sábado, 27 de fevereiro de 2010

MANIQUEÍSTAS E TOTALITÁRIOS

Leio nos jornais, que o senhor Marco Aurélio Garcia, um dos principais mentores ideológicos da desastrada política externa brasileira, disse, a respeito da morte do dissidente cubano, por greve de fome. “ O bom mesmo é que não tivesse dssidentes”. Ah, é? Este cidadão sonha com uma sociedade sem dissidentes, aonde todos concordassem e apoiassem el gobierno? Este sujeito devia ou estar preso ou no manicômio. Preso por atentado às liberdades democráticas, ou no manicômio, pois só um ser inteiramente pirado pensaria numa sociedade tão perfeitamente totalitária, digamos assim. Seriam todos robôs? E é este cidadão que está colocando a política externa do país num paradigma, digamos chavista, defendendo tudo o que é ditadura mundo afora. O Irã, com seu totalitarismo teocrático, A Líbia, Cuba dos Castro, e os cacarecos políticos e ideológicos da “nuestra América” como Venezuela, Bolóivia Equador e Argentina, o ex rico que está ficando cada vez mais pobre com esta conversa toda. A Argentina, depois da Segunda Guerra, despontava como a sexta economia do mundo. Hoje, com seus populismos a partir do malfadado Perón, é menor, economicamente falando, do que o estado de Minas Gerais.
Com o apoio ao Irã, adeus assento no conselho de segurança. E cada vez mais nossa parceria econômica e comercial com os EUA decrescem. Os lulistas afirmam que em contrapartida, o comércio com a China cresceu enormamente, compensando as perdas com as relações comm os EUA. Em relação à China, as relações econômicas já são, digamos desfavoráveis ao Brasil. Exportamos comodittes, como minérios e produtos agricolas, e importamos produtos industarializados. Enquanto o comércio com a China, já representa para o país mais de quinze por cento to total, para a Chima o comércio com Pindorama significa menos de um por cento de seu comércio mundial. Sacaram? E ainda, Lula, muito maluco, quer ter a pretensão de liderar a China, não é engtaçado? O certo seria mantermos um aumento de comércio com os EUA, e também com a China, ou quaisquer países, de acordo com nossos interesses. Isto sem falar na União Européia. A mentalidade dos ideólogos da nossa desastrada política externa, é dos tempos da guerra fria. Claramente, o mundo é outro, caminhando felizmente para a multipolaridade. Aí é que entram os chamados emergentes, e é preciso ter muita responsabilidade, mudando radicalmente esta defasada e desastrada política externa.
Apoiar a ditadura cubana, é uma falta de respeito com o cidadão brasileiro. Fidel, está podre de velho, e coisa ruim é duro de morrer, acho que nem o diabo quer. Àquele irmão dele, o Raúl, devia ser fuzilado, do mesmo jeito que já fizeram com muitos pais de famílias cubanos. Disse cinicamente que a culpa pela morte em greve de fome era do imperialismo americano. Parece piada, não? E Lula, disse que o Brasil não pode ser culpado por alguém que decidiu não comer. Engraçadinho, né? Não sabe o que é greve de fome. Aliás, na greve do ABC, quando Lula foi preso num hotel gradeado da polícia federal, e hoje recebe aposentadoria por este ato de “heroísmo”, tentou fazer uma greve de fome, mas mão passou nem um dia. Os grevistas roubavam chocolates, uns dos outros, até que os militares, ironicamente, serviram Lula, ao molho rosé. Claro, todos se fartaram de comida, fazendo o arcebisbo dom Paulo Evaristo Arns, falar para acabar com àquela palhaçada. Duvido, que por quaisquer causa, Lula passe três dias sem comer. É ruim, não? E sem beber? Quantos dias passaria?
A ditadura cubana é tão asquerosa, que proibiram ao m´paximo a presença de pessoas no enterro, E durante a greve de fome, aumentou a repressão aos dissidentes que se reuniram um dia desses...Num terreno baldio. É. O que a ditadura cubana reserva para seus pobres opositores. Toda va cúpula pestista, inclusive figuras como Franklin Martins, sorridentes, tiravam retratos com Fidel e Raúl. Uma vergonha para o Brasil. Mais uma!
Dessa história toda, vale resaltar a coragem da mãe do dissidente, herói da resitência democrática neste triste país caribenho. Ela corajosamente abriu a boca, afirmando que durante sua longa agonia, seu filho foi initerrupta e barbaramente torturado. A respsito de greve de fome, Lula podia falar com seu ex aliado Frei Beto, que fez uma greve de fome a favor dos presos políticos aqui no Brasil. Aliás, a esse respeito Frei Beto não fala. Ele também apóia o regime cubano, para essas pessoas, tal como o finado general Geisel, e a democracia é relativa. O que vocês acham?

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Reinaldo Azevedo-EIS AÍ, BRANQUELOS! FAÇAM BOM PROVEITO DESTE GRANDE LÍDER GLOBAL! VEJA ON LINE- A fantasia caiu! Finalmente! Agora o mundo já conhece o que Lula conseguiu esconder com o seu "carisma" durante alguns anos: não pensa, sobre a ordem internacional, nada muito diferente do gorila Hugo Chávez. O petista só é mais serelepe, amestrado e aprende melhor alguns truques. Mas a essência é a mesma. Solte-o no picadeiro político sem amarras para ver. A política externa brasileira logo começa a fazer micagens e a jogar pedaços mastigados de ovos e bananas no público. Quando não joga coisa pior, a exemplo desta terça-feira. O presidente brasileiro discursou ontem — de improviso, como gosta — em Cancún, no México, na solenidade de criação de uma patacoada irrelevante chamada Comunidade de Países Latino-Americanos e do Caribe. E, bem…, sou obrigado a dizer que, mesmo para seus tão elásticos padrões, ele exagerou desta vez. Lula atacou os EUA, a União Européia, a ONU e qualquer outra coisa que cheirasse a civilização. Acusou os ricos por todas as mazelas e dificuldades por que passa o mundo e defendeu a China. Agora, as coisas estão em seu devido lugar. Eu espero por este Lula há pelo menos sete anos. Já estava cansado do falso. Enquanto falava, via-se ao fundo a soturna figura do Rei do Tártaro, o domador Marco Aurélio Top Top Garcia. Ele saboreava a sua vitória, quase mastigando-a com seus dentes novos e suas idéias velhas. Aquele era o seu "Moisés". Ele tocou em Lula e disse: "Parla!" E Lula "parlou" por todos os cotovelos. A tal comunidade, como já chamei aqui há muito tempo e está em toda parte, é assim uma "OEA do B", com o teor democrático rebaixado e a concentração de ditadura aumentada: o grupo não aceita a participação de EUA e do Canadá! Credo!!! Isso não! No lugar, entra Cuba. Isto define bem a entidade: a maior democracia do mundo está proibida de entrar, mas uma das maiores tiranias do mundo é recebida com honra. Lula, aliás, deixou Cancún e seguiu direto para o presídio controlado pelos irmãos Castro, aquele sem comida, remédio e liberdade. Em Cuba, vida boa mesmo só em Guantánamo. Os terroristas presos lá são um verdadeiro showroom de vitaminas e proteínas se comparados, por exemplo, aos professores escravizados por Fidel. O terroristas presos na base têm ao menos papel higiênico. Os pobres cubanos têm de se virar com as páginas do Granma e com os discursos de Fidel… Mas voltemos ao principal. A fala de Lula foi a confissão de uma monumental derrota. Depois de sete anos adulando todos os ditadores e terrorista da Terra em busca de apoio para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, ele capitulo. Sabe que não a terá. Saudado como o líder natural do grupo, desceu o sarrafo nas Nações Unidas, acusando-a de irrelevante e de estar a serviço dos países ricos. Robert Mugabe, Khadaffi, Mahmoud Ahmadinejad e aquele terrorista que governa a Faixa de Gaza devem ter pensado: "Pra que tanto radicalismo, companheiro?" Os bocós nos EUA e na Europa que viviam saudando o grande líder moderado devem estar muito orgulhosos de sua própria ignorância. Finalmente, revelava-se o "estadista global" dos tontos de Davos. Eu também não morro de amores pela ONU, não. Por motivos opostos aos de Lula. Aquilo se transformou numa gigantesca burocracia coalhada de ditadores e facínoras. No momento mais bucéfalo do discurso, disparou: "É inexorável que a gente discuta este papel [do Conselho de Segurança da ONU]. Não é possível que ele continue representado pelos interesses da Segunda Guerra Mundial. Por que isso não muda? (…) Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade, e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos, quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio". Santo Deus! Só não incorram no erro de chamar a fala de "ignorância". Porque não é. Trata-se de uma escolha política. Lula, é verdade, não sabe o que diz porque dorme lendo até livro do Chico Buarque — ok, não se pode culpá-lo por isso —, mas o Itamaraty, que lhe soprou essa fala, sabe. Respondam depressa: quais são os "interesses dos EUA" no Oriente Médio que seriam contrariados se só a ONU se encarregasse de mediar o conflito? Essa visão delinqüente de mundo, que vem lá das profundezas infernais do pensamento do Top Top e de Celso Amorim, está certa de que, não fossem os americanos, os israelenses já teria encontrado o seu lugar na história: provavelmente, o fundo mar. Os bocós realmente acreditam que Israel se renderia sem o apoio americano… Avançando na tolice conspiratória, disparou: "Muitos países preferem a ONU frágil para que eles possam fazer do seu comportamento a personalidade de governança mundial". E desancou, em seguida, União Européia, Alemanha, Inglaterra, EUA de novo, que teriam sabotado a reunião do clima em Copenhague. Todos tentado conspirar contra a China e o Protocolo de Kyoto!!! Feito uma comadre, a Maroca da Ordem Global, afirmou: "Tudo era feito para negar o protocolo de Kyoto, para que se tirasse dos europeus as responsabilidades e jogasse nas costas da China o fracasso da reunião do clima (…) Nem quando era sindicalista vi numa reunião tão desorganizada. Eu falei 'desorganização'. Vocês não têm a dimensão da pobreza de espírito. Tinha presidente de grande país importante discutindo parágrafo e artigo para questionar a China no dia seguinte sobre clima. Não é possível que países ricos deem uma quantia pequena como se tivessem dando favor. Não existe favor. É reparação que eles estão fazendo". Lula certamente não é do tipo que acha que, sei lá, vacinas, remédios, Internet ou aparelhos de ressonância magnética sejam boas formas que os ricos têm de oferecer reparação. Lula é um dogmático: ou os ricos escolhem o próprio atraso para nos fazer justiça, ou não tem conversa. O homem estava com a macaca. Deu outra descompostura na ONU por causa das ilhas Falklands, apelida de "Malvinas". Vejam que reaciocínio sofisticado: "Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: 'Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância. Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e, para eles, pode tudo e para os outros, não pode nada?" Nunca ninguém antes resumiu tão bem os 177 anos de domínio inglês das ilhas, onde não há argentino nem para fazer figuração. Mas isso ainda não é o mais encantador. A fala é espantosa porque, sendo, então, as coisas como ele diz, é óbvio que a vaga ao Brasil jamais será aberta. Eu não preciso explicar para vocês a questão lógica envolvida no raciossímio, né? Por que dar um lugar ao Brasil se, antes de entrar, o Brasil já está dizendo que vai defender uma tungada em um de seus membros? Lula só prosperou como sindicalista no Brasil porque, provavelmente, os adversários eram mais idiotas. Ah, sim: os súditos da rainha não deram a menor pelota para a gritaria e já deram início à exploração do petróleo. Ufa! É DESSA ILHA QUE EU GOSTO!!! Já não estava bom? Já não estava bom? Não! Ainda não! Lula se referiu a Honduras — que ainda não foi aceita no grupo!!! — acenando com um diálogo e coisa tal, mas impôs uma condição: a volta de Manuel Zelaya, devidamente anistiado. Vejam que estupendo! A atual OEA não se mete, nesse grau de detalhe, na política interna dos países-membros, mas o Aiatolula não vê mal nenhum em fazê-lo, deixando entrever quão deletéria poderia ser tal entidade se realmente fosse relevante. A quem acaba de fazer eleições democráticas e limpas, a suspeição e a imposição de condições. À ilha de Fidel, os salamaleques habituais. O governante que mais cobrou sanções contra Honduras voltou a exigir o fim do embargo a Cuba. E Lula já deixou claro que esse fim não pode estar condicionado a nada. Entenderam? O Brasil pode impor condições à democracia hondurenha, mas é um absurdo que os EUA imponham condições à tirania cubana! Os cretinos dos EUA e Europa que babavam de piedosa admiração pelo "operário" progressista e moderado que governa o Brasil talvez façam um favor à própria inteligência e decidam voltar aos livros. Lula pode até ser boneco de ventríloquo de teses cujo alcance histórico e teórico não domine muito bem, mas é também, incontestavelmente, o líder de um partido de esquerda que, sob o pretexto de pregar uma ordem mundial mais justa, tornou-se um dos esteios mais destacados de ditadores, facínoras e aventureiros temerários. Eis aí, branquelos! Façam bom proveito deste novo "líder global"!

