terça-feira, 31 de março de 2015

Jovem da Guatemala cujo discurso contra o populismo tornou-se viral na internet estará em São Paulo para seminário Com Blog Ricardo Setti - Veja


Com Blog Ricardo Setti - Veja





O vídeo da intervenção dela no primeiro Parlamento Iberoamericano da Juventude, ocorrido em Zaragoza, na Espanha, em setembro passado, tornou-se viral – postado por diferentes pessoas e organizações no YouTube, obteve vários milhões de acessos.
A jovem cientista política Gloria Álvarez, 29 anos de idade, diretora de Projetos e porta-voz da ONG guatemalteca Movimiento Cívico Nacional, falou na ocasião contra os males do populismo, o qual “a primeira coisa de que se encarrega é desmantelar as instituições” e cujos líderes “utilizam o desespero da população para oferecer a ela uma solução rápida [e falsa] de seus problemas” e “avivam a luta de classes”.
Formada em Ciências Políticas em seu país com mestrado na Universidade Sapienza, de Roma, Gloria estará em São Paulo no próximo dia 9, quinta-feira, para o seminário “Vencendo o populismo com as armas da democracia”, a realizar-se no Instituto Fernando Henrique Cardoso.
No convite enviado por e-mail a participantes potenciais, o iFHC diz que Gloria “chamou a atenção de milhões de pessoas por sua crítica apaixonada e inteligente ao populismo e a governos populistas na América Latina. A crítica apareceu registrada em um vídeo que se tornou viral nas mídias sociais.”
Gloria, segundo a mensagem, “defende o engajamento cívico dos latino-americanos para mudar padrões tradicionais de se fazer política na região. Desde o evento de Zaragoza, ela tem sido convidada a participar de debates sobre democracia e populismo em vários países”.

Falido como partido, PT tenta sorte como piada - Josias de Souza


Após reunião com Lula e o presidente do PT, Rui Falcão, dirigentes do partido nos Estados divulgaram um manifesto revelador. O texto indica que o PT não só acredita em vida depois da morte como crê piamente que é esta que está vivendo. Após fenecer como partido, o PT tenta a sorte como piada.
O manifesto do PT anota a certa altura: “Como já reiteramos em outras ocasiões, somos a favor de investigar os fatos com o maior rigor e de punir corruptos e corruptores. […] E, caso qualquer filiado do PT seja condenado em virtude de eventuais falcatruas, será excluído de nossas fileiras.”
É como se o partido desejasse dar um banho de gargalhada no país. A última vez que o PT declarou-se a favor de apurações rigorosas foi antes do julgamento do mensalão. Sentenciada, sua cúpula passou uma temporada enjaulada na Papuda. E não há vestígio de expulsão. Ao contrário.
Vítima de um expurgo cenográfico na época da explosão do escândalo, Delúbio foi readmitido nos quadros da legenda. Com as bênçãos de Lula. Dirceu e Genoino são cultuados nos encontros partidários como “guerreiros do povo brasileiro”.
Noutra evidência de que o cotidiano do petismo é uma tragédia que os petistas vivem como comédia, o manifesto aponta a existência de “uma campanha de cerco e aniquilamento”, na qual vale tudo para acabar com o PT, “inclusive criminalizar” a legenda. A cruzada antipetista é realmente implacável.
Deve-se a criminalização do PT aos petistas que, ocupados em salvar o país, não tiveram tempo de ser honestos. A Procuradoria da República e o juiz Sérgio Moro elegeram como inimigo número 1 da honra petista o tesoureiro João Vaccari Neto. José Dirceu, reincidente, está na bica de ser convertido em inimigo número 2.
Noutro trecho, o manifesto sustenta: “Perseguem-nos pelas nossas virtudes. Não suportam que o PT, em tão pouco tempo, tenha retirado da miséria extrema 36 milhões de brasileiros e brasileiras. Que nossos governos tenham possibilitado o ingresso de milhares de negros e pobres nas universidades.” Trata-se de uma reedição do velho discurso do “rouba mas faz”. Só que num formato bem mais divertido.
“Não toleram que, pela quarta vez consecutiva, nosso projeto de país tenha sido vitorioso nas urnas”, acrescenta o texto, numa cômica injustiça com os 13% de brasileiros que, segundo o Datafolha, ainda consideram Dilma Rousseff ótima ou boa três meses depois da segunda posse.
O 5º Congresso do PT, marcado para junho, deve “sacudir” a legenda, antevê o manifesto. Anuncia-se a retomada da “radicalidade política” e o desmanche da “teia burocrática” que imobiliza a direção partidária “em todos os níveis”, levando o partido a habituar-se com o “status quo”.
Suspeita-se que os redatores do manifesto tenham desejado dizer o seguinte: o PT vai se auto-sacudir radicalmente, para combater seu próprio status quo. De preferência, destruindo o status sem mexer no quo.
Uma coisa é preciso reconhecer: o ex-PT cada vez mais se dá bem consigo mesmo. O que é tragicamente cômico

Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito” - REINALDO AZEVEDO COMENTA


Na TVeja: “Não há saída fora do Estado do Direito”

Por Reinaldo Azevedo

Arnaldo Jabor - PMDB - a missão


- O Globo / Segundo Caderno

"Sem nós, a presidenta não faz nada! Não pensem vocês que estamos de brincadeira. Esses soviéticos não aprendem... Lembram que tentaram enrolar o PTB, logo com quem? - o "cobra criada" Jefferson que os botou para correr. Sei que o plano da presidente(a) é combater nosso excesso de poder. Não adianta; em nosso "blocão", além dos "nanicos" nós temos os grandes mestres, os faixas-pretas do país: Sarney, o eterno, a fênix Renan, e agora o implacável Eduardo Cunha, tantos... Estamos no Executivo, sim, mas o comandante Temer não sacia nossa fome. E o Temer é o tipo de vice que "não aporrinha", mas nós aporrinharemos, sim.

"Esses comunas pensam que a gente é babaca. Temos séculos de aprendizado. O PMDB é uma das mais belas florações de nossa história. Temos interesses, claro. Queremos cargos e ministérios importantes, porque sem nós não tem comuna que se dê bem. Não é assim que essa tigrada do PT fala: "os fins justificam os meios"? Pois é, nós somos os meios.

"No entanto, os fins são deformados pelos meios, e de "meios" acabaremos sendo "fins". Sentiram a profundidade do PMDB? Não há casamento sem interesse. É belo e progressista o interesse. O desprendimento, a honestidade alardeada são hipocrisia de teóricos. Já foi o tempo em que o PT nos dominava, debaixo de destemperos e esculachos da presidenta. Vocês acham que vamos sair em campanha para blindar essa mulher antipática, brizolista? Vamos é continuar a defender a democracia com nossos métodos tradicionais em que a vaselina e o "toma lá dá cá" sempre levaram o país para a frente.

"O Eduardo Cunha, que era o "coisa ruim", virou "coisa linda", pois ele é um técnico, um expert tenaz em perfídias brasilienses. Antes, nossas revoltas eram desorganizadas, sem rumo. Edu nos devolveu o orgulho e consolidou um projeto de militância.

