quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

“ARNESTO GEISEL”



Muitos leitores ficaram espantados por elogiar figuras da ditadura. Engraçado, Lula pode, eu, um mísero professor e aprendiz de blogueiro, não. Aliás, a começar pela eleita presidenta, muitos integrantes do governo Lula, quando não o próprio , ( apesar de não entender nadinha de economia), elogiam a política econômica do governo Geisel, sobretudo de substuituição de importações. Lula tem como conselheiro Delfin Neto, o czar da economia nos anos mais duros do regime, o do governo Médici. Que como Lula tinha cerca de oitenta por cento de aprovação popular. Ninguém fala. Já quando elogio e constato que Suape teve como um dos seus alavancadores, digamos assim, Eraldo Gueiros, falam que defendo não só a ditadura, mas a tortura. Quem defende ambas é o pessoal do PT e companhia, ao defenderem a ditadura em Cuba e a do Irã, só para ficarmos nestes exemplos. Aliás, nem todas as figuras do regime militar se envolveram com a tortura. Eis aí o próprio Eraldo Gueiuros, e Marco Maciel e outros muito mais. Meu pai mesmo, Rafael Brasil se ofereceu para econder meu tio Rildo, comunista, em uma das fazendas de um dos seus compadres de Águas Belas. O próprio Marco Maciel, e o conservador D. Eugênio Sales, ajudaram a livrar muitas pessoas da prisão, na surdina, de dentro do sistema. Esta história ainda está para ser contada. Chega de maniqueísmos. Ditadura é chato em todo canto. Sobretudo as de esquerda, que segundo nosso saudoso Roberto Campos, são mais longevas, e muitas vezes mais cruéis. Segundo ele, as de direita são mais, digamos biodegradáveis. Até Pinochet entregou o poder aos civis, embora cheio de salvaguardas. Já Fidel...

GEISEL

Na política, Ernesto Geisel estava longe de ser um democrata. Afirmou certa vez que a democracia era relativa, causando grandes gozações na imprensa da época. Mas foi ele que, de dentro do sistema, afastou os duros, (defensores de um maior endurecimento do regime e participantes ativos dos órgãos de repressão ) demitindo Silvio Frota e companhia, abrindo caminho para a redemocratização. Na marra, e autocraticamente, afastando os duros, os democratas puderam avançar. Homem austero, nacionalista e durante muito tempo um dos dirigentes da prtrobrás, foi eleito por um único cabo eleitoral e votante de fato, o próprio Médici. Segundo ele, só assim um cara como ele chegaria a ser presidente.

“DEMOCRARTIZAÇÃO” DA IMPRENSA

Papo furado essa história de democratização da imprensa de que fala nosso amigo Roberto Almeida. El gobierno só manda dinheiro para imprensa a favor. Chapa branca. Ou blogs. Aliás, a grande maioria da imprensa é claramente governista. Afinal, a grande maioria dos jornalistas da grande imprensa, ou são petistas, ou torcem pelos corruptos vermelhos. Nem Lula nem o PT, gostam de críticas, como aliás todos os seres autoritários. A respeito, quanto el gobierno manda para o jornal do nosso amigo Roberto? Imprensa chapa branca é imprensa morta. O que el gobierno quer é mesmo controlar a imprensa, amordaçando-a. Já estão dizendo por aí que quem é contra el gobierno é doido. Ou doida. Viram aí o vírus do autoritarismo da esquerda nacional? Como são bonitinhos...


                                                   

                                                           ELIANE PARA PREFEITA
É sem dúvida o melhor quadro da cidade nas últimas décadas. Eliane tem capacidade gerencial, como poder de agregação. Além de ser uma pessoa extremamente simpática e muito educada. Seria um prêmio para Garanhuns. Minha chapa para a cidade seria feminina (nada a ver com a indefectível Dilma). Eliane e Aurora Cristina. Duas ótimas pessoas, políticas polidas, e que poderiam agregar o que de melhor a cidade possui que é a bondade e a criatividade de seu povo. Conheci as duas, uma na faculdade de direito quando por lá trabalhei, outra na política regional, quando conquistamos, com a efetiva participação do saudoso médico e meu primo Fernando Resende mais de mil votos em Caetés. é sem dúvida a melhor chapa para Garanhuns. Um aviso: Não peço, nem quero emprego de ninguém. Detesto emprego com apadrinhamento político. Quero mesmo é me aposentar para exercitar minha colossal e duramenre reprimida preguiça. Reprimida por necssidade, é bom salientar. E escrever coisas neste blog, mantido a duras penas. Tentar ser um livre pensador. Se é que isto exista. Um chinfrim, mas pretensamente livre pensador, é bom salientar. Viva a chapa de Rafael Brasil! O povo de Garanhuns agradece. Cá para nós, uma chapa dessas seria um luxo para a cidade, não?

HADRIEL

Está com um fogo danado! Muito bem, estás escrevendo cada vez melhor e com temas considerados tabus, para quem tem a mente bitolada no maniqueísmo esquerdista que domina as universidades deste pobre país. Hadriel é professor de geografia, e dos bons. Saiu de Caetés, porque aqui não teve concurso para professor. Ensinar, bem como quaisquer outra profissão aqui no município, só sendo áulico do prefeito e família. Áulico não, cheleléu, é bom esclarecer.

Só 48 Horas...


Texto extraído do blog de Reinaldo Azevedo.

Lula não se desgruda da bobagem. Até o último dia! Ou: como uma agência de notícias ajuda a fabricar uma mentira


O Babalorixá de Banânia finge contentamento, mas está arrasado por ter de deixar o poder. Isso o torna ainda mais agressivo e autocentrado, o que o leva a perder qualquer noção de decoro. Não vou dizer que ele atingiu ontem o limite da estupidez porque as 48 horas que lhe restam - só 48!!! - ainda podem render muita bobagem, dada a sua enorme capacidade de competir consigo mesmo.

Nunca antes na história destepaiz um presidente da República Federativa do Brasil demonstrou contentamento com a crise econômica de outros países. Mais uma vez, este gigante assombra o mundo. Lula participou ontem de um evento do programa “Minha Casa, Minha Vida” e soltou a seguinte pérola:
“Foi gostoso passar pela Presidência da República e terminar o mandato vendo os Estados Unidos em crise, vendo a Europa em crise, vendo o Japão em crise, quando eles sabiam tudo para resolver os problemas da crise brasileira, da crise da Bolívia, da crise da Rússia, da crise do México”.