VEJA ON LINE-

A fantasia caiu! Finalmente! Agora o mundo já conhece o que Lula conseguiu esconder com o seu "carisma" durante alguns anos: não pensa, sobre a ordem internacional, nada muito diferente do gorila Hugo Chávez. O petista só é mais serelepe, amestrado e aprende melhor alguns truques. Mas a essência é a mesma. Solte-o no picadeiro político sem amarras para ver. A política externa brasileira logo começa a fazer micagens e a jogar pedaços mastigados de ovos e bananas no público. Quando não joga coisa pior, a exemplo desta terça-feira.

O presidente brasileiro discursou ontem — de improviso, como gosta — em Cancún, no México, na solenidade de criação de uma patacoada irrelevante chamada Comunidade de Países Latino-Americanos e do Caribe. E, bem…, sou obrigado a dizer que, mesmo para seus tão elásticos padrões, ele exagerou desta vez. Lula atacou os EUA, a União Européia, a ONU e qualquer outra coisa que cheirasse a civilização. Acusou os ricos por todas as mazelas e dificuldades por que passa o mundo e defendeu a China. Agora, as coisas estão em seu devido lugar. Eu espero por este Lula há pelo menos sete anos. Já estava cansado do falso.

Enquanto falava, via-se ao fundo a soturna figura do Rei do Tártaro, o domador Marco Aurélio Top Top Garcia. Ele saboreava a sua vitória, quase mastigando-a com seus dentes novos e suas idéias velhas. Aquele era o seu "Moisés". Ele tocou em Lula e disse: "Parla!" E Lula "parlou" por todos os cotovelos.

A tal comunidade, como já chamei aqui há muito tempo e está em toda parte, é assim uma "OEA do B", com o teor democrático rebaixado e a concentração de ditadura aumentada: o grupo não aceita a participação de EUA e do Canadá! Credo!!! Isso não! No lugar, entra Cuba. Isto define bem a entidade: a maior democracia do mundo está proibida de entrar, mas uma das maiores tiranias do mundo é recebida com honra. Lula, aliás, deixou Cancún e seguiu direto para o presídio controlado pelos irmãos Castro, aquele sem comida, remédio e liberdade. Em Cuba, vida boa mesmo só em Guantánamo. Os terroristas presos lá são um verdadeiro showroom de vitaminas e proteínas se comparados, por exemplo, aos professores escravizados por Fidel. O terroristas presos na base têm ao menos papel higiênico. Os pobres cubanos têm de se virar com as páginas do Granma e com os discursos de Fidel… Mas voltemos ao principal.

A fala de Lula foi a confissão de uma monumental derrota. Depois de sete anos adulando todos os ditadores e terrorista da Terra em busca de apoio para uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, ele capitulo. Sabe que não a terá. Saudado como o líder natural do grupo, desceu o sarrafo nas Nações Unidas, acusando-a de irrelevante e de estar a serviço dos países ricos. Robert Mugabe, Khadaffi, Mahmoud Ahmadinejad e aquele terrorista que governa a Faixa de Gaza devem ter pensado: "Pra que tanto radicalismo, companheiro?" Os bocós nos EUA e na Europa que viviam saudando o grande líder moderado devem estar muito orgulhosos de sua própria ignorância. Finalmente, revelava-se o "estadista global" dos tontos de Davos.

Eu também não morro de amores pela ONU, não. Por motivos opostos aos de Lula. Aquilo se transformou numa gigantesca burocracia coalhada de ditadores e facínoras. No momento mais bucéfalo do discurso, disparou:
"É inexorável que a gente discuta este papel [do Conselho de Segurança da ONU]. Não é possível que ele continue representado pelos interesses da Segunda Guerra Mundial. Por que isso não muda? (…) Se nós não enfrentarmos este debate, a ONU vai continuar a funcionar sem representatividade, e o conflito no Oriente Médio vai ficar por conta do interesse dos norte-americanos, quando, na verdade, a ONU é que deveria estar negociando a paz no Oriente Médio".

Santo Deus! Só não incorram no erro de chamar a fala de "ignorância". Porque não é. Trata-se de uma escolha política. Lula, é verdade, não sabe o que diz porque dorme lendo até livro do Chico Buarque — ok, não se pode culpá-lo por isso —, mas o Itamaraty, que lhe soprou essa fala, sabe. Respondam depressa: quais são os "interesses dos EUA" no Oriente Médio que seriam contrariados se só a ONU se encarregasse de mediar o conflito? Essa visão delinqüente de mundo, que vem lá das profundezas infernais do pensamento do Top Top e de Celso Amorim, está certa de que, não fossem os americanos, os israelenses já teria encontrado o seu lugar na história: provavelmente, o fundo mar. Os bocós realmente acreditam que Israel se renderia sem o apoio americano…

Avançando na tolice conspiratória, disparou: "Muitos países preferem a ONU frágil para que eles possam fazer do seu comportamento a personalidade de governança mundial". E desancou, em seguida, União Européia, Alemanha, Inglaterra, EUA de novo, que teriam sabotado a reunião do clima em Copenhague. Todos tentado conspirar contra a China e o Protocolo de Kyoto!!!

Feito uma comadre, a Maroca da Ordem Global, afirmou:
"Tudo era feito para negar o protocolo de Kyoto, para que se tirasse dos europeus as responsabilidades e jogasse nas costas da China o fracasso da reunião do clima (…) Nem quando era sindicalista vi numa reunião tão desorganizada. Eu falei 'desorganização'. Vocês não têm a dimensão da pobreza de espírito. Tinha presidente de grande país importante discutindo parágrafo e artigo para questionar a China no dia seguinte sobre clima. Não é possível que países ricos deem uma quantia pequena como se tivessem dando favor. Não existe favor. É reparação que eles estão fazendo".
Lula certamente não é do tipo que acha que, sei lá, vacinas, remédios, Internet ou aparelhos de ressonância magnética sejam boas formas que os ricos têm de oferecer reparação. Lula é um dogmático: ou os ricos escolhem o próprio atraso para nos fazer justiça, ou não tem conversa.

O homem estava com a macaca. Deu outra descompostura na ONU por causa das ilhas Falklands, apelida de "Malvinas". Vejam que reaciocínio sofisticado:
"Qual é a explicação geográfica, política e econômica de a Inglaterra estar nas Malvinas? Qual a explicação política de as Nações Unidas já não terem tomado uma decisão dizendo: 'Não é possível que a Argentina não seja dona das Malvinas e seja um país (Grã-Bretanha) a 14 mil quilômetros de distância. Será que é o fato de a Inglaterra participar como membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, e, para eles, pode tudo e para os outros, não pode nada?"

Nunca ninguém antes resumiu tão bem os 177 anos de domínio inglês das ilhas, onde não há argentino nem para fazer figuração. Mas isso ainda não é o mais encantador. A fala é espantosa porque, sendo, então, as coisas como ele diz, é óbvio que a vaga ao Brasil jamais será aberta. Eu não preciso explicar para vocês a questão lógica envolvida no raciossímio, né? Por que dar um lugar ao Brasil se, antes de entrar, o Brasil já está dizendo que vai defender uma tungada em um de seus membros? Lula só prosperou como sindicalista no Brasil porque, provavelmente, os adversários eram mais idiotas. Ah, sim: os súditos da rainha não deram a menor pelota para a gritaria e já deram início à exploração do petróleo. Ufa! É DESSA ILHA QUE EU GOSTO!!!

Já não estava bom?
Já não estava bom? Não! Ainda não! Lula se referiu a Honduras — que ainda não foi aceita no grupo!!! — acenando com um diálogo e coisa tal, mas impôs uma condição: a volta de Manuel Zelaya, devidamente anistiado. Vejam que estupendo! A atual OEA não se mete, nesse grau de detalhe, na política interna dos países-membros, mas o Aiatolula não vê mal nenhum em fazê-lo, deixando entrever quão deletéria poderia ser tal entidade se realmente fosse relevante. A quem acaba de fazer eleições democráticas e limpas, a suspeição e a imposição de condições. À ilha de Fidel, os salamaleques habituais.

O governante que mais cobrou sanções contra Honduras voltou a exigir o fim do embargo a Cuba. E Lula já deixou claro que esse fim não pode estar condicionado a nada. Entenderam? O Brasil pode impor condições à democracia hondurenha, mas é um absurdo que os EUA imponham condições à tirania cubana!

