segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

URGENTE! Cardozo sai do Ministério da Justiça por medo de ser assassinado


José Eduardo Cardozo nunca gostou de Lula e Lula nunca gostou de José Eduardo Cardozo. A intriga é antiga e foi reforçada na época em que Cardozo e Hélio Bicudo investigaram as relações de Lula com Roberto Teixeira na Comissão de Ética do PT que investigava o caso CEPEM (saiba mais aqui).
Cardozo chora suas mágoas, através de seus interlocutores na imprensa, dizendo que não aguenta mais a pressão do PT para fazer com que a PF deixe de investigar Lula (não só Lula, o PT sofre com as operações Zelotes, Lava Jato e Acrônimo).
Cardozo é ministro da Justiça e deveria ter a compostura do cargo. Lula é um cidadão sem mandato e sem cargo público. O ministro, ao contrário de Lula,  tem foro privilegiado. Suas ações na campanha de Dilma Rousseff (da qual foi um dos coordenadores) só podem ser julgadas no STF. Lula pode cair nas mãos de Sergio Moro.
Cardozo poderia abandonar o governo, dizer que não aguenta mais, que está desiludido da política. Qualquer desculpa. Porém, ele continuará ministro e com foro privilegiado. Aos incautos, quer passar a imagem de mártir.
Cardozo será o ministro-chefe da Advocacia-Geral da União.
Acaba de sair na imprensa que o ministro Cardozo sai do Ministério da Justiça por medo de ser assassinado.
As informações são do jornalista Tales Faria e foram publicadas no Fato Online:

“Cardozo confidenciou a amigo que sairia do Ministério para não acabar como Nisman

José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, deixa o cargo nessa semana. Mas na anterior, avaliando os riscos e as pressões que vinha sofrendo, já confidenciava a um amigo:
“Vou sair antes que aconteça comigo o que aconteceu com aquele procurador lá da Argentina.”
A referência é a Alberto Nisman, investigador do atendado terrorista contra a entidade judaica AMIA, que ocorreu em Buenos Aires no ano de 1994 e deixou 85 mortos. Durante a investigação, o procurador acusou formalmente o governo do Irã de dirigir o ataque, e, depois, a própria presidente Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman de encobrirem o atentado.
Em janeiro de 2015, Nisman foi encontrado morto em sua casa.”
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Lula derruba Cardozo e oficializa a “Gotham” brasileira - POR FELIPE MOURA BRASIL


Novo ministro foi o menos votado para MP da Bahia, mas entra para melar Lava Jato

Por: Felipe Moura Brasil  
Lula Cardozo
Este blog já tratava o Brasil do PT como Gotham City, mas agora é oficial.
A saída de José Eduardo Cardozo do Ministério da Justiça por pressão de Lula foi apenas um aperitivo para a estreia desta noite, na Fox, da 2ª temporada da série “Gotham”.
Assim como o prefeito Aubrey James e o comissário Gillian B. Loeb, apesar dos esforços, não conseguem conter os avanços do incorruptível James Gordon contra Dom Carmine Falcone, Cardozo não conseguiu conter os da Polícia Federal contra Lula, que agora precisa infiltrar alguém mais ousado para melar a Lava Jato.
O Palácio do Planalto confirmou que Cardozo vai para a AGU tornar-se oficialmente o advogado de Dilma que já era na prática e fazer oficialmente as reuniões que fazia em segredo com advogados de empreiteiras para fechar acordos de leniência.
Sua vaga será assumida pelo ex-procurador geral de Justiça da Bahia Wellington César Lima e Silva, o menos votado na lista tríplice dos candidatos ao Ministério Público baiano em 2010, mas conseguiu ser alçado à chefia por escolha do então governador petista e hoje ministro Jaques Wagner.
Em governo do PT é assim: os últimos colocados serão os primeiros a serem escolhidos.
Wagner Cesar
Como este blog cansou de repetir, o ministro Navarro Dantas, indicado por Dilma Rousseff para o STJ para soltar Marcelo Odebrecht (o que tentou fazer, mas felizmente fracassou como voto vencido), havia sido o segundo colocado na lista tríplice encaminhada à petista.
Escolher o primeiro, só mesmo quando o mais votado da categoria calha de ser alguém da confiança pessoal da suposta presidente, como é o caso do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sempre disposto a blindá-la.
Na escolha de Wellington César, articulada por Wagner e contestada por delegados, procuradores e juristas, pesou na decisão de Dilma, segundo a Folha:
– “o bom trânsito de César junto a ministros do STF”, no que este blog acredita piamente, tendo em vista o aparelhamento do Supremo pelo PT e o desejo de petistas como Lula de serem salvos pela Corte.
– e o suposto fato de ele “ser um nome de fora do meio político, o que o tornaria menos suscetível a pressões para segurar as investigações”.
Esta segunda parte é pura propaganda que o governo vende à imprensa para não parecer cúmplice da eventual prevaricação desejada por Lula e PT.
Tanto é assim que, “ao mesmo tempo”, diz a reportagem, “a nomeação de um aliado político de Wagner também teve como objetivo acalmar o ex-presidente”.
As posições militantes de César em defesa de bandidos e contra a “plena hegemonia” da polícia dão uma ideia da mentalidade esquerdista que comandará a pasta da Justiça:
“A redução da maioridade penal é, em si, algo tão equivocado, que deveria causar constrangimento às pessoas. Ela é uma solução simplista e grosseira, que não pode trazer à sociedade qualquer tipo de avanço”.
Simplista e grosseiro, para este blog, é ocupar ministério para tornar inimputável o maior amarelão da Gotham City brasileira.
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A coragem brasileira - VEJAM A SITUAÇÃO DEPRIMENTE DOS PRESOS POLÍTICOS VENEZUELANOS - COM O ANTAGONISTA