"E nossos fins são frutos de uma grande tradição brasileira que os maldosos chamam de "corrupção", quando são hábitos incrustados em nossa vida como a cana, o forró, nossos bigodes que chamam de bregas, as ancas das amantes risonhas com ouro tilintando em pescoços e pulsos, diante da palidez infeliz de nossas esposas.

"Vocês não entendem que isso é a cara do país? Vocês reclamam de nossa voracidade. E os milhares de glutões petistas - mais de 100 mil - que invadiram o Estado como uma porcada magra devorando o batatal do poder?

"O PMDB é um exército de amigos unidos - qual o mal? Admire a beleza superior desse patrimônio espiritual que nós possuímos, tanto em nosso partido como nas alas aliadas.

"E tem mais: nós do PMDB temos um projeto, sim, para este país... Um projeto muito mais pragmático, mais progressista que esse dogmas de 1917 - abstrações ridículas como "igualdade", "controle social", "comitês centrais", "palavras de ordem".

"Nosso projeto é mais Brasil. "São coisas nossas, muito nossas...", como cantou o Noel. Nosso projeto é uma girândola de malandragens que deixam cair pelas brechas, pelas frestas, fecundas sementes, migalhas de progresso. É isso: tudo o que houve de bom no país foi fruto de negociatas, do adultério entre o privado e o público.

"Trata-se apenas da continuação de um processo histórico. O dinheiro que arrecadamos em emendas do orçamento, em gorjetas justas de empresas e burocratas, esse dinheiro sempre foi a mola do crescimento do país. Haveria Brasília sem ela? Onde estaríamos nós? Na roça de um país agropastoril? Esta é a eterna verdade desde a Colônia, tão eterna quando a miséria que sempre haverá. Querem o quê? Que fiquemos magros também, que dividamos nossas conquistas com os que nada têm? Quando eu faço uma piscina azul em meio à seca, não é crueldade, porque é preciso que alguém tenha piscina na caatinga para que a dor dos miseráveis seja suportável. A vida do pobre ganha um sentido hierárquico: ele está embaixo, mas se consola porque alguém vive feliz em cima. 

Vamos olhar para a outra face da beleza: a alegria de ver a grande arte dos lucros fabulosos, as mandíbulas salivando a cada grande negócio fechado, o encanto dos shoppings de luxo, os roncos de jet-skis à beira-mar, a euforia dos almoços de conchavos... Tudo isso doura o nosso progresso.

"Portanto, não nos venham com papos de inclusão social. É tudo lero-lero para enrolar o povão. O PT não gosta do povo, não. O PT só gosta dele mesmo e de um poder imaginário no futuro que ninguém sabe qual é. Não fizeram uma mísera reforma estrutural, só houve shows de Lula na mídia e PACs irrelevantes. E nos chamam de "reacionários"; eles é que são. Não somos responsáveis pelo desmanche do país - a culpa é unicamente do Lula. O Lula é o grande culpado dessa transformação.

"Bolivarianismo caboclo, não admitimos. Jamais viraremos a Venezuela, como os bolcheviques, para quem "tudo vai bem na Venezuela, apesar do exagero da mídia conservadora". Nossa estratégia é mole, embuçada, insidiosa, mas muito eficaz.

"A classe dominante deste país é uma grande família, unida por laços de amizade total.

"Nós somos muito mais Brasil do que esse bando de comunas que chegaram aí, com um sarapatel de ideias feitas por um leninismo mal lido e um getulismo tardio. Querem nos colar a pecha de ladrões, mas, por exemplo, quem comprou uma refinaria para a Petrobras no Texas por 1 bilhão e 200 milhões que não vale nem 100 milhões? Quem comprou? E o esquema da Abreu e Lima, perto do qual Pasadena é um troco? Eles roubaram e roubam muito mais, e a gente fica com a fama? No entanto, sou otimista - acho, sim, que a aliança PT-PMDB poderá ser refeita, se o PT conhecer seu lugar. Mas, faremos do nosso jeito, pois na infraestrutura do nosso passado de donatários ninguém toca.

"O PMDB é a salvação da democracia; suja, mas muito nossa"

Fernando Henrique critica ausência de Lula e diz que governo “opera sem anestesia”


Fernando Henrique critica ausência de Lula e diz que governo “opera sem anestesia”

• Em palestra em São Paulo, ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse que governo está impondo um ajuste econômico ao País sem se comunicar com a sociedade. Também criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estaria ausente do debate sobre a crise

Roldão Arruda – O Estado de S. Paulo

Em palestra em São Paulo, na noite desta segunda-feira, 30, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que ele tem se ausentado do debate sobre a atual crise política e econômica do País. “Os maiores responsáveis têm que assumir”, afirmou. “Outro dia eu cobrei do ex-presidente Lula que ele sumiu. Como sumiu? A filha é sua!”

A afirmação de Fernando Henrique provocou risos na plateia, composta principalmente por empresários. O ex-presidente também criticou o governo da presidente Dilma Rousseff, afirmando que está impondo um ajuste econômico ao País sem se comunicar com a sociedade.

“Quando fui ministro da economia, eu também fiz ajustes”, afirmou. “O Palocci(Antonio Palocci, ministro da Fazenda no primeiro mandato de Lula) também fez. Qual era o meu papel? Não era o de técnico. O meu papel era explicar ao País o que estava acontecendo. Eu não saía do Congresso, da TV, do rádio, explicando à população, dando esperança à população. Quem é que está fazendo isso agora? Ninguém. Estão operando sem anestesia.”

O ex-presidente pôs em dúvida as possibilidades do reajuste funcionar. “É uma situação difícil para a presidente Dilma. Ela ganha dizendo que vai continuar o crescimento político e tem que tirar o pé do acelerador e frear de repente. O mais dramático é ter que nomear como tzar da economia alguém que pensa o oposto dela. Duvido que isso dê certo.”

Na avaliação feita ontem por Fernando Henrique, os problemas econômicos que o País enfrenta começaram no segundo mandato do presidente Lula, no momento em que resolveu manter uma política de estímulo ao consumo que havia dado certo durante a crise econômica mundial, mas sem realizar investimentos. Segundo o ex-presidente Lula e seus assessores pensaram ter encontrado “a fórmula mágica”.

Os erros teriam se agravado no atual governo, observou. Ele disse que a presidente Dilma deveria ganhar “um Nobel”, porque “acabou com o petróleo, com o etanol e com a energia elétrica”.

Merval Pereira - Manifestação x ocupação


Merval Pereira - Manifestação x ocupação

- O Globo

As manifestações políticas que têm marcado os últimos dias, tanto as de organizações sociais que apoiam o governo quanto aquelas que puseram 2 milhões de pessoas nas ruas do país contra Dilma e o PT, estão sendo analisadas pelo Estado Maior do Exército sem que as motivações de cada uma sejam fatores especialmente perseguidos, mas apenas suas consequências na sociedade.

Quer dizer, as questões ideológicas por trás desses movimentos hoje importam menos aos militares do que as repercussões que possam causar na vida social. Sob a ótica da segurança nacional, não há nenhuma preocupação com as manifestações de qualquer tipo, desde que transcorram em ordem, respeitadas as normas constitucionais, como as mais recentes.

