quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

LEIAM: DO BLOG DO HADRIEL


Lula e a comparação com Lincoln!

Ninefingers (Lula, o nove-dedos!) voltou a atacar e desta vez ousou se comparar ao ex-presidente americano Abraham Lincoln, que governou os EUA na época da Guerra de Secessão. É muita ousadia de Lula. O cara que foi endeusado com títulos honoris causa sem sequer ser genuinamente alfabetizado se disse perseguido pela imprensa, tal qual Lincoln. Mas talvez eles possuam algumas semelhanças e diferenças:

- Ambos compraram votos para aprovar emendas;
- Os dois aparelharam o governo e conseguiram suas ''boquinhas'' para seus aliados;
- Ambos vieram de origem humilde;
- Lincoln, após ser lenhador, tornou-se advogado; Lula, em 95% dos casos mostrou-se equivocado;
- Lincoln sempre ''soube'', Lula diz não saber de nada;
- O filho de Lincoln foi para a guerra; o de Lula trocou a portaria do zoológico pelas altas cifras da Telemar;
- Lincoln ''consumia'' livros; Lula cochila ao pegar um (palavras do próprio!);
- Lincoln libertou escravos; Lula tornou pelegos os jornalistas;
- Lincoln (Partido Republicano) era um destemido democrata; Lula é um petista, e por aí vai. 

Pessoalmente, acredito que Lula parece-se mais com o ex-presidente Ulisses Grant, em cujo governo a corrupção campeiou e lhe custou até um processo de impeachment. Ou talvez James Buchanan, um político pipoqueiro e omisso, que tomara decisões erradas em demasia em detrimento de algumas poucas certas. Também serve o plantador de amendoim da Geórgia, o bajulador de ditadores Jimmy Carter, um homem fraco e mal-intencionado.  

FHC, dia desses, disse que o Lula tem algum tipo de distúrbio psíquico que o leva a agir de forma psicótica em determinados momentos, apresentando traumas e distúrbios de ego, bem como manias de perseguição. Daí ele parecer um disco arranhado ao demonizar os governos tucanos e inflar os seus parcos feitos. Fui pesquisar o que é psicose. Eis a definição acadêmica:


Psicose é um quadro psicopatológico clássico, reconhecido pela psiquiatria, pela psicologia clínica e pela psicanálise como um estado psíquico no qual se verifica certa “perda de contato com a realidade”. Nos períodos de crises mais intensas podem ocorrer (variando de caso a caso) alucinações ou delírios, desorganização psíquica que inclua pensamento desorganizado e/ou paranóide, acentuada inquietude psicomotora, sensações de angústia intensa e opressão, e insônia severa. Tal é frequentemente acompanhado por uma falta de “crítica” ou de “insight” que se traduz numa incapacidade de reconhecer o carácter estranho ou bizarro do comportamento. 

Perceberam alguém que se encaixa perfeitamente nesta definição? Sutil!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

LULA INTIMIDA PSB



Precipitação do embate eleitoral também serve para Lula intimidar o PSB

Ao topar fazer desde já o embate eleitoral, o PSDB colabora também para que Lula fique livre para chantagear a base aliada — ele aposta tudo, insista-se, numa Fla X Flu com os tucanos. Vejam o caso de Eduardo Campos, governador de Pernambuco (PSB).
Ciro Gomes (leia post de ontem) voltou a atirar para todo lado. Insistiu que Campos não tem condições de se candidatar à Presidência porque, afirmou, não tem propostas. Ciro vai ficar com Dilma mesmo, aquela que terá o PMDB como vice — partido que ele define como “ajuntamento de assaltantes”. Muito bem!
Nesta terça, o ex-governador do Ceará foi um pouquinho mais longe: “Como alguém quer ser presidente da República sem percorrer o País, expondo suas ideias, mostrando os erros e o que pode ser feito. Se o cara é candidato contra a reeleição da Dilma, então tem que sair do governo. Sou um velho que se mantém preso às suas crenças na lealdade, coerência, e na decência”.
Sim, eu mesmo já perguntei aqui com que discurso se apresenta para a disputa quem estava com o governo até anteontem. Mas eu não sou do PSB, certo? Ciro é. É evidente que está a serviço de Lula e força a barra para que o governador de Pernambuco saia da zona de prospecção para a da decisão: se quer ser candidato, que diga desde já e entregue os cargos. Entrará na mira da máquina petista. Se não renuncia à sua parte no latifúndio, então que salte fora. Quanto antes se decidirem essas coisas, tanto melhor para Dilma.
Outro ponto de vistaConsta que Dirceu também é crítico da antecipação porque acha que ela dá visibilidade a Aécio Neves, que não a teria de outro modo, ficando, por ora, restrito a Minas. Nesse particular, então, Dirceu e parte do tucanato concordam. Eu tenho certos problemas com o tal critério da “visibilidade”. Se ela vem acompanhada, por exemplo, da desqualificação, coisa em que o petismo é especialista, pode haver mais prejuízo do que lucro.
Uma coisa é certa: a candidatura de Campos pode ser a condição para que exista ao menos um segundo turno em 2014. Fazer esse debate agora colabora para que ele não seja candidato. A quem interessa?
Por Reinaldo Azevedo

PT CERCA O PSB



Três dias depois de Ciro Gomes ter atacado Eduardo Campos, Dilma recebe Cid, o irmão, no Palácio