O advogado brasiliense Fernando Tibúrcio está coordenando com a oposição venezuelana a ida de parlamentares brasileiros à Venezuela, no final de abril.
A idéia é que Lilian Tintori, mulher de Leopoldo López, preso há mais de um ano, e Mitzy Ledezma, mulher de Antonio Ledezma, o prefeito de Caracas raptado pela polícia política bolivariana, venham antes a Brasília e São Paulo, para então voltar à Venezuela com a comitiva brasileira.
O grupo capitaneado por Fernando Tibúrcio quer visitar López e Ledezma na prisão militar onde estão trancafiados. Estão previstas, ainda, conversas com representantes do que restou da sociedade civil venezuelana e um encontro com a deputada cassada María Corina Machado, hoje proibida de deixar o país.
A Venezuela tem, hoje, 62 presos políticos. Tinha 63 até duas semanas atrás, quando Rodolfo González, acusado pelo governo de Nicolás Maduro de ser o "articulador logístico dos protestos de fevereiro de 2014" se suicidou numa das celas do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional.

J. R. Guzzo: No alvo errado


Publicado na versão impressa de VEJA
Já virou um procedimento de rotina para o ex-presidente Lula e todo o seu sistema de apoio, nessa miserável cachoeira de suspeitas que não para de jorrar em torno dele. Em vez de apresentar um mínimo de fatos capazes de atestar que é um homem decente, e afastar pelo menos o grosso das desconfianças que construiu em torno de si próprio, o principal líder político do Brasil se escondeu de novo. Deveria responder a algumas perguntas num fórum criminal de bairro em São Paulo — coisa que qualquer cidadão com a vida em ordem seria capaz de fazer sem o menor problema. Mas não. De tudo o que podia fazer de ruim, escolheu o pior: simplesmente não foi ao interrogatório, aproveitando-se de um desses truques burocráticos que a Justiça brasileira oferece a toda pessoa que tem dinheiro, influência e advogados suficientes para impedir que a lei se aplique a ela. Por que não foi? Pelo mesmo motivo, exatamente, que o manteve de boca fechada, até agora, em relação a tudo o que vem sendo dito sobre sua conduta: não consegue dar, nem com a assistência dos mais distintos criminalistas do país, uma única resposta que possa ser levada a sério sobre os benefícios pessoais inexplicáveis que vem recebendo de empreiteiras de obras públicas.
Resolve alguma coisa? Não resolve. As perguntas só irão embora no dia em que forem respondidas. Lula, o PT e o seu mundo ganharam mais algum tempo; em compensação, o ex-presidente vai tomando cada vez mais indiscutível sua reputação como homem que foge da raia. Parece que estão tentando botar de pé, na sua usina de marketing, a imagem de Lula como um novo “Cassius Clay”, o boxeador que passou nas cordas toda uma de suas lutas mais célebres — até reagir e mandar o seu adversário para a lona. Há um problema complicado com essa comparação: Cassius Clay só ganhou porque compareceu ao ringue no dia marcado para a disputa. Mas a regra número 1 para Lula é sumir: em vez disso, acusa os adversários. Neste último episódio, sua tropa falou de “linchamento”, tentativa de “impedir” sua candidatura à Presidência em 2018, guerra da elite ao seu “legado” e o resto da ladainha de sempre. É como se Clay, em vez de subir no tablado, ficasse xingando George Foreman lá no meio da plateia. Parecem ter esquecido que não estão numa campanha eleitoral, e sim diante da Justiça penal — não adianta enganarem o eleitorado, pois quem precisa acreditar no que dizem é o juiz. Estão atirando no alvo errado.
A fuga permanente de Lula não chega a piorar sua imagem junto aos milhões de brasileiros que, já faz muito tempo, desistiram de acreditar nele. Seu problema, a partir de agora, parece ser com os outros milhões que são seus eleitores, simpatizantes e irmãos de fé — essa multidão de gente sem rosto, sem nome e sem triplex que vota nele, briga por sua reputação e não ganha nada com isso. Lula sempre achou que esse povo engole tudo; tem uma credulidade e uma paciência sem limites. Vai continuar assim para sempre? Diante das perguntas a que seu líder não responde, talvez comece a perder o interesse em ouvir Lula falando pela milésima vez no “legado”, no “operário” que cuida dos pobres, na boa fortuna que trouxe a eles. Pode estar se enchendo com as histórias de que Lula é importante para “o futuro do mundo”, ou que a “elite” inventa todas as acusações contra ele. Tudo bem, mas não é isso que essas pessoas estão perguntando hoje, nas viagens de três horas até o trabalho ou na procura do emprego que perderam. Querem saber a troco de que empresas pagam reformas caríssimas no sítio que Lula “frequenta” — um lugarzinho meia-boca, segundo diz agora o seu estado-maior, mas que para 99% dos brasileiros é um sonho que não vai se realizar até o fim da sua vida. Por que manda para um sítio que não é dele uma mudança com 200 caixas? Por que lhe pagam uma cozinha de 130 000 reais, mais do que vale uma casa inteira no Brasil real? Por que a empresa de telecomunicações que ganhou do ex-presidente um favor “top de linha” instalou uma torre de celular ao lado do bendito sítio? Por que seus filhos moram de graça? Por que sua vida é cercada pelos quatro cantos por empreiteiras de obras públicas — e estaria certo Lula receber tanto dinheiro delas?
Lula vem fracassando dia após dia na batalha para mostrar que não está escondendo nada, como acaba de comprovar mais uma vez com sua recusa em responder a perguntas do promotor público. O que pretenderia, então? Passar assim o resto da vida?