Poderia ter parado por aí, e a fala já mereceria entrar para a sua “antalogia”, mas faltava aquele toque especial, que personaliza a análise. Para o demiurgo, a crise, no Brasil, não foi equacionada por “nenhum doutor, nenhum americano e nenhum inglês”, mas por “um torneiro mecânico, pernambucano”. E bem verdade que ele lembrou que teve uma ajudazinha da equipe econômica!

Metam logo em Lula uma fantasia de Alexandre, o Grande, ou de Napoleão Bonaparte! Quem sabe, assim, ele estufe menos o peito. A crise que atingiu os países ricos teve um efeito reduzido nos emergentes, todos sabemos. E o Brasil está nesse grupo, com resultados muito inferiores aos alcançados por China, Índia ou Rússia. Foi a natureza da crise que poupou o Brasil, não a gestão iluminada do governo.

Quanto a essa bobajada de crise resolvida por “torneiro mecânico pernambucano”, não por doutores, dizer o quê? A destacar apenas a boçalidade antiintelectualista da fala, que, mais uma vez e como sempre, faz pouco caso do estudo e do preparo intelectual. A gestão da política econômica, concorde-se ou não com ela, é feita, sim, por doutores. A equipe do Banco Central não é formada por torneiros mecânicos intuitivos, mas por profissionais com respeitável formação intelectual. Sendo assim, a afirmação de Lula é nada menos do que mentirosa. Não foi a sua ignorância ousada que gerenciou a crise, mas a prudência informada, com seus acertos e erros.

Reuters dá uma mãozinha
Como se não bastassem as mistificações de Lula sobre si mesmo e seu governo, a agência de notícias Reuters decidiu dar a sua contribuição. Num despacho, informava ontem:
“O programa, que tinha como meta 1 milhão de habitações contratadas até o fim de 2010, atingiu 1 milhão e 3.000 moradias contratadas, segundo informou no evento a presidente da Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. “

Está errado! Essa é mas uma mentira contada pelo governo. Quando foi lançado, o programa prometia ENTREGAR 1 milhão de casas até o fim de 2010, e não CONTRATAR. O que vai acima, portanto, é falso. Lula chega ao fim do segundo mandato entregando pouco mais de 10% - SIM, LEITOR, 10% - das casas prometidas.

E olhem que Lula pode contar inverdades escandalosas sobre si mesmo sem a ajuda da Reuters. Criticando mais uma vez a imprensa, afirmou:
“Aqueles que escreveram esta semana que a gente não ia entregar 1 milhão de casas, por favor, peçam desculpas e reescreveram a matéria de vocês. Não é feio pedir desculpa, feio é persistir no erro e na ignorância de alguns que ousaram acreditar que não seríamos capazes.”

Não é espantoso! Ele chama “contratar” casas de “entregar casas”; transforma 10% em 100%; classifica de erro o acerto da imprensa e ainda diz esperar um pedido de desculpas!

Segundo um instituto aí, Lula é aprovado por 83% da população! Parabéns! Isso não torna certo o errado nem desculpa sua mediocridade agressiva.

48 horas, leitor! Amanhã, só 24! Depois, pufff…

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Assassinos Comunistas Sempre São Bem-Vindos.


É dada como certa a permanência no Brasil desse rapaz aí acima, o italiano Cesare Battisti, com o aval do Presidente Lula. Segundo os jornais, a decisão sairá ainda hoje.
Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua por quatro assassinatos nos anos 70, quando ele e seu grupo tentavam derrubar o governo livre e democrático que administrava a Itália.
Fugiu para a França e foi preso. Antes de ser extraditado, conseguiu nova fuga, dessa vez para o México e desapareceu da América do Norte só reaparecendo em 2007, quando foi preso no Brasil.
Battisti fica, já que o Brasil tem de fazer jus ao que é: O Brasil, ora. A terra onde se acoita todo tipo de vagabundo e terrorista. Que o diga o padre Medina, representante das Farc no Brasil e íntimo de grandes nomes do alto escalão do governo. Além de ganhar asilo, cafofo, amigos e influência, ainda arranjou um emprego estatal para sua mulher, no importantíssimo Ministério da Pesca, com a assinatura de adivinhem quem? Dilma Rousseff.
Sendo comuna e tendo matado gente, qualquer um é muito bem-vindo nesse Brasil de hoje. A ideologia ultrapassou as leis e agora o Brasil quebrará o acordo de extradição com a Itália, gerando um mal-estar diplomático e mostrando que o que vale nesse governo é a doutrina do PT, não as leis brasileiras, já que o partidão apossou-se do Estado Brasileiro de forma a estrangulá-lo.

Não é de se estranhar que o governo tome essa decisão já que toda sua cúpula tem vínculos fortes com o Foro de São Paulo e tem, por escrito nas suas atas, a função de dá apoio aos grupos terroristas e partidos comunistas mundo afora. O próprio PT foi um dos fundadores do Foro. Estão sempre aptos e comprometidos com essa causa tão nobre de acoitar, defender, dá teto.

O Tarso Genro, grande defensor do italiano quando ministro( e o possível causador dessa decisão, já que o Lula não sabe a diferença de Adam Smith para Gramsci) ainda não explicou o porquê de não terem dado, também, asilo aos jovens atletas cubanos que fugiram da delegação no panamericano e aos músicos cubanos que vieram ao Recife e não queriam mais voltar à fazenda de Fidel. Deve ser porque não tinham assassinado ninguém, não eram comunistas( pois queriam fugir deles) e, assim, não preencheriam os requisitos para ficarem. Foram presos e chutados de volta em 24 horas, sem poderem nem respirar o ar menos nefasto que o de Cuba, coitados. Tarso é mesmo um grande artista. Não da lógica, claro( ninguém do governo o é), mas em defender o indefensável.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Não, obrigada:: Míriam Leitão

DEU EM O GLOBO

Não faz sentido agradecer a um governante pelo respeito às regras democráticas. É obrigação. Portanto, não estou entre os que exaltam o presidente Lula pelo fato de ele não ter tentado permanecer. Até ele vê assim. "Se você pede o terceiro mandato, quer o quarto, se pode pedir o quarto e por que não o quinto? Aí você está criando uma ditadurazinha", disse ontem Lula aos jornalistas.

Houve artigos nesses dias de balanço que ressaltaram, como um dos grandes méritos do presidente Lula, o de ter respeitado as regras democráticas e de não ter pleiteado um terceiro mandato. Como se tivesse dependido unicamente de sua vontade. Teria que ser feita uma emenda à constituição e isso, certamente, detonaria uma reação forte da sociedade.

O Brasil não é a Venezuela. Passamos por caminhos diferentes. Com todos os defeitos que tem o sistema político brasileiro, a democracia aqui foi uma dolorosa conquista. Minha convicção é que mesmo sendo um governante popular, ao fim do mandato, Lula poderia ter sido derrotado em sua tentativa de mais um mandato.