Em estratégia articulada com seu padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff começa a atuar para minar as pretensões do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, de se tornar seu possível adversário em 2014. Em meio a confrontos explícitos de duas alas do PSB, Dilma recebe hoje o governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), no Planalto.
O encontro ocorre quarenta e oito horas depois das declarações do ex-ministro Ciro Gomes, que é irmão de Cid e criticou Campos (PSB), dizendo não ver nele um político preparado para comandar o Brasil. Lula também vai se reunir com Cid, na quinta-feira, em Fortaleza. Quer o apoio do governador para a reeleição de Dilma.
“Eduardo Campos, Aécio e Marina não têm nenhuma proposta, nenhuma visão”, afirmou o polêmico Ciro Gomes à rádio “Verdes Mares” no sábado, desqualificando também o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a ex-ministra Marina Silva (Rede Sustentabilidade), outros potenciais adversários de Dilma.
Apesar de muito irritado, Campos preferiu não polemizar com o correligionário. “Discordo da opinião dele e essa não é a opinião do partido”, reagiu o presidente do PSB ontem, depois de fazer palestra na abertura de seminário promovido pela revista Carta Capital, no Recife, com o tema “Nordeste: como enfrentar as dores do crescimento”.
“Isso não é nenhuma novidade. Ele (Ciro) vem falando isso, só que desta vez falou em relação a Dilma, a Aécio, a Marina, a todos”, desconversou Eduardo Campos. O vice-presidente do PSB, Roberto Amaral, lamentou o que definiu como “opinião desinformada” de Ciro sobre Eduardo Campos.
Indagado se o caminho de Ciro será a saída do PSB, Campos observou que o partido é democrático e as pessoas têm o direito de ter suas opiniões. “Mas o debate sobre o que o partido vai fazer ou deixar de fazer deve ser travado no momento certo, nas instâncias certas”, ponderou.
Apesar de a cúpula do PSB classificar a crítica de Ciro como “voz isolada no partido”, há uma ala da legenda dominada pelos irmãos Gomes. Nesse cenário, a ação de Lula e Dilma dá força política a Cid e Ciro justamente no momento em que Eduardo Campos começa a se movimentar para a sucessão de 2014.
O jogo, porém, não é tão simples assim. Dois ministros ouvidos pelo Estado consideraram arriscada a estratégia de prestigiar os irmãos Gomes como contraponto ao governador de Pernambuco e disseram que Lula e a presidente vão agir “no fio da navalha” para não melindrar nenhum dos lados do PSB, que integra a base aliada.
(…) 
Por Reinaldo Azevedo

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

EU NÃO DISSE?


Nos poucos comentários que fiz sobre a busca de ascensão do nome de Eduardo Campos na esfera nacional, apontei o papel de Ciro Gomes como uma carta , e pesada, nas mãos de Lula e da turma do PT contra as pretensões de Eduardo. Mais cedo do que pensava, Ciro, agora completamente subserviente ao PT,  diz que nenhum dos candidatos que por ora se apresentam, tem algum projeto para o Brasil. Só Dilma e os petelhos.
Agora o PT e Lula vão jogar pesado contra a candidatura de Eduardo. Se o mesmo se lançar candidato, aí vem chumbo grosso. O caso dos precatórios certamente vai voltar, depende da posição de Eduardo, em ser candidatando ou não. Existe um relatório do Banco Central, condenando enfática e decisivamente a operação. Não vão usar nas eleições? Ciro é apenas uma parte do projeto contra Eduardo dentro do PSB. É. Ciro é isso aí, Não passa de um coronelzinho do Ceará, e virou pau mandado de Lula e do PT. Fraquinho o rapaz, não? Mas é dessa gente que o PT mais gosta. De joelhos. Acho que fui um dos poucos a alertar para o assunto. Taí mais um furo do blog do Rafael. No caso, um furo de análise. Lógica e límpida.

FHC, enfim, rebate críticas petistas em vídeo. Acorda tucanada! Defendam o seu legado! - BLOG DE HADRIEL FERREIRA



FERNANDO HENRIQUE - PT USURPOU PROJETO TUCANO


25/02/2013
 às 22:30

FHC: Dilma é “ingrata”, e PT “usurpou” projeto tucano

Leiam o que vai na VEJA.com. Ainda voltarei a este tema, claro.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff é “ingrata” e que o PT “usurpou” o projeto tucano de governo. A declaração é uma resposta à recente afirmação de Dilma de que o governo petista, iniciado com Luiz Inácio Lula da Silva, “não herdou nada” da gestão tucana. “O que a gente pode fazer quando a pessoa é ingrata? Nada. Cospe no prato em que comeu”, disse Fernando Henrique, ao ser questionado sobre o discurso de Dilma, feito no palanque montado para celebrar dez anos da chegada do PT ao Planalto.
O ex-presidente afirmou que o PT “usurpou” o projeto tucano que começou a ser implantado em seus mandatos. “O que aconteceu no Brasil foi usurpação de projeto. Só que como ele é usurpado, não se faz direito. Vai e vem, recua. Não tem coragem de dizer que vai privatizar”, disse o tucano. “Eles [os petistas] tinham duas grandes metas. Uma ligada ao socialismo e outra à ética. De socialismo nunca mais ninguém falou. E ética, meu Deus, não sou eu quem vai falar a respeito do que está acontecendo no Brasil”, completou.
As declarações foram feitas em um evento promovido pelo PSDB mineiro, em Belo Horizonte. Intitulado “Minas Pensa o Brasil”, o evento é considerado o lançamento da candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à Presidência em 2014. Ao lado do parlamentar, FHC afirmou que “não é necessário” lançar a candidatura, mas adiantou que ela está sendo “construída”. “Quanto ao que penso do senador Aécio, é conhecido”, disse o ex-presidente, que em dezembro já havia defendido o nome do mineiro para a corrida presidencial.
Na semana passada, FHC já havia chamado de picuinha e “coisa de criança” as críticas que o PT havia feito ao seu antigo governo – desta vez por meio de uma cartilha que compara os últimos dez anos de Lula e Dilma Rousseff à frente da Presidência com a gestão tucana (1995 e 2002).
Candidatura – Aécio Neves evitou falar sobre a própria candidatura, mas respondeu bem humorado sobre as declarações de Ciro Gomes, de que o mineiro e os demais possíveis candidatos à eleição presidencial de 2014 “não têm nenhuma proposta para o Brasil”. “Ciro tem seu estilo e obviamente não vou polemizar com ele. Estou até com saudade das boas conversas que nós tínhamos no passado”, disse Aécio. “Se tiver oportunidade, vou convidá-lo para uma conversa. Talvez ele se surpreenda com o conjunto de boas ideias que temos para o Brasil, como tínhamos no passado”, completou.
O senador também preferiu não se estender sobre a possibilidade de o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas reabrir investigação sobre repasses de recursos durante sua gestão no Executivo mineiro à Rádio Arco Íris, que tem como sócios o próprio Aécio e sua irmã Andrea Neves. O caso deve ser decidido nesta terça-feira pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “Não sou a melhor pessoa para falar dessa questão. Conheço muito pouco disso. Mas acho que as explicações já foram dadas”, resumiu.
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