"A degradação da Venezuela", por Rodrigo Botero Montoya O Globo




Esta forma de governar tem os traços de uma ópera bufa, mas as consequências para o povo venezuelano são trágicas


O grau de deterioração ao qual se submeteu a sociedade venezuelana está adquirindo características dramáticas. Começam a escassear os superlativos para descrever a magnitude da catástrofe. Dezessete anos de megalomania, desmedida e desperdício levaram a Venezuela à beira do colapso econômico e de uma convulsão social. O que se discute já não é se haverá uma suspensão de pagamentos da dívida soberana, mas quando. A falta de alimentos e de medicamentos produziu uma crise humanitária.

Em meio a uma atividade econômica em queda livre, com uma inflação de três dígitos, os sinais que emitem as autoridades são os de um regime em fase terminal. Nicolás Maduro designou em janeiro como ministro de Economia a um personagem pitoresco, que durou 39 dias no cargo. Uma de suas contribuições à disciplina econômica consiste em afirmar que a inflação não existe. Para contribuir com o fornecimento de alimentos, foi criado um Ministério de Agricultura Urbana, cuja missão seria promover o plantio nas cidades.

Em dezembro de 2013 foi convertido em lei o Plano da Pátria, cujo grande objetivo histórico era “converter a Venezuela em grande potência energética mundial”. Atualmente, o país começou a importar petróleo dos EUA e está sofrendo apagões. Exigiu aos centros comerciais e aos grandes hotéis que gerem sua própria eletricidade. Pouco depois do anúncio presidencial de que os militares deveriam regressar aos quartéis, decide-se que criar a Companhia Anônima Militar das Indústrias Minerais, Petrolíferas e de Gás, cujos dirigentes se reportam ao ministro da Defesa. Maduro conclama pelo aumento da produção nacional, ao mesmo tempo que ameaça intervir na empresa Polar, a principal produtora de alimentos do país, e insulta seu presidente, Lorenzo Mendoza, chamando-o de “bandido, oligarca e ladrão.”

A falta de divisas para pagar as importações do setor privado está paralisando a produção por falta de insumos e reposições. As prateleiras vazias se converteram na imagem emblemática do Socialismo do Século XXI. Esta forma de governar tem os traços de uma ópera bufa. Mas as consequências para o povo venezuelano são trágicas. As possibilidades de correção de rumo, embora subsista no governo atual, são mínimas. 

Como anotava Friedrich Schiller: “Contra a estupidez, até os deuses lutam em vão.”

O desprezo pela autoridade legislativa da Assembleia Nacional evidencia a natureza autoritária do regime. Sua política externa foi reduzida à invocação da soberania nacional para justificar as flagrantes violações dos direitos humanos. O desastre venezuelano tem causas adicionais além da inépcia de Maduro e da ignorância de Chávez. O erro fundamental foi ter tentando implementar na Venezuela um sistema socioeconômico fracassado, cuja vigência, sem exceção, requer o estabelecimento de uma ditadura férrea.

Como advertia Albert Camus, “as ideias falsas terminam em sangue, mas em todos os casos se trata do sangue de outros.”

Rodrigo Botero Montoya é economista e foi ministro da Fazenda da Colômbia

Basta! - Ricardo Noblat


- O Globo

Se vocês entenderem que a manutenção do projeto corre risco, estarei com 72 anos e tesão de 30 para ser presidente. Lula

Em que momento de sua história o PT se perdeu? Em que momento de sua história o PT se perdeu? Foi quando Lula, depois de três derrotas consecutivas, achou que para vencer em 2002 deveria “jogar o jogo”? Foi quando, a governar com partidos, ele preferiu aliciar o apoio individual de deputados e senadores? Ou foi quando ele, uma vez superada a fogueira do mensalão, convidou o PMDB para ser o principal parceiro do PT no seu segundo governo?

ESCOLHA O momento que lhe pareça o mais significativo. Existem outros. O meu preferido é o primeiro — aquele de “jogar o jogo”. Dirão os pragmáticos inescrupulosos: sem jogar conforme as regras usuais, Lula e o PT jamais teriam chegado ao poder. Pergunto: valeu a pena ter chegado desprezando os valores e princípios que pareciam distingui- los de outros políticos e partidos?