Essas manifestações, tanto de movimentos como o Vem para a Rua ou Brasil Livre, quanto dos sindicatos e organizações sociais como a CUT, UNE e MST, têm data marcada antecipadamente, o que permite que se organizem esquemas de segurança que têm dado certo, geralmente a cargo das polícias locais.

A infiltração de movimentos violentos como os black blocs em marchas políticas, como aconteceu em 2013, é uma preocupação, mas agora como fatores previsíveis e controláveis.

O que preocupa mesmo os militares são as ocupações, que no país por enquanto estão limitadas a movimentos contestatórios envolvendo questões urbanas como a falta de moradia, com o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) ou as marchas do próprio MST que tencionam paralisar estradas ou grandes avenidas nas cidades para chamar a atenção de suas reivindicações.

A mobilização recente dos caminhoneiros, contra a alta do diesel, entra nessa mesma categoria, em especial pela capacidade de provocar desabastecimento de produtos nos supermercados.

Os militares já não consideram as ideologias que cada movimento representa os pontos centrais a serem analisados, desde que restritas às regras democráticas, mas sim os distúrbios que suas manifestações possam causar na vida das cidades.

Por isso, temem muito mais ocupações permanentes, como aconteceram nos Estados Unidos ou na Europa, do que manifestações dinâmicas que têm hora de começar e de terminar.

Um pequeno exemplo desse tipo de ocupação ocorreu no Rio, quando grupos contrários ao então governador Sérgio Cabral resolveram acampar nas proximidades de sua casa, no bairro do Leblon. Os distúrbios que causaram ao trânsito e à vida daquela comunidade no entorno foram consideráveis, embora tenham perdido o fôlego sem maiores consequências.

Movimentos como Occupy Wall Street ou os Indignados na Espanha e na Grécia têm potencial de disrupção muito maior do que manifestações dinâmicas.

No limite, ocupações como as da Praça Tahrir no Egito, que a partir de janeiro de 2011 começaram a reunir milhares pessoas contra o presidente Hosni Mubarak até derrubá-lo, um mês depois, quando milhões de cidadãos estavam por lá, formam o cenário mais preocupante pela disrupção que podem provocar no tecido sociopolítico.

Com relação às manifestações marcadas para o dia 12 de abril, há uma movimentação detectada nas redes sociais que promete uma capilaridade muito maior do que as anteriores, com alguns polos do interior se movimentando para participar.

Está sendo constatado um "efeito inveja", com cidades disputando entre si qual terá a maior manifestação, e muitas que não participaram das passeatas de 15 de março não querendo ficar de fora da próxima.

Uma velha raposa de Brasília acha que se em vez de políticos fazerem a "política da crise" se dedicassem a tentar atacar os problemas que provocam a "crise política", a situação estaria bem melhor.

