sexta-feira, 30 de julho de 2010

O ÍBIS E AS FARC

Certa vez, num debate com estudantes e professores de história e geografia da UPE-Garanhuns, aonde ensinei uns tempos atrás, levei uma sonora vaia quando afirmei provocativamente qua a influência do Brasil na política externa mundial, seria semelhante a do íbis no campeonato pernambucano. Depois da vaia, expliquei a irrequieta platéia que a influência do país na política internacional, corresponseria ao seu poderio econômico e bélico. E o Brasil não preenchia, estes dois fatores básicos. Com a crise econômica mundial, e o surgimento da China no cenário internacional, o mundo mudou, e o Brasil, juntamente com países como a Índia, e principalmente a China se destacaram como emergentes. Sobretudo porque o Brasil é um grande exportador de comodittes, produtos primários e agro-pecuários, grosso modo. Agora o Brasil é um novo rico, podendo participar com mais ênfase, num mundo que tende a multipolaridade. Só que o Brasil, ao invés de aproveitar melhor estes novos espaços, fez tudo errado, com uma política externa ridícula, digna de um íbis nos seus melhores, ou piores tempos. Com a política externa lulista, nosso país não ganhou nenhuma. Foi ridicularizado no Oriente Médio, e no Irã. Não resolveu, nem mediou nenhum conflito na Amárica Latina, ficando submetido a política chavista. E o pior, além de ter enterrado a ALCA, distanciou-se significativamente dos Estados Unidos, enquanto a China reforça as relações economicas com àquele país.
Aqui na América do Sul, apóia as FARC, um grupo terrorista que desde há muito, atua em conluio com o narcotráfico, pratica sequestros e tortura gente como nunca se viu nem na ditadura, e comete atentados de todos os tipos há mais de quarenta anos, quando foi fundada com o objetivo de fundar uma sociedade socialista. Isto depois de mais de uma década da queda do muro de Berlim. Estes bandidos atormentam a pobre sociedade Colombiana, que tenta sair do atraso pela via democrática, como no Brasil. Além do mais, é sempre bom lembrar que o terrorismo deve ser derrotado à bala, pois terroristas não querem conversar. E a política é essencialmente o poder da fala, da palavra, o principal instrumento que baliza a condição humana, que é interagir, influenciar, dentro de uma perspectiva essencialmente democrática. Quem luta contra a democracia, pela ditadura, sequestra pessoas, e se recusa a participar do jogo democrático, deve ser combatido à bala. Como, dar apóio a um grupo destes, e ser completamente antipático com o governo constitucional ca Colômbia? Ainda mais que, como sabemos, o tiranete Hugo Chávez dá apoio logístico a este grupo, abrigando-os no território Venezuelano, e se armou até os dentes, com a enorme compra de armas, sobretudo da Rússia, o paraíso dos mafiosos. Que aliás, esta máfia foi oriunda do velho e caercomido partido comunista da extinta União Soviética, que há mais de setenta anos escravizou e assassinou milhões de pessoas.
Foi bom o candidato a vice-presidente o desconhecido Índio da Costa desmascarar e denunciar ao povo brasileiro as estreitas ligações do governo petista com as FARC, quando se sabe, que até emprego a candidata governista arranjou para uma mulher de um dos dirigentes das FARCs, no ministério da pesca. Isto o povo precisa saber. Quanto o Brasil perdeu com esta ridícula política externa? O povo precisa saber.

DIREITA, ESQUERDA

É cada vez mais anacrônica esta divisão que veio da Revolução Francesa. Dizem que a esquerda é progressista e a direita é conservadora. Pois bem, Fidel Castro é progressista? Sarney também? E Hugo Chávez? E os dirigentes do Hamás, juntamente com os aiatolás iranianos? Ferreira Gullar é conservador? E Marco Maciel? E Fernando Gabeira? E Obama?
Lula é de esquerda? Que esquerda? Aliás, a direita foi tão desmoralizada desde a época da ditadura, que hoje ninguém se afirma como tal. Ainda mais, a direita cleptocrática está mais ativa como nunca. Aliás, grande mesmo é o partido dos ladrões, sejam tinturados de azul ou mesmo de encarnado. Eu mesmo quero me considerar de direita. Por que não ser de direita? É pecado? Meu avô, Fausto Souto Maior era de direita, e estava completamente correto, diante dos seus inúmeros tresloucados filhos esquerdistas. Um defensor da propriedade privada, do liberalismo político e conômico. Ria internamente do esquerdismo filhos. Onde estiver, deve estar rindo até hoje, não é vovô? Que olhava para mim e zombeteiramente dizia baixinho. “ Este aí é cor de rosa”.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Miriam Leitão Refazer o erro

O Globo
O governo Lula resolveu repetir erros velhíssimos como a ideia de que o Estado deve decidir que empresas e setores precisam ser grandes. A notícia de que R$ 18,5 bi foram dados ao setor frigorífico ou a reportagem da “Época” sobre os benefícios fiscais direcionados a algumas obras recriam instrumentos que criaram no passado inúmeras distorções, prejuízos e estão na raiz do processo inflacionário
O cemitério dos ex-campeões nacionais ou a ala das empresas moribundas estão cheios dessa suposta boa intenção de que se investe agora o BNDES. O banco derrama dinheiro público em determinados setores e empresas. Essa ideia velha, e já comprovadamente errada, é a de que se o Estado der muitos empréstimos subsidiados e incentivos fiscais a determinadas empresas escolhidas, elas serão fortes e vão liderar o desenvolvimento nacional.