ARMANDO COMEÇA BEM: MAS É SÓ O COMEÇO

Nunca tive dúvidas de que o povo escolheu o melhor para Caetés. Um homem comedido, moderado, que ouve, antes de mais nada, e que está mostrando que, dentro do espectro político do município e da região, depois de anos de abandono e obscurantismo, foi a melhor escolha. Colocou uma equipe , dentro de uma perspectiva, não só política, mas sobretudo técnica. O prefeito além da competência, gosta do que faz, ou seja, tem vontade política, sem a qual nada se faz. O vi no meio da rua, sentado na nova ambulância recém adquirida do SAMU, junto ao governo do estado. Parecia um menino ao ganhar um presente, no caso, feliz por arranjar benefícios para o município.   Ainda vem vários ônibus, inclusive um novinho em folha, para levar doentes ou pessoas necessitadas em tratamento médico ao Recife. Lá tem uma casa acolhedora para os pacientes ou acompanhantes, com um veículo à disposição para a locomoção na capital. Antes era um ônibus velho caindo aos pedaços. Sim, e ainda tem uma casa em Caetés, para receber as pessoas da zona rural. Alunos não vão andar mais de paus de arara, como nós vinhamos denunciando há anos. Além disso, vários outros veículos estão sendo adquiridos para refazer a sucateada frota de veículos que foi encontrada.
Na educação temos uma equipe realmente comprometida com a seriedade, com a utilização de critérios mínimos na contratação de inúmeros professores. Daqui para o ano que vem vai ter concurso, pois a população precisa de um pouco de tempo sobretudo para estudar. 
As escolas apesar de estarem sucateadas, vão ser consertadas, e seus materiais repostos. A capacitação dos professores foi um sucesso, fazendo crer que, apesar de ter pego uma secretaria completamente desarrumada, com vontade política e competência técnica, as coisas avançam.
Na agricultura o secretário tem fama e é trabalhador. Conseguiu cadastrar o máximo de pessoas no seguro safra,  adquiriu muitas cisternas e está priorizando a construção de açudes como prevenção de futuras secas. Aliás, esta vai ser uma constante no município. A seca não vai ser tratada só em períodos de longa estiagem. Será antes pelo contrário: Tema de preocupação constante, de uma administração que pense prioritariamente no homem do campo, sobretudo os trabalhadores rurais. Afinal, uma das saídas econômicas das pequenas propriedades, seria trabalhar majoritariamente com produtos orgânicos, dando ênfase a multiplicidade de culturas, assim como: Doces artesanais, laticínios, produtos de mandioca, mais especialmente da fécula, criação de pequenos animais, como ovinos, caprinos, galináceos, etc.
Quando digo que é só o começo, é isso aí. A oposição, tão necessária, deve se basear no futuro, nunca no passado. Este, o povo já rejeitou nas urnas, e agora, com os avanços da administração, vão ver quanto se perdeu com anos de obscurantismo. Agora, depois de um longo inverno, as verdadeiras forças progressistas  da cidade comandam o processo. Oxalá que tudo dê certo, como ademais está dando, pois o povo do município merece SEMPRE MAIS. Afinal estamos só no começo. 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

MERVAL PEREIRA


MERVAL PEREIRA24.02.2013 10h49m
Estas tendências, entre outras, segundo ele, são desindustrialização; reprimarização das exportações; maior dependência tecnológica; desnacionalização; perda de competitividade internacional; crescente vulnerabilidade externa estrutural; maior concentração de capital e política econômica marcada pela dominação financeira.

Até mesmo no campo social o professor da UFRJ vê ilusão onde o governo vende “conquistas notáveis”. Para ele, as políticas distributivas não atingem a estrutura de concentração de riqueza e não alteram a distribuição funcional da renda (salários versus juros, lucros e aluguéis). No que se refere ao desenvolvimento social, tomando o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) como referência, Gonçalves constata “a total ausência de ganhos do país relativamente ao resto do mundo”.

O Brasil Negativado também aparece em outro importante indicador de desempenho econômico, a inflação. Durante os governos petistas a taxa média de inflação é 6,1% (preços ao consumidor). Segundo o estudo, a taxa de inflação no Brasil é maior do que média mundial em 6 anos e maior do que a mediana mundial em 9 anos.