segunda-feira, 30 de março de 2015

DISSECANDO A VIGARICE INTELECTUAL DE UM ESQUERDISTA SENSÍVEL. OU: RENATO JANINE RIBEIRO - POR REINALDO AZEVEDO



O ministério de Dilma Rousseff é ruim, com exceções que já destaquei aqui. Acho que Katia Abreu (Agricultura), Armando Monteiro (Desenvolvimento, Indústria e Comércio) e Joaquim Levy (Fazenda — sim, ele…) têm condições de fazer um bom trabalho dentro do que é possível fazer. Para a Educação, Dilma tinha nomeado um político chegado a algumas artes circenses: Cid Gomes! Deu no que deu. Agora, ela atingiu o fundo do poço: Renato Janine Ribeiro, o petista que não ousa dizer o nome do seu partido, assume a pasta.
Janine quer-se apenas um pensador da ética. Já está na Internet o vídeo de um recente colóquio de que participou — há menos de um mês — em que diz que Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, não pertence ao mundo civilizado; em que canta as glórias de Gramsci e exalta o fato de o PT querer se constituir como força hegemônica e em que faz uma apreciação cretina e covarde do pensamento de Olavo de Carvalho. É cretina porque ligeira, bucéfala. É covarde porque Carvalho já o chamou para o debate, e ele fugiu. Prefere o conforto dos pequenos convescotes, na companhia de outros, suponho, mais ignorantes do que ele próprio.
O ministério de Dilma era composto de uma maioria de pessoas incompetentes. Mas faltava alguém muito incompetente. Agora já tem: Renato Janine Ribeiro. Trata-se de um mistificador. Exercita a pior forma de petismo, que é o da brasa encoberta, que se disfarça de tolerante. No pé deste post, vocês encontram o longo e chato vídeo em que o homem expõe seu pensamento. Quem tiver paciência para assistir ao troço perceberá os vários momentos em que Janine, o ético, flerta com a censura. Prestem especial atenção ao momento em que ele fala da “classe média”. No fundo, ele também tem nojo dessa fatia da sociedade, mas acha que o PT precisa tratá-la de forma diferente, precisa aprender a… fingir que a respeita.
Reproduzo abaixo um texto publicado neste blog no dia 25 de janeiro de 2010. Ele disseca a alma deste patriota, que tanto tem contribuído para transformar as universidades públicas brasileiras em centros da incompetência doutrinária. Divirtam-se. As circunstâncias em que o escrevi ficam claras. Evidencio, assim, o que penso desse tal Janine, o covardão que fugiu do pau com Olavo de Carvalho porque prefere atirar pelas costas. Clicando aquivocê tem acesso a tudo o que já escrevi sobre este senhor.
*
Escreverei um texto sobre um artigo escrito pelo esquerdista Renato Janine Ribeiro no Estadão neste domingo. Ficou longo, meus caros, muito longo. E alguns leitores podem dizer: “Pô, Reinaldo, esse cara é irrelevante!”. Em si, é mesmo! Acontece que eu quero dissecar um método. Antes, leitores podiam, às vezes, ser acusados de patrulhar o articulista. Estamos, como vocês verão, diante de um fato inédito: o articulista resolveu patrulhar os leitores. Vamos ver.
Janine é uma versão sensível, com alguns fricotes pós-modernos, de Marilena Chaui. As coisas que ela pretende nos dizer privatizando Spinoza, ele nos diz analisando a novela das oito… Mas não se deve subestimá-lo por isso. Afinal, foi um capa-preta da poderosa Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), onde não deixou saudade. Pensa como petista, escreve como petista, fala como petista. Até aí… Só que ele gosta de dizer que não é petista. Aí não dá. Trata-se do petismo que não ousa dizer seu nome, né? Que prefere ficar no armário.
Achava já ter visto de tudo em matéria de trapaça intelectual. Engano! Não é que, neste domingo, Janine resolveu dar uma bronca em leitores doEstadão e em alguns comentadores do jornal na Internet? É! Vocês entenderam direito! Feito aquela tia do colégio que investigava se você estava com o uniforme e portava a carteirinha de acesso ao prédio, ele resolveu distribuir pitos em leitores que, a seu juízo, andam a dizer inconveniências. Professor de Ética e Filosofia da USP, agora ele se dispõe a ensinar a sobrinhos do jornal que julga malcriados o que é o “verdadeiro Estadão”. E, para fazê-lo, Janine, como se verá, não abre mão da mentira.
Antes que eu disseque, com aquela paixão com que um entomologista fatia um escarabeídeo coprófago, as bobagens que ele escreveu, cumpre notar que há algo de realmente espetacular no fato de ele escrever no Estadão e querer patrulhar os comentários dos leitores. Janine é uma flor olorosa (lá para eles) da esquerda universitária brasileira. É verdade que ele se ocupa pouco de economia — não deve saber a diferença entre Taxa Selic e uma fatia de mortadela — e da política mais propriamente partidária. Ele é da turma que faz a guerra de valores; que tenta nos convencer de que atravessou os umbrais do novo homem — homem, mulher, bicho ou coisa — e vislumbrou o futuro. Com fala mansa, costuma fazer digressões sobre os sentimentos com a seriedade de uma cartomante e a frivolidade de um acadêmico.
Nos jornais da grande imprensa — aquela coitada que costuma ser malhada nas universidades —, “intelectuais” como ele estão presentes em nome da diversidade, da pluralidade, do debate… E esses, atenção!, são os nossos valores, os da sociedade liberal, que gente como Janine tanto despreza. Vocês sabem: o liberalismo é muito estreito para as ambigüidades do “novo homem”… Já nos veículos deles — sejam os da esquerda ideológica, os da esquerda venal ou os dos sindicatos —, não há espaço para divergência, não!!! Entenderam? Em nome dos nossos valores, aceitamos que eles venham nos esculhambar; em nome dos deles, a divergência jamais seria publicada. Eles têm a licença que jamais concederiam a quem lhes dá a… licença!!! Agora ao artigo, que tem o sugestivo e arrogante título de ”Para quem não conhece o ‘Estado’”. Espero que o Departamento de Marketing do jornal não o contrate. Ele em vermelho; eu em azul.
Tenho lido, nas cartas de leitores a O Estado de S. Paulo e sobretudo nos comentários de internautas em sua página na web, observações de pessoas sem muita noção do que é este jornal. Usam expressões preconceituosas, carregadas de ódio pela esquerda (que chegam a chamar de “subversiva”) e até de simpatia pela ditadura militar.Como se nota, pessoas de quem Janine discorda “não têm noção”. Na URSS, por exemplo, eram consideradas, muitas vezes, loucas. Posso, por exemplo, dizer o que for de quem tem “ódio pela direita”, menos que seja uma questão de preconceito. Prefiro considerar que é uma questão de escolha. Na imprensa dos amiguinhos de Janine, há expressões carregadas de “ódio pela direita”, e ele não vai lá posar de bedel da ideologia. Quanto a chamar a esquerda de “subversiva”, qual é o problema? Quando o MST invade uma propriedade, ao arrepio da Constituição e das leis, e destrói um laboratório de pesquisa — e o faz com financiamento público e sob a tutela de um órgão do governo —, estamos, sem dúvida, diante de um crime, mas também de um ato de subversão da ordem. A menos que Janine ignore o sentido que as palavras têm. Quando a canalha do mensalão comprou partidos de porteira fechada, fraudando as regras do Poder Legislativo, estávamos, sem dúvida, diante de um ato subversivo: subvertia a democracia.
Quanto à simpatia pela ditadura militar, dizer o quê? Não padeço desse mal, como todos sabem. Lutei contra ela e sofri algumas conseqüências não muito agradáveis por isso, embora fosse quase um moleque. Mas nunca vi Janine dar pito na canalha esquerdista que tem simpatia pelo comunismo ou, sei lá, por Hugo Chávez.
É preciso lembrar, a esses leitores e a todos os mais jovens, o papel do Estado durante a ditadura. Não é segredo que o jornal apoiou a deposição do presidente João Goulart. Não é segredo que, na sua oposição ao getulismo, projeto político que comandou a política brasileira de 1930 a 1964, o Estado acreditou na necessidade de um regime de exceção breve e eficaz.Trata-se de um dos parágrafos mais vigaristas da imprensa brasileira em muitos anos. E QUE OFENDE A LUTA DO ESTADÃO CONTRA AS DITADURAS. O Getúlio de 1930 era aquele que rompia o status da chamada República Velha. Em 1932, já estava claro o seu projeto ditatorial, a que se opuseram o estado São Paulo e o jornal O Estado de S. Paulo.
Acontece que o marxismo bocó que toma conta da USP ainda hoje — em Pequim, eles morreriam de rir se soubessem que há uma universidade em que as ciências sociais ainda são dominadas por marxistas — firmou a doxa de que a Revolução Paulista de 1932 foi reacionária, entenderam? Mera reação dos barões que não se conformavam com o surgimento de um Brasil moderno… ISSO É UMA EVIDÊNCIA DO ÓDIO QUE ESSA CANALHA SEMPRE TEVE À DEMOCRACIA E AO ESTADO DE DIREITO. Para eles, progressista, em 30, era um governo que tocava o país com leis de exceção, sem Constituição.
Em 1937, o getulismo se torna uma ditadura escancarada, arreganhada. A ditadura de Getúlio matou, torturou, trucidou, censurou, colou-se ao fascismo de modo evidente. Mas a esquerda o elegeu o grande mártir contra as elites. Para tanto, uma alma de tirano como a de Luiz Carlos Prestes colaborou bastante. Foram o Partido Comunista e seus historiadores que inventaram um “Getúlio Progressista”. Mas entendo: afinal, ele era um estatista, e essa gente tem ódio ao capital privado, ódio à liberdade, ódio ao capitalismo. O Getúlio que veio depois, que acabou se matando, já era outro. E o João Goulart, que se apresentou como seu herdeiro, decidira levar a subversão — Janine deve ficar com os pêlos todos arrepiados diante da palavra — para dentro do governo.
Afirmar que o Estadão se opôs ao getulismo de 1930 a 1964 faz tábula rasa de 34 anos de história, colocando o jornal na contramão, então, do que seria um projeto popular, democrático quem sabe. Ocorre que, de 1930 a 1945, tivemos pelo menos 10 anos de ditadura. É que Janine pertence àquela turma que se opõe apenas a certas ditaduras.
Contudo, mesmo quem discorda dessa opção deve reconhecer que o Estado acreditava nela. Foi uma escolha de valores. Não foi uma adesão oportunista, como, por exemplo, a do governador de São Paulo em 1964. Por isso mesmo, tão logo o regime militar começou a adotar medidas das quais o jornal discordava, ele criticou-o. A história do Estado é a de um jornal que viveu na oposição mais tempo do que na situação.
Ele mordeu no parágrao anterior; aqui, ele decide dar uma assopradinha. E deixa claro que discorda da opção do jornal — suponho que, para ele, oEstadão deveria ter apoiado o golpe do Estado Novo e suas brutalidades. Exagerando na linguagem melosa, afirma que o jornal fez uma “escolha de valores”. DE QUAIS VALORES, MEU SENHOR? É preciso dizer. Quem disse “não” a João Goulart disse “não” a quais valores?
Mais que isso. No fatídico 13 de dezembro de 1968 – quando já se esperava o anúncio da medida mais liberticida da História do Brasil, o Ato Institucional número 5 -, a edição do Estado foi apreendida por ordem do governo. Dela constava um editorial que ficaria célebre, Instituições em frangalhos, hoje disponível no site, que responsabilizava o marechal Costa e Silva, ditador da época, pela crise em que vivíamos. Tratava-o com respeito – “sua excelência” do começo ao fim -, mas não hesitava em chamar o regime de ditadura militar.Atenção, leitores! Houve um período no Brasil, com efeito, em que:
- foram fechados o Congresso Nacional, as Assembléias Legislativas e as Câmaras Municipais;
- houve intervenção federal dos Estados;
- houve intervenção federal em jornais;
- estabeleceu-se censura prévia à imprensa;
- proibiu-se o Supremo Tribunal Federal de conceder habeas corpus a presos políticos;
- políticos tiveram seus direitos políticos cassados;
- acusados de subversão poderiam ser condenados à morte;
- teatro e cinema estavam submetidos à censura prévia;
- o presidente da República podia emendar a Constituição como lhe desse na telha;
- a tortura de presos políticos era prática regular nas cadeias.
É o AI-5 o que vai acima? Não!!! É o Estado Novo do santo Getúlio Vargas, que durou de 1937 A 1945. Mas Janine, que não entende zorra nenhuma de história — ou entende, mas prefere a distorção —, pretende que houve um continuum histórico de 1930 a 1964. É o sumo da vigarice intelectual.
Como se nota, o AI-5 foi apenas a segunda “medida mais liberticida da história do Brasil”. A primeira foi a Constituição fascistóide de 1937 — que, nota-se, Janine deve aplaudir. Porque omite que Getúlio foi um ditador asqueroso, alinhado com os vários fascismos europeus.
Quando me perguntam: “Pô, por que você é tão duro com esses caras?”. Em primeiro lugar, porque eles querem. Em segundo, porque acho a mentira asquerosa. Eles dizem essas porcarias nas salas de aula para estudantes, deformando gerações. Quantos saberão que a ditadura de Getúlio dispunha de um repertório de repressão mais vasto do que o próprio AI-5? Isso livra a barra desse ato? UMA OVA! Isso apenas evidencia que as ditaduras, todas elas, são detestáveis. Não para Janine. Não para as esquerdas.
Esse confisco de uma edição não foi apenas simbólico. Nos anos que se seguiram, o Estado foi o diário brasileiro a amargar o mais longo período de censura prévia de nossa História. É digno de nota que se recusou a se autocensurar. Deixou bem separadas as posições do reprimido e do repressor. Nem café, diz a legenda, dava aos censores.
Também se recusou a substituir as matérias proibidas por outras, palatáveis. Como a censura não deixasse saírem em branco as colunas cortadas, publicou em seu lugar trechos de Os Lusíadas. Seu jornal irmão, o Jornal da Tarde, tratado com igual rudeza, colocava receitas de cozinha nas páginas censuradas. O engraçado, dizia-se, é que leitores distraídos do Jornal da Tarde teriam reclamado que as receitas não davam certo… Mas a grande maioria entendeu o que acontecia.