O economista Marcelo de Paiva Abreu lembra a lista de empresas mortas ou moribundas criadas exatamente neste tipo de proposta. A Coalbra faria álcool de madeira.

A Caraiba Metais acabou tendo que ser estatizada.

A Cobrasma seria a grande líder brasileira. Enfim, inúmeras.

— Em 1975, o BNDES criou três empresas com o objetivo específico de comprar ações de empresas privadas: a Embramec, Fibase e Ibrasa. A Embramec, por exemplo, tinha o objetivo de fortalecer as empresas de bens de capital comprando ações, a Fibase fazia o mesmo com o setor de insumos básicos. Tudo isso provocou um enorme prejuízo ao país, já queimamos os dedos. Houve também incentivos para o setor bélico, com a Engesa.

Fizemos até um tanque, o Osório, que pelos planos seria o grande tanque do Oriente Médio e que foi um grande fracasso. Podese argumentar que a Embraer foi um sucesso, mas antes ela fracassou e teve que receber novas injeções de recursos públicos — lembra Marcelo.

O “Estadão” fez a conta completa do que temos dado aqui na coluna com espanto: até agora, o BNDES já concentrou R$ 18,5 bilhões em empréstimos e participações societárias no setor de frigoríficos. E mais: escolhe alguns e recusa outros. O mais beneficiado é o JBS Friboi.

Do Independência, como já disse, o banco comprou ações, deu empréstimo numa operação total de R$ 450 milhões, e logo depois ele faliu.

Na reportagem da última edição da “Época” — cuja leitura recomendo — a jornalista Isabel Clemente analisou 324 obras do PAC que estão recebendo benefícios fiscais do Reidi (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura).

As obras enquadradas não pagam PIS/Cofins. Foram encontradas várias irregularidades.

A ideia era atrair capital privado para investimento em infraestrutura, mas foi concedido até para obras que já estavam em andamento, como a Usina de Estreito. O benefício tem que ser suspenso dez dias após o fim do projeto, mas a revista encontrou várias obras encerradas há muito tempo que continuam enquadradas no benefício fiscal.

Tem que ser para o projeto em si e está sendo dado até para atividades de manutenção como troca de poste. O ministro Márcio Zimmermann admitiu o erro em um desses casos, e uma semana depois mudou de ideia. Enfim, a reportagem não deixa dúvidas de que está sendo recriado no Brasil o velho balcão de favores criado no governo militar e contra o qual se lutou tanto durante anos. Nesse balcão, algumas empresas, por razões sempre obscuras, conseguiam, de burocratas, vantagens fiscais que suas concorrentes não conseguiam. Criou-se uma enorme rede de burocracia, relações promíscuas, favores escusos, distorção.

É um risco e um retrocesso retomar esse caminho que só serviu no passado para criar empresas dependentes químicas do Estado, burocratas com poderes indevidos, privilégios que concentraram renda e muita corrupção.

Por que errar erro tão velho e tão comprovadamente distorsivo? Quando os privilegiados quebravam, a dívida era estatizada e muitos deles continuavam ricos. Foi assim que o Brasil foi alimentando o processo inflacionário.

Não é a única causa, mas certamente está na raiz do processo que inchou de forma descontrolada os gastos públicos e concentrou renda.

— Não é o caso de ser purista. Há momentos e situações que podem haver subsídios, como, por exemplo, o incentivo ao investimento na inovação tecnológica. A concessão generalizada e sem critério, em vez de estimular, inibe o desenvolvimento tecnológico. Se os benefícios vão ser distribuídos indiscriminadamente, para que fazer o esforço de inovação? — pergunta Marcelo de Paiva Abreu.

Os benefícios fiscais do Reidi são perigosos porque são nebulosos em si e, além disso, são distribuídos de forma obscura.

— São criticáveis em princípio e ainda têm problemas de implementação.

Nós estamos ressuscitando instrumentos que deram errado sem ao menos fazer um estudo dos nossos erros — disse o economista.

Há outro efeito que já vimos acontecer, empresas super protegidas e aduladas por recursos públicos não se firmam, pelo contrário, passam a depender eternamente dos mesmos favores.

— O risco é de criar uma indústria eternamente infantil — disse.

Com incentivos fiscais e dinheiro barato está se fazendo também uma grande cooptação do setor empresarial.