A melhora na distribuição de renda, na visão de Gonçalves, não é vigorosa ou sustentável em decorrência da própria natureza do modelo de desenvolvimento, que envolve trajetória de desempenho fraco e instável. Ele alega que os indicadores capturam fundamentalmente os rendimentos do trabalho e os benefícios da política social, e a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios (PNAD), que serve de base para o cálculo dos indicadores de desigualdade, subestima os rendimentos do capital (juros, lucros e aluguéis).

Segundo o estudo, a distribuição da riqueza, muito provavelmente, não se alterou tendo em vista a vigência de elevadas taxas de juros reais no governo Lula, o reduzido crescimento do salário médio real, a concentração de capital e a ausência de medidas que inibam práticas comerciais restritivas (abuso do poder econômico) das grandes empresas.

Também como exemplo de concentração de capital e de riqueza, Gonçalves ressalta que no início do século XXI o valor dos ativos totais dos 50 maiores bancos era igual aos ativos totais das 500 maiores empresas; em 2011 os ativos dos 50 maiores bancos eram 78% mais elevados do que os ativos das 500 maiores empresas.

A base de dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com coeficientes de Gini (que mede a desigualdade) num painel de 110 países mostra que, apesar de haver queda da desigualdade na América Latina na primeira década do século XXI, os países da região continuam com os mais elevados indicadores de desigualdade de renda no mundo.

Em meados desta década, lembra Reinaldo Gonçalves, 4 entre os 5 países com maior desigualdade estão na região (Colômbia, Bolívia, Honduras e Brasil). No conjunto dos 10 países mais desiguais, há 8 países latino-americanos. Segundo o levantamento, o Brasil experimentou melhora marginal na sua posição no ranking mundial dos países com maior grau de desigualdade entre meados da última década do século XX e meados da primeira década do século XXI, saiu da 4ª posição no ranking mundial dos mais desiguais para a 5ª posição.

Gonçalves ressalta que os avanços que ocorrem no Brasil não implicam ganhos em relação ao resto do mundo durante os governos petistas. Ele toma como exemplo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do PNUD. Embora ao longo do período 2000-11 o IDH do Brasil tenha aumentado de 0,665 em 2000 para 0,718 em 2011, este mesmo fenômeno ocorreu com a maioria dos países. Em consequência, destaca Gonçalves, não há mudanças nas diferenças entre o IDH do Brasil, que se manteve praticamente estável (70ª posição) durante os governos petistas, e a média dos IDHs dos outros países.

CUBA NA BBC


 se preparar para a saída de cena dos irmãos Castro

Atualizado em  24 de fevereiro, 2013 - 13:11 (Brasília) 16:11 GMT
Moradores de Havana. BBC
Cubanos já têm liberdade para pequenos negócios, mas o ritmo de mudanças é lento.
A não ser que algo extraordinário aconteça, Raúl Castro será reeleito neste domingo como presidente de Cuba. Mas ventos de mudança podem estar a caminho do único bastião comunista das Américas.
Eleito em 2008 para substituir o irmão Fidel Castro como presidente após quatro décadas, Raúl defende a limitação do mandato das autoridades cubanas a dois termos. Se cumprir o que diz acreditar, hoje deve ser o início do fim de sua estadia no poder.
À medida que a velha guarda cubana se prepara para deixar o poder, os antigos revolucionários trabalham para garantir a sobrevivência do regime no futuro.
E isso significa encontrar um sucessor para Raúl Castro.
Até o momento, no entanto, o regime não tem dado muitas pistas. A prioridade é tocar as reformas que têm como objetivo reverter a ineficiência da economia fortemente controlada pelo Estado cubano.

‘Muita pressão’

Café privado em Cuba.
Este café privado em Cuba mostra a abertura do regime econômico da ilha comunista
O resultado mais óbvio das reformas tem sido a explosão de pequenos negócios, de manicures a jardinagem por hora. Tais atividades foram legalizadas na tentativa do governo de diminuir o peso da folha de pagamento estatal.
“Eu ganhava 400 pesos por mês (R$ 32). Agora consigo ganhar o tanto quando meu trabalho render”, diz Eduardo García, que tem uma oficina de consertos de TVs e rádios.
Uma das TVs de tela plana que espera conserto na oficina vale cerca de R$ 4.000, um bom indicativo das mudanças em curso na ilha.
Assim como outros meio milhão de trabalhadores autônomos, García não tem só o que comemorar.
“É como se tivessem desatado nossas mãos, mas não os nossos pés. Estamos trabalhando sob muita pressão”, diz. Ele reclama que o monopólio estatal sobre produtos importados e a falta de um mercado de peças dificulta muito seu trabalho.
“Mas por 54 anos ninguém pensou que isso pudesse vir a ser possível”, diz. “É como uma máquina, lenta no início. Mas espero que as coisas melhorem”, diz.
Como lidar com as grandes estatais que ainda dominam a economia cubana é o próximo desafio do novo governo a ser formado a partir deste domingo.
O mais novo experimento do governo Castro será dar maior autonomia às empresas, para impulsionar a eficiência. Outra medida deve limitar o número de cooperativas, com exceção da agricultura.
Uma citação de Raúl Castro que circula por Havana dá o tom das mudanças.
“A batalha da economia é hoje, mais do que nunca, nossa principal tarefa”.

