ato Administrativo deve preencher os seguintes requisitos: Competência, Objeto, Finalidade, Forma e Motivo. Desses requisitos, três são vinculados (Competência, Finalidade e Forma) e os outros 2 são discricionários (objeto e Motivo).
Se o Ato Administrativo estiver viciado em algum de seus elementos obrigatórios (vinculados), ele é nulo de pleno direito. Quanto aos elementos discricionários, embora não sejam obrigatórios, se forem explicitados no ato, passam a vinculá-lo (Teoria dos Motivos Determinantes).
No caso da nomeação do Lula, a competência da Presidente da República é cristalina e o próprio Janot admite isso no Parecer. A forma também é inquestionável. Mas, quanto à finalidade, que também é elemento essencial do ato administrativo, Janot admite que houve desvio de finalidade, um vício insanável. Portanto, a conclusão é clara: a nomeação do Lula é nula.
Já o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Galba Velloso, autor do livro “Desvio de Poder”, da Editora Malheiros, afirma que o Procurador-Geral da República, ao admitir a possibilidade de Lula ser Ministro e continuar sob a jurisdição comum “está completamente equivocado”.
O ato da Presidente da República é nulo por desvio de poder, e não se pode fatiá-lo admitindo a nomeação e negando o foro. “Ele não pode ser Ministro em virtude do desvio de finalidade praticado e por isso não pode ter foro privilegiado”, ressalta o ministro Velloso.
Ele lembra que o excesso de poder tem duas formas, o abuso de autoridade, quando esta vai além de sua competência, e o desvio de finalidade, quando, embora dentro de sua competência, a autoridade declara um motivo de finalidade pública ocultando um objetivo diverso.
“A Presidente pode nomear o Ministro que quiser, dentro da lei. Mas não está dentro da lei nomear alguém Ministro para escapar do Juiz que teme e escolher quem deve julgá-lo”, ressalta Velloso
Tanto o abuso de poder, como faltar ao cumprimento do dever por interesse ou má-fé, são definições de prevaricação, que é a acusação que o deputado Raul Jungman fará contra a presidente da República.
O ministro Teori Zavascki está cuidando do caso no Supremo em duas instâncias: na parte cível, pediu informações ao Procurador-Geral para decidir sobre uma ADPF (Arguição de descumprimento de preceito fundamental) que visa suspender a nomeação de Lula. Como já existe uma liminar em mandado de segurança com o mesmo efeito, a questão será resolvida no mérito pelo plenário do STF.
Na parte criminal, o Juiz Sérgio Moro e o Procurador-Geral foram também consultados, para saber se há indícios de que a presidente Dilma tentou obstruir a Justiça ao nomear o ex-presidente para seu ministério. O Advogado-Geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que não há nada de ilegal na conversa, que considerou "republicana".
O Procurador-Geral já admitiu que houve, sim, essa tentativa de obstrução, e o Juiz Sérgio Moro, além de pedir desculpas pela polêmica que causou ao permitir a divulgação do áudio da conversa da presidente Dilma com o ex-presidente Lula, manteve sua convicção de que houve no caso pelo menos uma tentativa de obstrução da Justiça.
Disse que autorizou a divulgação “atendendo o requerimento do MPF, dar publicidade ao processo e especialmente a condutas relevantes do ponto de vista jurídico e criminal do investigado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que podem eventualmente caracterizar obstrução à Justiça ou tentativas de obstrução à Justiça”.
Moro, embora cite objetivamente o ex-presidente Lula quando se refere à obstrução da Justiça, tenta se defender em relação à presidente, e insinua que ela também pode ter atuado nesse sentido, afirmando que “não parece que era tão óbvio assim que também poderia ser relevante juridicamente para a excelentíssima presidenta da República”.

Tem que passar a Lava- Jato - CARLOS ALBERTO SARDENBERG


O GLOBO - 31/03

Os canais políticos tradicionais estão entupidos, não se comunicam com o pessoal das manifestações



Tem uma conversa esquisita rolando em meios empresariais e políticos. Envolve figuras conhecidas do mundo econômico — alguns diretamente apanhados na Lava-Jato, outros com medo e outros assustados com a paralisia do negócios. Conversam com lideranças políticas tradicionais.

O que querem?

Não sabem exatamente. Quer dizer, muitos sabem perfeitamente: dar um jeito de brecar ou pelo menos diminuir a velocidade e o alcance da Lava- Jato. O que não sabem é como articular isso parecendo que estão querendo outra coisa.

Assim, fala-se em um grande acordo nacional, um governo de união para superar a crise. Até algum tempo atrás, meses, muitos empresários e políticos achavam que tudo poderia começar com uma boa conversa entre FHC e Lula. Diziam que a crise era uma ameaça para “todo mundo”, de modo que era melhor que “todos” se entendessem antes.