APENAS PARECIAM, como ficou demonstrado nos últimos 13 anos. Lula e o PT governaram sem dispor de ideias para o país. Favorecidos por uma conjuntura econômica mundial positiva, improvisaram o quanto deu. Quando não deu mais, viram no aparelhamento do Estado e na corrupção os únicos meios de se sustentar no poder. Deu no que vemos.

O PT FOI inventado pela ala progressista da Igreja Católica. Para combater a influência dos partidos comunistas no meio operário, a Igreja imaginou reunir em um novo partido as demais correntes de esquerda. Conseguiu. E por muito tempo, as comunidades eclesiais de base, alimentadas pela teologia da libertação, funcionaram como células do PT.

POR MAIS que tenha radicalizado seu discurso na tentativa de eleger Lula presidente em 1989, 1994 e 1998, o PT jamais foi criado para pregar a revolução social. É verdade: abriga tendências de esquerda sem compromissos com a democracia tal qual a conhecemos. Mas foi sempre o partido da ordem. “Nunca fui de esquerda”, uma vez comentou Lula. “Quando cedi às pressões dela, me dei mal”.

LULA NÃO PASSA, nunca passou de um malandro esperto e carismático que concordou em ser cavalgado por parte da esquerda — e que acabou por cavalga-la. Não foi muito difícil para ele e seus adeptos trocarem o discurso radical pelo discurso conciliador de 2002. Quem imaginou que Lula, para se eleger afinal, assinaria um documento como a “Carta aos Brasileiros”?

MAIS ADEQUADO seria chamá- lo de “Carta aos Banqueiros e Empresários”. Ou “Carta ao Capitalismo Internacional”. Foi a garantia dada por Lula de que seu governo manteria a política econômica do governo do então presidente Fernando Henrique. Assinou e cumpriu. A Bolsa Família, mais tarde, em nada desautorizou a carta do pai dos pobres e mãe dos ricos.

NAQUELE MOMENTO, deu- se a assimilação de Lula e do PT pelas elites, acusadas por eles, hoje, de aliadas do PSDB. De fato, aliaram- se a Lula e ao PT. E lucraram os tubos com isso. Se dependesse delas, e se não existisse a Lava- Jato, seguiriam apoiando o PT e torcendo pela volta de Lula em 2018. Como torceram há dois anos. Lula e o PT as espancam por puro marketing.

A OPÇÃO POR “jogar o jogo”, que empurrou Lula e o PT rampa acima do Palácio do Planalto, empurrará Dilma, Lula e o PT ladeira abaixo em 2018 — ou mesmo antes. Simplesmente, a maioria esmagadora dos brasileiros quer vê-los pelas costas. A incompetência e a corrupção exauriram o país. Ele não pode continuar mais se arrastando sem direção. Chega! Basta!

De que foge Lula? – Editorial / O Estado de S. Paulo


Diante da montanha de evidências de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ter se beneficiado pessoalmente de suas relações com as maiores empreiteiras do País, é justo esperar que o capo petista venha a público prestar os devidos esclarecimentos. Afinal, a “viva alma mais honesta deste País” decerto não teria nenhuma dificuldade para dissipar as suspeitas a respeito de sua conduta.

Mas Lula decidiu refugiar-se no silêncio. As únicas manifestações em seu nome partem quase sempre do Instituto Lula, que instituto não é, pois funciona como assessoria de imprensa e escritório político do ex-presidente. E essas manifestações, geralmente furibundas, limitam-se a negar as acusações e a disparar impropérios contra aqueles que, segundo a tigrada, invejam as conquistas desse grande homem e o bem que ele fez ao País.

Lula mesmo não fala, e até seus apoiadores, quando ousam tocar no assunto, na esperança de ouvir dele sua versão dos fatos e assim orientar-se sobre o que dizer quando questionados, recebem como resposta resmungos indignados. Em recente reunião do PT, ele se queixou: “Não aguento mais falar disso”.

Os atos de Lula, porém, valem mais do que mil palavras. Sem ter como justificar os imensos favores que recebeu das empreiteiras camaradas, pois qualquer explicação que ele der terá de vir acompanhada de documentos, ao ex-presidente restaram as chicanas mais ordinárias. A mais recente foi o ataque ao promotor Cássio Roberto Conserino, do Ministério Público Estadual, que chamou Lula e sua mulher, Marisa Letícia, para depor sobre o misterioso tríplex do Guarujá totalmente reformado pela construtora OAS e cuja propriedade se atribui ao petista. A coisa toda respeitou o bem conhecido padrão de comportamento do ex-presidente. O nome de Lula, como sempre, não aparece em nenhum lugar – há sempre uma interposta pessoa a fazer o serviço que lhe convém. No caso do promotor Conserino, quem fez esse serviço foi o deputado petista Paulo Teixeira (SP).

Às vésperas do depoimento de Lula e Marisa Letícia, marcado para o dia 17/2, Teixeira entrou com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) alegando que o promotor Conserino havia transgredido a Lei Orgânica do Ministério Público ao supostamente antecipar juízo de valor sobre o caso em entrevistas à imprensa. Além disso, o deputado argumentou que o processo deveria ter sido distribuído a um outro promotor, que já cuida de uma investigação semelhante.