Quem não é beneficiado, tem esperança de ser. Mas o processo é insustentável a longo prazo.

Isso já vimos e nos custou muito caro.

AS VELHINHAS E OS SAQUINHOS DE PLÁSTICO

Uma coisa que sempre me chamou a atenção, quando eu era bem jovem e entrava num banco, era a quantidade de saquinhos de plásticos que as velhinhas levavam na bolsa e a confusão que elas faziam quando chegavam “ na boca do caixa” para separar os documentos, boletos de pagamentos, etc.

O que me chama a atenção, hoje em dia, é que talvez essas velhinhas de que me recordo, não fossem “tão velhinhas” como eu pensava - quando somos jovens, qualquer pessoa com quinze anos a mais do que nós, já é considerada velha. Posso perceber, também, que a quantidade de “saquinhos” que eu via, tem mais relação com a agonia e insegurança que está subjacente nas pessoas que tem muito pouco dinheiro para gerir e algumas pequenas transações bancárias de manutenção mensal para fazer, do que com a idade em si.

Sim, porque todas as velhinhas que me lembro com saquinhos, “estavam mais” para pessoas pobres, do que ricas.

Puxando pelo “cordão da memória”, lembro-me de uma fase em que estava extremamente apertada em questão de dinheiro e era, ainda, bastante jovem. Comecei a separar com muito cuidado, o dinheirinho da conta de luz, o da de água, o da semana... - usar uma liga ou clips e, ordená-los, em pequenos pacotinhos dentro de uma bolsinha. Eu estava simplesmente reproduzindo o comportamento daquelas “velhinhas” do banco, sem entretanto conseguir fazer a menor analogia entre mim e elas e continuando a achá-las engraçadas.

É interessante isso... ficamos fincadas lá “no nosso ponto” a observar os outros sem nem desconfiar que, “do nosso ponto”, o nível de abrangência é muito pequeno, principalmente quando somos jovens.

Parece até, que quando somos jovens “na idade cronológica”, somos de certa forma, “velhos” - no sentido de rígidos - nas idéias.

Nesse sentido poderemos dizer que colocando de lado as questões objetivas da idade cronológica de nosso corpo, com suas limitações e potencialidades de acordo com a faixa etária, os jovens não são, necessariamente, modernos e a as pessoas da terceira idade não são tampouco, necessariamente, atrasadas. Essas questões tem mais a ver com a sensibilidade, vitalidade e maturidade de cada um.

Em princípio, temos a mania de associarmos a palavra vitalidade a jovens e maturidade a pessoas mais velhas..., acho essa associação pobre porque “não dá conta” de toda a problemática. Sabemos que tem pessoas que nunca irão amadurecer mesmo que vivam cem anos e, sabemos também, que a depressão, mesmo em pessoas muito jovens , faz perder a vitalidade.

Portanto, os conceitos e preconceitos sobre juventude e velhice que trazemos conosco ao longo da vida, acentuados por uma cultura que enaltece a beleza e o corpo, desvalorizando de certa forma as pessoas de mais idade, precisam ser constantemente revistos, principalmente pelas pessoas que estão envelhecendo.

Tenho pensado muito nisso e, lido bastante à respeito, como forma de me proteger de mim mesma e dos outros, porque o que os outros pensam só terá rebatimento na minha pessoa se eu estiver alinhada a esses pensamentos. Enfim, nessas minhas “elocubrações” sobre juventude / maturidade / vitalidade / velhice, o que estou querendo mesmo é mergulhar fundo em tudo o que está posto pela mídia com o seu culto a beleza e corpo juvenil e o que está escondido, ou bem menos visível, nas experiências de pessoas que conseguiram passar pelas diversas fases da vida de forma intensa, rica e saudável.

Não dá para subestimar o poder da mídia e o estrago que ela faz de forma subliminar na vida das pessoas que se entregam, de corpo e alma, a ela. Não dá, também, para desconsiderar que o tempo se manifesta de forma flagrante em nossos corpos. A questão, para mim, não é negar a idade e fazer de conta de que nada aconteceu com a gente..., muitas pessoas que fazem isso e ficam correndo atrás e, abusando, do elixir da juventude nas suas diversas formas: cirurgias plásticas, modas,etc., não conseguem tapar o buraco que criam dentro delas com a ilusão da eterna juventude. Para mim, a questão é de tentar ser feliz com a idade e possibilidades que se tem - deixar nascer e florescer novas formas de prazer, preservando o que é possível preservar, de forma saudável.

Por que escrever sobre isso e por que intitular esta crônica de “as velhinhas e os saquinhos de plástico” ?

Bom, primeiro porque acho que não é evitando de falar sobre a velhice que deixaremos de envelhecer . Segundo, foi esse título, aparentemente engraçado, que me levou a ver os equívocos de interpretação de fatos que ocorrem nas nossas vidas.