Tarefa árdua

Raúl Castro
Raúl Castro substituiu o irmão Fidel e defende o limite de tempo para as lideranças cubanas
“Trata-se de uma batalha e o futuro de Cuba depende dos resultados”, afirma o economista Jan Triana, ao dizer que cinco décadas após a revolução Cuba está “reinventado o socialismo”.
“Ganhamos a principal batalha em 1990, quando a União Soviética desapareceu e Cuba ficou sozinha no mundo. Foi difícil, mas estamos vivos”, diz.
Mas à medida que os novos deputados tomem seus assentos no Parlamento e os novos líderes de Cuba sejam indicados, a preocupação será a árdua tarefa que ainda existe pela frente.
Sob a presidência de Hugo Chávez, a Venezuela se tornou o principal aliado de Cuba, fornecendo quase todo o combustível que a ilha precisa a preços subsidiados.
Chávez voltou a Caracas esta semana, depois de meses tratando de um câncer em Havana. Mas ele continua doente e não se sabe como será a relação entre os dois países caso Chávez saia de cena.
“Venezuela é uma peça importante no tabuleiro”, diz Paul Hare, ex-embaixador britânico em Havana.
“O que acontecer em Caracas vai determinar o quão rápido pode ser a abertura da economia em Cuba, se haverá a adoção de uma solução ao estilo chinês, caso a Venezuela corte os subsídios aos combustíveis. Daí a urgência das reformas”, diz.
Ainda assim, o passo continua lento. “Sem pausa, mas sem precipitação”, já disse Raúl Castro.

‘Ganho importante’

Miguel-Díaz Canel. AFP
Miguel-Díaz Canel é apontado como um dos eventuais sucessores dos irmãos Castro em Cuba
O objetido do sistema é ajustar-se sem ruir. Mas a relação entre o estado e os cidadãos já está mudando.
“Todas essas medidas que fazem os cidadãos economicamente independentes do estado estão criando um sentimento de liberdade nas pessoas”, diz o escritor e ensaista Leonardo Padura.
“É um ganho importante para a sociedade cubana”, diz.
A introdução de um imposto de renda é um claro sinal dessas mudanças, à medida que o estado mais e mais depende do imposto recolhido entre os cubanos.
“Eles (autônomos) são o elemento dinâmico da sociedade cubana. Creio que a abertura em Cuba não virá pelas organizações políticas, para pela quebra das barreiras levada a cabo pelos trabalhadores autônomos”, diz o ex-embaixador britânico, Paul Hare.
As mudanças econômicas, no entanto, não têm sido acompanhadas de reformas políticas. Nas eleições deste domingo, 612 candidatos concorrem a 612 cadeiras no Parlamento.
Um deles é o líder Fidel Castro, de 86 anos. Pela primeira vez ele apareceu no meio do público desde que se afastou do cargo em 2006, ao ir votar em Havana há algumas semanas.
Sete anos após a aposentadora de Fidel, ainda não há sinais claros de quem deve substituir seu irmão Raúl.
A escolha do número dois do regime, o primeiro-vice-presidente pode dar alguma pista. O posto até agora tem sido ocupado por outro revolucionário octogenário.
Uma das apostas é Miguel Díaz-Canel, 53 anos, membro do Politburo que cada vez aparece ao lado de Raúl Castro em eventos oficiais.
Mas pouco se sabe sobre o que acontece nos bastidores do regime cubano. À medida que a ilha entra em etapa decisiva de futuro político, a principal questão dos cubanos ainda permanece sem resposta

LEIAM : AUGUSTO NUNES


24/02/2013
 às 13:18 \ O País quer Saber

À espera da punição

PUBLICADO NA EDIÇÃO IMPRESSA DE VEJA
DANIEL PEREIRA E HUGO MARQUES
Os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski atuaram em trincheiras opostas no julgamento dos principais pontos do  processo do mensalão, numa dicotomia que transcendeu — e muito — o contraponto esperado entre o relator e o revisor. Barbosa  acolheu a tese da acusação e afirmou que o PT montou, no primeiro mandato do ex-presidente Lula, um esquema de compra de votos  no Congresso custeado com recursos desviados dos cofres públicos. Já Lewandowski, ecoando a defesa, alegou que essa denúncia não  foi comprovada nos autos. Barbosa condenou à cadeia a antiga cúpula petista, enquanto Lewandowski votou pela absolvição de José Dirceu e José Genoino, ex-presidentes do partido. Barbosa também defendeu a cassação imediata dos deputados condenados, prevalecendo, como nos casos anteriores, à recomendação de Lewandowski para que a última palavra sobre a perda dos mandatos  fosse dada pela Câmara dos Deputados. Superada a parte principal do maior julgamento da história do Supremo Tribunal Federal (STF), o duelo se repete agora na definição do prazo para o cumprimento da sentença. Barbosa espera executá-la, o mais tardar, até julho. Lewandowski aposta em novembro ou dezembro.
Em 2012, o STF gastou 53 sessões plenárias e 138 dias para condenar 25 dos 38 réus do mensalão. Somadas, as penas chegam a quase  270 anos de prisão, e as multas, a 22 milhões de reais. Tais sanções só serão aplicadas depois de vencidas duas etapas derradeiras do processo. A primeira é a publicação do acórdão. A segunda, a análise dos recursos que serão apresentados pelos advogados de defesa.  Presidente do Supremo, Barbosa já pediu pelo menos duas vezes aos ministros que liberem rapidamente seus voto revisados, o que permitirá a divulgação do acórdão. Na semana passada, o pedido constou de um ofício encaminhado formalmente aos colegas. No  início do mês, Barbosa fez o mesmo apelo numa conversa informal entabulada pouco antes do início de uma sessão plenária. O prazo para a publicação do acórdão, segundo o regimento, acaba em 1º de abril, mas Barbosa quer ganhar tempo. Se dependesse só dele, o   texto seria publicado ainda neste mês. O problema é que apenas três ministros liberaram os votos: Cezar Peluso e Carlos Ayres Britto, já aposentados, e Gilmar Mendes. Luiz Fux, Celso de Mello e Marco Aurélio Mello prometem fazer o mesmo até meados de março. Os  outros ainda não se pronunciaram.
Depois de publicado o acórdão, os réus têm cinco dias para recorrer da decisão. Não há limite de tempo para o julgamento dos chamados embargos. Por isso, apesar de tais recursos raramente resultarem na extinção das penas impostas, o fim do processo  depende do empenho dos próprios ministros. Jogar com o tempo, prorrogando a tomada de decisões, foi uma estratégia urdida pelo  próprio Lula quando era travada a discussão sobre a data do início do julgamento do mensalão. O petista queria que o caso ficasse para  2013. Falou isso diretamente a ministros, mas não conseguiu convencer a maioria deles. O fato de o revisor prever o desfecho apenas  em novembro ou dezembro alimenta especulações nada edificantes.
Essa disputa pelo controle do andamento do processo interessa principalmente aos deputados condenados: José Genoino e João Paulo  Cunha, do PT, além de Valdemar Costa Neto (PR) e Pedro Henry (PP). Se prevalecer o prazo idealizado por Barbosa, eles poderão  perder os mandatos ainda neste ano. Caso o ritmo imaginado por Lewandowski se imponha, a cassação ficará, na melhor das hipóteses,  para o próximo ano. Como em 2014 haverá eleições gerais e os parlamentares praticamente não darão expediente em Brasília, na  Câmara há até quem aposte que os mensaleiros conseguirão concluir o mandato. É justamente isso que Barbosa quer evitar, sob pena  de desmoralizar a Justiça e tornar manca uma sentença histórica do STF