Uma reeleição é comum em inúmeras democracias, um terceiro mandato já é um continuísmo intolerável. O presidente Hugo Chávez manipulou as instituições e minou a democracia, por isso tem conseguido a reeleição perpétua, a "ditadurazinha".

Outro mérito de Lula teria sido o de ter mantido a política econômica do governo anterior. Foi de fato importante: para o país, para a estabilidade econômica, mas principalmente para ele mesmo. Dificilmente Lula teria conseguido mais um mandato em 2006 se a inflação tivesse voltado a subir. Se o escândalo do Mensalão tivesse encontrado o país com patamares altos de inflação, certamente a história teria sido outra.

As tentativas de confundir o que foi o caso de corrupção foram tantas, que é preciso lembrar. O Mensalão não foi o único escândalo no governo do partido que, durante 20 anos, se apresentou como sendo o guardião da ética na política, mas sem dúvida foi o pior. A corrupção foi confirmada na CPI, na investigação do Ministério Público, no voto do ministro Joaquim Barbosa e na aceitação do voto pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.

Dinheiro sem origem comprovada era distribuído a deputados da base governamental, num esquema alimentado por um publicitário que prestava serviços ao governo, e o denunciante foi um deputado da base parlamentar. Até o publicitário da campanha de Lula em 2002, Duda Mendonça, admitiu no Congresso ter recebido em dinheiro vivo ou em contas no exterior. Lula se debate contra os fatos mudando as versões há cinco anos. Primeiro, disse que foi um fato banal. Depois, se disse traído. Distanciou-se do PT. Mais recentemente, alegou que foi uma tentativa de golpe da oposição, e depois, que foi um caso de erro da imprensa como o da Escola Base.

A verdade é que foi um caso espantosamente grave de corrupção. Se ele tivesse explodido no meio de uma economia desorganizada pela volta da inflação, certamente, Lula não teria tido condições políticas de conquistar mais um mandato.

Não ter apoiado emenda constitucional por mais um mandato presidencial fortalece a sua biografia, mas ao mesmo tempo foi o que o permitiu eleger sua sucessora, e agora estar pensando em voltar em 2014, ou reeleger Dilma. Com um ou outro será a realização de um projeto de poder de 16 anos, dentro das regras democráticas. Muito cedo para pensar em 2014, mas até agora, o PT já colocou dois candidatos. O secretário Gilberto Carvalho falou no próprio Lula, e o Lula falou em reeleição de Dilma. Provavelmente, um projeto de trieleição teria provocado convulsão no Parlamento e reação da sociedade. É fazer pouco do Brasil e da sua consciência democrática agradecer a Lula por não ter sido o Chávez. Estou convencida de que o Brasil não aceitaria ter um Chávez, nem na política, nem na economia.

A Venezuela está encerrando o segundo ano recessivo, e a expectativa dos empresários, numa pesquisa feita recentemente, é de um crescimento de menos de meio por cento em 2011 e de uma inflação de 35%. Chávez perdeu a eleição, mas ficou com uma maioria no Congresso pela mudança de regras de contagens de votos que introduziu. No entanto, não terá no ano que vem o número de votos necessário para mudanças constitucionais. Seu último golpe foi o de aproveitar as enchentes e pedir ao congresso moribundo o direito de governar por decreto.

O Brasil não aceitaria uma situação assim, não por ser superior à Venezuela, mas por ter tido uma história diferente. Enquanto as elites dos velhos AD e Copei desmoralizavam a democracia representativa com eleições diretas fajutas, os brasileiros lutavam contra a ditadura escancarada no Brasil. Na economia, o Brasil foi profundamente marcado pela luta contra a hiperinflação. Um presidente - ou uma presidente - que deixar a inflação subir pagará um alto preço em queda de popularidade.

A alternância de poder e a manutenção da estabilidade foram boas para o país, e boas para o grupo que está no poder. Não foram concessões de Lula. Foram as escolhas certas. Lula não colheria os louros que colhe hoje se tivesse escolhido outros caminhos na economia e na política.

Os filhos empresários de Lula

Informam José Ernesto Credendio e Andreza Matais na Folha desta terça:

Dois dos filhos do presidente Lula, Fábio Luís e Luís Cláudio, abriram em 16 de agosto deste ano duas holdings -sociedades criadas para administrar grupos de empresas-, a LLCS Participações e a LLF Participações. Ao final de oito anos de mandato do pai, Lulinha e Luís Cláudio figuram como sócios em seis empresas. A Folha constatou, porém, que apenas uma delas, a Gamecorp, tem sede própria e corpo de funcionários. Seu faturamento em 2009 foi de R$ 11,8 milhões, e seu capital registrado é de R$ 5,2 milhões. Ela tem como sócia a empresa de telefonia Oi, que controla 35%. As demais cinco empresas não funcionam nos endereços informados pelos filhos de Lula à Junta Comercial de São Paulo. São, por assim dizer, empreendimentos que ainda não saíram do papel.

As seis empresas dos filhos de Lula atuam ou se preparam para atuar nos ramos de entretenimento, tecnologia da informação e promoção de eventos esportivos. São segmentos em alta na economia, que ganharam impulso do governo federal -Lula, por exemplo, foi padrinho das candidaturas vitoriosas do Brasil para organizar a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Na maioria desses negócios, Lulinha e Luís Cláudio têm como sócios pessoas próximas de Lula. Um dos mais novos empreendimentos da dupla, a holding LLCS, por exemplo, foi registrada no endereço da empresa Bilmaker 600, na qual os dois não têm participação societária.
(…)
Comento
Pois é… A classe operária foi ao paraíso numa espantosa velocidade. Também nesse caso se percebe que FHC e Lula são muito diferentes. Quando o tucano chegou à Presidência, seus netos eram herdeiros de banco — o então Banco Nacional. Quando ele deixou o cargo, seus descendentes eram “sem-banco”. A instituição havia quebrado, e o governo não moveu uma palha para salvá-lo.