Márcia Suelena
20 de junho de 2008.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

ESTÁ DIFÍCIL

Realmente está difícil votar. O que tem de candidato ruim não é brincadeira. Todo mundo sabe que voto em Serra, Jarbas, Marco Maciel e Jungman. Para deputado a coisa está dificil. Em quem votar? Na época de redemocratização, tínhamos muitos candidatos de opinião, oriundos em sua grande maioria da chamada classe média. Marcos Freire, Marco Maciel, Krause, Jarbas, Arraes, Arthur Lima Cavalcanti, e muitos outros que agora nem vem à memória. Hoje, movidos pelo dinheiro, atacam pela esquerda muitos candidatos sustentados ou pelos sindicatos pelegos, e pela própria corrupção estatal, ou mesmo os ricos de sempre.
E o pior: A banalização da política através da corrupção eleitoral faz com que a classe média não tenha condições de competir. Há muito precisamos de uma reforma política. Marco Maciel tem um dos poucos projetos a respeito, mas há mais de vinte anos dormita nos escaninhos do senado. O próprio Raul Jungman luta também para tal. Ainda não tenho candidato para deputado. Para estadual, penso em votar em Sivaldo Albino, que tenho ótimas informações, embora nem o conheça pessoalmente, e, ademais, isso não importa. É da região, que deve ser representada na fatídica e sempre governista assembléia estadual. Aliás, o número de deputados estaduais deveria ser reduzido pela metade. Para que tanto deputado estadual? Votaríamos em dois deputados, um em lista aberta, outra na lista fechada. Bem mas isso é outra história. Ainda estou pensando em quem votar para federal. Atenção políticos, não me procurem. Só tenho meu voto. Graças a Deus.

terça-feira, 27 de julho de 2010

SUPERPOSIÇÃO DE IMAGENS

Spielberg, em suas “ficções cinematográficas”, utilizando todos os recursos do cinema moderno, consegue realmente traduzir com toda a veracidade a relação presente/passado e espaço/tempo, tal como ela realmente se dá.

Chego mesmo a imaginar que a criatividade dele consistiu, principalmente, em levar para a” grande tela”, o que está dentro de todos nós. Ele, consegue nos mostrar de uma forma um tanto engraçada e cheia de efeitos especiais, a perfeita intercessão entre hoje/antes/depois e novo/velho/novo.

É claro que para ver isso é preciso se observar !

Quem de nós nunca “experenciou” uma situação de projeção de futuro, ou de volta para o passado, se sentindo, ao mesmo tempo, um ator e observador de si mesmo, e se divertindo com o novo/velho e o ontem/hoje/amanhã, andando juntos ?

É só nos darmos ao trabalho de observar essas situações e acharemos a experiência tão fantástica quanto um filme de Spielberg. Tem mais...,todos os efeitos especiais utilizados por ele, serão absolutamente desnecessários, porque essas coisas assumirão “um ar” de realidade/naturalidade “bem normal”.

Estou escrevendo sobre isso porque tenho uma experiência “bem fresquinha” sobre esse assunto. No último 26 de março, tive a oportunidade de voltar a Garanhuns, minha terra natal, depois de 12 anos de ausência. Foi uma verdadeira viagem espacial/temporal - quase fico louca de excitação, prazer e estupefação !

A cabeça estava cheia e ao mesmo tempo vazia, no sentido em que ela, em absoluto, não sentia nenhum peso..., só integrava tudo o que vinha e deixava fluir.

De vez em quando, eu abria um parêntese entre meus pensamentos, sentimentos e emoções e dizia para minha colega de trabalho, que estava ao lado, qualquer coisa do gênero: “espera aí um pouquinho, tou me imaginando correndo nessa rua...” – ela ria muito e eu parava e ficava quietinha, só olhando. Nessa peregrinação, visitei o Colégio Santa Sofia, a Igreja Matriz, a rua Dom José e andei para cima e para baixo na Avenida Santo Antônio, a rua principal do comércio e onde ficava a casa em que morei na infância.

Como se isso não bastasse, o destino ainda “deu uma mãozinha”, trouxe para Garanhuns um amigo da “contemporaneidade adulta”, que estava morando por lá. Nos encontramos em um bar e conseguimos juntar em uma mesa, além de nós : um cara que escrevia no jornal da cidade e tinha conhecido meu pai e irmãos e um representante do “Boi Macuca”, banda musical, que tinha se encontrado com minha filha e ex-marido, em 1998 na Copa do Mundo, na França. Enfim, a mesa estava posta para todas as conexões possíveis e o papo foi delicioso – ricamente temperado.

Não só me imaginei, como realmente me senti, pequena e grande, no Garanhuns antigo e novo.

Todo o progresso e desenvolvimento da cidade, que no início me causaram um certo impacto, se fundiram numa mistura uniforme com a mesma cor, alternando apenas os tons.