Depois de fraudar a história, o momento de puxar o saco de quem, na prática, acabou de enxovalhar, fazendo crer que o jornal se opôs ao projeto, sei lá, democrático do getulismo — aquele, vocês sabem, de 1930 a 1964. Janine pertence àquela categoria que aposta na insegurança das elites brasileiras, que se deixariam seduzir por seu charme… acadêmico (???).
Com os ventos dos anos 70, o jornal mudou várias de suas opções antigas. Publicou uma histórica entrevista com Celso Furtado, o que talvez não fizesse 20 anos antes.Os homens que comandaram a resistência no Estadão certamente não vão se ocupar de corrigir as patacoadas de Janine. Afirmar que o jornal não publicaria entrevista de Celso Furtado 20 anos atrás faz supor que o veículo foi se penitenciando, fazendo o mea-culpa, a autocrítica. A maioria dos esquerdistas é viciada nessa droga!
Tudo isso mostra uma honra que ninguém pode negar ao Estado: é um jornal que teve e tem convicções. Podemos discordar – ou não – de suas posições, mas ele jamais compactuou com a repressão, com a tortura, com a censura.
Ele, de fato, não! Mas quem poupa o Estado Novo de críticas e o coloca apenas como um dado da história que vai de 1930 a 1964 compactua com a repressão, com a tortura e com a censura. Assim, fica demonstrado que Janine compactua com o repressão, a tortura e a censura…
Hoje, se o jornal não apóia a Comissão da Verdade proposta no 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, terá suas razões para isso. Eu, pessoalmente, defendo a apuração da verdade, para que todos os brasileiros saibamos o que aconteceu e para que a (má) História não se repita – só para isso.
É verdade! Já imaginaram como seria vergonhoso haver no futuro alguém que chamasse a ditadura militar de “democracia”, como, na prática, faz Janine com o Estado Novo? Quem não defende a apuração da verdade? Mas não pode ser a verdade só das esquerdas, não é mesmo? Ademais, este senhor precisa tomar cuidado com essa palavra. Não é o seu forte.
Mas de uma coisa tenho certeza: as razões do Estado nada têm em comum com as daqueles que aplaudem a tortura, que ainda usam a palavra “comunista” como insulto contra todos os de quem discordam, que gostariam até mesmo de expulsá-los do País que é de todos nós.Quem é que aplaude a tortura? Aplaude a tortura, reitero, quem chama o Estado Novo de democracia. Quanto aos comunistas… Eis um bom debate. Todos concordamos que nazistas combinam com cadeia, não? Por que devemos ser mais tolerantes com os comunistas? Só porque, em matéria de morticínio em massa, eles conseguem ser ainda mais produtivos? Como Janine é meigo!!! “O país é de todos nós…” É? Também é dos nazistas, xenófobos, racistas??? “Comunista” como metáfora, metonímia ou simplesmente xingamento é só uma questão de justiça histórica. Ou o nosso “novo homem” sensível pretende resgatar a palavra de uma história que matou 35 milhões da URSS, 70 milhões na China e 3 milhões no Camboja?
Aqui está o recorte entre a democracia e a não-democracia. Aprendemos com a ditadura. Sabemos que ela é uma caixa de Pandora: quando se solta o demônio do autoritarismo, ele devasta. Isso ensina que é essencial termos liberdade para divergir. Nos anos 50 e 60, muitos achavam que a democracia era mero meio para valores mais importantes – para uns, a sociedade ocidental e cristã, para outros, a sociedade sem classes.Argumento falacioso. A moderna sociedade ocidental e cristã não se descola da democracia, e esta nunca foi um valor tático para ela. Já os comunistas, estes, sim, sempre a tomaram como um simples instrumento. Querer igualar as duas posturas é mais um absurdo num texto de absurdos.
Creio que o longo período de trevas ensinou, a quem o viveu, que a democracia não pode ser rifada em função de outros valores. A democracia não é meio. Ela é um fim em si, um valor fundamental.
Sei.
O curioso é que, em que pese a absurda censura judicial que afeta esse jornal há meio ano, hoje não há mais nenhuma instância estatal que possa punir a expressão de opiniões. Isso é muito bom – e por isso mesmo soa tão chocante a ilegalidade que é a censura ao Estado.Não há porque, felizmente, os que se opõem aos “novos comunistas” impediram “O partido” de criar um conselho de censura disfarçado de Conselho Federal de Jornalismo. Não há porque o Programa Nacional de Direitos Humanos, que Janine defende neste texto, não é lei e, espero, jamais será. Porque ele recria a censura no Brasil.
Mas, voltando ao fim da repressão política pelo Estado brasileiro, isso não quer dizer que nossa sociedade tenha reconhecido o direito à divergência. Um espírito maniqueísta, opondo bem e mal, domina muitos cidadãos que falam sobre política, costumes e o que seja em nosso país.Bilu, tetéia… Discordar de Janine, vejam só, é ser maniqueísta. Ele escreve um artigo para dar pito nos leitores do Estadão; chama-os, na prática, de defensores da tortura e da ditadura, mas combate o maniqueísmo…
Por incrível que pareça, nesse ponto o Estado brasileiro e suas instituições parecem mais adiantados que a sociedade. Comecei este artigo criticando opiniões de leitores e internautas, justamente porque eles condenam seus desafetos com mais rapidez do que faria qualquer tribunal, hoje, em nosso país.
Não! Isso quem faz é Janine; quem poupa um ditador de seus crimes neste texto é Janine!
Em outras palavras, a democracia por vezes está mais forte nas leis e nas instituições do que no povo do qual – segundo o artigo 1º de nossa Constituição – ela emana. Ela ainda é um texto, mais que uma prática. Mas palavras, com a força da lei ou a da imprensa, não são pouca coisa. Pode demorar, mas elas acabam surtindo efeito.Os esquerdistas, devidamente preservados pelo autor neste artigo, nunca viram problema em, como dizer?, mudar o povo, nem que fosse na base da porrada, para preservar a lei dos camaradas — hoje companheiros.
Disse Stendhal em 1817, ao saber da Revolução de Pernambuco (no seu único texto em que menciona o Brasil), que a liberdade é contagiosa. É como a peste e o único meio de acabar com ela, ironiza ele, é “lançar os pestíferos ao mar”. Já sofremos essa tentativa de extermínio. Hoje, graças a quem se opôs à ditadura, vivemos a boa contaminação pela liberdade.Notem que Janine não escreve “graças a quem se opôs ÀS DITADURAS”. Se o assunto envolve o Estadão, esse plural é fundamental. Para ele, houve apenas um regime ditatorial no país.
E, obviamente, seria ocioso indagar a Janine se, na opinião dele, os terroristas que atuaram na VPR (a ex-organização de Dilma e Carlos Minc), na ALN (de Paulo Vannuchi) e no MR-8 (de Franklin Martins) estavam se opondo “à ditadura” ou lutando por “uma outra ditadura”. Ele vai dar um passo miudinho e acusar o interlocutor de “maniqueísmo”. Assim como seu texto é mentiroso sobre a ditadura do Estado Novo, ele também não está interessado na verdade sobre o Regime Militar. Ele quer uma Comissão da Verdade que possa, enfim, transformar a mentira em história oficial. Como Stálin fazia com as fotografias.
Que os leitores no Estadão não caiam nesse truque vulgar. Janine é um mau professor de história. E uma mau professor de democracia.
https://www.youtube.com/watch?v=hBzcT4uMpJY
Por Reinaldo Azevedo