Os cretinos dos EUA e Europa que babavam de piedosa admiração pelo "operário" progressista e moderado que governa o Brasil talvez façam um favor à própria inteligência e decidam voltar aos livros. Lula pode até ser boneco de ventríloquo de teses cujo alcance histórico e teórico não domine muito bem, mas é também, incontestavelmente, o líder de um partido de esquerda que, sob o pretexto de pregar uma ordem mundial mais justa, tornou-se um dos esteios mais destacados de ditadores, facínoras e aventureiros temerários.

Eis aí, branquelos! Façam bom proveito deste novo "líder global"!

O HOMEM, A TERRA, A LUTA. OU: POR QUE ELA INCOMODA TANTO

Blog Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010 | 12:47

Caros, vamos lá. Será um pouco longo, mas vale a pena.

Sabem quantos hectares já foram destinados a assentamentos de “sem-terra” no Brasil nos governos Lula e FHC? 80 milhões! Trata-se de dado incontestável, técnico. Sabem quantos são destinados, no Brasil inteiro, à produção de grãos? 65 milhões.

Vocês entenderam direito. Há mais terras, hoje, sob os “cuidados” do MST no Brasil do que destinadas à produção de alimentos em larga escala. O que se planta naqueles 80 milhões? Ninguém sabe direito. Ou se sabe: mistificação, ideologia, leninismo caboclo. Nos outros, nada menos de 141 milhões de toneladas de comida! Deu pra entender?

O agronegócio brasileiro tem sido o ÚNICO setor superavitário da economia brasileira há muitos anos. É o responsável pelos US$ 240 bilhões de reservas de que Lula se orgulha tanto, como se fossem obra sua. Não obstante, o setor rural vive cercado pelo banditismo ideológico, pelo preconceito de certa imprensa que imagina que comida barata nasça no Carrefour e no Pão-de-Açúcar e, obviamente, pelo amarelão mental que separa o Brasil entre as “vítimas pobrezinhas” do MST e os “tubarões do agronegócio”.

Pois bem. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) escreve hoje um artigo na Folha intitulado “A banalização das invasões”. Merece ser lido e mantido sempre à mão. Dá conta da realidade do campo e de certa loucura metódica que toma conta do país. Os nossos esquerdistas sempre tão dedicados ao estudo da “produção social da riqueza”, acreditam, por alguma razão, que O SETOR QUE GARANTE A ESTABILIDADE DA ECONOMIA não produz “riqueza social”. A comida mais barata do mundo — a brasileira!!! — parece ser obra de algum milagre, uma espécie de maná com que nos presenteia o Altíssimo, ou mesmo Lula, nem tão altíssimo assim.

O crime organizado que hoje cerca o campo é tratado como “movimento social”, e os produtores rurais, na imprensa, aparecem, muitas vezes, no papel de criminosos. TRATA-SE DE UM DELÍRIO MUITO TÍPICO DO ESQUERDISMO BOCÓ. As esquerdas são craques em transformar seus crimes em virtudes, e as virtudes alheias em crimes. Kátia Abreu, também presidente da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), incomoda muito. Em vez da simples estridência do protesto, ela tem o mau gosto (para a militância obscurantista) de lidar com números. Segue o seu artigo, com um pequeno comentário meu ao fim de tudo.

*
O GIGANTESCO acampamento de 5.000 militantes do MST diante de 70 propriedades em São Paulo, seis das quais tomadas de assalto, invadidas com violência e depredações, no “Carnaval vermelho”, seria um escândalo em qualquer lugar do mundo, mesmo em regiões conflagradas por guerras ou revoluções. No Brasil atual, porém, fatos dessa natureza estão se tornando rotina. Como no famoso título de Durrenmatt, “seria cômico se não fosse sério”. Além de ser desmoralizante para uma nação democrática, pois as invasões violam o Código Civil -que protege expressamente o direito de propriedade de qualquer ameaça ou violência (artigo 1.210)-, é uma extravagante demonstração de desrespeito à Constituição e à própria Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Neste governo, temos média anual de 248 invasões, contra 166 no anterior. São números preocupantes. Demonstram que o país tem níveis democráticos absolutamente imaturos e, em muitas vezes, até inexistentes quanto ao direito de propriedade e à segurança jurídica no campo.

Para ampliar o poder da esquerda radical sobre órgãos federais e verbas públicas, grupos armados que investem na tese do conflito permanente tentando mudar à força o sistema de governo invadem cada vez mais. Esse mecanismo violento, ilegal e inquietante das invasões de propriedades produtivas atinge um segmento vital para o Brasil, já que a agropecuária responde por um terço dos empregos do país e pelo superavit de US$ 23 bilhões da balança comercial.

Não é possível supor que a violência do MST tenha se tornado rotina, que possa ser absorvida sem indignação na conta nebulosa de tolerância que se concede aos chamados “movimentos sociais”, que misturam organizações realmente empenhadas na meritória defesa de direitos civis com maquinações radicais, anacrônicas, marginais e, principalmente, corruptas.

Aliás, assim como a notícia do “Carnaval vermelho” escapou dos registros indignados, proporcionais à sua gravidade, também passou discretamente pelo noticiário a informação a respeito das 43 entidades ditas “privadas e sem fins lucrativos” de Santa Catarina que receberam R$ 11 milhões de recursos federais. Não por mera coincidência, essas entidades estavam sob o comando de notórios dirigentes de invasões de terras.

O TCU (Tribunal de Contas da União) determinou o “aprofundamento” das análises de convênios firmados entre o Incra (órgão federal controlado pelo MST) e a Cooperativa dos Trabalhadores da Reforma Agrária de Santa Catarina, que é ligada ao mesmo MST. A Comissão Parlamentar de Inquérito criada para apurar se grupos armados que invadem terras recebem recursos públicos certamente vai fornecer mais dados sobre essa e outras distorções. Esses grupos de ativistas políticos radicais não têm compromisso com a reforma agrária. Se tivessem, em vez de desordem, aplicariam na melhoria dos assentamentos o dinheiro público que recebem. Nesses locais, inúmeras famílias vivem em situação extremamente precária, algumas em condições de extrema pobreza, conforme constatação de pesquisa Ibope.

Ao contrário das afirmações dos líderes desses grupos armados, a sociedade brasileira segue investindo no programa de reforma agrária. Juntos, os dois últimos governos (FHC e Lula) garantiram 80 milhões de hectares de terras para assentamentos. Só para fins de comparação: a área de produção de grãos do país ocupa, no total, 65 milhões de hectares e registra produção de 141 milhões de toneladas.

Esses investimentos poderiam ser maiores? Não sei. O que sei é que temos enormes deficits em todo o campo social. Nossas deficiências em saúde pública, em educação fundamental e moradia são conhecidas. Não contamos com serviços mínimos de segurança, como se a segurança não fosse a primeira condição para vivermos em liberdade. Há inúmeras demandas pressionando as estruturas do Estado, mas os recursos, infelizmente, são parcos e não dá para aumentar a já exorbitante carga de tributos.

Essa é a realidade do país que estamos enfrentando, no campo, com trabalho duro e muita esperança. Temos enorme paciência com as idas e vindas do tempo. Estamos acostumados às intempéries. O que não podemos mais tolerar são os retrocessos no Estado de Direito e a leniência de algumas das principais autoridades do país com o crime.

Invasão de terra é crime. E só países que aplicam a lei e a Justiça contra o crime avançam e melhoram, efetivamente, a vida de todos. O presidente da República não deveria mais se calar a respeito desse assunto. Antes que o MST ouse promover, como já está anunciado, o “abril vermelho”, o presidente da República deveria dizer uma palavra aos produtores de alimentos do país e a todos os brasileiros sobre a violência das invasões de terra. Quem cala consente. Com a palavra, o exmo. sr. presidente.

*
Encerro
Vamos lá, com a clareza habitual. Muitos perguntam neste blog e em toda parte: “Ela não seria uma ótima candidata a vice-presidente?” Eu acho que seria, claro! Por enquanto, entendem?

E vamos ver quanto tempo vai demorar para que mobilizem contra ela a máquina de enlamear reputações. A mesma lavanderia que transforma antigos “inimigos do povo” em flores do progressismo — a exemplo do que o PT faz com José Sarney ou Delfim Netto — também se mobiliza para sujar biografias. E a máquina é poderosa, com ramificações na Polícia Federal, no Ministério Público, no Legislativo, no Judiciário e, SEM DÚVIDA NENHUMA, na imprensa.

Na semana passada, um aiatolá do PT, Dalmo Dallari, já saiu atirando contra Kátia Abreu. Ele considera um absurdo que ela seja senadora e presidente da CNA. Mas acha muito normal que o governo Lula seja, na prática, conduzido pelos sindicalistas da CUT e que o Incra seja um aparelho do MST. Entenderam a lógica do gigante?

A luta é longa e renhida.

Dirceubrás: Fernando de Barros e Silva FOLHA DE S. PAULO

SÃO PAULO - José Dirceu tem um blog -o "blog do Zé". Ele o define como "um espaço para a discussão do Brasil". Discutindo o Brasil como quem não quer nada, Dirceu escreveu o seguinte:

"Do ponto de vista econômico, faz sentido o governo defender a reincorporação, pela Eletrobrás, dos ativos da Eletronet, uma rede de 16 mil quilômetros de fibras óticas" etc. etc. etc.

Este é um assunto caro a Dirceu. Seu primeiro post sobre o tema é de março de 2007. Por coincidência, o mesmo mês em que o empresário Nelson Santos contratou seus serviços de consultoria. Ficamos sabendo disso só ontem, pela reportagem de Marcio Aith e Julio Wiziack.

Em 2005, Nelson Santos, dono da "offshore" Star Overseas, sediada nas Ilhas Virgens, havia comprado pelo valor simbólico de R$ 1 a participação em uma empresa à época falida -a Eletronet. Entre 2007 e 2009, o empresário pagou a Dirceu R$ 620 mil por consultorias. Se a Telebrás for reativada, como anuncia o governo, o mesmo bidu que desembolsou R$ 1 pela Eletronet pode sair dela com R$ 200 milhões. Diante disso, o que Santos gastou com Dirceu é fichinha -ou não?

O ex-ministro da Casa Civil de Lula diz que a consultoria versava sobre os "rumos da economia na América Latina". Sabemos que Dirceu não mente. Usou na vida várias máscaras, mas a palavra é uma só.

O homem de negócios e o revolucionário convivem numa boa na pessoa de Zé Dirceu. O capitalismo de Estado e os interesses privados nele se acomodam harmonicamente. Ele é o "bolchebusiness" perfeito. Não há contradições insolúveis no horizonte de um democrata que se mira em Cuba ou de um socialista que topa tudo por dinheiro.

Durante o congresso do PT, vários oradores usaram o microfone para inflamar os companheiros contra o fantasma do "modelo neoliberal". Ninguém lembrou de levantar a voz contra o "modelo neopatrimonialista".

Pelo contrário. De óculos escuros, o neopatrimonialismo em pessoa circulava sorridente entre petistas, posando para fotos como um verdadeiro popstar.