Compreendi que, mesmo me cognominando “cidadã do mundo”, por ter morado a maior parte de minha vida em vários outros lugares, o núcleo de meu mundo é Garanhuns, por mais distante que eu aparente e pense estar, dessa cidade. Enfim, Garanhuns está entranhada na paisagem de meu imaginário e eu estou descobrindo isso agora.

Fui a Garanhuns fazer uma Terapia Comunitária com um grupo de colegas de minha instituição de trabalho e, foi muito engraçado. Na condução de todo o processo de grupo, houve momentos em que tive vontade de rir por me aperceber que estava fazendo um trabalho de adulto em uma terra que eu só me via como criança e, ao mesmo tempo, estava lidando com pessoas que tinham se tornado adultas, em minha cidade de infância. Bom, acho melhor eu parar por aqui..., acho que deu para entender, não deu ?

Márcia Suelena

20 de maio de 2008.

VOLTEI

Depois de alguns dias de folga, volto ao velho blog. Também passei um tempo a corrigir tarefas escolares, o que nos dá, professores, uma canseira danada. O chato da educação é a burocracia. Nós, professores, deviamos ter mais tempo para estudar. Mas, é isso aí. A política anda na mesma, com eleições duríssimas, talvez a mais dura, desde a redemocratização. Nunca, em tempo algum, usou-se tanto a velha máquina pública para eleger um candidato,ou melhor, candidata, no caso de Dilma, a laranja de Lula. Muito azeda, para meu gosto, e, se leita, será o poste de Lula. E o stalinismo cleptocrata terá chegado finalmente ao poder no Brasil. Execrado no mundo, na Europa desacreditado desde os anos cinquenta, o stalinismo finalmente chega ao poder no Brasil. Mas, vamos ver. Serra é forte, e o povo não é tão bobo. Quem errar menos, vence, como numa complicada decisão de copa do mundo.

TIA MÁRCIA

Vou publicar umas pequenas crônicas de minha querida tia Márcia. Ela mora em Recife, tem duas filhas com dupla nacionalidade francesa brasileira, Karine e Natacha, que atualmente moram na França. Estudou e passou a infância em Garanhuns, quando ainda na adolescência foi morar em Recife, mais precisamente em 1964. Estudante de ciências sociais, formou-se em sociologia, e trabalha até hoje com as comunidades pobres, mais especialmente na área de delinquência juvenil. Foi também militante política, como muitos jovens idealistas, forjados no espírito da guerra-fria e na revolução cubana. Suas histórias refletem temas do cotidiano, que misturam experiências existenciais e memória, pois, como diria Gilberto Freyre, nunca deixamos de ser os meninos que fomos no passado. Tia Márcia também é minha irmã, daquelas mais velhas, pois fui criado junto destes filhos de Maria Irenita, e Fausto Souto Maior, meu avô, sobretudo os mais novos, que me influenciaram e ainda me influenciam bastante, como o falecido prematuramente Rogério, Nita, Fausto e Romero.
Estas crônicas são muito bonitas, e como as boas crônicas, retratam as coisas simples do cotidiano, misturas de imagens com pensamentos, reflexões de vida, enfim, você leitor, tire as suas conclusões.