ARTIGO - REINALDO AZEVEDO

Blogs e Colunistas
24/02/2013
 às 9:58

Não é que eles amem tanto o comunismo… Eles amam mesmo é a ditadura!

Por que Yoani Sánchez, mulher de aparência frágil, fala doce e textos nada inflamados, provoca a fúria de alguns dinossauros da ideologia mundo afora, inclusive no Brasil? A resposta não é simples.  Ainda que as esquerdas contemporâneas tenham mudado a sua pauta, e já não se encontrem mais comunistas de verdade nem em Pequim (restaram alguns apenas nas universidades brasileiras), é certo que elas conservam o gene totalitário e o ódio à democracia e à pluralidade. Herdaram do passado uma concepção de sociedade que as coloca como a vanguarda da história.
Essa vanguarda seria a caudatária legítima de todas as lutas em favor do progresso, da igualdade e da justiça e, por isso, estaria habilitada a conduzir a humanidade para o futuro. Elas se consideram dotadas desse exclusivismo moral — e, em nome dele, tudo lhes seria permitido. Os que não aderem à sua pauta, pouco importa o conteúdo, seriam forças da reação, agentes do atraso, sabotadores do progresso. A história é rica em exemplos. A depender das necessidades, o comunismo internacional ora se alinhou com o nazi-fascismo “contra o imperialismo”, ora com o imperialismo “contra o nazi-fascismo”. Seus comandados defenderam com igual entusiasmo uma coisa e outra e, em ambas, vislumbraram o caminho para a redenção do homem. Afinal, os donos da história sempre sabem o que é melhor para a humanidade.
Esses grandes embates ficaram no passado. Desmoronou também a ambição de se criar um modelo econômico alternativo ao capitalismo. Setenta anos de história bastaram para evidenciar a impossibilidade, restando, a exemplo de Cuba, algumas experiências que vivem de esmagar as liberdades individuais e que se impõem pela violência. O capitalismo fatalmente chegará à ilha hoje tiranizada pelos irmãos Raúll e Fidel Castro não porque a história tenha acabado, e esse modelo de sociedade vencido. O capitalismo chegará justamente porque a história não acabou, e o estado comunista fracassou no seu intento de refundar o homem, a economia, a ciência, a natureza e até a metafísica. Não custa lembrar que as esquerdas é que eram partidárias do “fim da história”, não os liberais.
O comunismo fracassou. Curiosamente, aquele “império” ruiu mais com suspiros do que com estrondo, tais eram as suas fragilidades. Não foi o pouco de abertura econômica  proporcionada pela era Gorbachev que liquidou o modelo, mas o pouco de liberdade que ele resolveu inocular no sistema. O totalitarismo é uma doença anaeróbia do espírito. Não convive com o oxigênio da liberdade e do contraditório. Aquilo tudo foi abaixo. A existência de Cuba e da Coreia do Norte é a prova mais evidente de que o comunismo, como a humanidade o conheceu um dia, acabou. Mas as esquerdas sobreviveram com a sua mesma concepção de história.
A despeito de todos os desastres humanitários que já provocaram, continuam a reivindicar o monopólio do humanismo e da verdade e a vender a fantasia de que são as únicas forças moralmente habilitadas a nos conduzir para o futuro. Essa é a razão pela qual a noção de “crise” — entendida como um momento de transformação — é a que mais estimulou, ao longo do tempo, a imaginação dos historiadores e ensaístas de esquerda, a começar do pai original, Karl Marx. Eles julgam saber para onde conduzir a humanidade, ainda que esta, eventualmente, não queira…
Yoani provoca a fúria do governo cubano e dos esquerdistas que se manifestam sem restrições nas democracias (justamente porque o comunismo perdeu…) não porque defenda a economia de mercado — todo esquerdista sabe, hoje em dia, que não há alternativa; não porque esteja colocando em dúvida supostas “conquistas” da revolução — ela é até bastante cordata a respeito. Os furiosos protestam porque Yoani é a evidência de que o exercício da liberdade individual desconstrói a fantasia totalitária, pouco importa em que modelo econômico ela esteja ancorada. E isso vale também para o Brasil.
Vivemos, a despeito dos totalitários em voga, num regime de plenas liberdades democráticas. É uma conquista da população brasileira, não desta ou daquela forças políticas em particular. Não existe mais em nosso país um embate relevante entre os que defendem e os que atacam a economia de mercado. O mercado venceu porque é a escolha mais eficiente, mais racional e mais adequada às habilidades e às aspirações humanas. Mas permanece, sim, um confronto inconciliável entre os que acreditam nas liberdades individuais e os que entendem que estas devam se subordinar aos anseios daqueles que se apresentam ainda hoje como “a vanguarda”.
Aqueles patetas fantasiados de Che Guevara que hostilizaram Yoani, a absurda participação de um funcionário graduado do governo na conspirata armada pela embaixada cubana, as grosserias que contra ela desferiram parlamentares de esquerda, tudo isso é a evidência não de amor pelo comunismo, mas do ódio à liberdade. Com a sua simplicidade, com a sua verve mais tímida do que encantatória, com algumas formulações muitas vezes óbvias sobre o que é ser livre, Yoani não trouxe à luz apenas as violências do regime político cubano; ela conseguiu denunciar também as tentações totalitárias que ainda estão muito vivas no Brasil. Não é que essa gente que saiu urrando contra ela ainda acredite no comunismo. Mas é certo que essa gente ainda acredita na ditadura. Em Cuba ou aqui.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