Equívocos da banda larga Editorial de O Estado de S. Paulo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem manifestado reiterado apoio à reativação da Telebrás, com o propósito alegado de que essa estatal "coordene e gerencie a oferta de serviços de banda larga pelo menor preço possível a todos os brasileiros". Por louvável que seja esse objetivo, há uma distância muito grande entre os fins visados e os meios propostos para alcançá-los.

Como em ano de eleições tudo se promete, o presidente diz que a intenção é oferecer o acesso à banda larga a R$ 10 mensais. Só não diz como fazer esse milagre.

Para que se tenha ideia do disparate, é bom lembrar que a mais avançada e mais barata rede de banda larga do mundo é da Coreia do Sul, onde 97% dos domicílios podem acessar a internet à velocidade de 50 Megabits por segundo (Mbps) ? quase 100 vezes a velocidade da banda larga brasileira ? por apenas US$ 25 (R$ 47), como mostrou o jornalista Ethevaldo Siqueira no Estado de domingo.

Também é estranho que o presidente tenha afirmado que o governo já promoveu suficiente debate sobre todos os aspectos do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Ora, nem o Congresso nem a sociedade tiveram a oportunidade de participar da discussão aberta e ampla desse tema. Nem mesmo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, tem participado de todas as reuniões internas para a elaboração do PNBL. E mais: já manifestou sua discordância quanto à reativação da Telebrás e a outros pontos do PNBL. Houve apenas duas reuniões com operadoras de telecomunicações.

As redes de banda larga são as grandes rodovias do conhecimento e da informação do século 21. Por sua importância, elas interessam a toda a população brasileira e não podem ser discutidas apenas por burocratas interessados em cargos neste e no próximo governo.

O principal argumento do presidente da República para defender a recriação da Telebrás é que o Estado precisa de um instrumento para poder universalizar a banda larga. Mas não é esse o caminho adequado. Já existe no Brasil uma infraestrutura moderna de redes fixas e móveis, de fibras ópticas e sem fio, terrestres e via satélite. E o governo só dispõe de 20% da infraestrutura de cabos ópticos do País.

O governo praticamente nada investe em telecomunicações, nem nas áreas mais carentes do País, embora arrecade mais de R$ 40 bilhões por ano em impostos sobre telefonia e, na prática, confisque boa parcela dos fundos setoriais de telecomunicações. O melhor exemplo do pouco interesse do governo pela inclusão digital é o que ocorre com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), cujo valor acumulado já se aproxima dos R$ 10 bilhões, sem nada ter sido aplicado naquilo para que foi criado.

A tese da estatização da banda larga chega a ser contraditória, pois os maiores instrumentos de ação do governo deveriam ser a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ? que o governo Lula tem enfraquecido e desprofissionalizado ? e o Ministério das Comunicações ? que deveria formular políticas públicas para o setor, mas foi colocado em segundo plano até na elaboração do Plano Nacional de Banda Larga.

A experiência mundial tem provado que o verdadeiro papel do Estado moderno em telecomunicações não é gerir ou operar diretamente os serviços ou os investimentos. Para que possa contribuir, realmente, para a transformação da realidade econômica e social, o Estado deve, acima de tudo, regular, fixar normas, formular políticas públicas, elaborar programas, estabelecer metas e objetivos ? além de supervisionar, fiscalizar e agir com rigor e eficiência para a manutenção da qualidade, a redução dos preços dos serviços e a intensa utilização das novas tecnologias e da infraestrutura existente. Cabe ainda ao governo implementar o chamado governo eletrônico e negociar Parcerias Público-Privadas, com a participação das empresas operadoras, bem como estimular as empresas privadas a inovar e a investir em pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Há ainda, no caso, um ponto que beira o escândalo: a manipulação das cotações das ações da velha e moribunda Telebrás, que já tiveram valorização de até 35.000% desde 2003. Cabe não apenas à CVM, mas também ao Congresso, ao Ministério Público e à Polícia Federal investigar quem está ganhando dinheiro com essa indecorosa especulação.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

MERENDA DE CAETÉS

Alô, amigo Roberto Almeida? Como anda a merenda de Capoeiras? Aqui em Caetés, até agora nada...Nem um biscoitinho. Vamos esperar as próximas semanas. Vamos fazer uma campanha nacional contra o roubo da merenda escolar. Isto seria um caso para dez fantásticos o antigo e prestigiado programa dominical da globo, e com Geneton e tudo. O pior que ninguém se indigna. Ou o fato não dá ibope? Afinal, quem rouba a comida das criancinhas carentes do Nordeste? Por que ninguém faz nada? São perguntas que ficam no ar.

ESTÁTUAS

Meus amigos, Ronaldo César e Roberto Almeida alegam que Garanhuns quase não tem estátuas. Concordo. Deveria ter uma de Luiz Jardim, outra de Cristina Tavares. Quem sabe, de Elpídio Branco, ou mesmo Aloísio Pinto? Que tal Souto Dourado, ou mesmo Luis Brasil, meu desconhecido bisavô, que também já foi prefeito da cidade. Dizem que era poeta também. Naqueles tempos ainda podia-se ter um político poeta, hoje, a maioria uns idiotas, iletrados. Ademais, para roubar e fazer politicagem não precisa tato estudo, basta, digamos, ter astúcia! Podia falar também em Augusto Calheiros na música. Todas essas pessoas mortas mereceriam uma estátua, não? E a lista poderia ser maior , pois não conheço tantas personalidades da cidade, pois lá não fui criado, portanto me desculpem os ausentes. Acho ademais que não haveria lugar para tanta estátua. Tudo bem , até aí aprovo a iniciativa conscientizatória digamos assim,dos meus amigos também amantes da cidade. Mas botar Lula no meio? Deixa pelo menos o homem morrer. E lula estaria fantasiado de presidente, ou de um menino retirante do pré-capitalismo nordestino?
Muitas pessoas de Garanhuns pensam que Lula é de lá, ou mesmo de Caetés. Ademais, Lula não pode ter boas lembranças daqui, pois saiu como milhões, expulso pela miséria, fato que enfeita significativamente sua biografia. Na verdade ele foi, digamos, parido na nossa região, nada mais. Culturalmente falando ele é um paulista do ABC, que teve a ascensão social graças ao capitalismo mais pujante no Sudeste, mais especialmente na região de São Paulo. Lula depois de fazer um curso no SENAI para torneiro mecânico, passou a fazer parte da elite do operariado nacional trabalhando na indústria automobilística. Por isso, seus amigos do peito encontram-se na região do ABC paulista, isto é, os que não enricaram ou mesmo melhoraram de vida. Seu sotaque também é paulista, claro. Depois ele entrou no sindicato, e a história nós conhecemos. Nada contra, se muita gente daqui vibra com suas origens nordestinas e mais especialmente da nossa região. Ou não sei se é fanatismo mesmo. Mas fazer estátua? Que coisa! Será que os beatos iriam fazer peregrinação para Lula? Se ele morrer logo vira santo. Tomara que ele viva muito. Já pensaram vivermos na terra do santo Lula? Já imagino os retratinhos nas casas sertanejas: Padim Ciço, Frei Damião e São Lula. Além de Arraes, o padim veio. Que coisa rapazes...


DILMINHA

Se Serra é um chato, fato que concordo plenamente, e Dilma? Quem conhece? Segundo o jornalista Sebastião Nery, quem sabe mesmo quem é a “Dilminha” é Alceu Colares, que quando governador no Rio Grande a nomeou para o primeiro cargo público da candidata. Segundo Collares, ninguém sabe como é a “Dilminha”!
Vocês sabem? E por falar em Dilma, Zé Dirceu está radiante, pois vai tomar conta da candidatura da dama de ferro petista. Trata-se de um larápio tentando limpar a cara, só as pedras não sabem. Para ele, mensalão não era corrupção, era caixa dois. Vocês compreenderam? Bem, se para Lula Sarney é um cidadão diferenciado, por isso com mais direitos, vai ver que roubar o estado não é roubar, isto no novo vocabulário petista.

PREVIDÊNCIA EM CAETÉS

A previdência de Caetés tem certamente um dos maiores rombos em suas contas, isto em termos relativos claro, do estado. Quem vai pagar? Dizem que na conta da previdência tem cerca de setenta mil contos de réis. Uma mixaria. O dinheiro foi descontado dos funcionários e não repassado à previdência municipal. Quais foram e aonde estão os ladrões da previdência municipal? Certamente estão robustos e zombando da maioria da população, sobretudo os que votam ou votaram nos candidatos ex-pseudos socialistas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

LULÃO E SERRÃO Para não dizer que nunca falei bem de Lula.

Realmente, gosto muito de criticar “el gobierno”. Mas afinal, com mais de oitenta por cento de aprovação popular, é saudável que alguém seja contra, não? Ademais, a democracia não é o sistema que deve atender necessariamente os anseios da chamada maioria, mas sobretudo das minorias. São as minorias que criticam, o verdadeiro oxigênio da democracia. Sem elas, cairemos no autoritarismo ou pior, no totalitarismo. Aí deus nos livre. Os petistas e Lula, faziam uma oposição radical, lembram? Foram contra tudo que aí estava neste país de Mãe preta e Pai João. Ganharam as eleições porque mudaram o discurso. Não só mudaram o discurso, como também a prática, incluindo aí o que não deveria mudar que era a prática política calçada nos chamados valores éticos. Com o mensalão, o governo sobreviveu pela manutenção da economia, e das reformas empreendidas pelo governo anterior.
Estas mudanças por si, já credenciariam o governo Lula como responsável e competente, tendo o apoio da maioria da população. Lula sabiamente fez um discurso de esquerda, e governou com a direita, eis a razão do seu sucesso, e de sua sabedoria política. Agora, ficar criticando o governo anterior, além de mentiroso , é ridículo. O que me irrita muito é a falsificação da realidade, no estilo que , em se repetindo tudo cola, sobretudo as falsificações da história.Afinal, graças a deus, estamos num regime democrático, ou de permanante aperfeiçoamento, como gostariam alguns. Aí o papel e a importância das minorias políticas. A prática do dissenso.
Depois do mensalão, Lula transformou seu mandato num longo comício político. O tom destes comícios tem sido destratar tudo o que foi feito nos governos anteriores, tomando para si o papel de demiúrgo da história. Na verdade, e ele sabe disso, sua popularidade no plano interno e externo, foi a continuidade, e não a mudança. Por essas e outras os capitalistas o adoram, e Lula está certo em fazer o capitalismo fluir, ou pelo menos não atrapalhar tanto o seu desenvolvimento. Ao contrário de Chávez e sua turma, que quer implantar um tipo de populismo estatizante, fechando o país diante da globalização, quebrando o país pela desestruturação econômica e pela corrupção endêmica, afinal, quanto mais estatais, mais ineficiência e corrupção. Já Lula foi como, no dizer do ex ministro Delfin Neto, um intuitivo. Um homem que vai entrar para a nossa história por não mexer nos fundamentos liberais e conservadores da economia, fazendo pelo menos o capitalismo brasileiro fluir. Seu grande mérito foi nada fazer, fazendo avançar nosso cambaleante capitalismo. No Uruguay o novo presidente um velho tupamaro, vai fazer o mesmo. Alavancar os investimentos no país, investindo nas áreas sociais.
Porém o Brasil precisa crescer, e desenvolver-se. Para isso é preciso um homem de experiência administrativa. Que seja capaz de, no plano micro, atender as principais reinvidicações da população que é um serviço público de qualidade, sobretudo na saúde e na educação. Além é claro intervir na segurança, criando mecanismos de mudança, inclusive nas questões que não implicam mudanças institucionais. Serra é chato, é. É feio, é, parece o nosferatu de Werner Herzog. Tem os olhos aboticados, não dorme muito e é hipocondríaco. Politicamente é um sujeito de trato difícil, mas não cede muito a pressões. É um chato, mas , politicamente o melhor quadro político da atualidade em condições de chegar ao governo. Seria uma dádiva, depois de Lula termos um presidente como Serra. Enfim, só o povo vai dizer. Inclusive se quer eleger uma desconhecida autoritária burocrata, com resquícios de um pensamento de certo tipo leninista que está putrefato há muito tempo nas confusões da história.
Bem, o sujeito pode pensar em votar em Dilma por ela ser uma laranja de Lula, seguindo sempre suas orientações. Quem sabe se ela vai obedecer direitinho? Quem sabe se o fogo de revolucionária a faça atender o pedido não de Lula, mas do velho corrupto e carcomido PT? Só deus sabe o desenrolar destas eleições. Certamente elas ditarão os rumos do país no século XXI. Que alá ajude a todos nós. Saravá, meu pai.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Escrito por Roberto Almeida:

O Rafael Brasil escreveu no seu blog um ótimo artigo sobre a política em Caetés. E acusa os atuais gestores daquele município de desviarem recursos da merenda. Esclarece que o problema já foi parar no Ministério Público. O professor de história também revela que o prefeito Aécio Noronha agora está colecionando carros. "Pra que tantos?", pergunta e teme que nessa compra de automóveis esteja incluído dinheiro da merenda escolar.
Rafael lembra que estamos velhos e confessa preferir esse termo (velho) do que o "politicamente correto" idoso, que considera rídiculo. Concordo com meu "velho amigo de guerra". Se o bom Deus, depois do que passei permitir que eu chegue aos 80 anos, como meu pai, serei muito grato ao Criador. Verei todos os meus filhos adultos, firmados na vida e certamente terei mais alguns netinhos. A idade avançada, felizmente, não é só doença e preocupação. É também maturidade, sabedoria, capacidade de aceitar a vida como ela é. Jovens, queremos mudar o mundo. Adultos, velhos, tomamos consciência que não podemos mudar nem a nós mesmos. Não que percamos o sentimento de revolta, de justiça e a capacidade de indignação. Podemos continuar de certa maneira "revolucionários". Só que agora não nos atiramos no meio do tiroteio, aprendemos a contornar caminhos para atingir os objetivos desejados.
Rafael é um bom caráter, sabe das coisas e não é levado muito a sério em Caetés porque seu capital é o conhecimento. Se tivesse bois, terras e carros, mesmo que roubados, estaria uma procissão atrás dele, chamand0-o de doutor e bajulando o amigo daquela maneira pegajosa peculiar a muitos oportunistas.
Rafael, ao que eu saiba, só tem dois defeitos grandes: o primeiro é torcer pelo Sport, esse time chato que não deixa mais o Náutico nem o Santa vencerem mais nenhum Campeonato Pernambucano. O outro é uma verdadeira obsessão contra Lula. Se o presidente adoece, se beija dona Mariza, se vai ao banheiro, se inaugura obras, se é feito um filme da vida dele, se confessa o seu amor pelo Corinthians... Tudo é motivo do professor criticar o petista.
Por que não olha um pouquinho também para os defeitos do Serra? Ou o meu amigo pensa que a única falha do governador de São Paulo é a falta de cabelos? Nesta sexta o tucano xingou um trabalhador que fazia protesto enquanto ele fazia campanha (pensam que é só o Lula e a Dilma?). O José Serra saiu-se com esta: "Você é um energúmeno!". Eu não acreditei, juro que pensei haver engano da parte do jornalista da Folha de São Paulo. Este tipo de reação é típica do Ciro e não do frio e calculista governador paulista. Ora, ele, o competente ministro da saúde de Fernando Henrique, o cara que detonou a candidatura de Roseana Sarney em 2002, bolando a espetacular "Operação Lunus"; agindo como um Ciro Gomes qualquer? Tá doido, tá querendo perder a eleição. Desse jeito, agredindo o eleitor, na próxima pesquisa ele será ultrapassado pela "dama de ferro" do PT.
Mas deixemos o Serra, seu mau humor e sua careca pra lá. O Rafael é boa gente e espero que os seus cutucões ajudem a fazer com que a merenda de Caetés apareça.

Caindo sem parar Olavo de Carvalho Diário do Comércio, 1 de fevereiro de 2010

Em editorial do dia 25 último, a Folha de S. Paulo faz as mais prodigiosas acrobacias estatísticas para induzir o leitor a acreditar que a queda do Brasil do 76° para o 88° lugar em educação básica, na escala da Unesco, representa na verdade um progresso formidável. Não vou nem entrar na discussão. Entre a Unesco, o Ministério da Educação e o jornal do sr. Frias, não sei em quem confio menos. Mas confio nos testes internacionais em que os nossos alunos do curso médio tiram invariavelmente os últimos lugares entre concorrentes de três dezenas de países. Numa dessas ocasiões o então ministro da Educação buscou até consolar-se mediante a alegação sublime de que "poderia ter sido pior". Claro: se ele próprio fizesse o teste, a banca teria de criar ad hoc um lugar abaixo do último. Seríamos hors concours no sentido descendente do termo.

Confio também na proporção matemática entre o número de profissionais da ciência em cada país e o de seus trabalhos científicos citados em outros trabalhos, tal como aparece no banco de dados da Scimago (v. o site do prof. Marcelo Hermes, http://cienciabrasil.blogspot.com/2010/01/citacoes-por-paper-numero-minimo-de.html). Aí vê-se que, em número de citações -- medida da sua importância para a ciência mundial --, os cientistas brasileiros vêm caindo de posto com a mesma velocidade com que, forçada pelo CNPq e pela Capes, aumenta de ano para ano a sua produção de trabalhos escritos. Ou seja: quanto mais escrevem, menos utilidade o que escrevem tem para o progresso da ciência. Em medicina, passamos do 24° lugar, em 1997, para o 36° em 2008. Em bioquímica e genética, no mesmo período, do 19° para o 36°. Em biologia e agricultura, do 18° para o 32°. Em química, do 15° para o 28°. Em física e astronomia, do 18° para o 29°. Em matemática, do 13° para o 28°. Não houve um só setor em que os nossos cientistas não escrevessem cada vez mais coisas com cada vez menos conteúdo aproveitável para os outros cientistas. Em doses crescentes, o que se entende por ciência no Brasil vai-se tornando puro fingimento burocrático, pago com dinheiro público em doses também crescentes. Segundo o prof. Hermes, a coisa começou em 2003, mas piorou muito (ele grafa "muito" com letras maiúsculas) entre 2005 e 2008.

No entanto, de 1999 a 2009 "houve um aumento de 133 por cento no número de artigos científicos publicados em revistas especializadas. O investimento do ministério da Ciência e Tecnologia neste setor duplicou de 2000 a 2007. O investimento privado também aumentou nesse período" (v. http://labjor09.blogspot.com/2009/03/desafios-serem-enfrentados-neste-novo.html).

Obviamente, portanto, o que está faltando não é dinheiro. É o CNPq, a Capes e o governo em geral admitirem que há uma diferença substantiva entre fazer ciência e mostrar serviço para impressionar o eleitorado.

Se essa diferença parece obscura ou inexistente para os atuais senhores das verbas científicas no Brasil (bem como para a mídia que os bajula), fenômeno similar ocorre na educação primária e média, onde o governo dá cada vez menos educação a um número cada vez maior de alunos, democratizando a ignorância como jamais se viu neste mundo.

Mas, esperem aí, coisa parecida também não acontece no ramo editorial, onde a produção crescente de livros para o público de nível universitário acompanha pari passu o decréscimo de QI dos autores que os escrevem? Confio, quanto a esse ponto, na minha própria memória de leitor. Vejam bem. Entre as décadas de 50 e 70 ainda tínhamos, vivos e em plena efusão criativa, alguns dos mais notáveis escritores e pensadores do mundo. Tínhamos Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, Murilo Mendes, Jorge de Lima, Cecília Meirelles, José Geraldo Vieira, Graciliano Ramos, Herberto Sales, Josué Montello, Antonio Olinto, João Guimarães Rosa, Jorge Andrade, Nélson Rodrigues, Vicente Ferreira da Silva, Mário Ferreira dos Santos, Miguel Reale, José Honório Rodrigues, Gilberto Freyre, José Guilherme Merquior, além dos importados Otto Maria Carpeaux, Vilém Flusser, Anatol Rosenfeld e tutti quanti. Que me perdoem as omissões, muitas e volumosas. O Brasil era um país luminoso, capaz, consciente de si, empenhado em compreender-se e compreender o mundo. Agora temos o quê? Fora os sobreviventes nonagenários e centenários, dos quais não se pode exigir que repitam as glórias do passado, é tudo uma miséria só, uma fraqueza, a obscuridade turva do pensamento, a paralisia covarde da imaginação e a impotência da linguagem. "Cultura", hoje, é rap, funk e camisinhas, "educação" é treinar as crianças para shows de drag queens ou -- caso faltem aos pimpolhos as requeridas aptidões gays -- para a invasão de fazendas, "pensamento" é xingar os EUA no Fórum Social Mundial, e "debate nacional" é a mídia competindo com a máquina estatal de propaganda para ver quem pinta a imagem mais linda do sr. presidente da República. Nesse ambiente, em que poderia consistir a "ciência" senão em imprimir cada vez mais irrelevâncias subsidiadas?

Será possível que todas essas quedas, paralelas no tempo e iguais em velocidade, tenham sido fenômenos autônomos, separados, casuais, sem conexão uns com os outros? Ou, ao contrário, compõem solidariamente, como efeitos de um mesmo processo causal geral, o quadro unitário da autodestruição da inteligência nacional?

E será mera coincidência que toda essa corrupção mental sem paralelo no mundo tenha sobrevindo ao Brasil justamente nas décadas em que a intromissão do governo na educação e na cultura veio crescendo até ao ponto de poder, hoje, assumir abertamente suas intenções dirigistas e controladoras sem que isto cause escândalo e revolta proporcionais ao tamanho do mal?