Não podia dar certo. Não é “todo mundo” que está sob ameaça. Lula, Dilma, o PT e associados estão. Muitos grandes empresários também.

Mas FHC — e tudo o que representa, de autoridade política e moral — está fora disso.

Queriam, portanto, que FHC entrasse como o avalista, o garantidor desse grande acordo. Claro, o tucano não caiu nessa jogada.

Mas ainda há poucas semanas, a presidente Dilma achou que tinha uma chance. Mandou recados a FHC sugerindo uma conversa, ainda que reservada. O tucano declinou. A marcha do impeachment acelerava.

Convém lembrar que FHC foi contra quando saíram os primeiros movimentos pró-impeachment, lá no início do ano passado. Achava que seria um processo difícil e doloroso, de modo que lhe parecia mais apropriado que a história seguisse seu curso, e o governo petista fosse afastado nas eleições de 2018. Muita gente na oposição formal pensava assim.

Duas coisas mudaram o quadro: o aprofundamento da recessão e o avanço da Lava-Jato. A recessão liquidou com a popularidade do governo — 69% de ruim e péssimo, sendo espantosos 54% de péssimo contra ridículos 2% de ótimo, segundo o último Ibope. A Lava-Jato acabou com Lula, Dilma, PT e associados.

Não é que a oposição decidiu-se pelo impeachment. O processo tornou-se um ser autônomo, empurrado pela maioria da sociedade representada nas grandes manifestações.

Aliás, aquela inviável tentativa de um acordo nacional deixava de fora o principal ator do momento, o pessoal das manifestações.

Na outra ponta, Lula radicalizava para voltar às suas origens, as bases sindicais e os movimentos sociais organizados.

E a Lava-Jato pegando um por um.

Nesse quadro, os senhores estão propondo mesmo qual acordo? — foi o que os diversos interlocutores ouviram de FHC. Ou ainda: “Já combinaram com os russos?” Russos? É, os de Curitiba.

Então ficamos assim: o governo Dilma está acabado. Lula corre o risco efetivo de ser preso. Certamente, será condenado no mínimo pelo que já se sabe — o recebimento de vantagens indevidas —, no máximo pelo que a Lava-Jato já sabe e ainda não contou. Delações premiadas que estão por aparecer são demolidoras. A recessão avança, e tudo que o governo tenta fazer para escapar do impeachment, distribuindo dinheiro e empréstimos, só piora as coisas.

E os canais políticos tradicionais estão entupidos, não se comunicam com o pessoal das manifestações. Esse pessoal não é novo e não quer simplesmente o “Fora PT”.

Há muito tempo, andando pelo país, tenho encontrado uma geração de brasileiros que não quer mamar nas tetas do Estado; acha que o governo não cabe no país; acha que a iniciativa privada é que cria riquezas; e por aí vai. Podem chamar de agenda liberal, neoliberal, conservadora, o que seja. Mas esse pessoal entendeu que a Lava-Jato não está apenas apanhando um bando de ladrões. Está revelando as entranhas de um arranjo político que funcionou durante anos beneficiando uma turma que não é o povo.

Encontra-se esse pessoal novo tanto no Matopiba — se não sabem o que é, estão por fora — quanto em uma reunião de microempreendedores em Manaus ou em Maringá. É animador.

Mas antes temos o andamento da crise. Não tem “acordo nacional” antes que o ambiente seja depurado, antes que passe a Lava-Jato. Um futuro governo Temer terá que passar pelo teste.

Tem jeito?

Sempre tem. Não é verdade que “todo mundo” está na roubalheira, que são todos aproveitadores.

Também não é verdade que a crise seja insolúvel. Lembram-se do governo Itamar Franco? Teve três ministros da Fazenda nos primeiros sete meses. Só começou a sair do buraco quando Fernando Henrique Cardoso foi nomeado ministro da Fazenda em maio de 1993, passando a agir como primeiro-ministro de fato. Naquele ano, a inflação foi de 2.477,15% (notaram a precisão das duas casas depois da vírgula?). Em 94, FHC implantou o Real, e o país mudou para muito melhor.

Hoje, dos seus 85 anos, FHC conversa, sugere caminhos. Mas não pode voltar à cena principal. Quem seria o novo?