Com os Lula da Silva, a coisa é diferente. Lidam com a, digamos, “carreira” muito melhor do que o pai lidava com o torno. Lulinha era monitor de jardim zoológico quando o pai chegou ao poder. Oito anos depois, é esse potentado — certamente mais rico do que os netos de FHC!
Por Reinaldo Azevedo

CAETÉS E CAPOEIRAS





Foi muito bom o nosso jornalista Roberto Almeida levantar a questão do crescimento de Caetés, em detrimento de Capoeiras, que, segundo ele, ficou para trás, pelo menos nos últimos anos. Gostaria de colocar minha visão da questão levantada, claro, com a intenção de esquentar o debate, quem sabe enriquecendo as colocações do nosso mais querido e lido jornalista? Por que, Caetés cresceu mais do que as outras cidades? Por ter lideranças capazes de trazer indústrias, ou mesmo de incrementar o turismo, a conhecida indústria sem chaminés? Ou mesmo , fazer uma verdadeira revolução agícola, com grandes índices de mecanização, e tecnologia? Nada disso. Este repentino mas não misterioso crescimento de Caetés, pelo menos da sua urbe, foi, digamos, puxado pela própria miséria do povo do município. Como o município é caracterizado pelo minifúndio, sem tecnologia moderna, o surgimento da miséria é um fato infelizmente natural. Já Capoeiras, as áreas de minifúndio são menores, diminuindo a densidade populacional, fazendo com que o povo da zona rural por ser mais rarefeito, e por ter menos minifúndios em detrimento da pecuária, pobre e também de subsistência nos maiores casos seja predominante. Em outras palavras, Caetés tem mais miseráveis do que Capoeiras. Mas o que isso tem a ver com o crescimento da área urbana da cidade?


MISÉRIA E PROGRAMAS SOCIAIS


Podemos dizer que os programas de transferência de renda, começaram no governo Médici, com a criação da aposentadoria rural. Estes programas passaram a ser incrementados a partir dos anos noventa com a criação do famoso bolsa escola, vale gás, e outros no governo Fernando Henrique. Com Lula os programas sociais se ampliaram. Daí o crescimento da cidade. Muitos, venderam suas improdutivas propriedades, sobretudo pelo incremento da violência com os temíveis assaltos na zona rural, e se mudaram para a cidade. Com isso, cresceu significativamente o comércio da cidade, que vive dessa renda, incrementando setores da classe média, sociologicamente falando. Antes, só a prefeitura empregava. Se tirarem estes programas, as cidades vão à falência. Caetés cresceu, mas virou um favelão. A miséria desfila a olhos vistos agora na cidade. Claro muita coisa mudou para melhor. Mas, quais as alternativas para um desenvolvimento efetivo, não artificial? O tão propalado crescimento sustentado? Ademais, o fenômeno da urbanização ocorreu em todo o país, sobretudo as cidades menores. Está nas estatísticas do iBGE. Até distritos como Neves, ou mesmo o Araçá em Caetés, tiveram um significativo crescimento. No Brasil, mais de 85% da população , hoje, vive em cidades. No nordeste, a grande maioria das cidades, sobretudo as do interior e de menor tamanho, vivem essencialmente de recursos federais. Como Caetés e Capoeiras. Em outras cidades o fenômeno é semelhante. O comércio vive às moscas, enquanto os aposentados e pensionistas não recebem. Até as pedras sabem disso. Porém, quais as alternativas? Como promover o crescimento sustentado?


EDUCAÇÃO E TECNOLOGIA


Só através da educação e o incremento de tecnologia pode-se sair da miséria. Seria o caso de modernizar a agricultura diversificando a produção familiar, procurando brechas no mercado dos chamados orgânicos. Organizar os pequenos produtores em cooperativas, realmente que funcionem, e que efetivamente não sirvam para o enriquecimento ilícito de muitos espertalhões. Incrementar o turismo rural. Atrair indústrias. Ou seja, o crescimento sustentado depende também de políticas públicas eficientes. Enquanto os chefetes politicos regionais ainda interferirem na educação, esta já com índices baixíssimos, não sairemos do lugar. Enquanto se roubar da merenda escolar idem. Seria preciso também acabar com a corrupção e empregarmos melhor o dinheirino que nos cabe. Mas a corrupção se alimenta mesmo da miséria, que não é só material. Para uma melhor manipulação pelos chefetes locais, é melhor mesmo que o povo seja ignorante. Em Caetés eles nem moram na cidade. Nem para engrossar as estatísticas eles servem, ademais, pelas suas ausências, estas cidades nem numericamente cresceriam. Um horror.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

GOVERNADOR MENTIROSO

GOVERNADOR MENTIROSO

Seguindo o exemplo do presidente Lula, Eduardo Campos vem mentindo, ou falando meias verdades sobre o desempenho do seu governo, ancorado em sua alta popularidade, que no estado, encosta na do presidente, recorde em popularidade, desde que os institutos de pesquisas comaçaram a aferir estes estados de preferência da população. Como Lula mente, vamos mentir. Para o presidente nunca houve mensalão. Para Eduardo precatórios, pois ainda afirma que foi o melhor investimento do governo na época de quase quebradeira do então falido estado. Segundo ele, vai dobrar o PIB do estado. Suape é o maior trunfo do governo, pois num país com uma infra-estrutura quebrada, quem a tem torna-se um privilegiado. Quem começou Suape? Eraldo Gueiros no ano de 1973, no governo Geisel. De lá para cá, só quem nunca priorizou a obra foi Arraes, nunca colocando por lá nenhum derréis de mel coado. De lá para cá já se vão 37 anos.

JARBAS E A REORGANIZAÇÃO DO ESTADO

Jarbas saneou as contas do estado, e com a ajuda da venda da Celpe, arrumou a infraestrutura , não só duplicando a estrada que liga Recife a Caruaru, mas refazendo a sofrível malha rodoviária estadual. Modificou as prioridades do estado, dando ênfase à política de atração de capitais, públicos e privados, priorizando Suape como âncora deste projeto. Que continua até hoje Com Eduardo Campos. Bom que ele tenha mantido esta política, mas não é só ele o responsável pelo soerguimento do estado.

SEGURANÇA E EDUCAÇÃO

Melhorou muito a segurança, mas é preciso alavancar mais a educação, sobretudo com a possibilidade de maiores investimentos industrais. É preciso melhorar e muito o ensino básico. Voltar a alfabetização tradicional, e reintroduzir a disciplina nas escolas. Aluno bandido, deve ser sim punido. Professor, deve ser respeitado, mas também deve ser cobrado e ter treinamento permanente, sobretudo com situações reais da sala de aula. Que sua progressão seja meritocrática, e claro, os salários sejam minimamente atraentes. Com o crescimento da indústria precisamos urgentemente de mão-de-obra qualificada. Se não os empregos ficarão para pessoas de outros lugares, mas mesmo vindas de longe, estas pessoas passsarão a integrar o quadro, digamos social, do estado.