Em caráter liminar, o CNMP aceitou os argumentos de Teixeira e adiou o depoimento. Foi uma decisão excêntrica, antes de mais nada porque o deputado Teixeira nem é parte no processo e, por razões óbvias, não poderia ter ingressado com a representação.

Dias depois, os advogados de Lula protocolaram requerimento no CNMP em que apoiavam a representação de Teixeira, mas a liminar acabou derrubada por unanimidade pelo plenário desse órgão, por sua evidente fragilidade. O imbróglio, no entanto, dá pistas de qual será a estratégia lulopetista para criar embaraços técnicos ao processo e, assim, livrar Lula da obrigação de falar. A ideia é questionar a conduta dos que acusam o ex-presidente, sem enfrentar o mérito das acusações.

Os advogados do petista, por exemplo, já avisaram que também vão reclamar ao CNMP e ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a respeito do comportamento dos procuradores do Distrito Federal em inquérito que apura se Lula cometeu tráfico de influência. É, portanto, um método.

Enquanto isso, nem a defesa de Lula nem os petistas que lhe servem de títeres fornecem qualquer explicação concreta a respeito das caríssimas benfeitorias bancadas pelas empreiteiras companheiras no apartamento do Guarujá e também no sítio de Atibaia, aquele para o qual o chefão petista enviou sua mudança quando deixou a Presidência, mas que ele jura que não lhe pertence.

Não será surpresa se, para justificar tanto mimo da parte de empresas enroladas no petrolão e o usufruto de imóveis que não constam de sua declaração de renda, Lula acabe dizendo apenas que tem bons amigos – e amizades puras como essas, afinal, dispensam a apresentação de provas à Justiça.

A PF sabe se defender - POLÍCIA FEDERAL SE DEFENDE DO PT - COM O ANTAGONISTA



A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal divulgou uma nota sobre a saída de José Eduardo Cardozo:
"Os Delegados da Polícia Federal receberam com extrema preocupação a notícia da iminente saída do Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em razões de pressões políticas para que controle os trabalhos da Polícia Federal. Os Delegados Federais reiteram que defenderão a independência funcional para a livre condução da investigação criminal e adotarão todas as medidas para preservar a pouca, mas importante, autonomia que a instituição Polícia Federal conquistou".
A PF sabe quem faz pressão: Lula.
E a PF sabe qual é a melhor maneira de defender sua autonomia: prendendo Lula.

Mais uma mentira de Lula - COM O ANTAGONISTA

Mais uma mentira de Lula


Caiu mais uma mentira de Lula.
Em sua defesa ao STF, ele disse a reforma do sítio “foi concluída por uma empresa situada a cerca de 50 km” de Atibaia.
Os advogados de Lula omitiram o nome da empresa, mas a Folha de S. Paulo descobriu que se trata da construtora Rodrigues do Prado, de Igaratá.
Por que a Rodrigues do Prado foi escolhida para reformar o sítio de Lula?
A reportagem explica claramente:
“A lista dos seis principais clientes indicados no site da construtora traz cinco empresas ligadas à Odebrecht: a Construtora Norberto Odebrecht Brasil, a Concessionária Rota das Bandeiras, a CBPO Engenharia, a Odebrecht Serviços de Engenharia e Construção e a Construtora Norberto Odebrecht. A empresa também diz ter ‘parcerias firmadas’ com as empresas do Grupo Odebrecht”.
A reforma foi feita pela Odebrecht e paga pela Odebrecht, usando o engenheiro da Odebrecht e os fornecedores da Odebrecht.
Lula é da Odebrecht.

Ministro da Justiça abandona o barco. Cardoso deve entregar o cargo nesta semana



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José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, deverá deixar o cargo nesta semana, de acordo com informação da colunista Mônica Bérgamo, da Folha/SP

Integrantes da equipe da presidente Dilma Rousseff  afirmam que ele já tomou a decisão, e, embora a presidente quisesse manter Cardoso na pasta, o ministro não voltará atrás da sua decisão.
Ambos já teriam conversado sobre a demissão. A Folha também informou que Cardoso talvez seja aproveitado em outro cargo do alto escalão do governo Dilma.
Cardoso deixa o governo enquanto a presidente Dilma está sendo alvo de denúncias que podem envolver a sua campanha eleitoral em escândalos relacionados ao Petrolão.
Após a prisão do marqueteiro João Santana, Dilma está cada vez mais distante do PT.
Amigos do ministro revelaram que a pressão sobre Cardozo, vinda do PT e de representantes de setores empresariais, chegou a limites “intoleráveis”.
O ministro estaria sofrendo críticas “injustas tanto dos governistas quanto da oposição”.