O maquinista do trem fantasma apita em todas as curvas do país sem ferrovias

AUGUSTO NUNES

VEJA ON-LINE
O presidente Lula já apareceu fantasiado de piloto de avião, cangaceiro, noivo de festa junina, cavaleiro, cacique, caminhoneiro, sem-terra, índio boliviano, rei africano, cartola, dono do time, jogador de futebol, churrasqueiro, até de estadista. Mas nunca foi fotografado brincando de maquinista numa locomotiva. Não por falta de vontade, mas por falta de locomotivas, vagões e trilhos. A rede ferroviária brasileira é pouco mais que nada, o sistema de transporte de passageiros está em frangalhos. Mas Lula resolveu juntar à coleção a fantasia de maquinista de trem-bala.
“Vai ter gente que não vai gostar, porque estamos gastando dinheiro no trem-bala”, recitou outra vez, sempre duelando contra o sujeito indeterminado. “Essa gente quer fazer um trem lesma, mas nós queremos logo o bicho mais ligeiro. O pessoal viaja para China e lá o trem é maravilhoso, mas aqui no Brasil é aquele toc-toc pendurado. O Brasil tem competência e vamos fazer”. Com um presidente que diz essas coisas, nenhum país pode fazer muito. Em matéria de ferrovia, o Brasil de Lula não tem feito coisa alguma.
A menção à China confirma que o chefe de governo é fruto do cruzamento da soberba com a ignorância. Em 2002, quando os chineses embarcaram pela primeira vez num trem de alta velocidade (TAV), a malha ferroviária tinha 54 mil km de trilhos espalhados por um território de 9,6 milhões de quilômetros quadrados. O Brasil tem 8,5 milhões de quilômetros quadrados e menos de 29 mil km, quase todos administrados por empresas privadas e restritos ao transporte de cargas.
A frequência e a desenvoltura com que despeja vigarices ferroviárias sugere que, para Lula, brasileiro aceita qualquer número. O silêncio dos adversários sugere que a oposição odeia conferir contas. Se não fosse assim, multidões de adversários estariam debruçados sobre relatórios oficiais que retratam o espetacular descarrilamento da tese da herança maldita: basta colocar em trilhos paralelos o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso e primeiro do sucessor. Entre o começo de 1989 e o fim de 2002, os investimentos em ferrovias passaram de R$ 600 milhões. Nos quatro anos seguintes, não chegaram a R$ 519 milhões.
Só Lula consegue ser pior que Lula, atestou o mais recente balanço do PAC. De janeiro de 2007 a abril de 2010, o governo triplicou os gastos do primeiro mandato para anexar à rede apenas um trecho de 356 km da Ferrovia Norte-Sul, que começou a ser construída em 1987 e foi sucessivamente interditada pelas milícias do PT. Num discurso pronunciado em Aracaju no ano seguinte, o Lula oposicionista incluiu a obra entre as provas de que “José Sarney é o maior ladrão do Brasil”.
“O presidente da República”, berrou o palanqueiro, “ao invés de fazer açude, ao invés de fazer cacimba, ao invés de fazer poço artesiano ou fazer irrigação no Nordeste, vai gastar 2 bilhões e meio de dólares pra construir uma ferrovia, Norte-Sul, ligando a casa dele no Maranhão até a casa dele em Brasília”. Nada como um trilho depois do outro: em quatro anos, Lula torrou R$1,15 bilhão no que lhe pareceu, até o fim do século passado, “um monumento à gastança”.
Canastrões não se inibem por tão pouco, avisa a performance do protagonista da farsa. Se não há obras a inaugurar, sobram pedras fundamentais, licitações, leilões e editais. Se quase nada foi feito, muito se fará, garante a discurseira do presidente e da sucessora que inventou. Nos próximos quatro anos, anda declamando a dupla no comício mais longo de todos os tempos, o Brasil ferroviário será vitaminado com R$ 43,9 bilhões ─ 40 vezes mais que o dinheiro aplicado nos dois mandatos do supergovernante. Pelo menos R$ 33 bilhões serão engolidos pelos 500 km do trem-bala.
Em 2008, quando foi incluído no PAC, o trem-bala custaria R$ 20 bilhões, seria licitado em 2009 e começaria a circular em 2014, para mostrar aos turistas deslumbrados com o anfitrião da Copa do Mundo que com o Brasil ninguém pode. Há 10 dias, quando Lula e Dilma inauguraram a promessa de começar a costrução assim que puderem, o trem-bala brasileiro transformou-se no primeiro da história que, ainda na fase do edital, ficou 50% mais caro e acrescentou mais dois anos ao prazo originalmente fixado para o fim das obras.
O maquinista do trem fantasma segue apitando em todas as curvas do país sem ferrovias. Mas o histórico da Era Lula informa que o colosso não ficará pronto em 2016. Talvez não fique pronto nunca. Melhor para o Brasil, que não precisa de trem-bala. Só precisa de trens e ferrovias.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

TRUCULÊNCIA

Como estava sem computador, soube atrasado da truculência contra o nosso amigo Roberto Almeida. Quem o conhece, sabe muito bem que ele é frágil fisicamente, e uma doce pessoa, que trabalha bem, é honesto, homem dedicado sobretudo a família. E também de coragem. Trabalha num ramo difícil, numa terra de homens iletrados. Como homem político e humanista, acredita no aperfeiçoamento das instituições e pela ética na política (nem sei, como gosta tanto do governo Lula, mas isso é outra história) como sou gozador, gosto de dar-lhe umas alfinetadas. Porém, nunca nossas divergências políticas, atrapalharam em nada nossas relações pessoais, antes pelo contrário. Gosto da divergência, da diversidade, do confronto, base da democracia e do respeito alheio. Nem sei quem o fez mal, nem exatamente porque, mas deve ser mais uma alma que precisa de reza.
Porém, a questão de fundo ,são as verbas públicas destinadas a festas, muitas delas com gosto duvidoso. Garanhuns deve ser incentivada para produzir cultura, e não simplesmente reproduzi-la. Para mim em relação à cultura, governo só deveria entrar com dinheiro, no financiamento de instrumentos para a formação de bandas no município, e na abertura de espaços culturais, incluindo multimídia, para o povão, além da construção em sistema de parcerias de bibliotecas de bairro. Os grandes eventos, a prefeitura e os empresários do ramo. Até o carnaval é financiado, e a corrupção campeia, das pequenas e das grandes. É verdade que um grupo local ganhará quinhentos contos de réis no festival de inverno? Parece Piada. E as propinas, serão de quinhentos contos? Claro, não estou falando só neste governo, mas até festa de jogo de seleção está sendo financiada com dinheiro público, engordando, desde as pequeninas, porém nocivas catitas, até as ratazanas de sempre. Sem punição, aonde vai o dinheiro público, vão os ratões do pantanal, e todas as qualidades de roedores do erário. Quem não sabe disso?
Aliás, do festival de inverno, só gosto mesmo é dos concertos da igreja, que apesar das deficiências acústicas, pelo menos tem-se em que sentar, e ouve-se música de qualidade. Sou um sujeito chato ,metido a elitista,pois nem gosto de rock, nem tampouco de MPB. Acho bossa nova um saco, com raras exceções. Ouço mesmo é música clássica e instrumental, e quando estou bêbado, um bom brega, cujo rei é claro, é o velho Roberto Carlos. Mas gosto também de Bartô Galeno, Milionário e José Rico, José Ribeiro, e claro , dentre muitos o velho e bom Maurício Reis. Ademais, o bom do Brasil é a breguice. Ainda mais, ver cantores de gosto duvidoso como Rita Lee, ou mesmo os horríveis grupos de Rock nacional, na chuva, segurando a carteira por causa dos ladrões, estes de carteira, mais românticos, não? Os bares,além de caros, com péssimos tira-gostos. Prefiro a festa do Tará. Porém tem muita gente que gosta, fazer o quê? Viva a diferença, ora bolas.
Enquanto esta situação perdurar, quanto não perderemos? Alguém tem que fazer esta conta, em todos os quadrantes e instâncias nacionais, mas quando? Por essas e outras, nosso meninos estão chegando ao segundo grau sem saber ler direito. Certamente por isso, tem muitos idiotas no mundo. Sobretudo no Brasil, além, é claro, do idiota da objetividade que vos escreve. Um abraço ao velho Roberto, velho parceiro de velhas lutas inglórias. Estou com você e não abro. Nem para são Lula.