ESQUERDA REACIONÁRIA E CONSERVADORA


As manifestações contra a blogueira cubana Yoani Sanchéz, está servindo para mostrar o caráter reacionário e conservador dessa turma. É preciso desconstruir a imagem de "progressistas" que tais grupos querem passar à população. Progressista quer dizer ser a favor do progresso, não só tecnológico, mas sobretudo em relação às instituições democráticas e sociais, sempre em processo de reconstrução. Onde ser progressista e apoiar ditaduras sanguinárias como Cuba e Coréia do Norte? O pior é que, a reação não veio só destas organizações ideologicamente , não só reacionárias, mas obsoletas. O pior foi o conluio do governo para tais palhaçadas, com um bando baderneiros, tentando impedir a FALA, essência do regime democrático, de uma simpática blogueira, exceção de uma ilha sem internet. Sabe-se que o governo, em conluio com agentes secretos cubanos, estes alguns privilegiados do regime , preparou tais manifestações. 
O pior foi o silêncio de entidades historicamente comprometidas com a democracia no país , como a OAB e a ABI, que não fizeram uma mínima carta de protesto, contra os truculentos stalinistas, ou castristas renitentes. Uma vergonha! Será que ser progressista é ser de esquerda? Ditadura de esquerda pode? 
Não só estas esquerdas, mas sobretudo as que estão no governo, não passam hoje, historicamente, de representações reacionárias e extremamente conservadoras. Assim vejamos: Qual a instituição ou partido ainda mantém uma identificação com a classe operária como a classe redentora, dentro de uma perspectiva de uma sociedade movida a luta de classes, rumo ao socialismo, quando a classe operária em si, hoje se constitui nas elites das classes trabalhadoras, que aliás estão definhando? O trabalho na indústria cada vez vai diminuindo, sobretudo pela revolução tecnológica da robotização. E a grande massa de trabalhadores tendem a se situar nos setores de serviços. Isto no mundo todo, sobretudo no mundo que conta, o desenvolvido. Em outras palavras, a classe trabalhadora não seguiu os comunistas, antes a social-democracia, e está paulatinamente se tornando minoria. Os parâmetros dessas gente é do século XIX, sem ofender os intelectuais iluministas deste século, como o genial e pobre Marx. Que nunca pensou que seu pensamento se tornasse dogma, para gente que quer porque quer, fazer retroceder a, digamos, "marcha da história". Se  é, claro, que a história tenha alguma direção.
Politicamente são reacionárias, não só por estes grupos, mas sobretudo do PT que está no governo, que apontam com projetos estúpidos, do ponto de vista democrático para controlar a mídia a e a imprensa, um dos pilares mais básicos da democracia, que é UM VALOR UNIVERSAL!
Do ponto de vista econômico, com uma visão do estado que remonta os anos trinta, mantendo em seus mais variados aspectos um estado corporativista em sua essência, um dos maiores entraves para o desenvolvimento das forças produtivas do país, que seria a implantação do capitalismo liberal como tal no país. Até o velho Marx ficaria arrepiado com o reacionarismo dessa turma. Em outras palavras, estes stalinistas mais radicais, dizem alto e bom som, o que os stalinistas do governo gostariam de dizer e não dizem. Progressistas nada, são os maiores reacionários do mundo contemporâneo. O Brasil ainda vai pagar, e já está pagando, muito caro por causa dessa turma. Vige Maria, livrai o nosso povo dessa gente!

OPINIÃO: LUCINHA PEIXOTO



Ainda a Yoani. Ela merece...



Dia de sábado nem venho sempre aqui. Fim de semana é o meu descanso do blog. Sei que meus leitores sofrem com isto, mas, entendem que também preciso recarregar as pilhas. No entanto, sem subir a serra e os netos ainda dormindo fui ao computador.

Entrei no Twitter muito tempo atrás, penso até antes do tempo que o Blog do Poeta ao invés de inventar concursos de mulheres guerreiras (graças a Deus parece que ele desistiu de “desomenagear” a Dida Tenório, colocando seu nome em tal asnice) apresentava uma jumentinha em pouses eróticas como chamariz do blog. E hoje recebi uma mensagem, nessa parte das redes sociais, de alguém que seguia há muito tempo: Yoani Sanchez.

Junto com esta mensagem havia um endereço de um vídeo no YouTube que segui e vi. Vejam também abaixo:


Voltando, eu pergunto: alguém que diz o que esta moça diz, merece ser escrava em seu país, ou, pelo menos passar o que ela passa? Ela merece ter a palavra cerceada por brucutus do PT e das esquerdas brasileiras?