A chapa está esquentando - GRAÇA SALGUEIRO

ESCRITO POR GRAÇA SALGUEIRO | 27 FEVEREIRO 2016 
lfNo artigo anterior eu havia comentado que o ano de 2015 havia fechado com reveses para o Foro de São Paulo e agora parece que o cerco está se fechando, embora isso não signifique, de maneira alguma, que o fim dessa organização criminosa esteja chegando.
Aqui no Brasil as operações de incontáveis nomes e etapas realizadas pela Polícia Federal, estão chegando perto do chefão mas ainda é cedo para cantar vitória. Entretanto, embora tenha sido divulgado no Brasil mas sem qualquer repercussão (oxalá, fizeram uma “operação abafa”), o delegado que assina o relatório da “Operação Acarajé” cita com firme convicção que a empresa Odebrecht pagou propina ao ex-secretário de Transportes do governo Cristina Kirchner, Ricardo Jaime - que hoje (25.02) foi processado por “malversação de dinheiro público” em irregularidades no reparo de vagões de trem da empresa Belgrano Norte -, e Ollanta Humala, ninguém menos que o presidente do Peru, apadrinhado e eleito pelo Foro de São Paulo.
Não há confirmação em nenhum dos dois casos ainda, porém o delegado afirma que através da análise de e-mails encontraram “provas robustas” do “pagamento de vantagem indevida”, ou seja: propina. Humala mandou seu embaixador no Brasil emitir uma nota de repúdio mas até o momento isso foi tudo o que fez para se defender da acusação. Não é segredo para ninguém que, quando o FSP apadrinha um candidato, malas de dinheiro passeiam até chegar aos apadrinhados, como foi o caso da primeira eleição de Cristina Kirchner que recebeu petro-dólares de Chavez e o mesmo Lula, que na primeira eleição em 2002 recebeu das FARC alguns milhares de dólares para sua campanha. Antes o que era encoberto, agora está vindo à tona.
Na Bolívia o índio cocalero Evo Morales perdeu um referendo que pedia a autorização para sua re-eleição indefinida. O povo está farto de tanto comunismo, corrupção e de ver seu suado dinheiro não ser revertido em seu favor, mas nas eleições passadas em que Morales saía vencedor, havia por trás um Chávez que comprava consciências e fraudes (embora lá a votação ainda seja no papel) com os petro-dólares que hoje não existem mais. Não foi o povo que “acordou” mas o dinheiro que acabou: a Venezuela está falida e Chávez morto, mas Morales culpou as “redes sociais” e o “império” por sua derrota.
A situação da Venezuela é desesperadora, pois o desabastecimento já atinge os hospitais, onde não há sequer material descartável e medicamentos. Anos atrás eu vinha alertando em artigos e na Rádio Vox, que o Brasil chegaria aos patamares da Venezuela como esta chegou aos de Cuba. O que se vê em relação à saúde no Rio de Janeiro não faz inveja à Venezuela, infelizmente.
A gasolina, que deveria ser abundante no país do petróleo, há anos vem sendo importada da Rússia e agora está vindo também do “império”. As horas de Maduro estão começando a ser contadas, pois segundo o presidente da Assembléia Nacional, Ramos Allup, o Parlamento tem autonomia para destituí-lo, mesmo com maioria simples de votos, por “abandono de cargo”, figura contemplada na Constituição quando o mandatário não cumpre suas funções, ou não exerce muitas das suas faculdades por inação. E, nesse caso, não há necessidade de intervenção do Tribunal Supremo de Justiça, pois esse caso é o único onde expressamente a Constituição não assinala intervenção da Sala Constitucional.
E há rumores de que Maduro conversou com Ernesto Samper, atual presidente da UNASUR, para requerer asilo político na Colômbia e assim escapar de um julgamento por seus incontáveis crimes, inclusive eleitorais.
A situação da Colômbia é a mais crítica uma vez que Juan Manuel Santos, que só tem olhos para o Prêmio Nobel da Paz, tem dado asas demais às FARC com esse conto de “negociações de paz”. No dia 18 de fevereiro este bando narco-terrorista esteve no município El Conejo, com aval de Santos e levado pela Cruz Vermelha Internacional, fazendo, segundo eles, “pedagogia”. Armaram um enorme palanque onde puseram música e fizeram discursos, enquanto 300 guerrilheiros armados até os dentes distribuíam panfletos, inclusive em escolas, falando das maravilhas que farão quando o acordo for assinado e pedindo apoio à população que as rechaça veementemente.
Isto não é permitido e todos os promotores desse circo macabro sabem, mas como as críticas choveram de todos os lados, inclusive da Promotoria Geral da Nação que denunciou ao TPI (Tribunal Penal Internacional de Haya), os militares que esvaziaram a área para os que terroristas fizessem seu proselitismo afirmaram que “não sabiam” que o evento iria ser daquele porte nem com guerrilheiros armados assustando e pressionando a população.
Santos tem dito que o “acordo” será assinado no dia 23 de março mas as FARC negam, porque ainda não conseguiram tudo o que desejam. Eles já conseguiram não entregar as armas, não indenizar suas vítimas, não devolver o patrimônio robado de tantos agricultores, não prestar contas de sua situação financeira nem entregar suas vítimas seqüestradas. Mas as FARC só vão assinar o “acordo” quando for para a rendição total do país aos seus pés. Quando eles possam se candidatar aos mais altos cargos políticos e quando puderem aniquilar totalmente as Forças Militares da Colômbia. Enquanto isso não chega, vão continuar assassinando militares e civis, se unindo com o ELN para praticar atos de terrorismo, seqüestrando pessoas inocentes e traficando drogas e armas. E o Brasil, através do Foro de São Paulo, aplaudindo e apoiando incondicionalmente.

