sábado, 23 de agosto de 2014

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Conselho de Ética aprova cassação de André Vargas

Relatório de Júlio Delgado (PSB-MG) foi aprovado por onze a zero. Caso depende da palavra final do plenário da Câmara

Gabriel Castro, de Brasília
Deputado André Vargas (sem partido)
Deputado André Vargas (sem partido) (Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por onze votos a zero, o parecer que pede a cassação do deputado André Vargas (PT PR). A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira. O petista foi flagrado pela Polícia Federal em conversas com o doleiro Alberto Youssef,  operador de um esquema bilionário de lavagem de dinheiro desbaratado pela Operação Lava Jato.
Agora, o caso segue para o plenário da Câmara, onde o processo de cassação será analisado com voto aberto. Antes disso, a defesa de Vargas pode recorrer à Comissão de Constituição e Justiça para apontar alguma falha regimental ou constitucional no processo. O prazo é de cinco dias úteis a partir desta quinta. Mas é improvável que os defensores de Vargas tenham sucesso.
Um dos principais defensores dos condenados no julgamento do mensalão, o deputado começou a cair em desgraça após a revelação de que ele e sua família utilizaram um jatinho de Youssef para passar as férias de fim de ano em João Pessoa (PB). Na sequência, a situação de Vargas se agravou após reportagem de VEJA revelar novos detalhes de sua ligação com o doleiro, preso por comandar um esquema de lavagem de dinheiro. Youssef, a quem Vargas chamava de “irmão”, mantinha contato constante com o congressista: segundo as investigações da PF, os dois trabalhavam para enriquecer juntos fraudando contratos com o governo federal. Mensagens de celular interceptadas pela Polícia Federal evidenciaram que Vargas exercia seu poder para cobrar compromissos de Youssef.
A contadora de Youssef, Meire Poza, confirmou a VEJA que André Vargas era beneficiado pelo esquema comandado pelo doleiro. "Youssef e André Vargas tinham uma relação íntima. A primeira concretização disso era o contrato firmado no Ministério da Saúde e já estavam caminhando para haver uma relação com a Funcef, o fundo dos economiários da Caixa Econômica", diz Delgado.
Nenhum parlamentar do PT compareceu à reunião desta quarta. "Tivemos doze deputados que vieram mostrar a cara e aparecer e uns tantos que preferiram se esconder nos gabinetes", disse o relator após a votação. 

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