União atrasa verba e faz escolas técnicas suspenderem Pronatec - DO BLOG DE REINALDO AZEVEDO




Na Folha:
Escolas técnicas participantes do Pronatec decidiram suspender as aulas do programa e demitir professores, devido aos atrasos no pagamento do governo federal. A gestão Dilma Rousseff ainda não repassou recursos equivalentes às aulas de novembro, dezembro e janeiro. Até 2014, a União pagava até 45 dias após cada mês letivo. O atraso fez com que os colégios Augustus (MG) e Futura (PR) suspendessem as aulas, à espera da normalização dos pagamentos. As escolas possuem, respectivamente, 300 e 220 estudantes. Os institutos federais de Minas Gerais e o de Farroupilha (RS) também chegaram a suspender as atividades, mas já retornaram, após pagamento de parte do atrasado.

Conforme a Folha informou mês passado, dificuldades orçamentárias fizeram com que o governo atrasasse repasses desde o fim de 2014. Outro problema no Pronatec é que a União ainda não informou às escolas quantos novos alunos poderão ingressar no programa neste ano. As aulas foram adiadas em um mês, com previsão agora para início em junho. Os colégios já se preparam para receber menos alunos. Dificuldades no programa fizeram com que fossem demitidos professores nos colégios Factum, Cristo Redentor e Senac, no Rio Grande do Sul. Nos dois primeiros, o corte ficou em 10%. O Senac informou que foram 35 docentes. Questionado sobre os problemas no Pronatec, o Ministério da Educação disse apenas que, na semana passada, já trabalhava para fazer o pagamento de dois dos três meses atrasados. O programa foi uma das principais bandeiras de Dilma nas eleições.
Empréstimos“Estávamos recorrendo a empréstimos bancários, mas isso tem um limite. E o Ministério da Educação nunca deixa claro quando pagará”, afirmou o diretor do Futura (PR), Marcos Aurélio de Mattos. Aluno do curso de massoterapia no colégio, Jeverson Branski, 36, disse entender a situação da escola. “O Pronatec é uma ótima política de educação, mas está com esse problema de recursos. Demoraremos mais para nos formar e trabalhar na área.”
O colégio Augustus (MG) afirmou que não possui mais caixa, por isso suspendeu as aulas. A escola já prevê que, dos 300 alunos, devem voltar apenas 100, pois muitos se frustraram com a situação. “Tivemos de demitir 10% dos professores, suspender investimentos. Como organizar as atividades nesse cenário de incertezas?”, disse a diretora do colégio Factum (RS), Bárbara Nissola.
(…)
Por Reinaldo Azevedo

domingo, 29 de março de 2015

PROFESSORES NÃO DEIXEM DE LER - Pedagogia do oprimido: uma resenha devastadora do mais famoso livro de Paulo Freire Com Blog Rodrigo Constantino - Veja