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Salário de R$ 39,3 mil para militante - VEJAM POR QUE OS PETISTAS ADORAM O ESTADO - COM O ANTAGONISTA



A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial é vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De acordo com O Globo, a ABDI abriga militantes que trabalharam na reeleição de Dilma com salários de até R$ 39,3 mil, além de diárias para viagens internacionais que chegam a 700 euros.
Leiam o que foi publicado no jornal:
"O presidente da ABDI, Alessandro Golombiewski Teixeira, foi nomeado por Dilma para o cargo em fevereiro de 2015. Militante do PT do Rio Grande do Sul, Teixeira coordenou o programa de governo na campanha à reeleição. Ao assumir o comando da ABDI, com salário de R$ 39,3 mil, o petista abrigou no órgão mais três militantes da campanha, ocupantes de cargos de assessoramento especial da diretoria cujas remunerações variam de R$ 19,4 mil a R$ 25,9 mil. É mais do que o dobro do valor pago a esses assessores quando eles ocupavam cargos comissionados no Palácio do Planalto ou no Ministério do Planejamento."

Marco Antonio Villa no Sem Edição com Augusto Nunes: A oposição enfim acordou

Marco Antonio Villa no Sem Edição com Augusto Nunes: A oposição enfim acordou

Ponta do iceberg - CONTAS NA SUÍÇA DE PROPINAS NÃO CHEGAM A 10% DO TOTAL A SER INVESTIGADAS - COM O ANTAGONISTA



Deltan Dallagnol confirmou à Folha que a Lava Jato ainda avançará muito sobre as contas suíças usadas para ocultação de propina. Os documentos recebidos até o momento não representam nem 10% do total:
"O procurador-geral suíço quando veio ao Brasil, há cerca de um ano, falou que havia investigação sobre mais de 300 contas lá. Não vieram para cá 10% dessas 300 contas. Durante esse tempo certamente as investigações lá se expandiram. Existe um grande corpo aprobatório de fatos que a gente ainda não tem conhecimento, que está lá e que em algum momento virá para o Brasil e repercutirá em novas investigações e novas delações aqui."

É o fim do caminho - Fernando Gabeira


- O Globo

“A liberdade é vermelha”, escreve num post de Paris Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana. É uma alusão a uma trilogia de filmes inspirados nas cores da bandeira francesa. O primeiro deles se chamou “A liberdade é azul”. É compreensível que Mônica Moura tenha escolhido o vermelho entre as cores da bandeira. E que tenha escolhido a liberdade do lema da Revolução Francesa, que também conta com fraternidade e igualdade.

João Santana e Mônica ficaram milionários levantando a bandeira vermelha, no Brasil, na Venezuela, com as campanhas agressivas do PT e do chavismo. Com os bolsos entupidos de dólares, a liberdade é vermelha, pois à custa da manipulação dos eleitores latino-americanos, João Santana e Mônica Moura podem viajar pelo mundo com um padrão de vida milionário.

Mas chega o momento em que a cadeia é vermelha, e Mônica Moura não percebeu essa inversão. Nas celas da Polícia Federal e do presídio em Curitiba, o vermelho predomina. José Dirceu, Vaccari, o PT é vermelho. Marcelo Odebrecht, a Odebrecht é vermelha, basta olhar seus cartazes.

Uma vez entrei na Papuda e filmei uma cela vermelha com o número 13. Os condenados do mensalão estavam a ocupar o presídio. A divulgação da imagem foi um Deus nos acuda, insultos: as pessoas não têm muita paciência para símbolos. Mônica Moura fala esta linguagem. Se tivesse visto o take de seis segundos da cela vermelha, ela iria buscar outra cor para a liberdade.

A situação de Dilma e a do chavismo convergem para um mesmo ponto: tanto lá quanto aqui a aspiração majoritária é derrubá-los do poder. João Santana, num país onde se valoriza a esperteza, foi considerado um gênio. Gênio da propaganda enganosa, dos melodramas, dos ataques sórdidos contra adversários. O único critério usado é a eficácia eleitoral avaliada em milhões de dólares, certamente com taxa extra para os postes, Dilma e Haddad.

Sua obra continental se espelha também no resultado dos governos que ajudou a eleger: Dilma e Maduro são rejeitados pela maioria em seus países. O que aconteceu na semana passada é simplesmente o fim do caminho. Com abundantes documentos, cooperação dos Estados Unidos e da Suíça, não há espaço para truque de marqueteiros.

O dinheiro de Santana não veio de fora. Saiu do Brasil. Saiu de uma empresa que tinha negócios com a Petrobras, foi mandado para o exterior por seu lobista Zwi Skornicki. E saiu também pela Odebrecht.

A Lava-Jato demonstrou que a campanha de Dilma foi feita com dinheiro roubado da Petrobras. E agora? Não é uma tese política, mas um fato, com transações documentadas.
Na semana passada ouvi os panelaços por causa do programa do PT. O programa foi ao ar um dia depois da prisão de João Santana. Mas o tom era o mesmo, uma mistificação para levantar os ânimos. E um pedido de Lula: parem de falar da crise que as coisas melhoram.

Em que mundo eles estão? Em 2003, já afirmei numa entrevista que o PT estava morto como proposta renovadora. Um pouco adiante, com o mensalão, escrevi “Flores para los muertos”, mostrando como uma experiência que se dizia histórica terminou na porta da delegacia.