A CAMPANHA POLÍTICA

Começou pra valer. Contrariando muitos espertos analistas políticos, a parada está empatada. Muitos “previram” a “virada” de Dilma em março. Depois abril.Maio e junho já passaram, e ela não virou. Serra é mesmo muito forte. Contra são Lula, e toda sua poderosa máquina de propaganda, e milhares de admiradores na mídia, que sorrateiramente ou não, lhe ajudam. Mas Serra deve é mesmo desmascarar a Dilma marquetada, digamos assim. Fazer-lhe mostrar sua própria cara, raivosa e autoritária. Será que vai conseguir? E também sua falta de experiência. Se ganhar, vai mesmo governar? Será ou não,uma verdadeira laranja? O povo quer saber.O povo deve saber.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Contas de Caetés

Até as pedras sabem que as contas da prefeitura de Caetés sempre foram devidamente rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado. E que ocorrem muitos processos na justiça por improbidade administrativa.A previdência municipal está literalmente quebrada,e o municipio está há muito tempo sem receber recursos federais, por questões de inadiplência com o governo. Só que recetemente,num momento de rara indenpência da câmara de vereadores local,rejeitaram as contas municipais. E o prefeito está inelegível.Para Tentar reverter a situação, segundo um agente do FBI me contou, que trabalha na câmara, é vereador e presidente da mesma, que o ex-prefeito e candidato a deputado queria anular a reunião que rejeitara suas malfeitas contas.Como não teve jeito,apalou para a justiça,através de liminar,categoricamente rejeitadaem despachodo Juiz,que ressalta a soberania e independência do legislativo municipal na questão.O ex-prefeito alegou que não teve direito de defesa, mas o que faltou mesmo foi articulação politica, quando, pelo menos momentaneamente, a câmara fugiude seu controle. Vejam como é importante uma câmara independente. Coisa rara nos nossos municipios, pois os prefeitos através de conver$açôes,sempre obtém a maioria.Com esta confunsão toda,não poderá mais ser candidato. Bem feito. Mas hoje a câmara está de novo sob o controle. Dois veriadores se pa$$aram para o lado do atual prefeito, que todos dizem que é laranja pois quem manda mesmo é o ex-prefeito. Que quer poe que quer ser deputado com o dinheiro de Caetés. Até as formigas, politizadas ou não sabem disso. Segue a decisão do Juiz negando a liminar do ex- prefeito.
Mentiras?
Recebi muitos elogios pelo artigo mostrando a situação politica da nossa pobre caetés. Também recebi muitas pauladas. muitos raivosas, e algumas até ameaçadoras . Mas nenhuma afirmou que minhas palavras foram mentirosas. ademas, a justiça está aí para quem quiser contestar minhas declarações. e também quero dizer que não tenho medo de papa figo. Nem de cumadre fulozinha.
Autos nº0000287-30.2010.8.17.0400
Parte autora/requerente: JOSE LUIZ DE LIMA SAMPAIO
Parte ré: MUNICÍPIO DE CAETÉS
DECISÃO