ERALDO GUEIROS

Dizem que governou o estado do Rio de Janeiro, e não gostava muito de trabalhar. Hoje ninguém fala que foi ele que assentou a primeira pedra fundamental para a construção de Suape. Se ele era preguiçoso não sei, mas está provado que ele era um homen que pensava. Melhor um preguiçoso que pensa, do que um idiota muito ativo. Este, por ideologia, tenta fazer tudo na base do voluntarismo, muitas vezes destruindo muito do que já foi feito. No Brasil a tônica deve ser da continuidade rumo ao capitalismo moderno. Ou pós-moderno, com o advento das questões ambientais. O resto é farofa.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Unanimidade Burra!


Sempre ouço que não devia falar dos desmandos do governo pois nos institutos de pesquisa o lulismo está com 490% de aprovação.
E daí? Desde quando a maioria está certa? Não é por ter alta popularidade que um governo está acima do bem ou do mal, como o querem aqueles de pensamento diminuto, carteira do PT no bolso e muita falta de lógica e raciocínio.
Esse senhor aí em cima, dizia que '' toda unanimidade é burra''. Hoje, no Brasil, parece ser pecado apontar incompetência, ingerência, corrupção, chaleragem, mesquinhez, ou críticas de qualquer espécie. Tornou-se politicamente incorreto e um tanto indigesto.

Penso que o petismo tornou o Brasil mais burro e foi um rolo compressor com as reputações alheias. Agora, de onde vem tanta conivência? Então, se a maioria está a favor de algo, eu, obrigatoriamente, tenho também de está? Onde esse pessoal estudou lógica? Quando todos pensam a mesma coisa, ninguém está pensando, concordam? Se perguntarem em Cuba se o povo anêmico de lá aprova o castrismo, teremos uns 98% de sim. Saddam se reelegia no Iraque com 97% dos votos( Lula logo chega lá). Hitler ascendeu na Alemanha com uma maioria esmagadora. Agora a pergunta que não quer calar: foram opiniões que trouxeram ganhos para a população? Foi algo engrandecedor para essas populações?

Sempre opinei contra o PT e seu dono pois, deixem- me ver:

-foram contra a eleição do Tancredo;
- o Plano Real;
- a abertura da economia;
- a Lei de Responsabilidade Fiscal;
- o superávit primário;
- as metas de inflação;
- a reforma da Previdência;
- a relação do Brasil com o FMI;
- os programas assistenciais, criados pelo FHC;
-incharam o Estado;
- bajulam ditadores;
- perseguem a imprensa, através das conferências de mídias;
-tratam como inimiga a oposição;
-fazem vista grossa ao tráfico de drogas e armas da Bolívia, aqui pertinho;
-elevaram a corrupção ao mais alto grau já visto;
-foram contra as privatizações;
-patrocinam ONG's picaretas e bandos de foras da lei;
-mentem quando falam de educação e saúde, como no último pronunciamento;
- interferem em assuntos externos de países, como fizeram em Honduras, quando nossa Constituição o proíbe;
-são inimigos da propriedade privada e do capitalismo, demonizando quem produz e gera riquezas e, praticando sistematicamente a '' burguesia do capital alheio'';
-praticam um antiamericanismo rasteiro e chinfrim;
-valorizam a filiação partidária e a tendência ideológica em detrimento ao mérito;
-querem rever a Anistia, buscando punir os militares e fazendo vista grossa aos terroristas comunistas, já que estes estão nos altos escalões do governo;
-querem introduzir o gayzismo nas escolas como prática normal e bitolar a criançada; etc.

Esses são ou não motivos para alguém se enquadrar nos 4% que não gostam do petismo e do lulismo? É preciso ser unânime depois de todas esses disparates?
Resta, também, lembrar que os mesmos 4% se tornaram 44% na última eleição, mostrando assim que não somos uma minoria tão pequenininha, não é?
Meses atrás, o Ricardo Kotscho, assessor petista e jornalista pago com dinheiro público queria saber quem eram essas pessoas injustas, como viviam e por que não bajulavam o lulismo( como se faltasse quem o faça). Esse método é muito normal em regimes autoritário como Cuba e a União Soviética, onde os mandatários tinham e têm listas dos seus desafetos. Nesse ritmo, não demorará muito para sermos marcados por triângulos vermelhos invertidos( nos campos de extermínio nazistas, os presos políticos recebiam esse sinal).





Caetés


Não escrevo sobre minha cidade pois não tenho informação atualizada sobre a mesma. Deixo isso ao cargo do Prof. Faé, que sempre nos brinda com opiniões conscientes e lúcidas sobre o Caetano.
Por falar nisso, gostaria que o mesmo escrevesse mais no seu blog. Fica parecendo que apenas eu, o convidado, estou fazendo usufruto deste espaço. Dia desses, ele escreveu que esse blog tinha meia dúzia de leitores. Duvido muito. E os que tem, são sempre assíduos e de opiniões bem elaboradas, dignas de análise. Sintam-se à vontade para discordar e concordar. Esse espaço é muito proveitoso.
Prof. Faé, apareça!!!!!!!!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Franklin: Sequestrador de Embaixador e Perseguidor da Liberdade.


Franklin Martins, ainda Ministro das Comunicações, não tem mesmo limites.
Depois daquele acordo que fez com a Globo, em que ele entrou com as nádegas e o canal carioca com a botina, ele perdeu o decoro e a compostura e declarou guerra à imprensa livre.
Feito ministro do lulismo, tentou o quanto pôde controlar a mídia, ou garantir servilismo ao governo, o que, pelo menos a segunda parte, ele conseguiu através de verbas de propaganda das estatais.

Franklin é um cidadão esquizofrênico: hora está de bem, hora ele odeia os jornais, o que já chamou de '' grandes aquários'' da oposição. Imprensa boa para Franklin e o PT é aquela que bajula, que alardeia feitos não feitos e a que abafa as traquinagens da companheirada. Um dos responsáveis pelo sequestro do embaixador americano no fim dos anos 60, Franklin também demonstra frieza: disse recentemente que mataria sim o embaixador caso os presos para os quais eles exigiam soltura não fossem libertos. Teve um período de hibernação em sua fúria, quando tornou-se jornalista da Globo, e retornou com sua rispidez peculiar à imprensa livre quando tornado ministro desse governo.

Recentemente, também, Franklin falou uma das suas maiores bobagens e asneiras: disse que o governo, nesses oito anos, foi um grande garantidor da liberdade de imprensa. Mentira!! Quem garante a liberdade de pensamento, crença e de expressão não é o governo, é a CONSTITUIÇÃO. Mostra-se aí o profundo desconhecimento do que venha a ser governar respeitando as leis, coisa na qual o petismo sempre demonstrou hercúlea dificuldade.