Só ao saber que foi o PSDB que convidou a blogueira para o encontro acima já me deixa um pouco propensa a largar o que vejo como oferta para 2014 e começar a pensar outra vez em me tornar cada vez mais azul, apesar do Aécio. E não é só por isto. Vejam o que o ex-apedeuta-mor está fazendo com este país. Dentro de uma crise na economia que precisa de comando para sair dela, o cara lança uma campanha antecipada e a presidenta, com um único neurônio em alerta, aceita o jogo. O que fazer então?

A respeito da Yoani, ainda, li hoje em minha ronda madrugadora, um texto do Reinaldo Azevedo onde ele fala do silêncio sobre  este caso por parte da ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil). Eu, mais localmente, já achei uma excrescência nenhum blog de Bom Conselho (com as exceções de praxe) tocar no assunto. Mas fico no plano nacional pois a vergonha é maior. E termino esta postagem sabática (no meu caso quer dizer rara), com uma frase do citado blogueiro, em seu texto (“Silêncio vergonhosos”):

“Não se trata de superestimar o caso Yoani. A rigor, nem cumpre falar em assegurar a “pluralidade” porque mal se ouviu o que ela tinha a dizer. A questão é ainda anterior: trata-se de assegurar o direito à voz. Se esses vândalos fazem isso agora com uma visitante de um país estrangeiro, não tarda, e estarão fazendo também com os nacionais.”

Depois, caros colegas blogueiros, não digam que não foram avisados

LEIAM - O OUTRO LADO: MERVAL PEREIRA


MERVAL PEREIRA23.02.2013 09h29m

E se em vez de insistirmos na comparação entre os governos petistas e os do PSDB dos últimos 20 anos fizéssemos uma análise mais abrangente, com as comparações da performance brasileira nos últimos 10 anos com a própria performance dos governos ao longo da nossa história e, além disso, com as demais economias do mundo, inclusive dos países emergentes? O professor titular de Economia Internacional da UFRJ Reinaldo Gonçalves se propôs a se distanciar da polarização PT – PSDB para analisar a economia brasileira e os avanços sociais nos 10 anos de governos petistas, e encontrou um quadro bastante desolador, distante da propaganda oficial, a que deu o título “Brasil Negativado, Brasil Invertebrado: Legado de 2 governos do PT”.
A “negatividade” é informada por inúmeros indicadores de desempenho da economia brasileira que abarcam o país, o governo, as empresas e as famílias. O “invertebramento” envolve a estrutura econômica, o processo social, as relações políticas e os arranjos institucionais. Esta trajetória é marcada, segundo o professor Reinaldo Gonçalves, na dimensão econômica, por fraco desempenho; crescente vulnerabilidade externa estrutural; transformações estruturais que fragilizam e implicam volta ao passado; e ausência de mudanças ou de reformas que sejam eixos estruturantes do desenvolvimento de longo prazo.
Na avaliação do crescimento da renda durante os governos do PT, o professor Reinaldo Gonçalves classifica de “fraco desempenho pelo padrão histórico brasileiro e pelo atual padrão internacional”. A taxa secular de crescimento médio real do PIB brasileiro no período republicano é 4,5% e a taxa mediana é 4,7%. No governo Lula a taxa obtida é 4,0% enquanto as estimativas e projeções do FMI para o governo Dilma informam taxa de 2,8%.
O resultado é claramente negativo: no ranking dos presidentes do país, Lula está na 19ª posição e Dilma tem desempenho ainda pior (24ª posição), em um conjunto de 30 presidentes com mandatos superiores a um ano. Resultados que não são compensados pelo fato de o governo Fernando Henrique estar em 27 posição, com o crescimento médio de 2,3%.
O Brasil Negativado dos governos petistas também é evidente quando se observam os padrões atuais de desempenho da economia mundial, ressalta Gonçalves. Durante os governos petistas a taxa média anual de crescimento do PIB (considerando as estimativas e projeções do FMI para os 2 últimos anos do governo Dilma) é 3,6%. No período 2003-2014 a estimativa é que a economia mundial cresça à taxa média anual de 3,8%; no caso dos países em desenvolvimento esta taxa deverá ser de 6,4%.
Portanto, salienta Gonçalves, o Brasil Negativado é evidente quando se constata não somente estas diferenças como os dois outros fatos: em 6 dos 12 anos do período 2003-14 a taxa de crescimento da economia brasileira é menor do que a taxa média mundial; e, em todos os anos a taxa de crescimento do PIB brasileiro é menor do que a média dos países em desenvolvimento.
O Brasil Negativado também é evidente quando se compara o crescimento do PIB brasileiro durante os governos petistas com a média simples e a mediana das taxas de crescimento dos 186 países que são membros do FMI e que representam um painel muito representativo da economia mundial.
A taxa média durante dos governos Lula e Dilma (3,6%) é menor do que a média simples (4,6%) e a mediana (4,4%) das taxas de crescimento dos 186 países do painel. A taxa de crescimento econômico brasileiro é menor do que a média simples e a mediana da economia mundial em 10 e 7 anos dos 12 anos, respectivamente.
O fraco crescimento da economia brasileira durante os governos petistas está diretamente associado às baixas taxas de investimento, ressalta Gonçalves. A taxa média de investimento do Brasil no período 2003-14 é 18,8% enquanto a média e a mediana mundial (painel do FMI) são 23,9% e 22,5%, respectivamente. Em todos os anos de governo petista a taxa de investimento é menor do que a média e a mediana do mundo. No painel de 170 países o Brasil ocupa a 126ª posição, média para o período 2003-14. (Amanhã, o social