sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

POLÍTICA E EDUCAÇÃO

Ótimo o artigo de Roberto Almeida sobre a politicagem na educação. Até as pedras sabem, quando se mistura política com educação, a educação sai sempre perdendo. A educação precisa de meritocracia, e institucionalização das relações de trabalho e da continuidade das ações pedagógicas que estão dando certo. Não sou um entusiasta das eleições para diretores. Seria melhor o velho concurso, com mandato determinado, renovável de acordo com o desempenho. Mas eleições diretas é sempre melhor do que o apadrinhamento político, claro. Este o retrocesso. Sempre fui radicalmente contra a influência da política na educação. Inclusive a ideologização esquerdista a quem são submetidos nossos alunos e professores. Querem ensinar aos alunos o sucesso do socialismo e o fracasso do capitalismo. Que os capitalistas e o capitalismo são obras do diabo, capitaneadas pelos EUA, o grande agente do mal mundial. O próprio Marx ficaria arrepiado com tais conceitos, muitas vezes ditos e repetidos em seu nome. Eduardo fala em governo meritocrático. Não é. É o velho coronelismo com tinturas modernosas, digamos. É como o PT, com marketing bonitinho, até modernoso, mas conservador da pior espécie. Da esquerda populista. É preciso desideologizar a educação. E já.



PROFESSOR



Na educação, há muito não se tem mais segredos. O professor tem que saber ensinar os conteúdos, os alunos a aprender. Desde o final do século XIX que a meritocracia é fundamental na escolha dos funcinários públicos, sobretudo os professores, na velha Europa. Por isso, dentre outros fatores, a universalização do ensino se deu pelo final do séculço XIX. Os EUA aí incluídos. E educação inclui disciplina rigorosa. Não tem essa história de aluno bagunçar em sala de aula, e mesmo desrespeitar os professores. Nem também professores querendo fazer média com alunos, tomando certas intimidades. Democracia é respeito, sobretudo às instituições democráticas. E se aprende também na escola. As lei são brandas com alunos malfeitores ou marginais. Devem ser punidos exemplarmente, e não com psicologia ou pedagogia de botequim. Se o aluno tiver problemas, que se encaminhe a um psicólogo. Se for doente mental, a um psiquiatra. Se for apenas delinquente, para o reformatório, ou para a cadeia. Querem que o pobre professor seja psicólogo, assietente social, e até psiquiatra. Quase ninguém fala disso, mas as escolas melhor avaliadas, são justamente aquelas que impõem a ordem, e o respeito à hierarquia. Nas escolas públicas, destacam-se as militares. Claro, também essas escolas têm um rigoroso processo seletivo. Mas criança , como todo mundo, gosta mesmo é de ordem, que traz segurança. O resto é farofa.



EDUCAÇÃO LÁ FORA



Na velha Europa, aluno não tem essa bola toda. Na França ainda recebem cocorotes e tapas na boca, para se comportarem. No Oriente, a velha tradição confuciana de respeito à ordem e hierarquia vem de milênios, no bojo da velha cultura chinesa.Transgrediu, dançou. Aqui, aluno respeitado é o chamado rebelde, na verdade, em sua maioria, o delinquante. Que são encarados sobretudo como vítimas sociais, coitadinhos... O aluno ordeiro, estudioso e bom de notas, é considerado muitas vezes como um babaca. Um pária da turma. E o professor tem que aguentar tudo, inclusive os tradicionais baixos salários. Aqui confunde-se democracia com falso liberalismo. Democracia na educação é escola de qualidade para todos. Com professores ensinando bem e os alunos ordeiramente aprendendo, priorizando os melhores, os que se destacam, claro, óbvio ululante. Não os vadios. Sim! Na alfabetização tem que voltar o método tradicional. Abaixo os construtivistas que enterraram o ensino básico. Viva a volta da boa e tradicional cartilha do ABC. E da taboada, por que não? Isto para começar.



GOVERNO DILMA



Será que vai existir mesmo um governo Dilma? Ou um terceiro mandato para Lula e o PT. Este governo promete, pela formulação do ministário, mais, digamos, esquerdista. Aí é que mora o perigo, pois essa gente não sabe o que é economia. Foram preparados para destruir, não para construir. Lula, sabido, preferiu adotar a velha e eficaz política conservadora, inclusive por via das dúvidas. Com Dilma, um salto no escuro. Ou no buraco. Lula quer gastar. Se continuar os gastos sem as reformas, vem a velha inflação. Se isso acontecer, adeus Lula e lulismo. Porém, quando a gente acha que algo vai dar errado, vai dar mesmo. Alguém duvida?



PERNAMBUCO



Até agora, nem Pernambuco nem o Nordeste emplacou um ministro. Pode ser que Fernando Bezerra Coelho, de passar pelo crivo ideológico petista poderá ser chamado. Falavam de Serra, mas o perfil do ministério será paulista, e petista. Os outros podem chorar, mesmo que lágrimas de crocodilo. Estou morrendo de pena dessa turma. Acho que vou chorar também.



NOVIDADE NO BLOG



Um novo e competente articulista da terra vai estrear neste maldito pelos petistas, blog. Estou negociando com a CIA e o MOSSAD, quanto pagaremos a ele. É uma surpresa, e logo vamos ler seus artigos com sua rara e jovial competência. Esperem, meia dúzia de leitores. Pensam que nossa terra só dá ignorantes e chaleiras dos perquenos poderosos de plantão? Veremos.

6 comentários:

  1. Acredito que muitas questões que você põe são bem pertinentes, claro que percebe-se um certo tom de desabafo no texto. Acho que, como tudo que se faz no Brasil, a educação é levada nas coxas. Não é um problema só do Brasil, nos EUA o professor também esta sendo destratado e desrespeitado. O papel do professor é ensinar, a escola deveria ter profissionais capacitados para tratar com a indisciplina, acredito que desde psicólogos, fiscais até mesmo policiais. Não se deve aceitar violência ou desrespeito seja por parte de alunos seja por parte de professores. O nível de tolerância deveria ser baixo. A disciplina foi deixada de lado por uma exacerbação das teorias que você citou. Não podemos também ser 8 ou 80. As teorias libertárias, igualitárias e mesmo as modernas teorias da educação ajudaram em muito o seu desenvolvimento. O problema foi o exagero, talvez fruto de uma época de contestação que já acabou a uns 30 anos. Mas agora, não podemos voltar ao período anterior a essa revolução e sim achar o meio termo.

    ResponderExcluir
  2. Caro Alberto, gostei muito da sua postagem. Certamente o melhor para tudo é sempre procurarmos o equilibriu, como você diz o meio termo.Porém, na educação, certas mudanças devem ser radicais e urgentes. Continuaremos, se Deus quizer discutir novamente este assunto, que é junto com a violência um dos mais importantes do Brasil contemporâneo.

    ResponderExcluir
  3. No Brasil segue-se um monte de tendências pedagógicas que na verdade desnorteia todo o processo de ensino-aprendizagem, pois a aplicabilidade não funciona.Os alunos precisam de recrutamento. Aprenderem a respeitar professores e funcionários das escolas, além de conhecer as letras. Esta que no modo tradicional apresenta melhores resultados. Tem casos mesmo que só a policia resolve e olhe lá! Sou jovem e sempre respeitei meus professores, não alcancei a palmatória, mas aprendi tradicionalmente e isso creio que me ajuda até hoje. Todos temos que ter limites ou a desordem impera! Se mudassem esses conceitos os índices educacionais teriam uma melhora surpreendente e o professor voltaria a ter tranquilidade para lidar com os que realmente querem informação e conhecimento. Confundem liberdade com libertinagem, essa é a verdade.

    ResponderExcluir
  4. No mês passado, debrucei-me a estudar quatro coleções de livros didáticos enviados pelas editoras às escolas para serem escolhidos pelo corpo docente nos próximos três anos, que é o prazo mínimo estipulado. Pois bem. Trata-se de ótimo material físico, ótima edição, leituras simples, coesas, mas com forte conteúdo ideológico esquerdista, daquele mais chulo e mais retrógrado. É forte a presença de visões antiamericanas e a bajulação por temas que, no mundo sério, já foram parar nas latas de lixo da História. Coleções da Moderna, Ática e Scipione vieram todas chapas-brancas, parecendo que foram escritas e editadas pelo Leonardo Boff ou pelo Franklin Martins. Todos os livros de Geografia e História das editoras citadas fazem uma lavagem cerebral impiedosa e até viram armas nas mãos da maioria dos professores, como artigo alienante. Temas inteiros fazem sim, críticas infundadas ao liberalismo, à burguesia e ao capitalismo, endeusando regimes tiranos e os classificando como ''segunda via'', claro, uma idiotice. Penso que isso faz muito mal pois inverte valores e distorce a história fazendo-se crer que o socialismo é a salvação do mundo. E isso, num país com tantos analfabetos funcionais tem um efeito de manipulação. Desse jeito, o Brasil age de uma forma que perpetua a ignorância e, malandramente, ideologiza a massa.

    ResponderExcluir
  5. Hadriel,se possível leia a veja e verás que os IANQUES não estão com essa bola toda.A geopolítica mudou companheiro e os atores são outros.
    Daqui a pouco será anti-Brics .Aguarde.
    sergio Costa,garanhuns.

    ResponderExcluir
  6. Vc não entendeu o texto, caro sergio. Está lá uma comparação benfeita da economia, força militar, poderio das ideias e centro de inovação acadêmica. Vc bota fé na China com seus 800 milhões de desnutridos comendo arroz? Eu não.

    ResponderExcluir