Lendo Paulo Freire
Know thy enemy!, diz a máxima da Arte da Guerra de Sun Tzu.
Paulo Freire é o “patrono” de nossa educação. Isso, por si só, já deveria ser motivo suficiente para não levá-lo tão a sério. Afinal, o que há para louvar em nosso sistema de ensino, que só produz “vítimas sociais” e nenhum resultado decente nos rankings internacionais?
Não importa: como o homem recebeu vários títulos mundo afora, e porque levou o marxismo para dentro da sala de aula, é exaltado como um gênio, um santo, um ídolo, por todos aqueles que acham desejável transformar o professor num militante ideológico.
A desculpa esfarrapada deles: todos têm suas ideologias, e é impossível deixar a sala de aula livre delas. Se você quer ensinar conhecimento objetivo, matemática, línguas, literatura clássica, então você já seria um doutrinador também, só que do lado da “elite opressora”. Um “burguês alienado” que pretende apenas preservar o status quo, nada mais.
E com esse embuste os doutrinadores disfarçados de professores seguem sua missão “pedagógica”, que tem sido responsável em boa parte pela miséria intelectual de nosso país, uma fábrica de jovens socialistas. Reverter esse quadro é uma das tarefas mais importantes e árduas de todos aqueles que desejam um país mais livre e próspero.
Para tanto, é preciso conhecer melhor o lado de lá, o “inimigo”. Aliás, eis mais uma grande diferença entre a esquerda e a direita: nós, liberais e conservadores, normalmente lemos os principais expoentes da esquerda, enquanto o contrário raramente é verdadeiro.
Com isso em mente, apresento aos meus leitores uma ótima resenha escrita por Marcelo Centenaro do livro mais famoso de Freire, aquele que é carregado em clichês marxistas e que tanta gente influenciou, especialmente nos países menos desenvolvidos (por que será?):
Pedagogia do oprimido
No final de 2014, conversei sobre Paulo Freire com uma pessoa de quem gosto muito e que tem opiniões opostas às minhas. Ela perguntou se eu tinha lido algum dos livros dele. Só A Importância do Ato de Ler, mas há tanto tempo que não me lembro de quase nada, respondi. Nunca li Pedagogia do Oprimido, confessei. Você não pode criticar o que não conhece, acusou ela. Prometi que leria Pedagogia do Oprimido e escreveria uma resenha. Aqui está.
Não é uma leitura fácil. Embora o livro não seja extenso, com pouco mais de 100 páginas, levei dois meses para terminar. Achei a linguagem confusa, com termos inventados ou palavras às quais o autor atribui um sentido peculiar, sem contudo definir claramente esse sentido. Muitas vezes, não há um encadeamento lógico entre um parágrafo e o seguinte, entre uma frase e a próxima, entre uma idéia e outra. Nesse aspecto, lembra muito o estilo do Alcorão. Paulo Freire tem um cacoete de separar os prefixos dos radicais das palavras (co-laboração, ad-mirar, re-criar), como se isso significasse alguma coisa. 
Há muitas passagens com sentido obscuro (vejam algumas abaixo), muitas repetições, citações de supostas autoridades em educação (como Mao, Lênin, Che, Fidel e Frantz Fanon) e menções freqüentes a que se vai voltar ao assunto depois ou a que já se tratou dele antes.
Logo na introdução, somos brindados com esta afirmação: “Se a sectarização, como afirmamos, é o próprio do reacionário, a radicalização é o próprio do revolucionário. Dai que a pedagogia do oprimido, que implica numa tarefa radical cujas linhas introdutórias pretendemos apresentar neste ensaio e a própria leitura deste texto não possam ser realizadas por sectários.” Minha leitura deste trecho é: “Só quem já concorda comigo pode ler o que escrevo.”
Vou apresentar a seguir o que entendi do livro, procurando ao máximo omitir minhas opiniões, que guardarei para o final da resenha.
Paulo Freire descreve dois tipos de educação, uma característica de uma sociedade opressora, outra característica de uma sociedade livre, ou que luta para se libertar. A educação da sociedade opressora é chamada de “bancária”, sempre entre aspas, porque ela deposita conhecimentos nos alunos. Ou seja, ela reduz o aluno a um objeto passivo do processo educacional, no qual são jogadas informações sobre Português, Matemática, História, Geografia, Inglês, Física, Química, Biologia, Filosofia. Já a educação libertadora é chamada de dialógica, porque se baseia no diálogo entre professores e alunos (educadores e educandos, na linguagem do livro). É um processo do qual todos são sujeitos ativos e cuja finalidade é ampliar a consciência social de todos, especialmente dos alunos, para que se viabilize a revolução que acabará com a opressão. O livro não detalha o que a educação libertadora fará depois dessa libertação. Imaginamos que mantenha os educandos conscientes e imunes a movimentos reacionários e contra-revolucionários.

A educação dialógica se baseia no diálogo e o diálogo começa com a busca do conteúdo programático. Na parte do livro em que há mais orientações práticas, Paulo Freire recomenda que seja formado um grupo de educadores pesquisadores que observará os educandos e conversará com eles, em situações diversas, para conhecer sua realidade e identificar o que ele chama de temas geradores, que possibilitarão a tomada de consciência dos indivíduos. Haverá reuniões com a comunidade, identificação de voluntários, conversas e visitas para compreender a realidade, observações e anotações. Os investigadores farão um diagnóstico da situação. Então discutirão esse diagnóstico com membros da comunidade para avaliar o grau de consciência deles. Constatando que esse nível é baixo, vão apresentar as situações identificadas aos alunos, para discussão e reflexão, com o objetivo de despertar sua consciência para sua situação de opressão. Se o pensamento do povo é mágico (religioso) ou ingênuo (acredita nos valores de direita), isso será superado pelo processo, conforme o povo pensar sobre a maneira que pensa, e conforme agir para mudar sua situação de opressão.
Paulo Freire enfatiza que o revolucionário não pode manipular os educandos. Todo o processo tem de ser construído baseado no diálogo e no respeito entre os líderes e o povo. Porém, os líderes devem ter a prudência de não confiar no povo, porque as pessoas oprimidas têm a opressão inculcada no seu ser. Como exemplo de um líder que jamais permitiu que seu povo fosse manipulado, Paulo Freire apresenta Fidel Castro.

A palavra é o resultado da soma de ação e reflexão. Se nos baseamos apenas na reflexão, temos um “verbalismo” estéril. Se nos baseamos apenas na ação, temos um “ativismo” inepto. Os líderes revolucionários e os educadores devem compreender que a ação e a reflexão caminham juntas de maneira indissociável, ou não se atingem os objetivos da educação e da revolução.
As características da opressão são a conquista dos mais fracos, a criação de divisões artificiais entre os oprimidos para enfraquecê-los, a manipulação das massas e a invasão cultural. Os opressores se impõem em primeiro lugar pela força. Depois, jogam os oprimidos uns contra os outros, para mantê-los subjugados. As pessoas são manipuladas para acreditarem em falsos valores que lhes são prejudiciais, embora elas não percebam isso. Sua cultura de raiz é esquecida e trocada por símbolos vazios importados de fora, num processo que esmaga a identidade do povo.

As características da libertação são a colaboração (que Paulo Freire grafa co-laboração), a união, a organização e a síntese cultural. A colaboração está contida em tudo o que foi dito sobre educação dialógica, que é feita em conjunto pelos educadores e educandos. A união entre os oprimidos é fundamental para que tenham força para resistir contra o opressor. No trecho em que explica a organização, é citado o médico Dr. Orlando Aguirre, diretor da Faculdade de Medicina de uma universidade cubana, que afirmou que a revolução implica em três P: palavra, povo e pólvora. Disse o Dr. Aguirre: “A explosão da pólvora aclara a visualização que tem o povo de sua situação concreta, em busca, na ação, de sua libertação.” E Paulo Freire complementa: “O fato de não ter a liderança o direito de impor arbitrariamente sua palavra não significa dever assumir uma posição liberalista, que levaria as massas à licenciosidade.” Ele afirma que não existe liberdade sem autoridade. Sobre a síntese cultural, diz que a visão de mundo do povo precisa ser valorizada.
Agora, o que penso sobre o texto. O próprio Paulo Freire deixa claro em vários momentos, que seu livro não é sobre educação. Ensinar, transmitir conhecimentos, é uma preocupação da educação “bancária” opressora. Não é essa a função de um educador libertador. Não, sua função é criar os meios para uma revolução libertadora, como foram libertadoras as revoluções promovidas pelos educadores citados: Mao, Lênin, Fidel. Ou seja, a única preocupação do livro é com os meios para viabilizar uma revolução marxista. Se você, meu leitor, é professor e acha que essa é a sua função, talvez encontre conhecimentos úteis no livro. Caso contrário, não há mais nada nele.
Fiz uma coletânea de palavras utilizadas por Paulo Freire que poderiam ter saído de um discurso de Odorico Paraguaçu: “involucra”, em lugar de envolve, “implicitados”, em lugar de implícitos, “gregarizadas”, deve ser um derivado de gregário, “unidade epocal”, em lugar de unidade de tempo, “fatalistamente”, por fatalisticamente, “insertado”, por inserido. Dois erros divertidos: chamar Régis Debray de Régis Debret e achar que o nome do padre Marie-Dominique Chenu OP (onde OP significa Ordo Praedicatorum, Ordem dos Pregadores, sigla que designa a Ordem dos Dominicanos) é O. P. Chenu. É sintomático que alguém com tantas dificuldades com a Língua Portuguesa seja o Patrono da Educação Brasileira, considerado nossa maior autoridade em alfabetização.


Os brasileiros começam a ficar cansados da doutrinação marxista disfarçada de “educação”

Desafio os bravos leitores a encontrar o sentido dos trechos a seguir. A melhor interpretação ganhará um pão com mortadela. Os grifos são de Paulo Freire.

1) «Na verdade, não há eu que se constitua sem um não-eu. Por sua vez, o não-eu constituinte do eu se constitui na constituição do eu constituído. Desta forma, o mundo constituinte da consciência se torna mundo da consciência, um percebido objetivo seu, ao qual se intenciona. Daí, a afirmação de Sartre, anteriormente citada: “consciência e mundo se dão ao mesmo tempo”.»
2) «O ponto de partida deste movimento está nos homens mesmos. Mas, como não há homens sem mundo, sem realidade, o movimento parte das relações homens-mundo. Dai que este ponto de partida esteja sempre nos homens no seu aqui e no seu agora que constituem a situação em que se encontram ora imersos, ora emersos, ora insertados.»

3) «Sem ele [o diálogo], não há comunicação e sem esta não há verdadeira educação. A que, operando a superação da contradição educador-educandos, se instaura como situação gnosiológica, em que os sujeitos incidem seu ato cognoscente sobre o objeto cognoscível que os mediatiza.»
4) «Esta é a razão pela qual o animal não animaliza seu contorno para animalizar-se, nem tampouco se desanimaliza.»

5) «Somente na medida em que os produtos que resultam da atividade do ser “não pertençam a seus corpos físicos”, ainda que recebam o seu selo, darão surgimento à dimensão significativa do contexto que, assim, se faz mundo.»
6) «Porque, ao contrário do animal, os homens podem tridimensionalizar o tempo (passado-presente-futuro) que, contudo, não são departamentos estanques.» Alguém pode me dizer como é possível tridimensionalizar o tempo?

7) «Uma unidade epocal se caracteriza pelo conjunto de idéias, de concepções, esperanças, dúvidas, valores, desafios, em interação dialética com seus contrários, buscando plenitude. A representação concreta de muitas destas idéias, destes valores, destas concepções e esperanças, como também os obstáculos ao ser mais dos homens, constituem os temas da época.»
Outra característica curiosa são as citações em idiomas diversos. Há citações de Hegel e Karl Jaspers em inglês, de Marx e Erich Fromm em espanhol e de Lukács em francês. Todos esses autores escreveram em alemão. Frantz Fanon, que escreveu em francês, é citado em espanhol. Albert Memmi, que também escreveu em francês, é citado em inglês, e se menciona que há uma edição brasileira de seu livro. Mao é citado em francês. Porque todas essas citações não foram simplesmente traduzidas para o português? E por que Paulo Freire gosta tanto de ditadores, torturadores e assassinos?

Ele afirma que vender seu trabalho é sempre o mesmo que escravizar-se. Porém, desejar não ser mais empregado e tornar-se patrão é escravizar a um outro, tornar-se opressor. Qualquer tipo de contratação de um indivíduo por outro é maligna, é opressão, é escravidão. Só teremos liberdade quando a nenhum indivíduo for permitido contratar ou ser contratado por outro indivíduo. Faz sentido para vocês?
Paulo Freire afirma que os oprimidos devem ser reconhecidos como Pedro, Antônio, Josefa, mas os chama o tempo todo de “massas”. Diz que valoriza a visão de mundo do povo, enquanto não perde uma oportunidade de desdenhar das crenças religiosas desse mesmo povo, chamando-as de mágicas, sincréticas ou mistificações. E ele se dizia católico. 

Como a opressão é uma violência, qualquer violência cometida pelos oprimidos contra os opressores é sempre uma reação justificada. É um raciocínio assustador. Nas palavras dele: “Quem inaugura a tirania não são os tiranizados, mas os tiranos. Quem inaugura o ódio não são os odiados, mas os que primeiro odiaram. Quem inaugura a negação dos homens não são os que tiveram a sua humanidade negada, mas as que a negaram, negando também a sua.” Paulo Freire considera justificados a tirania como resposta a uma tirania anterior e o ódio como resposta a um ódio anterior. E nega a humanidade de quem ele resolver chamar de opressores.
Mais um trecho escabroso: «Mas, o que ocorre, ainda quando a superação da contradição se faça em termos autênticos, com a instalação de uma nova situação concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se libertam, é que os opressores de ontem não se reconheçam em libertação. Pelo contrário, vão sentir-se como se realmente estivessem sendo oprimidos. É que, para eles, “formados” na experiência de opressores, tudo o que não seja o seu direito antigo de oprimir, significa opressão a eles. Vão sentir-se, agora, na nova situação, como oprimidos porque, se antes podiam comer, vestir, calçar, educar-se, passear, ouvir Beethoven, enquanto milhões não comiam, não calçavam, não vestiam, não estudavam nem tampouco passeavam, quanto mais podiam ouvir Beethoven, qualquer restrição a tudo isto, em nome do direito de todos, lhes parece uma profunda violência a seu direito de pessoa. Direito de pessoa que, na situação anterior, não respeitavam nos milhões de pessoas que sofriam e morriam de fome, de dor, de tristeza, de desesperança.»
O fato é que ninguém pode proibir ninguém de comer, vestir, calçar, educar-se, passear ou ouvir Beethoven. E ninguém pode exigir comer, vestir, calçar, educar-se, passear ou ouvir Beethoven às custas dos outros.
Uma última citação abjeta: “Mesmo que haja – e explicavelmente – por parte dos oprimidos, que sempre estiveram submetidos a um regime de expoliação, na luta revolucionária, uma dimensão revanchista, isto não significa que a revolução deva esgotar-se nela.” A revolução não deve se esgotar no revanchismo, mas o revanchismo é parte natural dela. Como alguém que escreveu essas monstruosidades nunca foi processado por incitação à violência e apologia do crime? Como alguém com um pensamento tão anti-social pode ser sequer ouvido, quanto mais cultuado como Patrono da Educação Brasileira?

Chega de doutrinação marxista! Fora Paulo Freire!