Mesmo saindo, Franklin deixa o seu Frankenstein( perdoem o trocadilho, hehe) para o próximo governo: o tal Projeto de Socialização das Mídias( não sei vc, leitor, mas quanto a mim, sempre que ouço ou leio o termo SOCIAL e seus derivados, sinto náuseas e enjoo)que prevê a criação de uma agência reguladora para a imprensa com poder de fiscalizar, multar e cassar as concessões de transmissão. Um filtro do governo para justificar a censura.

Não se iluda, leitor, o PT nunca soube nem aprendeu ainda a conviver com uma imprensa livre. É além das suas possibilidades ideológicas, desde sua origem. É aquele partido que usa os meios democráticos para, justamente, minar, solapar a democracia por dentro e por baixo. Se a imprensa merece punição em seus excessos, já há o judiciário que é quem tem de se encarregar disso, não agência estatal. Isso é censura. E sem liberdade de expressão plena, não existe democracia.





Texto escrito por Hadriel

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O Tea Party.


Ganha força nos EUA , um movimento político conservador chamado de Tea Party( Festa do Chá, em tradução direta), ligado ao Partido Republicano.
Esse movimento manifesta-se através de protestos locais e nacionais contra os planos econômicos adotados em 2008, as leis de reforma do sistema da saúde americana e contra a política fiscal do Obama.
Em torno de 40% dos americanos são simpáticos aos preceitos do Tea Party, acreditando que a despesa do governo e os tributos federais são muito altos, e eles acham que ninguém em Washington os está ouvindo, e que este último ponto é muito, muito importante.

O movimento não tem uma liderança centralizadora e resulta da união de grupos locais menores. As principais preocupações do movimento incluem o corte do tamanho do governo, a redução dos impostos, do desperdício, do déficit do orçamento federal, além do retorno à interpretação tradicional da Constituição Americana.

Parece que o Obama vai tomar pito na próxima.
Lá não é igual cá. Lorotas não funcionam e queimam o político, ainda mais quando ele é um capacho dos sauditas e do George Soros, como o Obama o é.


( Então, América, vc quer mudanças?... Basta aguardar)


Um país tem de está numa profunda crise moral e intelectual para eleger políticos como o Lula e o Obama.






Hadriel

A Era da Mediocridade.


Lula se vai. E já não é sem tempo. Foi, facilmente, o Presidente que mais tripudiou o decoro que o seu nobre cargo carrega. Fez pouco das leis. E não há democracia num país onde o chefe de estado e governo contraria as leis. Sai deixando um governo marcado por corrupção, desmandos, e cheio da falácias ilusórias, iscas para os de raciocínio fraco.
Um governo que tornou-se inimigo da imprensa, da verdade e do bom senso, aqui e lá fora. Quem não se lembra do jornalista do NYT que quase foi expulso por dizer que ele era chegado à uma cachacinha?
O Lula deixa o governo sem ter feito nenhuma reforma estrutural, relevante. Foi o chefe de um governo que ficou marcado pelo mensalão, propina na Casa Civil( ou dos horrores, se preferir), invasão de dados da Receita, coisa gravíssima para um governo, caracterizando uma perseguição política escancarada. Também foi grande o aparelhamento, o inchaço do Estado e a proliferação do MST e outros bandos que pisoteiam a lei. Nesses dois mandatos, ficou claro o desconhecimento, por parte do Presidente, do que é a democracia e quais suas características e virtudes, quando tratou a oposição como inimiga, esquecendo-se que é ela quem lhe dá legitimidade.

Nesses oito anos, a mentira foi a bola da vez no governo, acompanhada pelo roubo de méritos e de reputações, coisas feitas de forma sistemática na Era Lula. A bajulação de párias e a dissimulação ficam como características. Tentou-se e consegui-se contar a História da forma petista de ver e fazer as coisas, sempre atropelando a verdade em auto benefício. Dividindo o Brasil em grupos e classes, o governo aprendeu a demonizar quem pensa diferente, quem é rico, ou branco, ou é escolarizado, apelidando-os de '' elites'', termo que tornou-se jargão e é até pejorativo hoje graças a Lula. Vindo de um Presidente que, ao pegar um livro, diz que lhe bate o sono é até compreensível, não é?

Lula herdará, a partir de agora, a pecha de '' pai da mediocridade'', iniciada em 2002. Também pode ser o Período da Pelegocracia, onde ser imbecil nunca esteve tão em alta.

Já vai tarde, companheiro!
As pessoas que sabem distinguir as mentiras dos fatos, agradecem.






Escrito por Hadriel

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

E o rombo vai se alargando

E o rombo vai se alargando


Celso Ming

O Estado de S. Paulo - 22/12/2010





Por enquanto, o rombo nas contas externas do Brasil está sendo mais do que compensado com a entrada de capitais.



Mas preocupa a escalada do déficit registrado nas transações correntes, que resume todo o fluxo de recebimentos e pagamentos em relação ao exterior, menos entrada e saída de capitais.



O gráfico dá uma ideia da rapidez com que esse rombo vai sendo aberto. A excelente perspectiva de faturamento com exportações de commodities, mais a entrada de investimentos estrangeiros, o bom nível de crédito que o País desfruta hoje e, mais que tudo, as reservas já perto dos US$ 300 bilhões garantem cobertura para esse déficit crescente. O problema é que ele reflete um salto insustentável do consumo.



Alguns economistas e muitos empresários da indústria lamentam o bom desempenho da exportação de produtos primários. Entendem que vai empurrando a economia para a produção de bens de baixo valor agregado e que empregam relativamente pouca gente, com a agravante de que concorrem para a valorização do real (baixa do dólar), fator que tira competitividade do produto industrial brasileiro.



Esse conceito de que é ruim ter forte exportação de commodities talvez fosse válido no início da segunda metade do século passado, quando os termos de troca eram desfavoráveis para o Brasil, então um exportador de café e açúcar.



Mas não dá mais para sustentar essa linha de raciocínio. As mercadorias estratégicas já deixaram de se concentrar nos produtos da indústria de transformação. Continuam a ser os de alto conteúdo tecnológico e hoje são cada vez mais matérias-primas, alimentos e petróleo. E essa é a grande riqueza do Brasil que mais atrai o investimento estrangeiro. Não fosse a exportação de produtos primários, que correspondem hoje a 45% do total, mais o cacife em reservas, o País já estaria em apuros.



O esgotamento do Tesouro Nacional como financiador de última instância de projetos de infraestrutura está empurrando a economia para as PPPs (parcerias público-privadas), modelo em que o setor privado, tanto nacional como estrangeiro, passará a ter maior participação. Por enquanto, o governo do PT ainda esperneia diante da perspectiva de ter de atrair capitais de fora. Mas provavelmente terá de se render ao inevitável ou, então, conformar-se com o colapso da rede de estradas, portos e aeroportos, e aí pagar o preço do fracasso.