A resposta a essas duas perguntas é: Não, obviamente não. A História não se compõe de curiosas coincidências. A debacle da vida intelectual no Brasil é um processo geral, unitário, coerente e contínuo há várias décadas, e o fator que unifica as suas manifestações nos diversos campos chama-se: intromissão estatal, governo invasivo, controle oficial e transformação da cultura e da educação em instrumentos de propaganda, manipulação e corrupção.

A cultura, a arte, a educação e a ciência no Brasil só se levantarão do seu presente estado de abjeção quando a máquina governamental que as domina for totalmente destruída, quando toda presunção de autoridade dos políticos nessas áreas for abertamente condenada como um tipo de estelionato.

A Segunda Conferência Nacional de Cultura e o Plano Nacional de Direitos Humanos não passam de conspirações criminosas destinadas a agravar consideravelmente esses males que já deveriam ter sido extirpados há muito tempo.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

PRISÃO DE ARRUDA

Talvez achando pouco os mal-feitos com a corrupção e o festival de propinas devidamente filmadas, o governador de Brasília foi flagrado tentando subornar testemunhas. O STF, em decisão considerada histórica, negou o habeas corpus, e o governador corrupto permanece na cadeia. Tudo muito bom, até, surpreendentemente o presidente achou ótimo, pois encarou o fato como um alerta aos políticos corruptos. Só faltou dizer que foi por obra e graça de seu governo, “nunca antes nesse país”. So que, falando assim, tratou de esconder seu enorme rabo de palha, pois, lembrem-se, ele era o único que não sdabia do mensalão petista. Que ingênuo, o coitadinho...Pois bem, agora falta o resto , não? Para prender corruptos neste país, creio que nem o Maracanã dava para colocar o pessoal. E no meio dessa gente, iria muitos petistas, a exemplo de Zé Dirceu, Delúbio Soares, Zé Genoíno, Antonio Palocci, os asassinos de Celso Daniel, Dilma Roussef e os aloprados. Com uma forcinha, Lula iria fazer parte do time também, pois, certamente alguém iria falar, pois sempre existe um judas na história, nesse caso o judas do bem digamos assim. Engraçado o entusiasmo de alguns petistas, parece até o antes imaculado PT de antigamente, que qntes rugia. Hoje só dá ridículos miados e olhe lá, O rabo de palha é grande, e difícil de esconder. Ademais, já dizia o finado Paulo Francis que ficaba admirado com a capacidade dos nossos políticos em esconder o rabo. Haja rabo de palha.
Por falar em rabo de palha, o ex prefeito de Caetés não pode ser candidato a deputado, pois é inelegível. A câmara de vereadores rejeitou suas contas, e pronto. Como Silvino em Garanhus que não pôde se candidatar. Em Caetés, rouba-se até a mertenda escolar, e não é de hoje. Alô ministário público! Cadê as investigações? Querm vai colocar comida nos pratos dos pobres dos estudantes de Caetés? O prefeito é ausente, e não fala nada, aliás é um laranja todo mundo sabe. Agora virou colecionador de automóveis. Será que ele compra estas coisas com o dinheiro da merenda? Para que tantos carros? Será que é para agradar aos inúmeros amigos?
Ou para comprar o passe de vereadores? Semana passada fomos surpreendidos com uma pequena carreata dos amigos do prefeito comemorando a compra de um verador da oposição. O rapaz, dizem, estava liso, e eles pimba. Como foi? Será que foi com o dinheiro da merenda? O vereador disse que queria melhor ajudar o povo, que cara legal.

BLOGS DE GARANHUNS

Leio todos os dias os blogs de Roberto Almeida e do querido colega Ronaldo César. São blogs muito informativos, inteligentes e muito bem feitos. Parabéns, velhos lutadores. Só não gosto muito do Roberto quando ele dá àquelas babadas horrorosas em Lula, o meior mentiroso da história desse país. Porém, ninguém é perfeito, e gosto de gozar ele com isso. Gosto muito de Roberto, popis é um amigo de mais de trinta anos. Como estamos ficando velhos, né Roberto? Porém, como dizia um ditado popular, é melhor ficar velho do que morrer jovem, não? Porém, na era do politicamente correto, querem acabar com o termo velho, substituindo-o por idoso. Ridículo! Ademais, hoje ninguém quer mais ser velho. Todo mundo quer ser jovem e já caimos há muito tempo na ditadura dos jovens. Todo mundo não só quer ser, mas parecer jovem. Lembro-me do sempre saudoso Nélson Rodrigues, que certamente achava os jovens uns imbecis, com raras exceções. Concordo plenamente com ele. Afinal nesse país a imbecilidade e glorificada. Vejam o presidente, que jacta-se sempre quando pode de sua ignorância. Aliás nós não deveríamos ter estudado não é Roberto? Talvez hoje seríamos governadores, deputados, ou quem sabe, presidente?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

MERENDA EM CAETÉS

Já dizia meu velho pai, Rafael Brasil, que já tinha visto de tudo na política, que poderia admitir qualquer coisa, menos roubar a merenda das crianças, sobretudo em municípios pobres do Nordeste. Em Caetés, a merenda nos últimos anos, é quase mínima. Coisa de meio copo de refresco com duas bolachas, por exemplo. O ministério público já andou investigando, e até agora nada.
Agora, o vereador Severino Gordo, filho do ilustre comerciante Zé de Sinhozinho, me comunica que faltou de vez a merenda das crianças. Ou seja, até agora nem um biscoito, fato que já foi denunciado no programa “ronda policial” da rádio jornal de Garanhuns. Aonde está a imprensa para cobrir estes absurdos? Enquanto isso, os políticos da situação nada falam, e os líderes políticos governostas vivem em Recife com seus carrões importados e seus negócios obtidos da viúva, coisa que até as pedras sabem, ora pírulas!
Por falar em Severino Gordo, o mesmo vem se destacando como o mais atuante e inteligente verador da cidade. Fiscaliza, denuncia e agita, isto no bom sentido, de alertar a população dos malfeitos do governo municipal, buscando com isso melhor conscientizar a população na busca pela cidadania. Por isso, o gordo, como é conhecido carinhosamente pela população, sempre convoca o povão para assistir as sessões da câmara de vereadores, antes às moscas com reuniões que ninguém sabia que existia. É bom que mais pessoas como o gordo, sobretudo os mais jovens, tentem entrar na pólitica. Isto é que é a verdadeira lição de cidadania, para quem quiser aprender, não é, gordo? Sem medo e sem ódio, como diria o saudoso finado Marcos Freire. Quem lembra dele?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Polícia Federal desarticula quadrilha que fraudava licitações Publicado em 10.02.2010, às 08h20 Do JC Online

A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira, 11 mandados de busca e apreensão no Grande Recife, municípios do Interior de Pernambuco e também em Brasília (DF) para desarticular uma quadrilha que fraudava licitações relacionados a compras de equipamentos hospitalares através de convênios entre Pernambuco e o Ministério da Saúde.

A "Operação Soma" mobiliza 60 policiais federais de Recife e Caruaru e teve início a partir de denúncias anônimas. A ação acontece no Recife, Jaboatão, Arcoverde, Caruaru, Ibimirim, Capoeiras e Brasília. Os contratos firmados que estão sendo investigados até agora, já somam R$ 1,5 milhão.

A quadrilha é acusada dos crimes de peculato, formação de quadrilha, fraude em licitação e fraude com elevação arbitrária de preços. O nome da operação tem a ver com a ideia das empresas se associarem com a probabilidade de ganho nas licitações.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Sem medo do passado

O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que, se a oposição ganhar, será o caos.

Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória. Houve quem dissesse "o Estado sou eu". Lula dirá: "o Brasil sou eu!" Ecos de um autoritarismo mais chegado à direita.

Lamento que Lula se deixe contaminar por impulsos tão toscos e perigosos. Ele possui méritos de sobra para defender a candidatura que queira. Deu passos adiante no que fora plantado por seus antecessores. Para que, então, baixar o nível da política à dissimulação e à mentira?

A estratégia do petismo-lulista é simples: desconstruir o inimigo principal, o PSDB e FHC (muita honra para um pobre marquês...). Por que seríamos o inimigo principal? Porque podemos ganhar as eleições.

Como desconstruir o inimigo? Negando o que de bom foi feito e apossando-se de tudo que dele herdaram como se deles sempre tivesse sido. Onde está a política mais consciente e benéfica para todos? No ralo.

Na campanha haverá um mote — o governo do PSDB foi "neoliberal" — e dois alvos principais: a privatização das estatais e a suposta inação na área social.

Os dados dizem outra coisa. Mas, os dados, ora os dados... O que conta é repetir a versão conveniente.

Há três semanas, Lula disse que recebeu um governo estagnado, sem plano de desenvolvimento. Esqueceu-se da estabilidade da moeda, da lei de responsabilidade fiscal, da recuperação do BNDES, da modernização da Petrobras, que triplicou a produção depois do fim do monopólio e, premida pela competição e beneficiada pela flexibilidade, chegou à descoberta do pré-sal.

Esqueceu-se do fortalecimento do Banco do Brasil, capitalizado com mais de R$ 6 bilhões e, junto com a Caixa Econômica, libertados da politicagem e recuperados para a execução de políticas de Estado.

Esqueceu-se dos investimentos do programa Avança Brasil, que, com menos alarde e mais eficiência que o PAC, permitiu concluir um número maior de obras essenciais ao país.

Esqueceu-se dos ganhos que a privatização do sistema Telebrás trouxe para o povo brasileiro, com a democratização do acesso à internet e aos celulares, do fato de que a Vale privatizada paga mais impostos ao governo do que este jamais recebeu em dividendos quando a empresa era estatal, de que a Embraer, hoje orgulho nacional, só pôde dar o salto que deu depois de privatizada, de que essas empresas continuam em mãos brasileiras, gerando empregos e desenvolvimento no país.

Esqueceu-se de que o país pagou um custo alto por anos de "bravata" do PT e dele próprio.

Esqueceu-se de sua responsabilidade e de seu partido pelo temor que tomou conta dos mercados em 2002, quando fomos obrigados a pedir socorro ao FMI — com aval de Lula, diga-se — para que houvesse um colchão de reservas no início do governo seguinte.

Esqueceu-se de que foi esse temor que atiçou a inflação e levou seu governo a elevar o superávit primário e os juros às nuvens em 2003, para comprar a confiança dos mercados, mesmo que à custa de tudo que haviam pregado, ele e seu partido, nos anos anteriores.

Os exemplos são inúmeros para desmontar o espantalho petista sobre o suposto "neoliberalismo" peessedebista. Alguns vêm do próprio campo petista.

