terça-feira, 31 de agosto de 2010

ÉTICA

Por falar em ética política, questão aliás hoje evitada por quase noventa por cento de nossos políticos,Lula, Eduardo e Humberto não amarram as chuteiras de Marco Maciel. Além do mais, Lula é no mínimo mal educado, além de não ético, ao tentar ridicularizar as oposições. Ou as oposições não merecem respeito num regime democrático e republicano? Chamar Maciel de velho? Aliás, o senado não é mesmo para os mais velhos? Ou sera melhor a Ideli Salvati, só porque é do PT e submissa ao partido e ao presidente, só para ficarmos neste exemplo? Será que agora é melhor Collor, ou mesmo Renan Calheiros, porque seguidores do caudilho petista? Lula não passa de um imbecil. Como um deslumbrado novo-rico, um sem-modos, como diria solenemente minha avó, Irenita Tavares. Que cuidava dos meninos, (teve doze) lendo romances russos, era bem humorada, e claro, muito mais inteligente do que o sapo barbudo. Inteligente e educada, diga-se de passagem. É isso mesmo. O povo está sendo liderado por um sujeito ignorante, semi alfabetizado, mentiroso e autoritário. E mal educado. É o Brasil.

ÉTICA II

Depois de ser bastante assediado pelo próprio Lula que rasgava sedas para ele, Jarbas agora deve ser esmagado porque é de oposição. Que chamou o PMDB de podre, bem assim como os partidos brasileiros, clamando por reformas políticas. Jarbas hoje está na mira do presidente, que com ele fez gozações, por estar bem abaixo de Eduardo nas pesquisas. Ao seu lado, babando e aplaudindo, Eduardo, Humberto Costa e Armando Monteiro, candidatos a governo e senado por Pernambuco. Jarbas perde, mas perde de pé. Com consistência, coragem e sobretudo discurso politico. Diferente de Serra no plano nacional. Que tem medo de falar de Lula, el mentiroso.
Já Raúl Jungman foi chamado de menino que brincava de fazer reforma agrária, segundo el imperador. De fato, desde rapaz, Raúl militava do antigo MDB pela anistia, enquanto Lula tomava umas canas ouvindo Nélson Gonçalves em São Bernardo, em sua nobre mocidade, quando nem queria nem sabia falar em política. Hoje sabe muito, sobretudo em se tratando de enganar a patuléia.

A LUZ APAGOU

O sr. José Luiz Sampaio, que teve todas as contas rejeitadas quando foi prefeito da pobre Caetés, ainda insiste em manter sua candidatura. Vai recorrer ao TSE, e tenta destruir a candidatura de Izaías Régis em Garanhuns. Não sei porque tanta raiva, mas aqui vai uma pergunta que todos fazem: Quem está financiando esta campanha do faz de conta? A prefeitura de Caetés? O governo do estado? A CIA? O MOSSAD? Afinal, ele mesmo disse ser um homem pobre. Que, como um moderno Hobin Hood, desviava dinheiro do estado ( do INSS) para dar remédios ao povo, sobretudo os velhinhos. Os que votavam nele, decerto. É. enquanto isso, seus eleitores fazem zoada, e, com o andar da carruagem, ainda morre gente... do coração. É bom deixar de brincadeira. E já brincaram muito com o povo de Caetés. Que é pacato, honesto e trabalhador.

GARANHUNS

O povo de Garanhuns deveria concentrar suas ações em dois candidatos da terra e elegê-los, ora bolas. A pulverização sempre enfraqueceu o município, só um idiota não sabe disso. Então que todos votem em Sivaldo ou Izaías. Um da oposição, outro da situação, e pronto. Onde estão as verdadeiras lideranças políticas? Ademais, o sectarismo não leva a nada, e é preciso conscientizar a população.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

EU NÃO DISSE?

Meus advogados, assessores da CIA e do FBI, nunca estão errados. O TRE manteve a impugnação da candidatura do sr. José Luiz Sampaio. Agora o teimoso candidato vai recorrer ao TSE. Nem são Lula salva este cidadão. Que teve todas as contas rejeitadas pelo tribunal de contas, desviando dinheiro segundo ele, para dar ao povo de Caetés. Como é bonzinho este homem. O pior é que em Caetés, alguns correligionários deste candidato ficha suja, ainda comemoraram. Receberam uma falsa notícia da absolvição do pseudo candidato. Depois, enfiaram a viola no saco e foram dormir, com a cabeça cheia de dúvidas. Pobre povo, sempre enganado.

FERNANDO HENRIQUE

Está magoado porque todos o rejeitam, até o velho PSDB, que deve tudo a ele. Lula, de tanto mentir, levantou a tese da “herança maldita”. Os marqueteiros de Serra dizem que sua aparição tira votos. Tem nada não. A raiva de Lula é que ele perdeu para FHC duas vezes, e no primeiro turno. E que a história vai registrar quem tirou o país da lama com o plano real e a lei de responsabilidade fiscal. Lula não operou nenhuma reforma institucional e foi contra todas as reformas do governo Fernando Henrique. Isso também é história, e os mentirosos do PT a começar pelo próprio presidente da república, e os áulicos de plantão, não aguentam nem ouvir falas. Para facista e stalinista, e verdade é a razão do partido. Mas a história é implacável, e será contra todos estes aprendizes de embusteiros que hoje infestam o país. Queiram ou não os embusteiros, Fernando Henrique foi o melhor presidente desde a redemocratização.

MARCO MACIEL

Dizem que ele é velho, que não serve mais para nada, que o negócio é renovar. Tudo bem, mas é importante a tradição, ou não? Tradição de republicanismo e de ética na política. Seria aliás muito bom se tivessemos pelo menos uns dez senadores da estatura de um Marco Maciel. Aliás, para que o preconceito contra velho? E o velho Ulysses Guimarães? E Tancredo? E Arraes? E Thales Ramalho? E Gregório Bezerra? E Prestes? Ora ora, abaixo esta juventude hedonista alienada e imbecil, e viva nossos velhinhos guardiões da nossa tradição politica republicana. Falar nisso os leitores já ouviram falar em Sobral Pinto? Dom Hélder Câmara? E o Oscar Niemayer? E o oitentão Ferreira Gullar? E meu avô, Fausto Souto Maior? Se não ouviram, perdoe-me os leitores, mas não passam de ignorantes. Aliás, como diria Nelson Rodrigues, no Brasil a ignorância é uma construção de séculos. Difícil enfrentá-la.

FICHAS- SUJA

Os candidatos fichas-suja, ficarão inelegíveis por oito enos. É pouco, pelas maracutaias que fizeram. Muitos estão ricos, outros gastaram fortunas nas campanhas eleitorais. Talvez o projeto ficha limpa seja o recomeço da luta pela ética na política. Os petistas, a começar pelo presidente mentiroso antes de entyrar de cabeça na corrupção, arrotavam ética. Pegos de calças (ou cuecas) curtas, aliaram-se com os maiores símbolos da corrupção nacional, como Sarney e Collor,o imperador do Maranhão e o homem do oião de doido, e do DNA da corrupção.

DOSSIÊS

Mesmo na frente, a turma da espionagem petista não pára. Quebraram o sigilo fiscal de inúmeros ex colaboradores do governo Fernando Henrique. Querem controlar a imprensa. São as cassandras da esquerda, uma gente muito perigosa. Vejam a cara de Dirceu, o mafioso. E dos ex sidicalistas controladores dos fundos de pensão. Todos ladrões. Ademais, tem mais picareta no sindicalismo oficial do que no congresso. Antes Lula dizia que era só no congresso. Claro, naquele tempo, ele já fazia parte da máfia sindical deste país. Alguém duvida?

domingo, 29 de agosto de 2010

O BEM AMADO

Lula, o bem amado, enebriado pela babação de norte a sul do país, odeia oposição. Se pudesse prendia e arrebentava como dizia o velho general Figueredo. Aqui em Pernambuco, conclamou o povão da praça do marco zero – projeto de Marco Maciel – a não votar nos senadores da oposição, Maciel e Jungman. Segundo ele, Maciel é senador, ou alguma coisa desde o império, ou seja um velho. Jungman foi , segundo ele, um menino que brincou de fazer reforma agrária. Disse tudo isso com sua arrogância de sempre, e jocosamente, como um bêbado chato. Como todo mundo sabe, Maciel é uma das maiores reservas morais deste país. Passaram a vida chamando-o de tudo, e nunca encontraram deslizes éticos na sua carreira política. Mesmo participando da ditadura, foi responsável pela soltura de muitos presos políticos, sobretudo por suas estreitas ligações com a igreja católica. Conspirou, digamos assim, com Geisel, pela retomada do processo de redemocratização do país, participando depois da dissidência que iria eleger Tancredo, na transição democrática. Jungman conheço-o de vista desde a resistência à ditadura, junto com Marcos Freire e Jarbas, dentre muitos. De camisa de malha, erguendo uma bandeira do velho MDB, então símbolo da unidade contra a ditadura. No ministério da reforma agrária, fez um excelente trabalho, pacificando o campo, e fez mais assentamentos do que o governo Lula, o da mentira. Quem não respeita as oposições são os tiranetes ou os candidatos a ditadores de plantão.

DILMA A BOAZINHA

Li estarrecido nos jornais, que Dilma, com certeza de sua vitória, quer estender a mão a Serra. Chamando-o para participar do seu futuro governo, Em outras palavras dando-lhe um empreguinho. Será que só se pode colaborar com o país participando do governo? Que visão totalitária é essa? Fora da esfera do governo são todos uns parasitas ou antinacionais? A oposição deve ser dissolvida? Ninguém pode discordar do sapo barbudo?

EDUARDO CAMPOS

Já estão dizendo que Eduardo vai se tornar um, novo ACM no estado, dado seu poder como agente modernizador da economia pernambucana. Ridículo. Pernambuco não é a Bahia, um estado de grotões. E quem lançou as bases da modernização do estado foi Marco Maciel e sua turma. Que idealizaram e iniciaram a construção de Suape, mesmo com muitas críticas da esquerda. O único governador nos últimos trinta anos que não colocou um centavo na obra foi o finado Miguuel Arraes. Isto é história. Agora falar em Suape é chic, e todo mundo quer afagar a criança. E quem estruturou e arrumou financeiramente o estado, tornando-o mais atrativo para investimentos foi Jarbas. E isto também é história. O resto é farofa. Lula, o mentiroso, quando fala em Suape enche a boca. E disse que Maciel nunca fez nada pelo estado. Quá, quá , quá.

MARCO MACIEL

Uma ocasião estava tomando umas caninhas no restaurante e bar de Zé de Sinhozinho, no Araçá, vila de Caetés, quando um amigo, petista de carteirinha, disse que Maciel nunca fez nada pelo estado. Rápido no gatilho, meu irmão Ricardo logo apontou para a estrada que leva a Arcoverde. Foi Maciel quem fez. O sujeito calou logo o bico e passamos a falar de futebol.

CHAPA FEMININA

Nada a ver com Dilma. Por que não articular para Garanhuns uma chapa feminina para prefeito e vice? Seria um projeto para alavancar a economia e a vocação educacional , já tradicional na cidade. Por que não Aurora e Eliane Simões? São duas administradoras competentes, ambas políticas com certeza. E a simpatia tomava conta da cidade. Seria governo para desesseis anos. Não voto na cidade, mas minha chapa está lançada. E não perde para ninguém. Vocês duvidam?

AMARO FREITAS

Concordo com meu consultor futebolístico Amaro Rodrigues de Freitas, que, se juntarmos os três grandes times pernambucanos, não dá um. Não vamos passar da segundona, e só por milagre o velho santa se livra do inferno da quarta divisão. Porém, quanto mais apanhado, mais preto e encarnado. Fazer o quê? Segundo o velho Rodrigues, ex jogador e boleiro dos velhos tempos, tricolor de coração ,faz muito tempo que assistiu a uma partida de futebol, porque não está disposto e ver pernas de pau. Gente qua mata com a canela, segundo o negão. Ninguém conhece como ele o futebol pernanbucano de cinquenta anos para cá. Ele diz que só tem sessenta. Mas que ele á gato, isto todo mundo sabe, Quem sabe o velho Rodrigues não seja setentão? O que é isso meu compadre...

sábado, 28 de agosto de 2010

CANDIDATO DE MENTIRINHA

O virtual candidato a deputado, sr. José Luiz Sampaio, fez a maior zoada no lançamento da improvável candidatura, com carreata em Capoeiras e comício em Caetés. Com essa história toda, quem sai perdendo é o eleitor, que está sendo desreipeitado, como na eleição para prefeito de Caetés. Se é para armar um palanque na região para Ana Arraes, como disse o jornalista Roberto Almeida, bastava ser cabo eleitoral. Se for para atrapalhar Izaías, como disse o jornalista, e com a cumplicidade do governador, deus me livre. Se el governador faz isso com seus aliados, imaginem para seus adversários? É mais fácil um jumento passar no fundo de uma agulha do que o virtual candidato driblar na justiça sua ficha suja. E se for candidato e eleito, não assumirá. Assim dizem meus assessores jurídicos que contratei junto ao FBI e a CIA.

RÉU CONFESSO

O sr. José Luiz Sampaio confessou que desviou dinheiro do INSS, no palanque em Caetés. Ouvi seu belo discurso daqui de casa. Disse que desrespeitou a lei de responsabilidade fiscal, não pagando ao INSS, para dar remédios ao povo, pois seu bondoso coração não conseguia ver tantos velhinhos a tomar remédios controlados e ele sem poder fazer nada. Resta saber , com quais critérios ele doou estes remédios. Será que deu a algum adversário político? Também disse que é um homem pobre. Resta a pergunta: Quem paga suas candidaturas? Quem está bancando esta de mentirinha? Com a palavra, o ilustre candidato.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ESTADO POLICIAL

Abriram o sigilo fiscal de alguns membros do governo Fernando Henrique. Eduardo Jorge Caldas, Luiz Carlos Mendonça de Barros, Ricardo Sérgio Oloveira, todos graduados ministros do governo anterior. Até agora, os governistas passam para a população de que crimes como esse são de menores. Porém é muito sério funcionários do estado abrir dados sigilosos de particulares, sobretudo com o intuito de utilizar estes dados como forma de chantagem política. Hitler, Stálin, Fidel, ou mesmo Pinochet sempre se utilizaram do estado para esmagar a vida e reputação de cidadãos. Não só a reputação, mas milhares de vidas. No caso dos dois primeiros, dezenas de milhões. E Dilma, com seus stalinistas à solta, comandando o estado? Menos mal ela ser manobrada por Lula, pois este já conhecemos com sua extraordinária capacidade de mentir, e falar bobagens.

O MAIORAL

O maioral disse , do alto de sua gigantesca popularidade, que se arrepende de não ter mexido só com um dedinho, para ganhar o terceiro mandato. Não passaria pelo senado. Ou será que o Brasil está mesmo sofrendo, como afirmam alguns analistas, um processo de mexicanização? Não gosto destes paralelos históricos, afinal, a história nunca se repete, graças a deus. Mas tem muito stalinista sonhando com o poder total do estado contra os cidadãos. Vade retro satanás!

O MAIORAL II

O maioral, antigo sapo barbudo, não se conformando com a vitória de sua laranja, agora quer esmagar as oposições nos estados , sobretudo os mais importantes, São Paulo e Minas Gerais. Ele também tem ódio do nosso Jarbas Vasconcelos, e quer por que quer esmagar todo mundo. Como qualquer autocrata fuleiro, ele sonha com um governo sem oposição. Agora só vale babão. Vejam aonde estamos chegando. Existe democracia sem dissenso? Nam nas piores fases da ditadura militar. Ademais, Médici se elegria facilmente , nas indiretas, ou em eleições diretas, se elas existissem na ditadura. Preferiu passar o cargo para o então completamente desconhecido Geisel. Que não aceitou ser tutelado por ninguém e distencionou o país que rumou para a democracia.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O GRANDE ELEITOR

Está dando certo a tática do grande eleitor, Lula. Sua laranja subiu nas pesquisas, e ameaça vencer no primeiro turno. A oposição não lhe faz oposição, embora setores hoje minoritários, foram, num passado recente os grandes responsáveis pela ruptura com a inflação e o início das reformas modernizadoras do nosso capitalismo meio trôpego, ainda aferrado a patrimonislismos pretéritos, perpétuos e futuros. Embora com tudo a dizer, a oposição se cala. Lula é um grande oportunista, que não fez sequer uma única reforma institucional. As intervenções do seu famigerado governo apontam para o atraso do aparelhamento do estado, e a união do clientelismo e da cleptocracia de uma direita conservadora, com uma cleptocracia autodenominada de esquerda envolvendo o controle dos sindicatos, todos corrompidos pela vinculação com o estado patrimonial petista. Afinal, Vargas não fez a união de sindicatos oficiais, com os coronéis do interior do antigo PSD? Arraes não costumava fazer o mesmo no estado de Pernambuco? Afinal, desde os tempos do Lula sindical, que todos os sindicatos já eram essencialmente corruptos no país. A velha direita não mudou, claro. Lula e o PT, pelo menos no discurso sim, mudaram muito. Hoje , nas hostes pétistas é proibido falar em corrupção, ademais, é mesmo que falar em corda na casa de enforcado. E sobretudo em mudança, pois hoje Lula é o principal arauto da macroeconomia que ele chamava depreciativamente de neo-liberal. Que tal mostrar o Lula de um passado recente, esbravejando contra quase tudo que hoje defende ferrenhamente? O Lula contra “tudo que aí está”, o que chamava Sarney e Collor de ladrões, corretamente por sinal, contra este que não só vive de abraços com os dois, como também defende seus eternos interesses oligárquicos? Perder eleições faz parte do jogo. Perder de cócoras e abdicando das verdades e do passado, é ridículo. Apesar de nunca ter sido seu admirador, faz falta um Brizola nestas eleições. E um Paulo Francis na imprensa. Entregaram as eleições aos marqueteiros, que acham que política é pura propaganda. Pura e fajuta, diga-se de passagem. Alguém tem que desmistificar este charlatão que hoje domina a política nacional. É por essas e outras que o nível da política e dos quadros políticos nunca foram tão baixos. Clima aliás muito bom para políticos essencialmente autoritários, sobretudo os da chamada esquerda stalinista e cleptocrática que hoje são hegemônicos nos quadros petistas. E ruim perder a eleição e a política. Ô eleição chata. Se tem medo do grande eleitor, então que não tivessem ido à guerra.

ADESISMO

O adesismo é demais. Desde os governos militares que a maioria dos políticos aderem. Na ditadura que implantou o bipartidarismo, inventaram a sublegenda, pois todos só queriam ser governo. Era ARENA 1,2,3. Na decadência, claro, são os ratos que abandonam primeiro o navio. Jarbas hoje reclama, mas quando no auge, não enjeitava adesões, que aliás ninguém no poder rejeita. Ademais, segundo o aprendiz de mafioso o finado PC farias, tesoureiro do famigerado Collor, a pior droga que existe é o poder. Collor queria ficar vinte anos mandando na política nacional e queria criar uma rede de televisão para concorrer com a globo. Hoje troca rasgados elogios com Lula, enquanto no senado ameaça figuras como Pedro Simom, do PMDB gaúcho, um dos últimos remanescentes do combate à ditadura militar ainda em atuação no congresso. Quase levou Alagoas à falência, isentando os usineiros de impostos por mais de dez anos. Por falar nisso, Eduardo Campos quase faliu o estado quando foi secretário da fazenda no governo do seu avô Arraes. Depois como recompensa recebeu o governo nas mãos do povo, e pegou o estado todo saneado por Jarbas, a quem quer acusar de ter recebido uma herança maldita. Este Eduardo também é mentiroso, aliás é também da escola de Lula. E autoritário demais, ninguém se iluida. Vade retro, satanás!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

MENTIRAS

O festival de mentiras do PT e de sua candidata é de arrepiar. Dilma disse com a maior cara de pau que o PT e ela apoiaram o plano real. Todo mundo mijimamente informado sabe que o PT foi contra todas as reformas empreendidas por Fernando Henrique, joje essenciais para a estabilidade econômica do país. Todas. Levou inclusive a Lei de Responsabilidade Fiscal ao STF, e lutou pela sua extinção até o fim. Onde está a oposição para mostrar que Lula e seus seguidores foram radicalmente contários à estabilização monetária, e depois não só a adotaram, como hoje são seuas maiores seguidores? Não fizeram diferente, porque simplesmente não tinham propostas. Tentar esconder o governo FHC, por sugestão de marqueteiros, é desatrosa, despolitizante e sobretudo ineficaz do ponto de vista eleiotoral. Aliás, o Brasil precisa ter urgantemente uma oposição decente. Chamar ladrão de ladrão, mentiroso de mentiroso, stalinista de stalinista. Enquanto isto, o lulismo impera. E o lulismo é o obscurantismo político, pois se o próprio Lula não é capaz de se aprofundar em nada, fica tudo simplificado no terreno das imbecilidades, e da despolitização. Aliás, foi com a politização que ele perdeu duas vezes para Fernando Henrique.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

DESPOLITIZAÇÃO

É claro que a tendência rumo à vitória de Lula é insofismável. Se nada de importante acontecer, ele vai mesmo eleger um poste. E um poste que pode ser muito desfavorável a ele próprio, num futuro próximo. Tudo de errado num possível governo Dilma será atribuído a ele. Porém o jogo ainda não foi inteiramente jogado. O imponderável pode acontecer. Pois tudo, ou quase tudo pode acontecer na política. Inclusive Dilma pisar no tomate, o que não é muito difícil. Mas é preciso politizar a campanha. Perder ou ganhar é consequência do jogo. Tem que mostrar ao povo as contradições e mentiras deste governo. Que o mesmo herdou os benefícios do governo anterior, a quem acusava no mínimo de lacaio neo-liberal. Que este governo está sendo um dos mais corruptos da história deste país, e que o presidente só faz mesmo, e muito bem é propaganda. Que a política externa do país é completamente equivocada, no míunimo. Que este governo retrocedeu na saúde e na educação. O resto é farofa. Farofa de Marqueteiro, esta verdadeira praga que invadiu a politicalha nacional.

REFORMA POLÍTICA

Até muitos petistas reclamam que um dos defeitos do governo Lula foi não ter feito a reforma política. Ao meu ver, na televisão os candidatos deveriam aparecer sempre ao vivo, e no mesmo cenário, para perorar acerca de suas idéias, sem marquetagem alguma, que custa muito dinheiro, e engana o eleitor. De todas as propagandas, a mais bem feita sempre foi a do PT. Simples: A maioria esmagadora da mídia é petista. É tanta mentira na propaganda petista, que até parece que foram eles os fundadores do país. E, interessante, está parecendo propaganda da ditadura, colocando o Brasil como uma potência emergente. Para ser potência é preciso mudar. Este governo não fez uma mísera reforma institucional. Na propaganda, muito bem feita por sinal, é o arauto do crescimento e da formação do emprego. Claro, os responsáveis pela façanha foram os capitalistas, o governo só fez atrapalhar, não fazendo a sua perte, sobretudo em relação à infraestrutura. Só os babacas e os áulicos de plantão nada percebem.

CAMPANHA MORNA

Está difícil votar para deputado. Nunca, em toda a história republicana a descrença foi tão grande. Na política e nos candidatos. Está dificil para os cabos eleitorais arranjarem um votinho para seus candidatos. Só com muito dinheiro mesmo. Que, como em outras eleições, corre solto. Inclusive dinheiro público. Quantas prefeituras estão gastando com seus candidatos oligarcas? Só deus sabe.

HITLER

Por falar em propaganda política, lembremos de Adolfo, o Hitler. Foi, diganos, um aperfeiçoador da propaganda política de massas iniciado por Mussolini, na Itália da década de vinte. Naquela época não tinha televisão nem internet, como sabemos. Os nazistas revolucionaram a propaganda, sobretudo no cinema, que aliás tonou-se um grande instrumento da propaganda hitlerista. O povo alemão adorava, e Hitler tinha mais de oitenta poor cento de aprovação popular. Depois jogou o povo alemão no abismo e obscurantismo. Às vezes a voz do povo é a voz da imbecilidade, como diria o finado Paulo Francis.

JARBAS

Como afirmei em comentários anteriores, se fosse ele não seria candidato. Deixava para os jovens, em busca de renovação política. E não ficaria exposto à politicalha, que desde a ditadura é em sua grande maioria adesista. Mas Jarbas é um lutador, desde os tempos em que andava quase sozinho no interior junto com Ulysses, Marcos Freire, e muitos outros, pelos governistas dos grotões deste pobre estado. Mas que foi Jarbas quem tirou o estado do buraco, dando-lhe um rumo, só um idiota não reconhece. Depois vamos ver a briga de Eduardo, o novo coronel, com os caciques da cleptocracia petista.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

MÍRIAM LEITÃO Em nome dos fatos O Globo - 11/08/2010

Inflação fora de controle quem enfrentou foi o Plano Real. O acumulado em 12 meses estava em 5.000% em julho de 1994. Quando a inflação subiu em 2002, no último ano do governo Fernando Henrique, pela incerteza eleitoral criada pelo velho discurso radical do PT, ficou em 12%. Ela foi reduzida pelo instrumental que o PT havia renegado. Isso é a História. O resto é propaganda e manipulação.

O PT e o governo Lula têm dito que receberam o país com descontrole inflacionário e a candidata Dilma Rousseff repetiu isso na entrevista do Jornal Nacional. O interesse é mexer com o imaginário popular que lembra do tormento da inflação. A grande vitória contra a inflação foi conquistada no governo Itamar Franco, no plano elaborado pelo então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, como todos sabem. Nos primeiros anos do governo FH houve várias crises decorrentes, em parte, do sucesso no combate à inflação, como a crise bancária. Foi necessário enfrentar todas essas ondas para garantir a estabilização.

Nada daquela luta foi fácil. A inflação havia derrotado outros cinco planos, e feito o país perder duas décadas.

Todos sabem disso. Se por acaso a candidata Dilma Rousseff andava distraída nesta época, o seu principal assessor Antonio Palocci sabe muito bem o que foi que houve. Ele ajudou a convencer os integrantes do partido a ter uma atitude mais madura e séria no combate à inflação. O PT votou contra o Plano Real e fez oposição a cada medida necessária para consolidar a nova ordem. As ideias que o partido tinha sobre como derrotar a alta dos preços eram rudimentares.

Em 2002, a inflação subiu principalmente nos dois últimos meses, após a eleição.

A taxa, que havia ficado abaixo de 6% em 2000, subiu um pouco em 2001 e ficou quase todo o ano de 2002 em torno de 7%. Em outubro daquele ano, o acumulado em 12 meses foi para 8,5%. Em novembro, com Lula eleito, subiu para 10,9% e em dezembro fechou em 12,5%. É tão falso culpar o governo Fernando Henrique por aquela alta da inflação — de 12,5% repita-se, e não os 5.000% que ele enfrentou — quanto culpar o governo Lula pela queda do PIB do ano passado, que foi provocada pela crise internacional.

Recentemente, conversei com um integrante do governo Lula que, longe dos holofotes e da campanha, admitiu que essa aceleração final foi decorrente do fato de que a maioria dos empresários não acreditava que o governo Lula fosse pagar o preço de manter a estabilização.

Esse foi o mérito do PT. Foi ter contrariado seu próprio discurso, abandonado suas próprias propostas, por ter percebido o valor da estabilização. Esse esforço foi liderado por Palocci e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A inflação entraria numa rota de descontrole que poderia até ter destruído o esforço feito durante os oito anos anteriores se o governo Lula tivesse persistido nas suas propostas. A História foi essa e não a que a candidata Dilma Rousseff apresentou.

No caso da dívida, também a versão apresentada em palanque é diferente dos fatos. Por medo do governo Lula houve fuga de capitais e dificuldade de renovação de empréstimos a empresas brasileiras. Na negociação com o FMI, o Brasil acertou um empréstimo em que quase todas as parcelas seriam liberadas no governo Lula. Era para garantir um começo mais fácil para a nova administração. A conquista da confiança na condução econômica pela dupla Palocci-Meirelles fez com que a maior parte do dinheiro do Fundo nem fosse sacada porque os financiamentos voltaram. No final de 2008, houve de novo uma drástica suspensão do crédito externo para empresas brasileiras, mas não se pode culpar o governo Lula por isso. Como se sabe, foi a crise bancária americana e europeia. Com alguns números se pode construir versões fantasiosas, ou se ter a coragem de dizer a verdade, mesmo em época eleitoral, para não negar o mérito do passado, e mostrar o que se avançou.

Há virtudes na política econômica do começo do governo Lula. Nos últimos tempos há muitos defeitos também. Mas o importante agora é constatar que não é verdade que o país tenha crescido abaixo da média dos outros durante o governo Lula por culpa do governo anterior. O Brasil cresceu 1% em 2003. Depois cresceu forte em 2004. Nos anos de 2005 e 2006 o PIB variou 3,16% e 3,9% e o mundo crescia bem mais.

Não é possível responsabilizar o governo anterior por isso, evidentemente. Depois de crescer 6% e 5% em 2007 e 2008, o Brasil teve uma pequena queda do PIB, de 0,19%, no ano passado, por causa da crise externa e não de qualquer erro do governo Lula. Um número melhor do que o da Rússia, e abaixo dos outros Brics.

Enfim, a História é o que a História é. Essas distorções da realidade de época de campanha são tentativa de manipulação da opinião pública. Ofendem a memória e a inteligência das pessoas.

Seria preferível que a candidata governista falasse da boa notícia de que em 2010 o país cresce forte, com inflação baixa, e criando emprego. E não que menosprezasse as vitórias de países menores ou que falsificasse tão grosseiramente os fatos recentes da História do Brasil.

domingo, 8 de agosto de 2010

Graciliano, o grande

Graciliano, o grande

"Vidas Secas poderia ser um romance de denúncia social,
eivado de proselitismo. Mas não. Graciliano Ramos repudiava
o chamado ‘engajamento’ na arte"
Evandro Teixeira

METÁFORAS QUENTES DE SOL
O sertão de Graciliano Ramos hoje, fotografado por Evandro Teixeira: mundo primitivo em linguagem culta e rigorosa

Graciliano Ramos (1892-1953) nunca foi vítima do preconceito organizado que existe contra o Monteiro Lobato para adultos, por exemplo. Sempre foi considerado entre os grandes escritores brasileiros. Mas há muito a crítica e a academia – esta em especial – negam-lhe o devido lugar no panteão da prosa modernista: o topo, onde segue embalsamado por certa mistificação o sem dúvida inventivo Guimarães Rosa. As razões que levam à superestimação de um concorrem para subestimar o outro.

Por que Graciliano agora? A Editora Record relança a sua obra, sob a supervisão de Wander Melo Miranda. Trata-se de um trabalho bem-cuidado, com a recuperação de textos originais, correções feitas pelo próprio escritor, cronologia e bibliografia de e sobre o autor de Vidas Secas – ou "Cyx Knbot" em búlgaro, uma das dezesseis línguas em que ele pode ser lido. O romance, que completa setenta anos, merece especial atenção: além da edição regular, há uma outra, limitada a 10.000 exemplares, no formato de um álbum, com capa dura e papel cuchê (208 páginas, 99 reais): cuidado à altura das belas fotos de Evandro Teixeira, que acompanham o texto. Sete décadas depois da publicação do livro, o fotógrafo refez o roteiro de Fabiano, sinhá Vitória, Baleia e os meninos.

Vidas Secas? É bastante conhecida uma das mais devastadoras passagens da literatura brasileira: as páginas em que Graciliano narra a agonia e morte da cadela Baleia. Fabiano, que vaga com a família pelo sertão, tangido pela seca, decide matá-la com um tiro para aliviar-lhe o sofrimento. Segue um trecho:

"A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia (...) E, perdendo muito sangue, andou como gente, em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo (...). Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano (...). Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora, cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas (...). A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia (...). A pedra estava fria. Certamente sinhá Vitória tinha deixado o fogo apagar-se muito cedo. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás (...) gordos, enormes".

Algumas das qualidades que fazem de Graciliano mestre da língua portuguesa e do texto literário estão acima condensadas. Vidas Secas, saído da pena de um escritor das Alagoas, de esquerda, poderia ser um romance de denúncia social, eivado de proselitismo e anseios libertários. Mas não. O autor repudiava o chamado "engajamento" na arte. Referia-se a Jdanov (1896-1948), o comissário da Cultura da URSS que fundara as bases do chamado realismo socialista, como o que era: "uma besta". Baleia é mais comoventemente miserável quando se arrasta sobre dois pés, quando "anda como gente". Ele não deprecia o homem, comparando-o ao cão; antes, hominiza o cão porque vê com compaixão a nossa condição – e essa compaixão inclemente pelo humano é marca da sua obra. Há dias, em passagem pelo Brasil, José Saramago declarou padecer de "marxismo hormonal". Segundo o escritor português, não merecemos a vida. Ele nos negaria um pedaço de osso. "Preás gordos, enormes", então, nem pensar.


REGIONALISMO SEM FOLCLORE
O homem do sertão, com seu cachorro, e Graciliano (à dir.): a condição humana expressa na agonia da cadela Baleia

O mundo da Baleia agonizante é primitivo, feito só de sentidos e sensações. Mas ele nos chega numa linguagem culta, fluente, rigorosa, sem charadas vocabulares para "desconstrução" em colóquios acadêmicos. Tanto em Vidas Secas como na obra de temática urbana, proto-existencialista – Graciliano traduziu A Peste, de Albert Camus, em 1950 –, os adjetivos e as imagens nascem das coisas. Como escrevi num ensaio que integra o livro Contra o Consenso, não há ali "uma única e miserável metáfora que não seja quente de sol (...), pulsante de sangue, aguda de espinhos, dura de pedra. Tudo nasce da matéria precária da vida". A face regionalista de sua literatura não folcloriza a realidade sertaneja, tentando atribuir-lhe alguma metafísica ou lógica interna superiores, que demandassem sintaxe e vocábulos de exceção. O estoque da língua e as regras do jogo lhe bastam. Como ele mesmo escreveu, "começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social, mas, nos estreitos limites a que nos coagem a gramática e a lei, ainda nos podemos mexer".

Atribuo-lhe características de meu gosto pessoal? Não! Era uma escolha consciente. Em 1949, envia uma carta a Marili Ramos, sua irmã. Ela acabara de publicar um conto chamado Mariana. A apreciação do leitor-irmão não tinha como ser mais severa. A tal carta resume um credo literário: "Julgo que você entrou num mau caminho. Expôs uma criatura simples, que lava roupa e faz renda, com as complicações interiores da menina habituada aos romances e ao colégio. As caboclas de nossa terra são meio selvagens (...). Como pode você adivinhar o que se passa na alma delas? Você não bate bilros nem lava roupa. (...) Você não é Mariana, não é da classe dela. Fique na sua classe. Apresente-se como é, nua, sem ocultar nada".

Em Graciliano, a literatura é um jogo da inteligência analítica, como neste trecho de Insônia: "Um silêncio grande envolve o mundo. Contudo, a voz que me aflige continua a mergulhar-me nos ouvidos, a apertar-me o pescoço. (...) explico a mim mesmo que o que me aperta o pescoço não é uma voz, é uma gravata". A conspiração das vozes do silêncio que perseguem o insone perdem imediatamente o encanto de uma maldição metafísica: basta afrouxar a gravata. Sabemos a origem das nossas aflições, o que não quer dizer que tenhamos respostas para elas. Com freqüência, não. E isso nos torna demasiadamente humanos. Não para o comunista Saramago, claro...

Essa lembrança me remete ao mais explicitamente político dos muitos Gracilianos, incluindo aquele que chegou até a ser prefeito da cidade de Palmeira dos Índios (1928-1930). Refiro-me ao livro Memórias do Cárcere, reeditado pela Record em um único volume. O escritor ficou preso entre março de 1936 e janeiro de 1937, acusado de ligações com a conspiração que resultara no levante comunista de 1935. Era mentira. Filiou-se ao PCB só em 1945. Nesse livro, publicado postumamente no ano de sua morte, ele se agiganta. Em muitos sentidos, a cadeia é a caatinga de um Graciliano-Fabiano que, à diferença do personagem de Vidas Secas, consegue se expressar com clareza. Em vez do herói da resistência, o anti-herói dos escrúpulos que comunistas chamariam pequeno-burgueses. Definitivamente, ele não era o "novo homem socialista". Era o velho homem apegado a suas dores privadas, a seus anseios, a suas mesquinharias. Leiam trecho do diálogo que ele trava com um militante comunista russo de nome Sérgio, que acabara de ser torturado. Graciliano pergunta se ele sente ódio:

"– Ódio? A quem?

– Aos indivíduos que o supliciaram, já se vê.

– Mas são instrumentos, sussurrou a criatura singular.

(...)

– Admitamos que o fascismo fosse pelos ares, rebentasse aí uma revolução dos diabos e nos convidassem para julgar sujeitos que nos tivessem flagelado ou mandado flagelar. Você estaria nesse júri? Teria serenidade para decidir?

– Por que não? Que tem a justiça com os meus casos particulares?

– Eu me daria por suspeito. Não esqueceria os açoites e a deformação dos pés. Se de nenhum modo pudesse esquivar-me, nem estudaria o processo: votaria talvez pela absolvição, com receio de não ser imparcial. (...) Fizemos boa camaradagem. Mas suponho que você não hesitaria em mandar-me para a forca se considerasse isto indispensável.

– Efectivamente, respondeu Sérgio carregando com força no c. Boa noite. Vou dormir. Estendeu-se na cama agreste, enfileirada com a minha junto ao muro, cruzou as mãos no peito. Ao cabo de um minuto ressonava leve, a boca descerrada a exibir os longos dentes irregulares. Nunca vi ninguém adormecer daquele jeito. Conversava abundante, sem cochilos nem bocejos; decidia repousar e entrava no sono imediatamente."

Como se vê, também os monstros morais podem ser torturados. Notem como Sérgio dorme tranqüilo, mesmo depois de supliciado, e com rapidez, o que espanta o observador. Está certo de seu senso de justiça como o crente em uma religião qualquer. Esquerdistas convictos nunca têm dúvidas. Já os personagens do autor de Insônia – a começar do próprio Graciliano em Memórias do Cárcere – não descansam nunca. Quando o brutal Paulo Honório, em São Bernardo, vê consumada a sua obra, restam-lhe a solidão e a insônia. O tema aparece em Angústia ("visões que me perseguiam naquelas noites compridas"), no autobiográfico Infância ("À noite o sono fugiu, não houve meio de agarrá-lo") e até nas suas cartas de amor. O homem de Graciliano vive em vigília, num ambiente sempre hostil, seja a caatinga, a cadeia ou as paisagens íntimas.

Falei de sua compaixão pelas dores humanas. Também nesse caso, seu horizonte não é finalista: não tem uma resposta para a nossa condição nem a vê com moralismo. Paulo Honório, por exemplo, acaba, na prática, matando quem tentara proteger: Madalena, a sua mulher. Tem ciúme da piedade que ela sente do mundo e ódio da sua própria incapacidade de se comover. Narrado em primeira pessoa, o romance não o caracteriza como um monstro. É só um ser desesperado tentando, como todos nós, sobreviver, salvar-se. Honório não é diferente da estabanada menina Luciana, do conto Minsk, nome do seu periquito. Um dia, numa de suas trapalhadas, ela pisa num objeto mole e ouve um grito.

"Os movimentos de Minsk eram quase imperceptíveis; as penas amarelas, verdes, vermelhas, esmoreciam por detrás de um nevoeiro branco.

– Minsk!

A mancha pequena agitava-se de leve, tentava exprimir-se num beijo:

– Eh! eh!"

"Todo homem mata aquilo que ama", escreveu na cadeia o escritor irlandês Oscar Wilde (1854-1900). Por isso nos arrastamos, como Baleia, vida afora, em busca de perdão. Somos uns cães. Mas, ainda assim, dignos de amor. E cerraremos os olhos contando acordar felizes, num mundo "cheio de preás gordos, enormes".

MÍRIAM LEITÃO Bolsa Milionários

O GLOBO 08/08/10

O manifesto das doze entidades empresariais em defesa dos empréstimos subsidiados do BNDES omitiu uma importante informação: quanto eles devem ao banco. Se dissessem, se saberia que defendem seu próprio bolso. Mas é revelador de como a elite adora o governo Lula e sua incrível volta à terra das políticas mortas do governo militar.

Lula, em cada palanque que sobe, critica “as elites” como sendo um grupo que tentou tirá-lo do poder. Ninguém tentou tirá-lo do poder, e a elite empresarial o adora como se vê nesse manifesto.

Quando tenta criar um inimigo incorpóreo, o presidente está conscientemente fazendo mais uma tentativa de manipular a opinião pública em época eleitoral. Nenhuma novidade.

Ele é assim mesmo. O que espanta é a maneira transparente com que as entidades empresariais disseram desta vez que querem continuar recebendo dinheiro público. “Sem dúvida, reconhecemos que o desembolso feito pelo Tesouro é um custo para a sociedade”, disseram os empresários em um raro momento de sinceridade.

Qual é o custo? Esse é um dos problemas. A sociedade que paga precisa saber quanto é o subsídio, a quem se destina o dinheiro, com que critérios os beneficiários são escolhidos. E são essas as perguntas feitas. Perguntas legítimas em uma sociedade democrática, em que o contribuinte exige respeito e informação sobre o que é feito com o dinheiro dele.

É ridícula a acusação de que há “um ataque ao BNDES.” O banco existe há 56 anos, sempre concedeu empréstimos com juros facilitados, cometeu muitos erros no passado, concentrou renda e comprou participações em empresas que faliram.

Ao longo dos anos foi tornando sua atuação mais transparente, mais auditável, corrigindo excessos e se firmou como um importante instrumento de todos os governos.

Só uma visão de Luiz XIV, do tipo “o banco sou eu”, faz com que o atual presidente Luciano Coutinho reaja às críticas à sua condução como sendo um atentado ao banco em si.

Um dos argumentos apresentados pela atual direção do banco, pelo governo e pelos empresários é que a instituição expandiu seus empréstimos com dinheiro do Tesouro apenas para enfrentar a crise econômica.

“Mas a crise passou e aparentemente o que valia em 2009 não vale mais em 2010”, lamenta o documento dos empresários.

De fato. Medidas emergenciais são para emergências.

Depois, os excessos têm que ser corrigidos.

Uma lição importante é que a bondade dos bancos públicos com dinheiro do contribuinte vira rombos que aumentam a dívida pública, que excessos e absurdos dessa transferência de renda para os ricos são inflacionários.

Mesmo na ação contra a crise, as decisões que o banco tomou são controversas.

O que há de anticrise nos empréstimos concedidos ao frigorífico JBS Friboi para comprar outro frigorífico no exterior? Ou a montanha de dinheiro transferida para a Telemar comprar a Brasil Telecom? Só para citar algumas das maiores operações que não criaram emprego, não ampliaram investimentos. Nestas duas operações os ganhos foram apenas dos seus acionistas.

“Ao contrário do que vem sendo dito, o BNDES não subsidia a compra de empresas, nem escolhe vencedores”, diz o manifesto dos super-ricos. Engraçada essa parte. Ela contraria os atos e palavras do banco. O próprio Luciano Coutinho justifica a neoescolha de campeões. Disse que sentia vergonha de que o Brasil não tivesse grandes empresas em algumas áreas.

Os jornalistas Mauro Zanatta e Alda do Amaral Rocha, do “Valor Econômico”, mostraram em reportagem na semana passada que o banco negou empréstimo a vários frigoríficos médios e deu empréstimos gigantes ao JBS Friboi e Marfrig numa escolha deliberada de alguns grupos para receber o dinheiro barato. O JBS comprou vários outros com esse dinheiro, aqui e no exterior.

Alguns frigoríficos estão falindo; outros nadando em dinheiro do banco. E que não se fale que a escolha do BNDES é por empresas mais sólidas. Como se sabe, o banco torrou R$ 400 milhões em empréstimo e compras de ação do frigorífico Independência, que quebrou em seguida.

O Brasil lutou muito pela estabilização da moeda. Foram anos dedicados ao esforço de corrigir distorções em inúmeras áreas. Uma das frentes da luta foi no saneamento dos bancos públicos.

A bagunça nas suas contas, a falta de transparência, a bondade excessiva aos grandes grupos empresariais, os perdões de dívida estavam na raiz do processo inflacionário. Aquelas políticas de apropriação do dinheiro público pelos muito ricos deixaram uma herança maldita e foram sendo eliminadas uma a uma. Não foi fácil. Só quem viu o dia a dia pode contar.

Grandes grupos empresariais conspiraram contra o processo de modernização.

São os mesmos que agora escrevem manifestos. Defendem essa estranha volta dos mortos-vivos; lutam com sucesso no cemitério das políticas extintas.

O Brasil tem muito a discutir para garantir o futuro depois da estabilização e do aumento da inclusão de brasileiros que a estabilização permitiu. É espantoso e triste que esteja às voltas com a discussão sobre se as políticas de concentração de renda e de benesses com o dinheiro público adotadas nos anos 70 eram boas ou não. Foram péssimas. Elas fizeram um enorme mal ao país. Isso está medido e contabilizado.

A quem interessa repetir os erros de um passado condenável e perigoso? Agora é mais fácil saber.

Os grandes empresários defendem a velha ordem. Eles são a elite amiga de Lula.

Eles não querem o fim do Bolsa Milionários.

AS FARCS E O PT

É pública e notória a ligação do PT e do governo Lula com as FARCS, o grupo narcoterrorista colombiano. O direito de resposta concedido pela justiça ao PT contra a veja, é um atentado à liberdade de imprensa. A questão é se, é, ou não é verdade a ligação do partido e do governo com a organização. E que esta organização, mata, estoura bombas em inocentes, e sequestra pessoas em troca de dinheiro, já faz muito tempo. Os radicais do PT encaram as FARCS como uma organização revolucionária, e o governo omite o caráter terrorista da organização, tratando com rispidez o governo constitucional da Colômbia, e pararicando a ditadura venezuelana do coronel Chávez, e seus asseclas, sobretudo Evo Morales, em cujo governo a produção de coicaína subiu em mais de quarenta por cento. Os dados são da polícia federal, não da oposição, esta fraquinha e calada e incompetente, nem sei porque. Os ministros da trescloucada política externa do PT , acham que os narcoterroristas, são românticos guerrilheiros que sonham com uma utopia socialista, ou seja lá o que for. O que eles querem de fato, é uma ditadura de esquerda, e lutam contra os governos constitucionais ca Colômbia há décadas. A Colômbia, aliás, luta para aperfeiçoar sua frágil democracia, tal qual o Brasil. As atitudes e referências do governo Lula e do próprio presidente sobre a Colômbia e sua democracia são sempre negativas e raivosas. Todo mundo sabe, todo mundo vê. Além do mais, o governo deu emprego a uma esposa de um notório terrorista das FARCS, a quem o aprendiz de caudilho Chávez dá apoio ligístico desde o território da própria Venezuela. È uma vergonha esta política externa brasileira, sobretudo em relação à América do Sul. Deve ser denunciada. E nesta campanha eleitoral discutida. Já imaginaram, por exemplo, um presidente da Argentina, dando apoio logístico e material , a grupos terroristas em nosso território? Terrorista e sequestrador só na bala. Ainda mais terrorista contra um país, cuja política está no aprimoramento institucional e democrático, como aliás o Brasil? Rejeitemos o autoritarismo de direita e de esquerda. Hoje o mais perigoso, parece-me ser o de esquerda. Sobretudo dessa esquerda cleptocrática que hoje está no poder neste país.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

ENGAJAMENTOS JUVENIS

Quer seja através de uma igreja, um clube ou grupo político, os jovens tem sempre a mania de serem exagerados em seus engajamentos. E o pior é que acreditam que as resoluções serão, mais/ou menos, instantâneas, proporcionalmente ao “fervor” devotado a causa a que se dedicam. Muita emoção, muita adrenalina e, também, na maioria das vezes, muita inocência e intolerância.

Eles querem, quase sempre, mostrar de maneira bem clara e, por isso - são “espetaculosos”- que estão certos. Quer seja pela “ostensividade” nas demonstrações quer seja pela reclusão excessiva, que torna bem visível a invisibilidade a que, supostamente, se propõem - os jovens , encontram sempre uma maneira de aparecer de forma bem contundente. Evidentemente que esses processos não são vividos de forma consciente. E, é claro, também que existem as gradações e diferenças mas , de uma maneira geral - nos jovens - tudo é excessivo, desde a exuberância à timidez. Com a maturidade existe uma tendência, através “das aparas” – oportunidades, experiências e porradas - oferecidas pela vida, das pessoas adquirirem um comportamento mais estável e assumirem engajamentos mais conectados com “o sentir e pensar”, tornando o seu agir mais coerente.

Bom, existem , também – e em número bastante significativo – aquelas pessoas que envelhecem, mas não amadurecem... Não vou discutir aqui as causas “desse fenômeno”, mas que acontece, acontece.

Sem querer transformar essas “mal traçadas linhas” em verdades absolutas, e com a intenção apenas de dar um pequeno parecer sobre o assunto de forma a clarificar o contexto de alguns episódios vividos por mim, na juventude, acho entretanto , que existe essa tendência aos excessos e extremos na juventude. Partindo daí, os engajamentos ou, falta deles, são sempre exagerados e, como tudo que é exagerado, são perigosos. Temos, quando somos jovens, áreas de afinidade e interesse e coisas que nos atraem, de forma que sabemos, ou pelo menos, intuímos , o que queremos – não acredito no que se diz por aí que os jovens não sabem o que querem. Acho que em certo sentido, eles sabem sim, mas sem dúvida nenhuma com o seu açodamento e, dependendo da presença ou “falta de presença” de referências fortes, os jovens podem se perder..., nas mais diversas formas - de si mesmos, dos propósitos que perseguem e, em casos mais drásticos, da própria vida. Os meios de comunicação estão aí, com casos verdadeiramente assombrosos.

É a idade onde se corre riscos sem nenhuma consciência deles e os passos são sempre maiores ou menores do que as próprias pernas. E tanto em um caso quanto em outro existe um descompasso nas passadas.

Lembro-me que desde menina tinha um certo interesse e atração por tudo o que fosse grupo, participação e defesa de direitos. Então fiz parte de grupos religiosos, filantrópicos e políticos. Achava realmente que tinha de dar uma contribuição para a sociedade e “lutar pelos direitos dos pobres e oprimidos” – justiça para mim era a palavra de ordem, e ainda é hoje. Só que me meti em confusões monumentais porque o meu perfil de jovem era composto de timidez e ousadia e essa última característica sempre sobrepujava a primeira e criava situações realmente “danadas”.

Em época de colégio, fazia parte de um grupo da igreja católica progressista e discutíamos bastante sobre a importância de nossa contribuição para a construção de um mundo melhor - estudávamos, participávamos de passeatas de protestos e movimentos de solidariedade. Nessa época, minha ligação com a igreja era mais de cunho político e social do que religioso - fui cair em um grupo de igreja através de amigas que participavam e tive oportunidade de conhecer padres que tinham um posicionamento bem coerente diante da vida, à partir da doutrina cristã. Isso me encantava, pois minha experiência, de infância, com a Igreja Católica tinha sido muito ruim. Portanto, o que me interessou mais nesses grupos foi o contato com os protagonistas da Teologia da Libertação e disso não me arrependo de maneira nenhuma - foram ótimos esses contatos, aprendi muito.

O problema complicou mais quando fui convidada a compor a chapa do grêmio do colégio em que estudava – Colégio Estadual do Recife. Ao sermos eleitas, descobri que algumas colegas do grêmio namoravam com rapazes ligados a diversos partidos políticos clandestinos na época. Quanto a isso, já desconfiava mesmo..., não achava nada demais, mas depois comecei a perceber que éramos “joguetes” na mão desses caras e como os partidos eram diferentes, existiam brigas dentro da própria equipe. Minha situação era extremamente desconfortável porque não tinha ligação com nenhum partido e muitas coisas eram omitidas de mim – na realidade acho que fui convidada, porque tinha uma certa liderança e idéias progressistas para eles e, poderia, no turno da manhã, pois as demais colegas eram da tarde e da noite, “ inflamar” o colégio. Comecei a me desentender com as pessoas, queria ser informada de tudo – tinha esse direito!

Certa ocasião, peguei uma grande briga porque as colegas queriam buscar a adesão das alunas do colégio para uma manifestação na reitoria da Universidade Federal de Pernambuco, em protesto pela invasão da Universidade de Brasília (ano de 1968). Fui contra porque essa manifestação seria pela manhã e, no turno da manhã, a média de idade era muito menor do que a da tarde e da noite e, eu achava um absurdo expor meninas de 12 a 15 anos a uma situação perigosa, sem elas ao menos entenderem o motivo. Enfim, lutando contra minha timidez, firmei essa posição, mas no dia da tal manifestação , chegaram as companheiras da tarde e da noite – os namorados ficaram na parte externa do colégio e começaram a insuflar o grupo. De repente, chega o pai da “rebelde principal”, puxa ela pelos cabelos e a leva para casa a força. Outras sumiram subitamente e eu, sem entender direito o que estava acontecendo, me encontrei sozinha com uma colega do grupo que concordava comigo e, não tivemos saída. Eu era a vice-presidente do grêmio e as outras meninas do colégio queriam explicações, então subi em um banco e tentei acalma-las e explicar uma situação que nem mesmo eu entendia. De repente, um policial surgido não sei de onde, pega no meu braço e graças a empolgação das adolescentes que queriam livrar a nossa cara e empurraram o policial, eu e a outra colega, saímos correndo com o coração aos pulos e os pés batendo na bunda . Fizemos o percurso do Parque 13 de Maio até Colégio Estadual de Pernambuco, hoje Ginásio Pernambucano, com a velocidade de balas de canhão – não sei como chegamos vivas com todo aquele medo e pavor. Mas, como éramos jovens e o juízo era muito pouco, resolvemos , já que estávamos lá, aproveitar e participar de uma outra manifestação que estava acontecendo no momento, com outro grupo. Minha colega até inventou de dar uma entrevista para um jornalista que estava lá. Enfim, depois do susto, ficamos eufóricas e a adrenalina era tanta que não conseguíamos pensar no que tinha acontecido, nem no que deveríamos fazer. Ficamos agindo só “em cima” da emoção. Ter escapado do policial que corria atrás da gente nos deixou “cheias de poder” e foi só isso o que contou todo o restante do dia.

Márcia Suelena
19 de Outubro de 2008.

DORMI

O debate realizado pela rede bendeirantes foi morno, e terminei dormindo. Deveria mesmo seguir os conselhos de minha fillha Miriam, e ficar vendo os desenhos do discovery kids. Mas mesmo assim du para ver sa fraqueza de Dilma, a cara lisa de Plínio de Arruda Sampaio, a santidade de Marina Silva, e do tucano Serra, o melhor candidato, mas frio no debate, em suma, ruim de política. Se fosse um Brizola, teria desmascarado Dilma logo de entrada, indagando se seria ela ou Lula quem iria governar, caso chegasse à presidência. Ou mesmo, por que ela empregou no governo uma integrante das FARCs? E por que ela critica o governo Fernando Henrique aqui no Brasil, e o elogia lá fora? O próprio Lula, o mentor mor do poste Dilma, já andou elogiando o PROER e ninguém fala do assunto. É preciso politizar mais o debate, porém o mesmo deixou claro as imensas fragilidades de Dilma, que podem e devem ser exploradas. Como uma pessoa como ela, com sua obscura carreira, pode ser presidente? Seria um governo mais desastrado do que este governo, sem a habilidade política do mesmo, apesar da fraqueza da oposição. Mas vamos ver. A campanha está muito fria, e pedir votos para deputado está difícil. O povão está frio e desconfiado, nesta eleição mais dura desde a redemocratização, e fundamentral para o futuro do país, neste primeiro quarto de século.

TIA MÁRCIA

Continuo publicando as crônicas de tia Márcia. Gostei muito da nota a respeito, do amigo Roberto Almeida, que entende do assunto. Mais uma vez, muito obrigado, Roberto.

SIVALDO

Também recebi uma carinhosa nota do meu candidato a estadual Sivaldo Albino. Também aliado de Silvino e Aurora que são pessoas que prezo nesta Garanhuns que também aprendi a gostar. É preciso ter muito cuidado com os aventureiros da política, sobretudo àqueles que procuram comprar votos, nas camadas sociais que Marx chamaria de lumpen, os miseráveis, sem eira nem beira. Logo em Garanhuns, cidade tradicionalmente de votos de opinião. O aparecimento de aventureiros, sobretudo revela o vácuo na política local. Ou esta se renova, ou regride, dando margem aos piores representantes do conservadorismo e do atraso das oligarquias familiares, que, desde há muito, Garanhuns está livre. A grande jogada da política é unir as forças do progresso em torno de objetivos claros e palpáveis. Empresários, estudantes, professores, setores representativos das classes médias e populares, enfim. As elites políticas e intelectuais integrados a ética política e aos interesses comuns a todos os cidadãos. Afinal, política é a arte de juntar. Ou não ?