quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PSDB na TV.

O PSDB teve hoje os seus 10 minutos de propaganda na TV e o fez da melhor forma, principalmente por ter tido uma grande participação do FHC, sempre coerente, sensato, lúcido, desconcertante até. O partido tem de parar de se esconder, de temer o seu legado, de defender as conquistas que, essas sim, moldaram em muito o Brasil que emerge.
Nos dez minutos que assisti, metade explorou a figura do Fernando Henrique Cardoso, que respondeu a perguntas feitas por jovens em uma espécie de talk show. Na segunda parte, lideranças se revezaram em um balanço do desempenho do PSDB nas eleições do ano passado e do papel que o partido pretende ter como oposição ao governo da presidente Dilma Ducheff. A pior parte foi ver um Sérgio Guerra posando de bom moço, uma farsa, evidentemente. Já escrevi aqui que ele deve muitas explicações sobre as suas contribuições pífias ao partido.
FHC reconheceu os avanços socioeconômicos do País nos últimos anos, mas disse que Lula o decepcionou ao fazer uma gestão conservadora e complacente com a corrupção.
No programa, FHC admitiu que o PSDB, especificamente, precisa de uma "chacoalhada"( escrevi um modesto texto aqui no blog sobre isso também).
Disse que o PSDB foi fundado para renovar o Brasil e a política. "Mas precisamos estar mais próximos das pessoas, do povo, com menos pompa e coisas mais diretas", afirmou.Ele também falou em defesa do meio ambiente. "Precisa ter juízo, bom senso, não dá para crescer a qualquer custo, a qualquer preço. Isso é o passado, no período dos militares era assim, cresce, cresce, cresce, destrói, grandes obras, não se preocupa com nada. Isso não é mais saudável, o mundo hoje quer crescimento com respeito ao verde e nós precisamos e podemos fazer isso". O Prof. Faé sempre enfatiza isso.
Na segunda metade do programa, os destaques foram a participação do governador Geraldo Alckmin, de Duarte Nogueira, e do senador Álvaro Dias. Não gravaram declarações o senador Aécio Neves e o ex-governador José Serra.
Sem citar o nome de Lula nem o de Dilma, Sérgio Guerra ( cobra perigosa) relembrou que Serra obteve 44 milhões de votos nas eleições. "Parte expressiva da população não concorda em continuar tudo do jeito que está. Lutamos contra um adversário que abusou do poder econômico e zombou da Justiça Eleitoral" disse ele, nunca inspirando confiança.
Vamos esperar e ver!!

HADRIEL

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