Na semana passada, escrevi “O processo de morrer”. Não tenho mais saída exceto apelar para “O livro tibetano dos mortos”, que dá conselhos aos que já não estão entre nós. O conselho é seguir em frente, não se apegar, não ficar rondando o mundo que deixaram.

Experimentei aquele panelaço como uma cerimônia de exorcismo: as pessoas saíam às janelas e varandas para espantar fantasmas que ainda estavam rondando as casas. Poc, poc, poc. Na noite escura, o silêncio, um grito ao longe: fora PT. E o PT na tela convidando para entrar nas fantasias paradisíacas tipo João Santana, já trancafiado numa cela da PF em Curitiba.

Simplesmente não dá para continuar mais neste pesadelo de um país em crise, epidemia de zika, desemprego, desastres ambientais, é preciso desatar o nó, encontrar um governo provisório que nos leve a 2018.

De todas as frentes da crise, a que mais depende da vontade das pessoas é a política. Se o Congresso apoiado por um movimento popular não resolver, o TSE acabará resolvendo. Com isso que está aí o Brasil chegará a 2018 como um caco, não só pela exaustão material, mas também por não ter punido um governo que se elegeu com dinheiro do assalto à Petrobras.

É hora de o país pegar o impulso da Lava-Jato: carro limpo, governo derrubado, de novo na estrada. É uma estrada dura, contenções, recuperação da credibilidade, quebradeira nos estados e cidades. É pau, é pedra, é o fim do caminho.

A semana, com a prisão do marqueteiro do PT e os dados sobre as transações financeiras, trouxe mais claramente o sentido de urgência. E a esperança de sair desta maré.

Persona non grata - Dora Kramer


- O Estado de S. Paulo

Antes de ser reconhecida pela incompetência, a presidente Dilma Rousseff ficou conhecida pelo cultivo dos maus modos. Maneira de ser, tratada pelo departamento de propaganda do Palácio do Planalto – no momento desativado e posto em desassossego nas dependências da Polícia Federal em Curitiba – como sinal de austeridade e exigência na eficácia do trabalho.

Na versão de sua assessoria, a presidente está sempre “irritada” com alguma coisa. Com o Congresso irritou-se a ponto de considerar desnecessário estabelecer relações cordiais até com parlamentares e partidos e sua base de apoio.

Com subordinados (dos mais aos menos qualificados) irrita-se ante qualquer contrariedade. Com a oposição irrita-se só pelo fato de ela existir. Com a imprensa mostra-se extremamente irritada se cobrada a falar sobre este ou aquele escândalo envolvendo sua administração. Chegou aos píncaros da irritação quando, ainda ministra, (des) qualificou como “rudimentar” a proposta dos então ministros Antonio Palocci e Paulo Bernardo para a condução da economia, cuja preliminar era o ajuste fiscal.

Agora a presidente da República está muito irritada com seu partido, o PT, que resolveu voltar às origens e negar o apoio que deu a Lula em 2003 para a adoção de medidas racionais. Com isso, cai o último bastião de defesa de Dilma. O partido não a quer. E nessa hora em que se encontra cercada de males por todos os lados, não há mais quem a queira, estão todos muito irritados com ela: se fala na TV, a presidente é alvo de panelaços, se transita por ambientes não protegidos arrisca-se a ser vaiada, quando apela ao Congresso não obtém a resposta pretendida. O empresariado não lhe tem apreço e os movimentos sociais já a tratam como inimiga.

Dilma é a “persona” menos grata da República. Não se encontra quem esteja disposto a lhe estender a mão ou nutra por ela alguma simpatia. Resultado da antipatia que semeou.

Isolada, a “rainha” não paira “sobranceira sobre os adversários” como prometeu João Santana. Antes, colhe os frutos da malquerença que com tanto afinco cultivou.

Nem Moro nem PT. Durante o período em que esteve preso, o senador Delcídio Amaral chegou a cogitar a hipótese de propor ao Ministério Público um acordo de delação premiada. A família incentivava.

Mas, pensando melhor sobre as acusações que lhe são imputadas, pesando o custo e o benefício, desistiu por considerar perfeitamente possível derrubá-las com argumentos jurídicos. Por exemplo, contestando a legalidade da gravação feita pelo filho de Nestor Cerveró (ex-diretor da Petrobrás) e argumentando que seu mal foi contar vantagem indevida ao sugerir influência sobre ministros do Supremo Tribunal Federal.

Num primeiro momento, o senador concentrará esforços em convencer seus pares em geral, e os integrantes do Conselho de Ética em particular, a não cassar-lhe o mandato. Se fizesse acordo com o MP, a preliminar seria admissão de que realmente tentou obstruir o trabalho dos investigadores, o que por si só já configuraria quebra de decoro.

Preservado o foro especial de parlamentar, Delcídio Amaral mantém prudente (na visão dele) distância do juiz Sérgio Moro. Num segundo momento, o senador cuidará de sua vida partidária. Encerrando sua carreira de petista que, hoje conclui, nunca deveria ter sido iniciada.

Conta zerada. Se o silêncio de Marcelo Odebrecht tinha como objetivo a preservação da empresa, a motivação cessou com os depoimentos de Mônica e João Santana, atribuindo à construtora a prática de ilícitos no âmbito internacional.