Vejam o que disse o atual presidente do partido, José Eduardo Dutra, ex-presidente da Petrobras, citado por Adriano Pires, no Brasil Econômico de 13/1/2010:

"Se eu voltar ao parlamento e tiver uma emenda propondo a situação anterior (monopólio), voto contra. Quando foi quebrado o monopólio, a Petrobras produzia 600 mil barris por dia e tinha seis milhões de barris de reservas. Dez anos depois produz 1,8 milhão por dia, tem reservas de 13 bilhões. Venceu a realidade, que muitas vezes é bem diferente da idealização que a gente faz dela".

O outro alvo da distorção petista refere-se à insensibilidade social de quem só se preocuparia com a economia.

Os fatos são diferentes: com o Real, a população pobre diminuiu de 35% para 28% do total. A pobreza continuou caindo, com alguma oscilação, até atingir 18% em 2007, fruto do efeito acumulado de políticas sociais e econômicas, entre elas o aumento do salário mínimo.

De 1995 a 2002, houve um aumento real de 47,4%; de 2003 a 2009, de 49,5%. O rendimento médio mensal dos trabalhadores, descontada a inflação, não cresceu espetacularmente no período, salvo entre 1993 e 1997, quando saltou de R$ 800 para aproximadamente R$ 1.200. Hoje se encontra abaixo do nível alcançado nos anos iniciais do Plano Real.

Por fim, os programas de transferência direta de renda (hoje Bolsa Família), vendidos como uma exclusividade deste governo. Na verdade, eles começaram em um município (Campinas) e no Distrito Federal, estenderam-se para estados (Goiás) e ganharam abrangência nacional em meu governo.

O Bolsa Escola atingiu cerca de cinco milhões de famílias, às quais o governo atual juntou outras seis milhões, já com o nome de Bolsa Família, englobando em uma só bolsa os programas anteriores.

É mentira, portanto, dizer que o PSDB "não olhou para o social". Não apenas olhou como fez e fez muito nessa área: o SUS saiu do papel à realidade; o programa da Aids tornou-se referência mundial; viabilizamos os medicamentos genéricos, sem temor às multinacionais; as equipes de Saúde da Família, pouco mais de 300 em 1994, tornaram-se mais de 16 mil em 2002; o programa "Toda Criança na Escola" trouxe para o ensino fundamental quase 100% das crianças de 7 a 14 anos.

Foi também no governo do PSDB que se pôs em prática a política que assiste hoje a mais de três milhões de idosos e deficientes (em 1996, eram apenas 300 mil).

Eleições não se ganham com o retrovisor. O eleitor vota em quem confia e lhe abre um horizonte de esperanças. Mas, se o lulismo quiser comparar, sem mentir e sem descontextualizar, a briga é boa. Nada a temer.



Fernando Henrique Cardoso é ex-presidente da República

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Celso Arnaldo: como uma pessoa com a cabeça no lugar diria o que Dilma aparentemente tenta dizer

O jornalista Celso Arnaldo desenha um preciso perfil de Marina Silva, explica por que não votará na candidata do PV, escancara as diferenças entre as duas mulheres que disputam a presidência da República e se lança a “um exercício hipotético, mas bastante lúdico: tentar reescrever a fala de Dilma Rousseff numa linguagem compreensível”. Um texto indispensável. Confira:

Não votarei na Marina Silva, que não tem nenhuma chance de ser eleita e, provavelmente, está ainda um pouco verde para um cargo que exige ─ mais do que sabedoria e absoluta correção, características dela ─ também malícia e instinto político, que ela não tem, para lidar com as bestas-feras que devoram o estado brasileiro pelas beiradas. Mas ouvindo Marina falar ─ mais do que falar, apresentar-se com aquela nobreza singela que chega a ser comovente ─ imediatamente se estabelece em nós o gritante contraste com aquela que, essa sim, lamentavelmente, tem chance de ser a primeira mulher a chegar à presidência no Brasil.

Analfabeta até os 15 anos, Marina então descobriu na educação o fio condutor de seu progresso como ser humano. Além de aprender tudo o que foi possível aprender, engajou-se, sem messianismo, numa causa mais exposta, a defesa do meio ambiente, ela que é sobrevivente de grave intoxicação por mercúrio.

Quando discorre sobre seus projetos para um Brasil mais verde e mais justo, com a mesma paixão que a intoxicante Dilma dedica à defesa do teratológico PAC, Marina usa uma linguagem clara, límpida, lógica, linear, corretíssima - o oposto radical de Dilma, que teve creche cinco estrelas na primeira infância, colégio Sion na adolescência, faculdade pública no Rio Grande do Sul (a comprovar), quase mestrado, quase doutorado e adora deitar falação, a seu modo, sobre os benefícios da educação.

E no entanto é muito mal-educada, na mais ampla acepção do termo.

Marina Silva quer mudar o mundo com um discurso aparentemente utópico, mas que faz todo o sentido possível. Dilma Rousseff cultiva e espalha a noção triunfal de que ela e Lula transformaram o Brasil na quinta maravilha do mundo ─ e, para tentar demonstrar isso, usa um discurso de ginasiana mal aplicada que faltou a todas as aulas de português e fez a turma levar bomba na hora de apresentar sua parte na prova oral.

Esse contraste me levou a um exercício hipotético, mas bastante lúdico: tentar reescrever a fala de Dilma numa linguagem compreensível ─-usando apenas os fragmentos de informações sem nexo e o arremedo de ideias contidos no seu atormentado pensamento.

Em suma, como uma pessoa com ideias no lugar e um bom domínio de sua língua — exatamente como Marina Silva — diria o que Dilma aparentemente tenta dizer?

Como exemplo, selecionei as duas internações mais recentes.

DILMA:
“No PAC, esse segmento do gasodutos ele é muito importante (..) permite que hoje, com a temperatura que nós temos aqui, está previsto que mais ou menos se atinja algo como 36, 37, 38 graus, isso implica consumo de ar-condicionado, implica também o fato de que nós sabemos que houve, porque o presidente diminuiu a isenção do IPI, uma compra, né, de eletrodomésticos, a chamada linha branca, né, geladeira e outros eletrodomésticos, permitindo então que as pessoas também tivessem um nível melhor”.

PESSOA ARTICULADA:
“Gasodutos como este têm um papel muito importante no conjunto das obras do PAC, porque eles não transportam apenas energia, mas qualidade de vida. E qualidade de vida significa poder ter na sua casa, por exemplo, um aparelho de ar-condicionado para enfrentar um calorzão como o de hoje, aqui em Duque de Caxias. Uma obra como esta, além de gerar empregos, garante que mais brasileiros, beneficiados pelo aumento da renda, possam continuar indo às lojas para comprar seus eletrodomésticos, como vimos nos últimos meses, com a redução do IPI. Pois todos terão a certeza de que não faltará energia em suas casas”

DILMA:
“Dar um passo além no sentido de que todas as crianças do Brasil tenham direito a creche (…) Porque todos os estudos mostram que a diferença, a diferença, o momento importantíssimo na vida de cada um de nós seres humanos se dá entre 0 e 3, 3 e 5 anos, que é quando a gente se forma. E quando uma pessoa, quando uma criancinha não tem na família o acesso a livros, o acesso a todas as questões culturais que uma criança de classe média tem, ela não tem a mesma oportunidade do que as outras (…) Vocês vejam que é possível perfeitamente ter uma visão ampla do país, unir gasoduto com creche pra criança”.

PESSOA ARTICULADA:
“É preciso avançar no sentido de oferecer creches públicas a todas as mães que trabalham fora e não têm com quem deixar seus filhos. Há estudos mostrando que a creche pode ter um importante papel na formação de crianças carentes, pois, além de proporcionar carinho e alimentação de qualidade na ausência da mãe, é ambiente que estimula o contato com outras crianças e com as primeiras letras. Uma creche pode fazer toda a diferença na vida de uma criança. Por isso, pode ser tão importante quanto um gasoduto como este”.

A conversão parece fácil, mas é muito difícil, dada a precariedade do material original. Mas este jogo “Conduzindo Miss Dilma” pode ser bastante divertido, não?

EDUARDO CAMPOS E AS ELEIÇÕES ESTADUAIS

Eduardo Campos, surpreendentemente eleito governador de Pernambuco, quando todos apontavam pela hegemonia petista no estado, polarizando com o bloco jarbista pefelista, está na frente em todas as pesquisas eleitorais. Seu governo tem se caracrerizado na política de atração de investimentos públicos e privados para alavancar a economia do estado, depois de um longo e penoso processo de decadência econômica. Também procura melhorar as ações na segurança e na educação, a primeira buscando uma maior eficiência, buscando investir na tecnologia e na inteligência, a segunda buscando uma melhor qualidade, apesar de ter retrocedido na sempre nefasta influência política no setor. Como aliado fiel de Lula, busca a consolidação no estado, e quem sabe, tentar alçar vôos mais altos na política nacional, coisa que seu avô tentou ao chegar do exílio, mas não conseguiu. Está metido em uma enrascada, chamada Ciro Gomes, que quer ser candidato pelo PSB, partido comandado pelo clã de Arraes, desde que o mesmo se desligou do PMDB.
Com o fim das ideologias, tão nefastas no sangrento século XX, a questão administrativa hoje passa pela competência gerencial, buscando melhorar os serviços básicos à população, que são horríveis. Está no caminho certo. Como Lula, está dando continuidade ao governo que o antecedeu, que ademais, ajustou a economia estadual, e melhorou significativamente a infra-estrutura, investindo largamente na construção e recuparação de estradas, e priorizando Suape, projeto idealizado por marco Maciel e companhia há mais de quarenta anos. Por isso, talvez o pessoal de Eduardo tenha tando medo de Jarbas, a quem Lula quer destruir. Foi ele em seu governo quem iniciou o processo de alavancagem do estado, depois de assumir com o mesmo quase falido. E deixou o governo com as finanças saudáveis, com as dívidas efetivamente negociadas, num clima favorável ao investimanto. Em outras palavras, a boa herança de Jarbas, deixou o estado em condições infinitamente melhores do que no passado recente. E jarbas que não é bêsta como o PSDB nacional, vai usar este discurso na campanha, se candidato for.
Assim, a política estadual, como a política nacional poderá pegar fogo. É bom que as oposições ganhem força. É preciso derrubar o lulismo no voto, para depois dissecar as falcatruas do governo, que não são poucas. Temos por obrigação desconstruir este mito, que pode ser bem mais nefasto ao povo brasileiro, e quer empurrar na goela do povão uma primitiva stalinista que quer, dentre outras coisas estatizar mais a economia, abrindo caminho para os ladrões. Vade retro satanás!

O FILME DE LULA

Contrariando as previsões do nosso Roberto Almeida, o filme de Lula foi um fracasso de bilheteria. Aliás o povo não é bobo, e sabe o que é uma obra de cunho político e adulatório. Ou seja, o filme é muito ruim. Melhor Xuxa ou mesmo Renato Aragão. Sei que Roberto ama Lula, mas gostar desse filme meloso é demais. Para gostar, só com muita paixão mesmo. Aliás, Roberto, Lula não, santo Lula.