Se houver essa abertura para o Investimento Estrangeiro Direto (IED) na infraestrutura, o fluxo de capitais ainda compensará o aumento do déficit nas contas correntes. Mas a longo prazo é preciso prover mais poupança interna, o que implicaria menor velocidade do crescimento do consumo e mais austeridade.



As primeiras manifestações da presidente eleita, Dilma Rousseff, indicam que o governo está atento para o problema e parece preparado para colocar em prática uma estratégia econômica que volte a dar importância ao equilíbrio das contas públicas. O problema é que a costura política que está sendo feita nessa transição de administração parece indicar que o novo governo ficará vulnerável às pressões políticas. Quando isso acontece, é preciso fazer concessões na distribuição das verbas públicas. O risco é que não se consiga reequilibrar as prioridades.



"Lá está pior"



A Infraero e as companhias aéreas do Brasil estão esfregando as mãos diante do caos aéreo na Europa. Acham que agora dispõem de um bom arsenal de desculpas para o que acontece por aqui.



Colchão acolhedor



O Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec) calcula que os argentinos entesouram no momento nada menos que US$ 140 bilhões, em casa ou no exterior. É o equivalente a quase duas vezes as exportações do país neste ano.



A inflação da carne



A alta da carne continua sendo o maior impacto sobre a evolução do custo de vida do brasileiro. Ontem, saiu o IPCA-15, do IBGE, que acusou um avanço de 8,32% nos preços das carnes, com impacto de 0,21 ponto porcentual na inflação de 0,69% no período de 30 dias terminado no dia 15. A carne bovina não é o único vilão inflacionário. Os preços da carne de frango subiram 5,31% em dezembro depois de terem avançado 3,33% em novembro.

Cartórios, decretos e diplomas

Cartórios, decretos e diplomas :: Roberto DaMatta


DEU EM O GLOBO



Em 1968, bastou um humilde requerimento para a Universidade de Harvard me enviar pelo correio o diploma de Master of Arts em Antropologia. Dois anos depois - após escrever uma tese - recebi, com a mesma ausência de pompa, o título de doutor em Filosofia (o tal Ph.D), que nos anos 70 causava um furor invejoso no Brasil - este país das papeladas e dos papelões. Das carteiras de identidade, alvarás, cartas de motorista, diplomas, certificados, títulos, atestados e certidões que, num sentido preciso e ibero-kafkiano, revelam que a papelada - a carteira e o diploma - conta mais que nós. Essa é a lógica dos decretos que aumentam absurdamente o salário dos parlamentares. Eles revelam que a lei não tem nada a ver com a economia moral da democracia. A que condiz com uma concepção do serviço público como expressão de uma aliança positiva entre Estado e sociedade. Pois, no Brasil, é a sociedade que sustenta um Estado absurdamente autorreferido e perdulário. Esse é, sem dúvida, o traço distintivo de um presidente que sai registrando a obra em cartório!



Quando recebi o canudo, falei sobre essa informalidade com colegas americanos. A resposta foi dura para os meus ouvidos de brasileirinho socializado para ser um aficionado de títulos: o que vale não é o diploma, mas a obra. Uma outra experiência notável foi ter que reconhecer a firma do presidente da Universidade de Harvard no consulado brasileiro. Sem tal aval, que meus colegas harvardianos achavam absurdo, o diploma não poderia ser levado em conta na universidade que me havia licenciado para a especialização na Harvard. Eis o nosso paradoxo ou ardil 22. Sem um papel você não pode ter o papel que precisa e sem esse papel, você não existe. A vida começa com um papel e você não nasce de uma trepada, mas de uma ida a um cartório.



Pior que isso, só a diplomação de Dilma Rousseff, eleita pelo povo a primeira mulher a ocupar a Presidência no Brasil. Pela mesma lógica o voto te fez presidente, mas sem um alvará você não pode exercer o poder que lhe foi dado pelo povo. Essa é uma das provas mais cabais do nosso perverso amor às papeladas que engendram papelões. O povo elege, mas, sem o alvará do Supremo, o eleito não é nada. Vejam o absurdo: depois de uma eleição nacional, alguém tem que ungir os eleitos com os santos óleos da burocracia, tal como os papas faziam com os imperadores na antiguidade. E depois dizem que eu idealizo e invento um detestável "Brasil tradicional" na minha modesta e ignorada obra antropoliterária.



Faço questão de notar, porém, que pouco adianta denunciar esse gosto pela papelada se o drama nacional continua sendo gerenciado por esse importante e pouco discutido teatro de burocracias e formalidades. Pois, entre nós, o documento vale mais do que vida e a história. O alvará que confirma, também libera os candidatos corruptos, condenados pela Lei Ficha Limpa na base de detalhes processuais. A gramática, como sempre, elimina a verdade do discurso. Por isso gostamos tanto dos diplomas que dizem que somos o que não somos.



Entrementes, porém, já sucede um entretanto: Lula - que vai saindo como nunca nenhum presidente deixou o cargo neste país - manda registrar em cartório os seus feitos como presidente, exagerando aqui e ali nos eventos e deixando de lado o mais importante: o fato de ter sido o primeiro mandatário de esquerda eleito no Brasil; o fato de ter sido o primeiro presidente de um partido ideológico mas que governou como um coronel político tradicional, aliando-se sem pejo ou dúvida aos outros coronéis do nosso sistema de poder. Que o seu partido, dito o mais moderno do Brasil, fez um mensalão e ama os cartórios luso-brasileiros onde tudo cheira a mofo e não há movimento, mas somente papelada. O salvador dos pobres consolida o capitalismo financeiro; o autêntico operário - aquele que seria a voz do povo destituído - foi o mais mendaz mandatário da história do nosso país. O registro em cartório prova como somos mais moldura do que quadro; como gostamos mais do vestido do que da dama; como preferimos a forma ao conteúdo. E como pensamos que a verdade é mesmo feita de papeladas e registros com firma reconhecida.

Postado por Gilvan às 08:10 Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz

Desmontando Farsas.


Hoje foi um bom dia para discussões na escola onde trabalho e os temas sempre são os mais variados. Falamos de Gauss, da Lógica de Aristóteles e, como não poderia ser diferente, da última semana do Lula na Presidência( Vade Retro).
Também veio à tona, já que nesta semana completou aniversário, uma datinha bem especial e controversa, ao menos nessas terras brasilis.
Trata-se do primeiro voo da história de um avião.

