segunda-feira, 20 de julho de 2015

Diário do Olavo: a quebra da hegemonia esquerdista e a urgência em se livrar do PT



Durante trinta anos de vigência da hegemonia intelectual da esquerda, todos os direitistas, sem exceção, ficaram encolhidos de medo, inermes e atônitos, incapazes da menor reação efetiva, no máximo resmungando um pouco em circuito fechado. Aí veio um sujeito e, sozinho, deu cabo dessa hegemonia. Então os ratos começaram a sair das suas tocas e, num surto de coragem tardia, puseram-se a roer o cadáver da falecida com ares de quem enfrentasse um inimigo vivo, e a rosnar impropérios contra o matador da desgraçada, dizendo que ele não tinha feito nada de mais, que era apenas um astrólogo embusteiro, um gnóstico alucinado, talvez até um comunista enrustido. Essa é a biografia mental da direita brasileira nas últimas décadas. Não espanta que essa gente, mesmo secundada por noventa e dois por cento da população, não consiga derrubar um governo caquético e moribundo.
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Durante trinta anos esses bostinhas não conseguiram fazer NADA contra a hegemonia esquerdista. No máximo murmuravam pelos cantos e choramingavam no travesseiro. Depois que eu fui lá e matei o monstro, todo mundo virou herói. A velha ideologia direitista brasileira — udenista, tefepista, integralista, liberal, etc — era ABSOLUTAMENTE impotente para compreender a estratégia esquerdista posterior aos anos 60, quanto mais para combatê-la eficazmente. A maiior parte dos que AINDA falam em nome da direita nunca leu sequer uma página de Karl Marx, para não falar de Lênin, Stalin ou Mao. Pegam frases soltas nos meus artigos, transformam em chavões, repetem como papagaios e acham que estão fazendo alguma coisa.
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Pregadores de “idéias conservadoras” ou “idéias liberais” nunca faltaram. Foram justamente esses que a esquerda isolou e esmagou, passando por cima deles como um trator. NUNCA fui um deles, muito menos o único ou o principal. Não disputo com eles nenhuma prioridade, já que a única prioridade que sempre tiveram foi a de se foder.
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O que faço é TÃO DIFERENTE de tudo o que essa gente faz, que o simples fato de me compararem com ela, mesmo vantajosamente, é um insulto.
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Não tenho dúvidas de que, se eu repetir na esfera política o que fiz no campo cultural, derrubando o governo comunolarápio, aí é que os ratos não vão me perdoar mesmo.
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Não tive NENHUM concorrente nesse empreendimento. Comparações com polemistas pontuais são ofensivas. Tenho, isto sim, alguns bons continuadores, como o Rodrigo Gurgel e o Carlos Nadalim, entre outros. Infelizmente as vocações pedagógicas são raras.
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Tudo o que fiz foi premeditadíssimo e calculadíssimo, um plano para quatro décadas.

(1) Quebrar a hegemonia, desmoralizando os gurus e teóricos.

(2) Preparar uma nova geração de intelectuais.

(3) Se houvesse tempo, acabar também com a fama dos políticos de esquerda. Estamos no meio da etapa 3. Mas o item 2 sempre foi o centro e o topo da coisa inteira. O 1 e o 3 eram apenas remoção de obstáculos.
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Por que nem mesmo o Roberto Campos, o José Guilherme Merquior e o Paulo Francis, dizendo tanta coisa certa e com tanto brilho, conseguiram quebrar a hegemonia esquerdista, limitando-se a irritá-la?

Resposta: (1) Não acertaram o tom, isto é, não foram suficientemente desrespeitosos. (2) Atiravam em alvos de ocasião, sem um plano geral de ataque. (3) Falavam de erros menores, sem ir ao fundo da MALDADE esquerdista. Cumpriram sua vocação, que nunca foi a minha.

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Merquior, Francis e Campos, homens de capacidade extraordinária, nunca chegaram sequer a imaginar a possibilidade de destruir a hegemonia esquerdista. Limitaram-se a criticá-la, reivindicando no máximo um lugarzinho para si mesmos. Influenciados pelo pensamento liberal clássico, acreditavam que o movimento comunista recuaria automaticamente diante do sucesso econômico do capitalismo. Para que iriam tentar matar um inimigo que já consideravam destinado a morrer por decurso de prazo? Apostavam nesse triunfalismo preguiçoso ao mesmo tempo que aceitavam as regras do jogo impostas pelo adversário no presente. É por isso que a esquerda diz ter saudade deles. O combate que lhe moviam a embelezava e deixava para o dia de são nunca o anúncio do seu falecimento.
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Para acertar um golpe mortal na hegemonia intelectual esquerdista, o requisito PRIMEIRO era abdicar de toda pregação liberal-conservadora e concentrar-se no “trabalho do negativo”, como diria Hegel. Foi isso o que fiz.
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Também não era possível nenhum ataque sério ao esquerdismo sem uma crítica em profundidade da Modernidade inteira, isto é, de tudo aquilo que Campos, Francis e Merquior amavam acima de tudo.
Era ainda preciso que essa crítica fosse puramente intelectual, sem cair em nos floreios apologéticos da velha direita católica.
Levei tudo isso em conta desde o começo.
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O que derrubou a hegemonia cultural esquerdista no Brasil foram duas coisas: (1) O meu livro "O Imbecil Coletivo"; (2) A minha coluna no Globo. Isso e só isso. Tudo o mais não chegou sequer a arranhar a pele da desgraçada
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Nunca tive ambições internacionais. Todo o meu plano tinha como alvo o Brasil e só o Brasil. Alguma ajudinha acidental que eu possa ter dado aos conservadores americanos é a micharia das micharias.
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Limitar-se é concentrar-se. É a lição de Napoleão: todas as linhas de ataque devem convergir para um ponto só.
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O horror do esquerdismo é MUITO MAIOR do que o conservador vulgar imagina.
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O incesto, a zoofilia e a necrofilia estão no programa. É questão de tempo. Só um idiota pode acreditar que essas coisas têm algo a ver com “prazer” ou “libertinagem”.
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O poder popular é SOBERANO. Acima dele não há autoridade, não há constituição, não há instituições: há apenas Deus. Quando os nossos queridos antipetistas vão entender uma obviedade tão patente e tão simples, que é a base mesma de todo regime democrático?

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Proteger as instituições contra o povo em nome do qual foram criadas é DITADURA. TODA a nossa oposição está cometendo esse crime contra a democracia, a pretexto de defendê-la.

Livrar-nos dos comunolarápios é a ÚNICA prioridade. Retardar essa medida salvadora a pretexto de "preservar as instituições" é UM CRIME tão grande quanto mil Petrolões.

A idolatria das instituições está prolongando, sem a menor necessidade, a sobrevida do sistema comunolarápio e o estrangulamento do povo brasileiro. Instituições criam-se de novo. Os setenta mil brasileiros assassinados por ano não voltam nunca mais.
Cada dia de atraso na destruição do comunopetismo é um dia de avanço na destruição das almas das crianças brasileiras.

A mais linda das instituições não vale UMA alma de criança.

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