Não se justifica a antecipação dos efeitos da tutela.
Como cediço, exige a lei a demonstração pela parte autora da
verossimilhança do direito alegado, bem como a demonstração do risco de
dano.
No caso dos autos, não logrou a parte autora demonstrar a
verossimilhança do direito alegado, de modo a justificar decisão judicial
antecipatória, que é excepcional, pois posterga aquele que é um dos
mecanismos mais importantes para a garantia de um processo justo: o
contraditório.
A verossimilhança de que fala o art. 273 do CPC demanda
demonstração eloqüente, contundente. É mais que mera fumaça do bom
direito (requisito para a cautelar)
Não se mostra provado, prima facie, que a Câmara de Vereadores se
omitiu em seu dever. Há nos autos um requerimento (fl. 23), mas não se pode
saber, antes do contraditório e da coleta de outras provas, se a matéria foi
objeto de votação e se deveria necessariamente ser.
Não encontra-se demonstrado, por outro lado, nesta etapa preliminar
do processo, que o procedimento adotado pela Câmara mostrou-se eivado de
nulidade, como pretende fazer crer a parte autora, que diz, mas não prova, que
não teve oportunidade de se defender por ocasião da procedimento que
rejeitou suas contas na Câmara Municipal.
Presumem-se válidos os atos administrativos até prova em contrário, e
se mostra extremamente precipitado declarar a nulidade de um ato referendado
pela maioria dos representantes do legislativo caeteense antes do contraditório.
É preciso analisar com mais profundidade os efeitos e abrangência das
decisões do TCE referenciadas. Os documentos de fl. 11/12 não se revestem
das formalidades necessárias para que este juízo admita-os como verdadeiros
para tomada de tão grave decisão. Podem ter sido digitados por qualquer um,
ou mesmo modificados, após baixados pela internet. Será este mesmo o teor
dos documentos?
E se for este o teor, não se mostra possível analisar abrangência e
conseqüência sem a juntada do inteiro teor do julgamento, e a parte autora
juntou apenas ementas e certidão de julgamentos.
Mas há mais.
A prudência deve ser redobrada no caso dos autos tendo em vista que há
possível violação ao erário envolvida. A rejeição de contas se coloca como
instrumento para a garantia da probidade no trato com a coisa pública, e retirar
o efeito do julgamento realizado pelo TCE e Câmara, antes do contraditório, e
com provas frágeis e lacunosas, implicaria enfraquecer os controles
estabelecidos constitucionalmente para a proteção do erário.
Isso posto, não vislumbrando a verossimilhança do direito alegado,
indefiro o pedido de antecipação dos efeitos da tutela.
Citem-se e intimem-se.
Caetés, 22/06/2010.


Andrian de Lucena Galindo
Juiz de Direito

O gordo de Caetés

O GORDO DE CAETÉS

Claro, estou me referindo ao Gordo-Severino de Zé de Sinhozinho, este o fundador da vila do Araçá , com seu famoso bar-restaurante-supermercado, que vende até sapatos lá na entrada de Capoeiras. Gordo tem sido a maior revelação da câmara de vereadores de Caetés nos últimos tempos.
Vereador da oposição, tem se mostrado um vigilante, muito crítico da administração comandada por Zé da Luz, que quer ser deputado e prefeito de Garanhuns. Tem cobrado muito da administração municipal, mostrando as inúmeras falhas da mesma, e tentando conscientizar o povo da necessidade de mudanças radicais na prefeitura.
Na última semana, foi manchete de vários blogs nacionais, e jornais da grande imprensa, como um vereador de oposição na terra de Lula. O gordo prova, em poucas palavras que o presidente pouco fez por Caetés.Nem tanto por culpa sua, mas pela terrível administração que vem devastando o município há mais de uma década. A prefeitura está inadimplente com o governo federal, o que tem impedido a vinda de verbas. E também com a falta de projetos, pois, segundo ele, o ex –prefeito é quem usa a cidade para financiar suas campanhas para prefeito de Garanhuns ou mesmo para deputado.
Ultimamente ele está elaborando uma grande lista daqueles profissionais da educação que tiveram que deixar a cidade , sobretudo por falta de apoios. Muitos estão em estados como Roraima e Tocantins, além de Alagoas, e outras cidades de Pernambuco. Por não serem áulicas do prefeito, e como o município está há mais de uma década sem concurso público, Caetés,ora vejam só, exporta seus melhores profissionais na área de educação...Será que a cidade não precisa? Foi uma boa idéia do gordo.Dá para a população perceber que a politicagem, quando misturada com a educação, sempre resulta em desastre. Afinal, quem mais perde com isso? Enquanto isso, uma professora, claro, geralmente mal-formada, recebe salários irrisórios, e só ensina quem vota nos candidatos do prefeito. Bonito, não? Boa idéia esta do Gordo, e , certamente outras virão. Quando estiver pronta, vamos divulgar a lista, e acender mais este importante debate. Sobretudo agora, quando se busca a tão sonhada qualidade na educação pública. Obrigado Gordo, o povo agradece.