AMO O NÁUTICO

Meu segundo time, definitivamente, é o Náutico. Se não fosse o esquadrão alvirrubro, o que seria de nós, do Sport? Quantas decisões e partidas mil não ganhamos deste bravo esquadrão pernambucano?

AVANÇO DO TRATOR LULA

Debaixo dos seus mais de oitenta por cento de aprovação popular, Lula, desrespeitando a lei eleitoral, vem andando com sua gerente Dilma, e alavancando sua candidatura em eventos marcadamente oficiais. E é o que ele gosta, palanques. Fala sobre tudo ou quase tudo, até se tornou uma espécie de liderança midiática mundial. Os papas do capitalismo o revertenciaram, afinal ele seguiu direitinho todas as regras, tudo bem. Porém , será que Dilma realmente seguirá a mesma estratégia? Ou será que tem uma saída na carta da manga, digamos, meio stalinista, como á comum no desmoralizado PT, que por enquanto segue as ordens do chefe, Lula? Por via das dúvidas, o mercado financeiro está desconfiado. Muitos, mesmo a contragosto, preferem Serra, que é mais previsível.
Lula segue como um trator, conduzindo o partido e os aliados. Estes, quando o barco começar a virar, se isto for acontecer, claro, serão os primeiros a mudar de lado, pois fazem parte da velha politicalha. Nestas alianças, ninguém jamais neste país viu tamanha heterogeneidade digamos ideológica, se é que isto hoje existe. E apesar das dificuldades da oposição, muitas criadas por ela mesmo, e da sua fragilidade no campo político-institucional, Lula promete esmagar quem é contra. Com Jarbas, prometeu vingança. Que mal Jarbas fez a ele? Denunciar a corrupção dentro do seu próprio partido o velho e carcomido PMDB? Não aderir a ele? Estamos voltando aos tempos da ditadura, cujo o slogan era “ame-o ou deixe-o”? Ainda tem a empáfia e a falta de humildade, quendo disse que ele, semi analfabeto, já fez pelo Brasil mais do que todo o mundo no passado, próximo ou longínquo. Imaginem vocês se eu tivesse estudado? No mínimo, para ele, a maior potência mundial. E qualquer macaco amestrado, desde que não seja um analfabeto ou fanático, sabe muito bem que este sujeito é um mentiroso e embromador , com a mais mentirosa campanha publicitária deste país. Aliás, todas as ditaduras começam com grandes e, claro, pequenas mentiras. A única coisa relevante que ele fez foi manter a política macro econômica do governo Fernando Henrique, que ele e seu partido foram radicalmente contra no governo tucano. Cinicamente ainda chamam de herança maldita...Quá, quá quá!
O problema da oposição é que , ela não sabe defender o legado, rico legado diga-se de passagem, do governo Fernando Henrique. E que pode, no sentido mais gerencial do termo, administrar bem melhor este país do que estes stalinistas travestidos de democratas que podem muito bem nos colocar na rota do atraso, como sempre. Precisamos de investimantos, de capitais, ou seja de capitalismo, porém não se chega lá sem educação, por exemplo. Nem tampouco sem empregos e sem eficiência econômica num mundo cada vez mais globalizado. Digo e repito: Serra, com todos os seus defeitos, é sem dúvida, o mais bem preparado homem para dirigir o país. Seria bom para mostrar que o Brasil precisa são bons homens públicos. Santos, ou salvadores da pátria, tivemos ao longo da nossa história, e ainda temos demais. Os demagogos, grandes e pequenos de sempre.

HAITI E MST

Aí está o modelo, pronto e acabado, que o MST, e muitos idiotas da objetividade defendem para o Brasil. O sistema de pequenas propriedades, que só funciona de fato, na Europa, aonde os subsídios agrícolas são os mais altos do mundo. No campo, efetivamente o que funciona é a velha economia capitalista, baseada na propriedade privada da terra, esta voltada para o mercado competitivo. Desde a revolução agrícola na Inglaterra no início do século XVIII, dando impulso ao nascente capitalismo. Na ex União Soviética, menos de cinco por cento das terras eram privadas, e as mesmas eram responsáveis por pelo menos um terço da produção, só para ficarmos neste exemplo. Na China, desde Deng Chiao Ping, que a economia rural é baseada no mercado, isto é, no lucro. Só assim os chineses saíram da grande fome proporcionada pela revolução cultural maoísta. Hoje em Cuba, o governo estuda aplicar instrumentos de mercado na falida agricultura daquele miserável país. No Haiti, dividiram as terras, e, sem uma política de exportações, o povo, destruiu os recursos naturais, porque, principalmente, deixaram uma economia pré-capitalista, dos tempos dos colonizadores, por uma economia tribal, aonde se produz, não para a troca, mas para o próprio consumo. Comeram literalmente quase tudo no país, sem comida, sem agricultura, sem serviços, sem nada. Mas a turma do MST e congêneres, estão pensando mesmo em roubar o estado, E, convenhamos estão conseguindo, vivendo dessa conversa mole. Que engorda muita gente sabida.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O dever de falar a verdade

"Paulo Renato Souza

Falar a verdade, não falsear informações não é uma qualidade. É obrigação. Vale para a nossa vida pessoal e mais ainda para a vida pública. Mentir não pode ser considerado uma simples esperteza, um pequeno truque, uma "tática" para ganhar uma discussão. Ou uma eleição.
Recentemente, usando um ato administrativo como palanque eleitoral, a candidata a presidente Dilma Rousseff afirmou que os tucanos não dão importância ao ensino técnico profissionalizante. Em contraste, citou as intenções do atual governo de criar novas escolas técnicas. Omitiu e falseou dados. Mentiu.
Basta analisar os números sobre a expansão do ensino técnico federal, desde o início do governo Lula, e compará-los com o desempenho de apenas um Estado da Federação, no mesmo período. Segundo as informações do Ministério da Educação, em 2003 o número de alunos matriculados nas escolas técnicas federais era levemente superior ao da rede de escolas técnicas de São Paulo: 79 mil no Brasil inteiro e 78 mil nas escolas técnicas estaduais paulistas. Seis anos depois, em 2009, o Estado de São Paulo registrava 123 mil alunos nas suas escolas técnicas, ante apenas 87 mil nas escolas federais. Assim, entre 2003 e 2009, a expansão das matrículas no governo federal foi de apenas 9%. Nesse mesmo período, o ensino técnico público paulista cresceu 58%, sob o comando de dois governadores do PSDB - Geraldo Alckmin e José Serra.
Uma vilania repetida desde a campanha eleitoral de 2006 afirma que o governo Fernando Henrique Cardoso teria proibido por lei a expansão do ensino técnico federal no País. Como ministro da Educação que cuidou desse programa, posso afirmar: mentira pura. A Lei 9.649, citada como "prova" pelos mentirosos, dizia que novas escolas técnicas deveriam ser criadas pela União sempre em parceria com os Estados, o setor produtivo ou entidades não-governamentais.
Essas parcerias tinham duas vantagens. Primeiro, garantir uma vinculação maior e mais ágil entre as escolas técnicas e o dinamismo dos mercados de trabalho locais, onde os empregos são efetivamente gerados. Segundo, era evidente que, em geral, nossas escolas técnicas federais ofereciam um bom curso de nível médio, que preparava,
gratuitamente, os filhos da classe média alta para ingressar na universidade, mas não atendiam nem aos filhos das famílias mais pobres nem às necessidades de formar técnicos de nível médio para o mercado de trabalho. Por incrível que pareça, o modelo tradicional favorecia os filhos dos ricos e prejudicava os filhos dos pobres.
Criamos o Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep) e obtivemos financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além de criar novas escolas técnicas estaduais e comunitárias, canalizamos investimentos para modernizar as escolas técnicas federais existentes, com equipamentos e laboratórios. Em razão desses investimentos as matrículas nas escolas federais cresceram 41% apenas nos dois últimos anos do governo FHC, marca quase cinco vezes maior do que a alcançada em seis anos de governo Lula. É preciso esclarecer de uma vez por todas que expandir o ensino não exige sempre criar novas instituições. Muitas vezes, basta aumentar a capacidade das existentes.
Por si sós, esses fatos e números reiteram a falta de compromisso da candidata oficial com a verdade.
Na mesma linha, em recente debate radiofônico, o presidente nacional do PT acusou o governo anterior de "privatizar" o ensino técnico. Nada mais falso. Entre 1998 e 2002, aprovamos 336 projetos de escolas técnicas, sendo 136 para o segmento estadual, 135 para o comunitário e 65 para as escolas técnicas federais. Ou seja, 60% dos projetos financiados pelo Proep se destinavam à criação ou modernização de escolas técnicas públicas, federais ou estaduais. O ex-governador do Rio Grande do Sul Olívio Dutra, do PT, pode lembrar os inúmeros projetos de escolas técnicas estaduais que financiamos e inauguramos juntos durante seu mandato.
Os projetos do segmento comunitário visavam à criação, com o apoio financeiro da União, de escolas administradas por entidades sem nenhuma finalidade de lucro, tais como centrais sindicais - a CUT entre elas -, sindicatos patronais e de trabalhadores, fundações municipais e entidades eminentemente filantrópicas e culturais, como o Projeto Pracatum, na Bahia. Nada disso, portanto, pode ser associado à fantasia de "privatizar" o ensino técnico.
A partir de janeiro de 2003, primeiro mês do governo Lula, o Proep foi bruscamente interrompido. O presidente nem deve ter sabido disso na época. Obras ficaram inacabadas e muitos projetos nem sequer foram iniciados. Em 2004 o Ministério da Educação devolveu ao BID US$ 94 milhões, não utilizados!
Como seria difícil explicar, na campanha eleitoral de 2006, por que havia parado o programa de expansão do ensino técnico, o governo federal retomou os 32 projetos do Proep (de um total de 232 interrompidos). Num passe de mágica, promoveu sua "federalização", criando "novas" escolas federais ou "novas" unidades nas existentes. Embrulho novo em presente antigo. Isso foi tudo o que o Ministério da Educação fez pelo ensino técnico em seus quatro primeiros anos de gestão, fato que a ministra Dilma, na hipótese mais benigna, parece ignorar.

Agora, em fim de governo, busca-se recuperar o tempo perdido lançando projetos a toque de caixa, no velho modelo de escolas técnicas que ofereciam ensino médio para os ricos e muito pouco ensino técnico para os pobres. Não é o melhor que o País poderia ter, mas, ainda assim, é melhor do que nada.

Quem muito fala dos outros é porque tem pouco a falar de si. Mas quem deseja o respeito da população e pretende submeter-se ao julgamento das urnas tem o dever de pelo menos começar a falar a verdade sobre os outros e sobre si mesma.

Paulo Renato Souza, ex-ministro da Educação, deputado federal, é secretário de Educação do Estado de São Paulo