Reaçonaria na Lava Jato e no O Antagonista - A CONEXÃO PANAMENHA COM A CORRUPÇÃO PETISTA


Deu no O Antagonista:

“Carta panamenha

A conexão lulopanamenha, descoberta pela Lava Jato, não se limita às viagens ao Panamá de Lulinha, Luleco, Fernando Bittar, Taiguara e Vavá.
Há também a conexão lulopanamenha na imprensa.
O site reaconaria.org revelou, esquadrinhando arquivos públicos, que a Carta Capital tem como sócia duas empresas sediadas no Panamá.
Não, não se trata da Del Sur, que pertence à Odebrecht. Não, não se trata da Shellbill, que pertence a João Santana.
Trata-se da Cape Labuan Investments INC e da Mawson Peak Investments Corp, controladoras da Newsburg Investments LLP.
Quem é o dono dessas empresas?”
Leia nossa matéria sobre o dinheiro da Carta Capital no Panamá:

Carta, capital panamenho

Mino Carta e Lula
Mino Carta e Lula

Diário do Olavo: antipetismo fajuto, Temer, e o órgão comunista chamado CNBB


ncComo é possível que uma nação esteja inerme diante de um grupo de psicopatas?
O que aconteceu e o que acontecerá com o Brasil?
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Metade dos que dizem combater o PT querem fazê-lo salvaguardando a boa imagem do comunismo. Por isso falam apenas em "corrupção" e jamais no Foro de São Paulo.
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Não deveria ser preciso explicar isto, mas, numa época em que o movimento comunista em massa adotou a fórmula estratégica de Antonio Gramsci, só uma parcela ínfima dos seus agentes se apresenta ostensivamente como comunista. Todos os outros se escondem por trás de uma variedade alucinante de fachadas e falsas identidades. Nenhum partido comunista pode se tornar "um poder onipresente e invisível" -- expressão do próprio Gramsci -- se cada um que trabalha para ele vem com uma foice e um martelo estampados na testa.
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Reduzir os crimes do PT à "corrupção" já é favorecê-lo. Antes de chegar ao governo e começar a roubar ele fundou o Foro de São Paulo, associando-se a terroristas, narcotraficantes e genocidas para instaurar o comunismo no continente, e ESSE é o maior dos seus crimes.
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O Michel Temer, dizem, já prometeu ao Lula que no governo dele "não haverá caça às bruxas". Significa que as bruxas estarão à solta.
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Nada impede que o sr. Temer faça um bom governo, se quiser. Mas não esperem que ele quebre as vassouras das bruxas. Isso quem tem de continuar fazendo é o povo mesmo.
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Por favor, parem de encher o saco do Paulo Eduardo Martins (@PauloMartins10) por estar no PSDB. É ótimo que haja pelo menos um homem decente nesse partido de merda.
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Esta página dá uma amostra da imensidão da campanha internacional movida para salvar o comunopetismo. Não se trata de fontes confiáveis, mas de militância organizada:
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Compartilhem:

http://www.citizengo.org/pt-pt/pc/node:nid]-apoio-operacao-lava-jato
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Se, simplesmente fazendo as contas, digo que os comunistas mataram mais gente, em tempo de paz, do que duas guerras mundiais somadas, isso prova que EU sou um intolerante, um malvado, um virtual genocida. Não é mesmo, Isack Alves?
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Esquerdistas batem em você para provar que você é violento.
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Enquanto não se estudar em profundidade a ação da KGB e do serviço secreto cubano no Brasil, tudo o que se escreva sobre o golpe de 1964 será difamação comunista ou apologia capenga.
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A CNBB, enquanto entidade, é parte integrante do movimento comunista, e nada mais. Se alguns de seus membros nem sabem disso, também não sabem que sua ignorância é elemento essencial do cálculo gramsciano.
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Reverência ante padres e bispos comunistas é como falar com um poste ou chamar uma privada de "Mamãe".
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Quando você se sentir cansado e enojado do estilo polidíssimo e untuoso dos eclesiásticos de hoje em dia, busque uma cura nos escritos de S. Paulo Apóstolo, S. Bernardo de Clairvaux, Giovanni Papini e Georges Bernanos.
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Repito e repetirei mil vezes: Padres e bispos que ajudam o PT ajudam o Foro de São Paulo, professando portanto o marxismo em segredo e enganando os fiéis com uma aparência de catolicismo. Estão todos excomungados "latae sententiae", proibidos não só de oficiar os sacramentos mas até de recebê-los. Continuar a tratá-los como servos ungidos do Senhor é colocar o mais injustificável e vulgar respeito humano acima da fé católica.
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A CNBB faz mais do que "apoiar" o PT. Ela o CRIOU.
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Os que me pedem ou exigem respeito a tipos como Odilo Scherer cometem o mais grosseiro dos erros de lógica, a "petitio principii". Se digo que um sujeito está excomungado "latae sententiae", NÃO POSSO, ao mesmo tempo, continuar a tratá-lo com o respeito devido a um sacerdote, já que ele não tem direito NENHUM de exercer o sacerdócio, aliás nem de receber os sacramentos.
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Não há acordo, e exigir polidez nesses assuntos é uma leviandade criminosa. Ninguém pode servir à Igreja e ao Foro de São Paulo ao mesmo tempo. Não há dois Senhores, e fim de papo.
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Se o Odilo Scherer é católico, ele que cumpra sua obrigação de bispo e faça um pronunciamento público contra o Foro de São Paulo. Está lançado o desafio.
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Thomaz Ferreira Martins: Mostre-me UMA palavra que o Odilo Scherer tenha dito contra o Foro de São Paulo, e admitirei que ele é um fiel católico. Falar contra o aborto e o casamento gay até comunistas notórios falam. Leia a "Página Vermelha".
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Abortismo e casamento gay NÃO fazem parte da doutrina marxista, São táticas de ocasião, que o movimento comunista pode adotar num dia e rejeitar no dia seguinte. Condená-los NÃO É opor-se ao comunismo. O próprio fundador da "revolução sexual", Wilhelm Reich, condenava o homossexualismo como "perversão capitalista".
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Com as inevitáveis exceções de sempre, a principal ou única atividade dos bispos brasileiros é desorientar moralmente a população, para que perca a noção da gravidade relativa dos males e, acreditando seguir a mais pura doutrina católica, colabore com a quadrilha comunolarápia.
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Que raio de coisa quer dizer o sr. Bergoglio com a expressão "Vencer o ISIS com as armas do amor"? No meu modesto entender, não há mais autêntico gesto de amor para com o assassino compulsivo do que amarrar-lhe as mãos para impedi-lo de continuar matando, mas não parece que é isso que o referido tem em vista.
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Segundo o Código de Direito Canônico de João Paulo II, a excomunhão "latae sententiae" aplica-se aos católicos "que professem o marxismo", o que evidentemente inclui aqueles que o professam em segredo, servindo conscientemente à causa marxista sob uma camuflagem de belos pretextos cristãos, o que é EXATAMENTE o que muitos líderes da CNBB têm feito há décadas.
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A mais bela maneira pela qual um sacerdote pode demonstrar amor aos criminosos é dar-lhes assistência religiosa na cadeia. Alguém tem de informar isso ao Papa.
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Não é porque uma véia doida, que nunca leu uma linha do que escrevi, teve um chilique ante o Odilo Scherer, que devo retirar uma só palavra que eu tenha escrito contra ele. Reitero todas e continuarei reiterando até que ele pare de servir à causa do Foro de São Paulo.
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Atacado por uma velhinha, qualquer homem de verdade sorri e tenta fazer algo por ela. Choramingar que o Odilo Scherer foi "agredido" é fazer dele um equivalente do Jeau Uiui, que chamou a polícia para protegê-lo da perigosíssima Beatriz Kicis.
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Repito: Todo católico que apóia o PT apóia o Foro de São Paulo, isto é, professa em segredo ou abertamente a causa marxista e ESTÁ EXCOMUNGADO "LATAE SENTENTIAE", queiram ou não os coroinhas e puxa-sacos.
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Atenção:

Heidegger and "Putin's Brain"

The Russian political scientist Aleksandr Dugin is known as "Putin's Brain" since his writings and lectures serve as the philosophical and ideological underpinnings to " neo-Eurasianism" and Putin's expansive foreign policy initiatives.  Aleksandr Dugin cites Heidegger as his greatest source of inspiration and considers himself a scholar of the German philosopher. In 2014 he published Martin Heidegger: The Philosophy of Another Beginning , an inquiry into Heidegger's philosophy.  I have not read that book, but have looked into The Fourth Political Theory where Dugin translates Heidegger's core concepts into a political manifesto. Both books were published in English by the white supremacist imprint Arktos.
(http://www.dialoginternational.com/dialog_international/2016/03/heidegger-and-putins-brain.html)
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Mass surveillance silences minority opinions, according to study
A new study shows that knowledge of government surveillance causes people to self-censor their dissenting opinions online. The research offers a sobering look at the oft-touted "democratizing" effect of social media and Internet access that bolsters minority opinion.
The study, published in Journalism and Mass Communication Quarterly, studied the effects of subtle reminders of mass surveillance on its subjects. The majority of participants reacted by suppressing opinions that they perceived to be in the minority. This research illustrates the silencing effect of participants’ dissenting opinions in the wake of widespread knowledge of government surveillance, as revealed by whistleblower Edward Snowden in 2013.
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Quando algum iluminado aparecer dizendo que nada é preto ou branco, mas tudo é cinza, pergunte a ele se a parte preta do cinza não é preta.
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O mundo, dizem, está superlotado de ETs. Mas por que raios nenhum, até agora, deu nem mesmo uma entrevistinha na TV?
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Não devo satisfações a malucos e fakes, mas quem diz que eu sou maçom só prova que não leu os capítulos finais de "O Jardim das Aflições".
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Velhice não é sinônimo de feiura. Há mulheres que embagulham por vingança.
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Obrigadíssimo, irmãozinho Daniel Junior: