sexta-feira, 31 de outubro de 2014

AGORA RESTA A DILMA "GOVERNAR COM A DIREITA' - RAFAEL BRASIL

É antiga a "tese" de que, para ganhar eleições, com a esquerda. Para governar, com a direita. Para pelo menos tentar consertar a economia desarrumada por ela mesma (ou pelo PT), Dilma precisa se endireitar. Cortar gastos, equilibrar os orçamentos ou seja, fazer um grande freio de arrumação, em outras palavras, arrocho. É o que os petistas mais imbecis chamam de medidas ortodoxas, ou seja, conservadoras na economia. O governo já sinalizou para os mercados aumentando os juros. Mas isso seria o minimo a fazer. A bomba do descalabro econômico caiu bem no colo do PT. Eles que se virem.
A alternativa a medidas consideradas ortodoxas é o atalho mais curto para o retrocesso. Mais inflação e desemprego. Tudo somado com a crise política impulsionada pelo próprio governo com acenos bolivarianos. Ora, imitar a Venezuela é o fim da picada. É a maior prova de atraso do petismo. Futuros historiadores vão indagar como entramos nessa. Como diz o ditado, Deus limitou a inteligência humana, só não limitou a burrice. Tentar imitar e Venezuela e admirar o modelo cubano  mostra o baixíssimo nível das nossas esquerdas. Marx , se vivo, mataria todos a tabicadas. Que coisa!
Quem já leu o manifesto comunista, vai notar como Marx enaltece o capitalismo. Para ele, o socialismo viria depois do esgotamento, do capitalismo ou seguindo suas palavras, com a contradição entre a burguesia e o proletariado.
 Em outras palavras, para haver socialismo tinha que se formar uma classe operária. Tal classe só poderia ser formada das fábricas, não? Quem já viu operário sem fábrica? Quem inventou o  sistema de fábricas? O capitalismo, ora bolas. Aqui os caras estão se segurando com o assistencialismo rural. Marx profetizou o fim do campesinato pelo rápido processo de mecanização da agricultura, fato já corriqueiro nos Estados Unidos do século XIX.
 Hoje, nos Estados Unidos os que vivem na zona rural representam apenas 3% da população. Os países que tem mais camponeses são os mais pobres. Alguém duvida? E ainda vem o governo financiando os chamados sem terra. Querem voltar a agricultura comunitária dos tempos do feudalismo? E ainda tem milhares de professores universitários falando tolices. Pregando coisas como luta de classes. Muitos do PT pensam assim. São uns cavalos batizados. Voltarei ao tema, se não me der tanta preguiça, afinal burrice demais contamina. Vade retro satanás!
Este governo nunca teve programas. Nadica de nada! Só querem roubar, e já estão desorganizando ainda mais o país. De crise em crise, ficaremos à margem do capitalismo moderno e globalizado. E, como sempre o povo é quem se lasca. Menos mal que o Brasil moderno não votou nessa gente. Com uma aguerrida oposição as coisas mudam. Veremos.
     

Petistas estão com medo da auditoria das urnas? Por que tanto “mimimi” após o pedido do PSDB? DO BLOG DE FELIPE MOURA BRASIL


Petistas estão com medo da auditoria das urnas? Por que tanto “mimimi” após o pedido do PSDB?

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Captura de Tela 2014-10-31 às 13.55.34O PSDB protocolou nesta quinta-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de auditoria para verificar o resultado das eleições. A nota explicativa do partido à imprensa está aí na imagem ao lado, tirada da página peessedebista no Facebook.
Vejamos as reações petistas.
Ministro do Desenvolvimento Agrário e coordenador da campanha de Dilma, Miguel Rossetto:
“É inacreditável e vergonhoso. O PSDB insulta a democracia e o povo brasileiro. É um desserviço à democracia e um desrespeito à vontade do povo”
Vice-presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (SP):
É “lamentável”. ”Se não apresenta prova e se orienta por boato, o partido desrespeita o TSE. Uma representação dessa é negar a lisura dos ministros do TSE.”
Líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (RS):
“O PSDB está ultrapassando os limites do respeito a um processo democrático que se exige de todo e qualquer partido. Está entrando perigosamente por um ambiente de 3º turno que tangencia o desrespeito à vontade da maioria.”
Deputado Carlos Zarattini (SP):
É “muito grave”. “O único objetivo disso é manter o clima de disputa e de acirramento.”
RETOMO. Só aí acima já são 4 motivos para as urnas serem auditadas. Por que os petistas estão com tanto medo? Por que tanto “mimimi”? Se confiam na lisura do processo, basta demonstrar ao público que ele é ‘liso’ de fato. Insulto à democracia, ao contrário do que prega Rossetto, é esconder do povo os boletins de urna.
Cortiz e Dias
Cortiz e Toffoli
Mais de 60 mil pessoas assinaram petição virtual, pressionando o PSDB a pedir auditoria. Uma montanha de denúncias de fraude, sei lá eu se verdadeiras, apareceu nas redes. Isto sem contar os alertas para os meios tecnológicos de manipulação das urnas eletrônicas, como aquele da advogada Maria Aparecida Cortiz que os próprios blogs sujos do PT haviam mostrado. Cortiz denunciara a omissão do ministro Dias Toffoli, bem como o desaparecimento de quatro páginas de sua petição enviada ao TSE: “É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações”, dissera ela. E Chinaglia ainda quer provas?
Ora, o que se está pedindo, em função dos indícios e testemunhos, são justamente provas de legitimidade, já que ninguém tem como conferir o resultado das maquininhas e, diante de um TSE tomado por advogados historicamente ligados ao PT, como Toffoli, Admar Gonzada e Luciana Lóssio, a desconfiança entre os eleitores é inevitável, especialmente por conta da maneira como o resultado foi divulgado.
E quem é Zarattini para acusar os adversários de “manter o clima de disputa e de acirramento”? Eu sei: é um petista; e, como tal, seguidor fiel da recomendação atribuída a Lenin, “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”. Veja como ele incitou o ódio contra a elite paulistana após a vitória de Dilma, como mostrou na ocasião meu compadre Alexandre Borges:
Dep Zarattini
Isto porque ele não quer manter o “clima de acirramento”, hein… Imagine se quisesse. O cinismo petista, como se vê, é mesmo incurável.
Seguem minhas tuitadas e notas sobre este e outros assuntos:
- Ministro João Otávio de Noronha acha “prejudicial à democracia” pedido do PSDB de auditoria das urnas. Mais um motivo para serem auditadas.
- Se “não há nada que comprometa” lisura do processo de eleição, por que ministro Noronha reclama do pedido de auditoria? A reação compromete.
- Ministro Noronha: “Vão dizer que não confiam na urna eletrônica? E confiariam em quê? Na urna de papel?” Siiiiiiiiiiiiiiiimmmm!
- TSE informou que pedido de auditoria das urnas será “analisado oportunamente”. Quem sabe após as eleições de 2018, caso o PT perca, é claro.
- Esquerdismo típico: reclamar de auditoria das urnas no Brasil, mas até hoje dizer que recontagem da Flórida daria vitória a Gore sobre Bush.
- PSDB: “Reiteramos nossa confiança na Justiça Eleitoral.” Eu reitero minhas desconfianças da JE e críticas à linguagem subserviente do PSDB.
- Petistas distorceram fala do advogado de Youssef e ele teve de dizer que nunca desmentiu VEJA. Agora usaram erro do Globo. Tentem de novo!
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- Se Youssef cita Dilma e Lula é o maior rebu. Se cita dono do Brasil 171, eles não estão nem aí. Estão vendo, MAVs? Patrões não dão a mínima.
- Facebook diz ter 864 milhões de usuários diários ativos. Parabéns, MAVs. Inflaram os números.
- A todos que me perguntam o que é MAV, apresento uma ferramenta incrível do nosso tempo: Google.
- Lula, que chamou Aécio de agressor de mulheres, filhinho de papai, e tucanos de nazistas, reclama de campanha agressiva contra o PT. Cínico.
- Lula a preconceituosos: “abra seu coração, dê uma chance para outras pessoas terem o que você já tem”. Ele vai dar suítes de 7 mil no Copa?
Lula suíte
- Manchete do jornal da ditadura cubana Granma: ‘Vitória de Dilma abre uma nova etapa de mudanças para o Brasil’. Cuba está se mudando pra cá.
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- Aumento de juros, luz, gasolina; pior rombo fiscal da história no mês. Você já está arrependido de votar na Dilma? Ou precisa da boquinha?
- Muito legal vocês aí terem votado numa presidente compulsivamente mentirosa. Suspeito que vocês também votaram no Jean Wyllys no BBB.
Zuenir Ventura entrou na vaga de Ariano Suassuna na ABL. Ou seja: ficou a mesma idiotice política, saiu inteiramente a genialidade criadora.
- “Eu falo mais rápido, meu dedo é grosso, digito errado, sou analfabeto.” (Danilo Gentili me explicando no whatsapp por que me manda áudio.)
Felipe Moura Brasil ⎯ http://www.veja.com/felipemourabrasil
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O TSE e a descoberta do programa de fraude nas urnas eletrônicas. Por Patricia Faermann*

31/10/2014 14:53
O TSE e a descoberta do programa de fraude nas urnas eletrônicas. Por Patricia Faermann*
...Um incrível relato sobre a fragilidade das urnas eletrônicas; como um hacker identificou vários problemas, entre elas um programa de fraude; uma petição que foi solenemente ignorada pelo Ministro Toffoli, o desencontro de informações e a empresa que sempre está com o TSE...
Entrevista e matéria publicada originalmente dia 24 de outubro de 2014, na revista eletrônica GGN, do portal do jornalista Luis Nassif -

Jornal GGN - Há menos de três meses, um jovem hacker recém formado pela Universidade de Brasília acessou o sistema das urnas eletrônicas no TSE e descobriu, entre 90 mil arquivos, um software que possibilita a instalação de programas fraudados: o "Inserator CPT". A ação foi planejada pela CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia.

A advogada Maria Aparecida Cortiz, que participa do grupo, articulou a estratégia dentro do Tribunal Superior Eleitoral, representando o PDT, depois que o presidente da Corte Dias Toffolli anunciou que não abriria edital para testes nas urnas das eleições 2014. "Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado", disse em entrevista ao GGN.

Cortiz descobriu outra brecha no sistema: além do Inserator, o programa comandado pela empresa Módulo Security S/A - conforme relato do GGN a única proprietária do serviço por 13 anos com contratos irregulares - é transmitido de Brasília para os estados por meio da insegura rede da Internet.

As denúncias de irregularidades foram enviadas ao TSE em uma petição. Entretanto, a petição não virou processo e foi arquivada por um juiz da Secretaria de Informática. Além da omissão do próprio ministro Dias Toffoli, a advogada ainda denuncia o desaparecimento de quatro páginas do documento. "É o crime perfeito. O réu julga suas próprias ações", conclui.

Leia a entrevista completa:

GGN: Como seria fazer uma auditoria preventiva para evitar as fraudes eleitorais? 

O problema do TSE é a concentração do poder. Para fazer uma auditoria, temos os limitadores que eles próprios nos impõem.

Uma auditoria no software é inócua, porque é muito cara, muito demorada e existem sempre as cotas do fundo. E a gente não conseguiria ter certeza que tudo o que a gente pediu seria implementado e que estaria sendo usado no dia da votação.

GGN: E o processo de auditoria feito em janeiro de 2013, investigando as licitações da Módulo Security S.A.? 

Todas as licitações foram feitas para manter a Módulo. Isso é fato, notório, público, por aquelas consultas que eu fiz nos Diários Oficiais, que são documentos públicos, que todos os procedimentos foram feitos para manter a empresa Módulo lá dentro, no TSE. 

O que é a empresa Módulo? É responsável pela segurança do sistema. É responsável pelos SIS, um sistema de instalação de segurança, é o primeiro sistema que confirma as assinaturas para validar os programas que são colocados na urna.

O TSE, com a concentração de poderes, não deixa a gente fazer nada e a gente não tinha mais solução para tentar mudar esse sistema. Aí eu propus para o grupo, que é o CMind [Comitê Multidisciplinar Independente], em que o Pedro Rezende e o Diego Aranha também trabalham, e que a gente milita. Propus a eles que a gente colocasse um hacker dentro do TSE. Eu falei: consigam a pessoa, que eu vou ficar com ele lá dentro, dar as dicas, porque, embora a minha formação não seja técnica, estou lá há muitos anos, eu sei como funciona.

O Diego e o Pedro escolheram um menino chamado Gabriel Gaspar, que foi aluno deles na UNB. Em agosto, conseguiu ir. Por orientação, ele foi trilhando o mesmo caminho do Diego no código fonte. Diego Aranha é aquele técnico da UNB, professor que descobriu o desembaralhamento dos votos, que dava para identificar o eleitor. Então, o Diego orientou, disse o caminho, o que era importante.

A gente descobriu, no meio de 90 mil arquivos, um artefato (a gente chamou assim) no sistema de segurança, que é desenvolvido pela Módulo. Achamos que aquilo era importante, e fizemos todo um estudo. Para que ele serve? O ministro [Toffoli] assina um programa, manda para os outros ministros, Ministério Público e OAB assinarem, envia esse programa para os estados, e só poderia funcionar nas urnas esses que vieram de Brasília, concorda? Só que usando o "Inserator" podem ser instalados programas na urna, assinados por esse artefato. Ele está apto a validar programas não oficiais. Foi uma descoberta muito importante. Isso foi agora, dia 4 de setembro.

Em 2013, eu não sabia como que eles faziam, quando eu fiz o estudo da licitação da Módulo, sabia que a empresa estava usando alguma coisa, mas não o que era. Neste ano, nas eleições 2014, eu descobri como o programa foi utilizado, lá em Londrina, em 2012: com o Inserator. A gente descobriu o nome dele e onde ele estava: dentro do sistema de segurança, é um subsistema.

GGN: E o resultado disso?

A partir daí, fiz uma petição com o ministro Dias Toffoli, explicando que, além disso, que é gravíssimo, tem outras vulnerabilidades. Descobrimos outra coisa muito, muito ruim: a Justiça Eleitoral não está usando mais aquela rede super segura, que sempre disseram que nada tem conexão com a internet, não é?

Só que eu pedi para fazer um teste lá [no sistema de urnas do TSE] e eles toparam, mas não sabiam a minha intenção com esse teste, não sabiam que eu estava com um hacker. Eu pedi para fazer o teste questionando se um computador que gera mídia - a mídia é aquele pendrive que vai carregar a urna - pode estar conectado à internet. Pedi: quero que façam o teste, um computador conectado e um não conectado. Aí eles falaram: nós vamos fazer, mas não tem sinal nenhum, porque nós usamos a internet.

Então, os programas que estão vindo para os estados, que são assinados, criptografados, vêm via internet. Não tem mais a rede hiper super segura. Eles próprios pagaram uma fortuna para abrir a rede, e abandonaram, porque ela não é segura de jeito nenhum.

Olha a situação: o Inserator existe, está dentro do SIS, o SIS é instalado no computador da Justiça Eleitoral, o computador da Justiça Eleitoral está conectado à internet. A pessoa que conhece oInserator puxa um programa da Internet, as pessoas não sabem de onde veio aquele programa, assina no teclado e coloca na urna. Que dificuldades tem isso?

O partido político, o fiscal, o juiz que estiver lá não percebe. Não dá para perceber a diferença de colocar um programa original de um fraudado. Porque a justiça eleitoral confessou que precisa da Internet para gerar mídia.

GGN: Qual foi a consequência da petição?

Tudo que entra na Justiça vira processo. A minha petição foi para o juiz auxiliar secretário da presidência, julgada com um parecer da secretaria de informática, e mandada para o arquivo. Ela não tinha capa, não tinha número, só tinha número de protocolo, não virou processo. Eles tinham que, de qualquer maneira, desaparecer com isso, eles não podiam colocar como visível para outras pessoas. Tanto é que, você como jornalista, não encontra porque não fizeram número, não fizeram processo. É só um número de protocolo qualquer. 

Qual seria o trâmite, de acordo com a resolução: apresentada a impugnação, é escolhido um relator, o relator leva para a mesa, para julgar. E esse julgamento iria passar na televisão, ia ser público. Eles não podiam deixar isso acontecer, de jeito nenhum.

Então, foi grampeada a petição, com o parecer da secretaria de informática. O juiz indeferiu, mandou arquivar.

Nós fomos atrás desse processo. O parecer tem nove páginas, mas só tem cinco lá, o resto está faltando. Ninguém sabe onde está esse parecer. A gente está aguardando, para ver se eles acham o resto.

GGN: Não consegui encontrar o contrato da Módulo, ela venceu a licitação para as eleições de 2014?

Venceu. Eles fizeram uma coisa totalmente direcionada. A Módulo participa do projeto base, então só ela ganha [a licitação].

GGN: Por que os outros concorrentes não teriam critérios técnicos? 

São eles que criam os critérios técnicos. Para ganhar. Então, não tem chance, não tem como ganhar. A Módulo tem contrato com todos os órgãos do governo. Não é só um, são todos.

GGN: Como mandou para o TSE, você poderia mandar esses documentos ao MPF, à OAB, para articular melhor a sua petição? 

Eu mandei para a OAB, porque ela poderia mexer com isso. Mas o presidente do Conselho Federal da OAB [Marcus Vinicius Furtado Coêlho] falou uma coisa que eu quase morri do coração. Falou que as urnas brasileiras são exportadas para o mundo inteiro. Primeiro, que não é "TSE Limitada" e muito menos "S.A.". E outra, nenhum país do mundo aceita essas urnas. Então, eu fiz a petição, com a minha obrigação de ofício como advogada, entreguei para ele com as irregularidades. Mas ele não tomou conhecimento, não.

GGN: As auditorias podem ser feitas por qualquer órgão?

A lei 9.504 só permite que analisem os programas o Ministério Público, a OAB e Partidos Políticos. Então, embora eu faça parte do CMid, eu tenho que fazer parte de um partido político. Tanto que já sou filiada há muitos anos, mas não sou ligada ao PDT, não tenho nenhuma vinculação, a não ser esse trabalho de ir lá e fazer a análise de códigos.

A Justiça Eleitoral, de quando em quando, publica o edital de que vão existir testes. O Diego participou de um teste nas urnas de 2012, desembaralhou os votos e descobriu quem votava em quem. Também estávamos juntos, porque ele não poderia falar [por não ter a autorização do TSE]. Então eu fiquei do lado dele, escutei [as conclusões] e passei para frente. Teve que ter toda uma estratégia.

Este ano, o ministro Toffoli disse que não ia fazer teste. Não vai fazer teste? Então vamos por um hacker lá dentro para descobrir o que tem de errado.

GGN: Legalmente falando, é possível?

A lei fala que o TSE tem que apresentar os códigos fonte para mim. Eu fui com base na lei. Só que eles não sabiam da capacidade do menino, se eles soubessem teriam bloqueado. Porque é muito, muito restrito. O PDT tem outros técnicos, mas um ficou fora, e eu sou advogada, normalmente eu não sento nas máquinas. Só que este ano a gente mudou de estratégia. Eu fui sozinha e levei o menino, que eles nem sabiam quem era. Eles achavam que ele era do PDT, e não da UNB.

GGN: Essa sua petição não foi a público? 

Foi, está dando uma repercussão boa, porque eu falei dela na Universidade Federal da Bahia. O Pedro fez um site, eu fiz o debate na Bahia. Não é a mesma divulgação que Justiça eleitoral dizendo que nada é conectado à internet.

Se não fosse verdade, eu já teria respondido a milhares de processos pela Polícia Federal. Não tem como dizer que não está lá dentro, o programa está lá dentro. 

FONTE ORIGINALhttp://jornalggn.com.br/noticia/o-tse-e-a-descoberta-do-programa-de-fraude-nas-urnas-eletronicas
Imagens do release

(Petição)

PSDB faz bem em pedir auditoria das urnas; é crescente a desconfiança de milhões de eleitores; descrença também reflete inconformismo com a reeleição de Dilma - POR REINALDO AZEVEDO


Urna eletrônica: ela está sob suspeita; descrença se generaliza
Urna eletrônica: ela está sob suspeita; descrença se generaliza
O PSDB decidiu pedir uma auditoria nas urnas eletrônicas. Já há alguns dias estou para tratar do assunto aqui. Eis a melhor hora. Faz sentido cobrar a verificação? Faz, sim., e vou dizer por quê. Como nunca antes na história “destepaiz”, para citar o Babalorixá de Banânina, multiplicaram-se as denúncias e as suspeitas de ocorrências estranhas envolvendo as urnas eletrônicas. Digo com clareza o que penso: pessoalmente, não acredito na possibilidade de fraude. Pessoas tecnicamente competentes, que conhecem a área, me dizem que seria muito difícil isso acontecer — há quem sustente ser impossível. Sem entrar em minudências, digo que me deixei convencer. Mas também não posso ignorar algumas coisas.
Minutos depois de desligadas as urnas, recebi esta mensagem em meu celular. Apago o nome do emissor porque não lhe pedi autorização para divulgar a mensagem. Sugiro que ele procure a Corregedoria do TSE para relatar o episódio.
Recebi a seguinte mensagem em meu celular:
denúncia lacre
Transcrevo:
“Sou presidente de mesa numa seção do Mackenzie — ele se refere a uma escola do bairro de Higienópolis, em São Paulo. Acabo de ser orientado a não lacrar o disquete/mídia da urna. Na verdade, não tenho nem envelope para lacrar, como é de costume. Foi dito que é em função da urgência para a apuração; que vão recolher rapidamente os disquetes, antes mesmo de entregar os outros materiais aos fiscais, para que seja levada rapidamente para apuração. Pra que a pressa se o Acre leva ainda mais não sei quantas horas?”
Se o coordenador jurídico do PSDB, deputado Carlos Sampaio, quiser mais dados, é só me procurar que eu os forneço. A não lacração, da forma como relata o presidente de mesa, poderia abrir caminho para alguma irregularidade? Não sei. É preciso verificar.
A fraude pode ser uma dessas lendas que surgem de vez em quando? É claro que sim! Feito a Loura do Banheiro que assediava crianças nas escolas. Reitero que tendo a não acreditar na fraude, mas é tal a quantidade de denúncias que alguma resposta precisa ser dada. Quando menos porque o eleitorado tem de acreditar na lisura do processo. Ou tenderá a se abster cada vez mais.
Uma coisa é fato: a descrença nas urnas não tem corte de escolaridade, de renda, de ideologia, de nada. É generalizada. Até compreendo os motivos. Nestes dias em que os anseios participativos estão aflorados, em que se fala até em democracia direta, o controle que a cidadania exerce sobre o sistema, convenham, é praticamente igual a zero. O tal sistema é obra para especialistas. Considerando que se trata de urna e eleição, não de uma usina nuclear, é justo que o eleitor queira saber mais a respeito.
Inconformismo
É claro que as múltiplas denúncias e a desconfiança inédita nas urnas refletem também o descontentamento de muitos milhões com o resultado da eleição, que deu a vitória a Dilma por pouco mais de três pontos. Há coisas interessantes em curso: já topei com pessoas, nesses quatro dias, que votaram na petista e se dizem agora arrependidas, mesmo com a onipresença da represidenta na televisão, em múltiplas entrevistas.
Que se faça a auditoria. Reitero que não tenho elementos para desconfiar das urnas, mas milhões de eleitores julgam ter, e eles merecem, sim, uma resposta.
Texto publicado originalmente às 4h20
Por Reinaldo Azevedo

PSDB quer auditoria no resultado da eleição presidencial - DO BLOG DE REINALDO AZEVEDO


Por Marcela Mattos, na VEJA.com. Voltarei ao assunto.
Quatro dias depois das eleições, o PSDB ingressou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira com um pedido de auditoria sobre o resultado das eleições presidenciais. O partido, derrotado pela presidente Dilma Rousseff por uma diferença de três pontos, quer que a corte crie uma comissão especial formada por representantes indicados pelos partidos políticos para avaliar a fiscalização dos sistemas utilizados no pleito.
Na ação, o coordenador Jurídico Nacional do PSDB, o deputado federal Carlos Sampaio, ressaltou que, passadas as eleições, surgiram uma série de denúncias e desconfianças por parte da população. “Nas redes sociais, os cidadãos brasileiros vêm expressando, de forma clara e objetiva, a descrença quanto à confiabilidade da apuração dos votos e a infalibilidade da urna eletrônica, baseando-se em denúncias das mais variadas ordens, que se multiplicaram após o encerramento do processo de votação, colocando em dúvida desde o processo de votação até a totalização do resultado”, diz.
Tendo em vista “dissipar quaisquer dúvidas”, Sampaio pede uma auditoria nos sistemas de votação com base em diversos documentos, como as cópias de boletins de urnas de todas as sessões eleitorais do país e dos logs originais e completos das urnas, além de todas as ordens de serviços e registros técnicos sobre atualização e manutenção do sistema e acesso aos programas e todos os arquivos presentes nas urnas eletrônicas. O TSE ainda não se manifestou sobre o pedido.
Por Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

O "DIÁLOGO" DE DILMA - RAFAEL BRASIL

Terminada a eleição, Dilma e muitos petistas vestiram branco.  Acenaram para a pacificação de uma política agressiva eivada de mentiras das mais cabeludas. Não estou falando das chamadas redes sociais, aonde a baixaria ainda abunda. A cúpula do PT, e o ex presidente Lula, chamaram, dentre outras coisas, Aécio de Bêbado, drogado, playboy, que ainda bate em mulheres. Que ia cortar os programas sociais ao acenar para uma política de ajuste do estado com a economia toda desorganizada, para dizer o mínimo.
Ao acenar para a pacificação, justamente os que foram mais antiéticos tanto na condução do estado, como nas mais variadas práticas de terrorismo eleitoral empregada cínica e abertamente durante a campanha, o governo acena com sua esquerda, namorando, ora vejam só: o que chamam de "bolivarianismo". Ou seja, nossa esquerda quer imitar a Venezuela. Que saiu de um sistema oligárquico e essencialmente corrupto, para cair no mais rasteiro populismo que aumentou ainda mais a corrupção e aviltou  completamente, a já frágil democracia. Até parece piada.
A câmara de deputados enterrou a ideia de suprimir os direitos do congresso, no malfadado projeto do governo da participação dos chamados  "conselhos populares" nas decisões governamentais. Conselhos estes controlados pelo PT, claro!
Também já acenaram com o chamado "controle" da mídia, ou seja, a volta da censura, já que para os petistas, imprensa boa é aquela que elogia. A VEJA era uma ótima revista quando ajudou a desbaratar a quadrilha de Collor. Virou vilã quando publica as maracutaias do PT. Que fazem a turma de Collor e o finado PC farias um bando de amadores, acostumados com o assalto histórico aos cofres de Alagoas.  
Também tem a chamada proposta petista da reforma política através de plebiscito. Não vai passar. Querem modificar a lei para perpetuar o PT no poder, como fizeram na Venezuela, depois Bolívia e Equador. A Argentina imita tropegamente este tristes países. Logo a Argentina, que no pós guerra já foi a sexta economia do mundo. Hoje perde da Colômbia, esta mesmo assolada pelas FARC,  que infelicita àquela país há mais de quarenta anos, aliada do bolivarianismo e do petismo. 
Em poucas palavras, esta pauta não é para conversar. É conversa para boi dormir. Já a oposição estará mais forte, e com ótimos quadros. Parece que, com a radicalização da campanha, muitos, sobretudo Aécio Neves aprenderam a ser oposição. Oposição não alisa. Vide o PT quando na oposição. Ademais, muitos petistas desiludidos deveriam oferecer cursos de oposição a muitos tucanos. Porém é na prática é que se aprende. É certo que caminhamos para o buraco. Só ainda não sabemos o tamanho. Este desgoverno nunca teve projetos. Quem duvida?  

Merval Pereira:Conflito pós eleitoral - O Globo


O segundo mandato da presidente Dilma, conseguido aos trancos e barrancos, nem mesmo começou e o PT já lança no ar a candidatura de Lula para 2018. O PT, fragilizado pelas urnas, precisa sinalizar à militância que existe um Lula no fim do túnel, mesmo com a perspectiva de um governo fraco, que tende a se manter no mesmo rumo por que Dilma não mudará da noite para o dia a sua maneira de ver o mundo.
O conflito explicitado pelo veto ao decreto dos conselhos populares já existia antes da eleição, e ele só não foi derrubado naquela ocasião por que ainda havia a expectativa de poder do PT, muita gente receava enfrentá-lo. Passada a eleição, e constatada sua fragilização, com a eleição apertada de Dilma e a divisão clara do eleitorado, além do grande número de não-votos, todo político da base do governo que olha para o longo prazo já vê que esse segundo governo vai ser muito complicado.
Vai haver momentos de demonstrar força, para ganhar dividendos imediatos ou, no caso do PMDB, para preparar um salto mais alto na direção da oposição, ou de um candidato próprio em 2018. Uma batalha permanente da presidente Dilma com o Congresso, com grande chance de sair perdedora em muitas ocasiões, como aconteceu na terça-feira com a derrubada do decreto dos conselhos populares.
Quais serão os métodos de que se utilizará Dilma no segundo governo para fazer sua bancada de apoio? Com o processo do petrolão correndo na Justiça, e dezenas de deputados e senadores envolvidos no esquema de corrupção, que pode ainda respingar na própria presidente Dilma e no ex-presidente Lula, estará impedido o governo de usar o “toma lá dá cá” com esse fim. No fim das contas, no mínimo será mais arriscado nomear o diretor da Petrobras da área que fura poço.
Vai ser, portanto, muito difícil negociar com a base aliada, que já foi muito infiel no primeiro governo. Controle da chamada mídia profissional, plebiscito sobre formas de governo, além de formação de conselhos populares são receitas típicas de regimes autoritários de países vizinhos, muito ao gosto de setores importantes do atual governo brasileiro.
No Congresso há diversas correntes que ajudaram a derrubar o decreto dos conselhos populares, desde os que o consideram simplesmente eleitoreiro, editado às vésperas da eleição presidencial para ganhar a simpatia dos chamados movimentos sociais, que seriam os beneficiados pela medida, quanto os que temem que esse seja um passo a mais na direção de um governo no estilo bolivariano.
Há muitos deputados que votaram contra o decreto para preservar a função do Congresso Nacional no nosso sistema presidencialista, como um dos poderes da República, um contraponto ao Executivo e ao Judiciário. Mesmo quem não considera que o decreto seja inconstitucional, embora haja quem o considere assim, teme a manipulação que ele permite ao definir, por exemplo, sociedade civil como “o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”.
Além de ser uma definição muito ampla que abarca qualquer tipo de movimento social, até mesmo os “não institucionalizados”, os parlamentares temem que o Palácio do Planalto se aproveite dessa amplitude conceitual para organizar, através da Secretaria Geral da Presidência da República, chefiada pelo ministro Gilberto Carvalho, os próprios conselhos, manipulando suas decisões.
Uma das tarefas de Gilberto Carvalho é, pelo decreto que define seu ministério, atuar “no relacionamento e articulação com as entidades da sociedade civil e na criação e implementação de instrumentos de consulta e participação popular de interesse do Poder Executivo”.

Mesmo os partidos mais fisiológicos da base aliada reagem a tentativas de enfraquecer os fundamentos democráticos porque sabem que, num governo autoritário, será menor sua influência e maior a força política do PT. O principal responsável por barrar essas tentativas é o próprio PMDB, que tem em seu DNA a defesa da democracia e impede que o PT ultrapasse os limites constitucionais.
Essa votação demonstrou que sempre que uma decisão do governo vai de encontro à Constituição ou tenta ultrapassar o Congresso, há uma maioria parlamentar na defesa da democracia representativa, que os petistas estão chamando de “bloco de centro-direita” ou de “centrão”. Boa parte desse "centrão" ficou dissidente do governo e apoiou a oposição na eleição presidencial.

Sucessão de fraudes - ESCRITO POR OLAVO DE CARVALHO

Houve fraude nas eleições presidenciais de 2014? Sem o menor temor de errar, afirmo categoricamente: Houve não uma, nem duas, nem mil, mas a mais longa e assombrosa sucessão de fraudes que já se observou na história eleitoral de qualquer país, em qualquer época.
Essa afirmação, que soará hiperbólica aos ouvidos de quem não conhece os fatos o suficiente para poder medi-la, traduz uma verdade literal e simples que qualquer um, se quiser investigar um pouco em vez de julgar sem conhecimento de causa, poderá confirmar por si próprio.
Primeira série de fraudes:
A Lei dos Partidos Políticos de 1995, Art. 28, alínea II, afirma taxativamente que será cassado o registro de qualquer partido que se comprove subordinado a uma organização estrangeira.
O PT, segundo a propaganda do seu III Congresso, reconhece o Foro de São Paulo como “coordenação estratégica da esquerda latino-americana”. Ao subscrever e colocar em prática as decisões das assembléias gerais do Foro, esse partido reconhece sua subordinação a um plano internacional que não somente jamais foi discutido ou aprovado no nosso Parlamento, como também advoga, sem dar disto a menor ciência ao povo brasileiro, a dissolução da soberania nacional mediante a integração do país num monstrengo internacional chamado “Pátria Grande”, cuja capital é Havana e cuja língua oficial é o portunhol.
A sra. Dilma Rousseff, em especial, chegou a ser louvada pelo ditador venezuelano Hugo Chávez como “grande patriota... patriota da Pátria Grande”. Será possível não entender que ninguém pode ser ao mesmo tempo um patriota da pátria brasileira e um servidor leal da organização internacional empenhada em engolir essa pátria e governá-la desde assembléias e em reuniões secretas realizadas em Havana, em Caracas ou em Santiago do Chile?
Quando digo “reuniões secretas”, não é uma interpretação que faço. É o traslado direto da confissão cínica apresentada pelo sr. Luís Inácio Lula da Silva, não numa conversa particular, mas em dois discursos oficiais transcritos na página da Presidência da República (v. um deles em http://www.olavodecarvalho.org/semana/050926dc.htm).
Se ainda vale o princípio de que de duas premissas decorre uma conclusão, esta só pode ser a seguinte: O PT é um partido ilegal, que não tem o direito de existir nem muito menos de apresentar candidatos à presidência da República, aos governos estaduais ou a qualquer câmara estadual ou municipal.
Segunda série de fraudes:
Tão óbvia e gritante é essa conclusão, que para impedir que o cérebro nacional a percebesse foi preciso ocultar da opinião pública, durante dezesseis anos seguidos, a mera existência do Foro de São Paulo, para que pudesse crescer em segredo e só se tornar conhecido quando fosse tarde demais para deter a realização dos seus planos macabros. Nesse empreendimento aliaram-se todos os órgãos da “grande mídia”, reduzindo o jornalismo brasileiro a uma vasta e abjeta operação de desinformação e forçando o povo brasileiro, em sucessivas eleições, a votar em candidatos cujo programa de ação desconhecia por completo e, se o conhecesse, jamais aprovaria.
Terceira série de fraudes:
O Foro de São Paulo é a mais vasta, mais poderosa e mais rica organização política que já existiu no continente. Seu funcionamento – assembléias, grupos de trabalho, publicações, viagens e hospedagens constantes para milhares de agentes – é inviável sem muito dinheiro que até hoje ninguém sabe de onde vem e cuja origem é feio perguntar. É praticamente impossível que verbas do governo brasileiro não tenham sido desviadas em segredo para essa entidade. É mais impossível ainda que grossas contribuições não tenham vindo de organizações de narcotraficantes e seqüestradores como as Farc e o MIR chileno, que ali são aceitas como membros legítimos e tranqüilamente discutem, nas assembléias, grupos de trabalho e encontros reservados, a articulação dos seus interesses criminosos com o de partidos políticos como o PT e o PC do B.
Quarta série de fraudes:
A sra. Dilma Rousseff, servidora dessa geringonça imperialista, jamais poderia ser candidata a qualquer cargo eletivo no Brasil. Urnas que votam sozinhas ou que já chegam à seção eleitoral carregadas de quatrocentos votos para a candidata petista, como tantos eleitores vêm denunciando, são apenas subfraudes, ou pedaços de fraudes, em comparação com a fraude magna que é a presença, na lista de candidatos presidenciais, da agente notória e comprovada de um esquema estrangeiro empenhado em fagocitar e dissolver a soberania nacional.
Quinta série de fraudes:
Eleição com contagem de votos secreta não é eleição, é fraude. O sistema de ocultações montado para isso, sob a direção de um advogadinho chinfrim sem mestrado, sem obra notável publicada e sem qualquer currículo exceto serviços prestados a um dos partidos concorrentes, viola um dos princípios mais elementares da democracia, que é a transparência do processo eleitoral. Como observou uma advogada que tentou denunciar em vão a anomalia imposta ao eleitor brasileiro, “é o crime perfeito: o acusado se investiga a si próprio”.
Que mais será preciso para concluir que, sob todos os aspectos, a eleição presidencial de 2014 foi em si uma fraude completa e majestosa, coroamento da longa sucessão de fraudes em série em que se transformou a política brasileira desde o ingresso do PT no cenário eleitoral?

Publicado no Diário do Comércio.

Dilma começa perdendo O Estado de S.Paulo 30 Outubro 2014 | 02h 06

Dilma começa perdendo

O Estado de S.Paulo
30 Outubro 2014 | 02h 06

Muito mais do que uma desforra pessoal do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, do PMDB do Rio Grande do Norte - que atribuiu a Lula a sua derrota na disputa pelo governo do Estado para o seu adversário do PSD, Robinson Faria -, a derrubada do decreto da presidente Dilma Rousseff instituindo a participação de conselhos populares na elaboração de políticas públicas federais foi um sinal dos tempos. Trata-se do primeiro bote do principal partido da base aliada do Planalto para se impor ao PT no segundo mandato da governante petista. Em parceria com a oposição e três bancadas tidas como leais ao Executivo - PDT, PR e PSD -, a sigla do vice-presidente Michel Temer não esperou a posse formal de ambos em 1.º de janeiro para participar a seu modo do "diálogo" que a candidata reeleita apregoou na sua primeira fala depois da apuração.
É bem verdade que Dilma tinha tudo para perder essa batalha. Tão logo tomou, em maio último, a malfadada iniciativa de abrir espaço na mesa de decisões administrativas - até das agências reguladoras federais - ao que chamou de "grupos sociais historicamente excluídos", ficou escancarado o DNA chavista da medida, porque, ao silenciar, de caso pensado, sobre os critérios que guiariam a formação do denominado Sistema Nacional de Participação (SNP), a presidente só faltou proclamar a sua serventia como modalidade adicional de aparelhamento do Estado e, também à maneira bolivariana, amputação de prerrogativas do Legislativo. De nada adiantou o desdém de Dilma pela inteligência alheia ao negar que os órgãos públicos não ficariam obrigados a se aconselhar com presumíveis representantes da sociedade, mas "deverão considerar" esse procedimento.
Antes que a campanha eleitoral esvaziasse o Parlamento, o PT recorreu a manobras de todo tipo para barrar a votação do decreto. Agora não deu - e a excrescência foi rejeitada por aclamação pela Câmara. (Falta ainda o voto do Senado.) Fica assim a presidente notificada de que, diferentemente do que ocorreu no quadriênio em vias de se encerrar, quando PT e PMDB tendiam mais a se entender do que a divergir em matérias de interesse do Planalto, a atitude da legenda do vice e dos titulares das duas Casas do Congresso será basicamente de confronto com o partido do poder, reproduzindo na esfera parlamentar o combate entre petistas e antipetistas que marcou a sucessão. Já não se trata de reencenação da disputa por espaço na Esplanada dos Ministérios e nas estatais. O que o PMDB quer é assumir o comando da política nacional, abrindo-se a uma aliança tácita com a oposição. Diga-se o que se queira da tigrada, menos desprezar o seu faro para a debilidade alheia.
E nunca o PT esteve tão fraco desde a primeira presidência Lula. Na votação de 5 de outubro para a Câmara, o partido perdeu 1,3 milhão de votos e 18 cadeiras. Com as 70 que vai ocupar na próxima legislatura ainda terá a maior bancada, mas a diferença de 2010 para agora entre o número de assentos petistas e os do PMDB encolheu de 17 para 4 somente. Além disso, considerando os sufrágios colhidos, o PSDB de Aécio Neves tornou-se proporcionalmente a segunda força da Casa. Em números absolutos, a sigla foi uma das mais bem-sucedidas entre as 28 dotadas de representação parlamentar a partir de 2015: os tucanos serão 54, com um ganho de 10 lugares. Além de a nova composição da Câmara favorecer o PMDB em detrimento do PT - como possivelmente se verá na disputa entre eles pela presidência do colegiado, em fevereiro -, o partido de Dilma perdeu o controle da rua para atiçá-la contra quem quer que seja.
Há de ter sido por isso que a presidente, em sintonia com os companheiros, teve a ideia de exumar a proposta de convocação de um plebiscito para a reforma política, o que o PMDB já havia posto a pique no ano passado. Isso daria ao PT a chance de brigar pela retomada do espaço perdido na arena pública - e, a partir daí, voltar a pressionar o Congresso. Para os peemedebistas foi um presente inesperado: mais uma vez rebatendo de imediato a manobra, a cúpula partidária desafiou Dilma abertamente - e ela piscou primeiro, ao admitir que a reforma poderia ser submetida a consulta depois de aprovada pelo Congresso.

Dilemas de Dilma Carlos Alberto Sardenberg O Globo


O Bradesco seria uma espécie de banco do povão. Já o Itaú Unibanco, de “dona Neca”, o das elites. Isso passa no marketing?

Os líderes chineses têm uma habilidade especial para adotar políticas pró-mercado com uma retórica de esquerda para agradar esse lado do Partido. Vire à direita, dê sinal à esquerda — tal é o ensinamento.
Pois parece que a presidente Dilma está com o mesmo dilema, invertido: como seguir pela esquerda, mas dando sinal à direita?
A campanha foi claramente pela esquerda. Atacou as elites e os ricos, incluídos os empresários que só pensam no lucro, e especialmente os banqueiros, acusados de tirar comida da mesa dos pobres. Demonizou o mercado financeiro.
Também disse que tentar reduzir a inflação para algo como 3% ao ano, ou mesmo para a meta oficial de 4,5%, geraria um desemprego enorme. Ou seja, para ela, quanto menos inflação, mais desemprego.
Também atacou a proposta de controle dos gastos públicos, dizendo que isso também é tirar comida dos pobres, pois comprometeria os programas sociais.
Reeleita, a presidente prometeu diálogo com todos os setores, incluídos empresários, bancos e mercado. Acenou com mudanças na política econômica e confirmou que terá um novo ministro da Fazenda. Entre os nomes citados, que teriam sido até indicados por Lula, há nada menos que dois banqueiros, Henrique Meirelles e Luiz Trabuco.
Meirelles foi presidente mundial do Bank Boston, presidente do Banco Central nos oito anos de governo Lula, com uma gestão claramente ortodoxa e independente, e hoje dirige e participa de conselhos de grandes companhias privadas. É um quadro do capital.
Trabuco é simplesmente o presidente do Bradesco, o segundo maior banco privado nacional, um dos maiores da América Latina.
Nomear qualquer um deles seria para Dilma o dilema chinês: virar à direita, precisando então dar um sinal à esquerda militante que a carregou na campanha. Como nomear um banqueiro e/ou grande executivo privado depois de ter dito que um dos problemas do baixo crescimento do país estava na pouca disposição dos bancos privados de conceder empréstimos e das empresas de investir?
Nunca se pode menosprezar o marketing. Já tem gente dizendo, nos círculos governistas, que Trabuco, por exemplo, não é um banqueiro, mas um bancário — um simples funcionário que fez carreira dentro da instituição. Quem sabe ele tem uma carteirinha de filiado ao sindicato dos bancários?
Ou seja, o Bradesco, embora privado e com o capital em bolsa, seria uma espécie de banco do povão. Já o Itaú Unibanco, de “dona Neca”, assessora de Marina, seria o banco das elites.
Que tal? Passa? Temos alguma chance no marketing?
O problema é que seria preciso mostrar que o Bradesco age no mercado — emprestando, aplicando — pensando no povo, enquanto os outros bancos privados pensariam só em espoliar os clientes.
E aí não dá. O Bradesco age na praça exatamente como o Itaú e como qualquer outro banco privado. Igualzinho. Quer saber de lucro e de valorização de suas ações na Bolsa. Zela pelo seu dinheiro. Para isso Trabuco foi eleito presidente.
E, por falar nisso, Meirelles também caberia na categoria bancário. Afinal, ele entrou no Boston como trainee e lá foi subindo. Mas a esquerda petista nunca acreditou nisso. Passou o tempo do governo Lula tentando derrubar Meirelles. O próprio Mantega tentou mais de uma vez e quase conseguiu emplacar Luiz Gonzaga Belluzo na presidência do BC.
Tudo considerado, Dilma cai no dilema oposto: seguir na esquerda, manter as palavras da campanha, nomear um ministro da Fazenda desse lado, Mercadante, por exemplo, mas com um sinal à direita.
O que querem o mercado, os industriais, os comerciantes, os banqueiros, os investidores, os empresários do setor de serviços e da infraestrutura, mais boa parte da classe média que votou em Aécio? Querem menos inflação, menos juros e mais investimento privado, ou seja, mais crescimento.
Isso exige ajuste fiscal, ou seja, economia no Orçamento, superávit primário maior, gastos contidos. Essa austeridade é condição para segurar a inflação. Quanto maior a austeridade das contas públicas, menor a taxa de juros necessária para derrubar a inflação.
De todo modo, não há como escapar de juros altos por um tempo, mesmo porque muitos preços, represados, precisarão ser elevados (gasolina, diesel, energia elétrica, tarifas de transporte urbano etc.).
Em economia, confiança é essencial. As pessoas precisam acreditar que o governo fará o que diz que vai fazer.
Ora, um ministro da Fazenda vindo da esquerda, um novo Mantega, um Mantega mais esperto, conseguiria dar os sinais à direita?
Dilemas difíceis levam à paralisia. No caso da presidente Dilma, isso seria apenas trocar o ministro e manter tudo como está, dobrando aposta na “nova matriz”, essa de hoje, como disse na campanha.
Carlos Alberto Sardenberg é jornalista

Dias emocionantes e medidas impopulares - POR MANSUETO ALMEIDA

Ao longo da campanha eleitoral, os candidatos da oposição foram acusados pelo governo e por jornalistas sobre medidas econômicas ortodoxas e adoção de medidas impopulares – como aumento da taxa de juros e do superávit primário – para controlar a inflação.
Por dezenas de vezes, o senador Aécio Neves teve que responder a pergunta incomoda de jornalistas sobre o que significava “medidas necessárias” ou medidas impopulares” que ele supostamente falou em um jantar antes do inicio da campanha para empresários.
A oposição se defendia explicando que o combate à inflação teria efeitos temporários e o resultado depois disso seria a recuperação do emprego e de renda dos trabalhadores. Mas ministros do governo Dilma foram muito mais eficazes para propagar o medo do “ajuste recessivo”. Uma grande mentira.
O governo, por sua vez, usou e abusou da retórica defendendo um programa de combate a inflação que preservasse o emprego e a renda dos trabalhadores. Se este era o plano começou muito mal.
O governo, já na primeira semana após as eleição, aumentou a taxa de juros, fala de um rigoroso ajuste fiscal para 2015 que só será possível com um forte corte do investimento público e um violento aumento carga tributária, o que afetará o crescimento de 2015 com risco de provocar uma recessão se o ajuste for forte.
Como já havia destacado dezenas de vezes neste blog, o custo do ajuste com a oposição seria menor pela confiança que o mercado depositava em uma equipe econômica liderada por Armínio Fraga e com um presidente da República que não seria ministra da fazenda. Assim, o ajuste seria muito mais gradual. Mas este não é mais o caso.
O governo, para reconquistar a confiança do mercado, precisará mostrar antes de tudo medidas concretas e o tamanho do ajuste fiscal necessário para o próximo governo é o maior desde o Plano Real. O desafio ao longo dos próximos quatro anos é aumentar o esforço fiscal entre 3 a 4 pontos do PIB; uma conta que pode ser dividida entre corte de despesas e/ou aumento da carga tributária. O aumento de carga tributária em um país que já tem uma das maiores do mundo dado o nosso nível de desenvolvimento, vai desagradar aos eleitores que esperavam um  ajuste “heterodoxo”.
E se nos próximos quatro anos o governo não conseguir fazer esse ajuste ou fizer apenas metade do dever de casa? Neste caso, teremos um governo que crescerá em média 2% ao ano ou menos, inflação alta e dívida publica liquida e bruta crescendo e perderemos o grau de investimento. Tudo isso pode se agravar a depender das condições externas e da taxa de juros americana.
O governo novo de ideias novas começou sem ministro da fazenda, com os mesmos erros de comunicação e com o desafio de fazer um ajuste forte no início para recuperar a confiança do mercado. Não será nada fácil para um governo que prometia “um jeito diferente de combater a inflação” e, no final, fará muitas maldades contra o que prometeu ao longo da campanha eleitoral, quando insistia que a inflação estava controlada e que não havia necessidade de ajustes . Por enquanto, a única notícia positiva é que tudo isso já começou na semana do dia das bruxas; o Halloween é dia 31 de agosto.
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Um dos trogloditas da Venezuela encarregados de descer o sarrafo no povo está no Brasil e firma “acordos” com o MST, com a anuência de Dilma e de Carvalho, o que não gosta da imprensa livre. Ah, sim: o cara é o ministro dos “movimentos sociais” daquele país, como Carvalhinho…- POR REINALDO AZEVEDO



O jornalista Claudio Tognoli informa em seu blog blog que decidiu entrar no site doMinistério do Poder Popular para as Comunas da Venezuela, que é um dos aparelhos daquele país que organizam as milícias chavistas, aquelas que andaram matando estudantes e oposicionistas. E descobriu coisas interessantes.
Sabem quem está em visita oficial ao Brasil? Elías Jaua, que é um vice-presidente setorial (um cargo que existe por lá) do Desenvolvimento do Socialismo Territorial da Venezuela e titular do tal Ministério das Comunas. O governo bolivariano informa que, nesta terça, foi firmada uma série de acordos, em Guararema, entre o governo venezuelano e o MST nas áreas de treinamento e desenvolvimento da produtividade comunal. Vejam vídeo.
Segundo Jaua, os “acordos têm o objetivo de incrementar a troca de experiências e formação para fortalecer o que é fundamental numa revolução socialista, que é a formação da consciência e a organização do povo para defender suas conquistas e seguir avançando na construção de uma sociedade socialista.”
Ah, bom!!! Eu nem sabia que havia uma revolução socialista em curso no Brasil. Agora sei.
Deu para entender por que Gilberto Carvalho quer tanto os conselhos populares? Eis aí: depois de o chavismo — agora nas mãos de Nicolás Mauduro — ter conduzido a Venezuela ao caos, chegou a hora de “trocar experiências” com o Brasil. Imaginem vocês se um líder de alguma ditadura de direita andasse por aqui a firmar convênios com grupos organizados da sociedade. Seria uma gritaria danada! Eu mesmo seria o primeiro a protestar. Mas, como se trata de uma ditadura de esquerda, bem, nesse caso, pode.
Quando se aponta a má intenção do Decreto 8.243, de Dilma, que será sepultado pelo Congresso, é evidente que não se trata de um delírio paranoico de reacionários, como quer fazer crer o sr. Carvalho. Nada disso! Atenção! A área dos chamados “movimentos sociais”, na qual se insere o MST, é da competência do ministro, e o troglodita venezuelano que veio para cá fazer proselitismo e acordos com o movimento certamente não está no país sem o seu estímulo e a concordância do governo Dilma.
Assim, o MST, um movimento fartamente financiado com dinheiro público, firma convênios obscuros — o que a Venezuela tem a lhe ensinar? — com um governo que mata seu próprio povo na rua. Vai ver os gloriosos seguidores de Stedile querem saber como é viver num país em que se racionam a comida e o papel higiênico.
É… faz sentido! Como entra menos, sai menos. Menos rango, menos consumo de papel. É uma piada!
A presença deste senhor no Brasil é a prova da falta de inocência do decreto do senhora Dilma Rousseff. Vai ser enterrado pelo Congresso. E, do modo como ela o quer, será enterrado quantas vezes for apresentado.
A Venezuela não é e não será aqui, represidenta!
Por Reinaldo Azevedo