Não levei mais de 15 minutos para acabar com uma mentira que, por aqui, ganha ares de heroismo e laura nacional. Trata-se da informação recorrente em livros, jornais e revistas( não todos, mas uma grande parte deles) de que Santos Dumont é o pioneiro da aviação, ou melhor, o ''Pai da Aviação''. Segundo o Mossad( homenagem ao Prof. Faé), a história verdadeira não é bem por aí. Muito antes do voo do 14-Bis, em 1906, dois americanos da cidade de Dayton- Ohio,
meio-oeste do citado país, fabricantes de peças para bicicletas, já voavam grandes distâncias com o seu avião, chamado de Flyer.
Aqui está ele:

A foto mostra o Flyer em testes nas areias da Carolina do Norte, precisamente na praia de Kitty Hawk, onde, em 1902, já fazia voos de 60 a 100 metros. Um ano após( portanto três anos antes de Dumont), os criadores já estavam querendo sua patente e buscando um patrocinado
r na Escócia para bancar equipamentos e prosseguirem com suas pesquisas. Sendo mais preciso: em 17 de dezembro de 1903, Orville e Wilbur fizeram um vôo de 260 metros, com o Flyer, decolando de uma colina num aparelho de 300 quilos e motor de 12 cavalos de potência.

Não sei se por nacionalismo, ciumeira, antiame
ricanismo de buteco ou outros, por aqui se esconde essa história, gerando-se uma farsa. Tal história não desmerece o fato de Dumont também ter sido um dos pioneiros da aviação( mas não o primeiro), já que na época muitas pessoas estavam nessa acirrada briga em várias partes da Europa e América do Norte.
Para haver nacionalismo, pelo mundo afora, te
m de existir grandes feitos históricos, atos épicos, grandes realizações por grupos ou mesmo pessoa; já no Brasil é diferente: não possuímos grandes feitos nem contribuições para com a Civilização Ocidental e ainda há quem se galanteie de coisas que não lhe pertence, nem como indivíduo, tampouco como povo.

Segundo Diogo Mainardi, as maiores invenções do brasileiro foram o orelhão(a capa, não o telefone, este patenteado por Alexander Graham Bell, escocês radicado nos EUA e disputado por Nicola Tesla) e o pão de queijo. Às vezes desconfio da sinceridade e das fontes do Diogo. Ele parec
e muito otimista.
Resolvi falar disso hoje porque parece pertinente. E muito me admira saber que nesse país tanta gente ignore isso e até os livros didáticos espalhem uma farsa e a alimentem. Pudera. Num país onde as pessoas possuem títulos comprados e fajutos, onde o meio acadêmico é um entulho, isso só pode ser consequência( que o diga o nobre Mercadante).
Ti
ve muitos professores ''dotôres'' na UPE, curso de Geografia, que não sabiam a diferença entre a China Nacionalista e a China Popular. Percebi facilmente que, antes de mim, eles já tinham conhecido essa ampla Região Amazônica, quando passaram por aqui, dirigindo-se à Bolívia para pagarem por seus ''dipromas''.

Perdoem a sutileza!!!!!!!!!!!



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Falsos Conceitos e Falta de Leitura.


É tolice achar que os judeus são os malvados e os árabes são os mocinhos no Oriente Médio. Em três ocasiões, Israel enfrentou guerras contra seus vizinhos árabes que não queriam apenas um simples conflito por fronteiras, queriam DESTRUIR, ANIQUILAR o Estado Judeu.
E mais: aquelas terras onde hoje situa-se Israel já lhes pertenciam muito antes de Cristo e muito antes de qualquer árabe ocupá-las. Ou as pessoas se esquecem das diásporas judaicas, quando esse povo era forçado ao degredo e só conseguia retornar após séculos?

Israel escapou da destruição em 1948, 1967 e 1973, graças à disposição de seu pequeno povo e da determinação de lutar pela sobrevivência, questões imperativas para essa grande nação. Atualmente vigoram acordos de paz com os egípcios e com os jordanianos, a parte árabe que usou do bom senso e do pragmatismo depois de tanta humilhação militar.

A imprensa chapa branca que há no Brasil, patrocinada pelas estatais como BB, Caixa, Petrobrás, e com clara visão antissemita sempre oculta os fatos e vitimiza muitas vezes quem não merece tal rótulo. O Egito, por exemplo, perdeu o Sinai para Israel por duas vezes, e pq? Porque queria sumir com os judeus do mapa. O mesmo vale para Síria e Jordânia.

Sobre o embargo à Gaza, ele não é apenas mantido por Israel mas também pelo Egito, no que tange a sua fronteira com esse território. Outro aspecto é que nem os palestinos entre si se entendem. O Hamas, grupo terrorista, domina Gaza, dialogando a bala com o Fatah, a outra facção palestina que foi expulsa de Gaza justamente pelo...Hamas, e que controla a outra parte da Palestina: a Cisjordânia.

Penso que um Estado Palestino logo será fundado englobando Gaza e Cisjordânia mas a não efetivação do mesmo não foi por culpa de Israel, que sempre sofreu com quebra de acordos, intifadas e foguetes caindo em seus cidadãos.
Como dialogar com quem quer lhe exterminar? Há uma possibilidade? Fosse Israel seguir os consultores e entendidos do assunto, estariam os últimos judeus afogando-se no Mar Mediterrâneo.




Outro imbróglio que se arrasta é a questão das Coreias, o fruto ainda insolúvel da Guerra Fria. Temos lá um regime tirano que mata de fome, ano a ano, parte de sua população, que costuma trocar a paz por dinheiro usando de ameaças e chantagens, contra um regime democrático, muito mais avançado em termos de instituições e de desenvolvimento, em qualquer aspecto que se analise.

Desde sua divisão no pós- guerra entre EUA e URSS, a Coreia viu-se mergulhada num conflito violentíssimo em 1950, ocasionado quando os norte-coreanos, inconformados com o regime capitalista e pró-ocidente da vizinha do sul, resolveram forçar uma unificação. Deu no que deu. A batata esquentou, a China assustada com os americanos entrou na briga e, sem chegar-se a uma vitória de qualquer lado, foi criada uma fronteira artificial, que é a mais militarizada do mundo hoje.

Continua então o norte com um regime decrépito, enganado pelo socialismo real e um vizinho encrenqueiro, atazanando o sul rico, desenvolvido, capitalista e com amparo militar norte-americano. Dizem especialistas militares que a Coreia do Norte não suportaria dois meses de confronto com a Coreia do Sul. Mesmo contando com 1,1 milhão de anêmicos e famintos soldados e já tendo testado uma bomba atômica, parece haver muito blefe nas chantagens do Kim, o de salto alto alto.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Zé Dirceu e o Governo.


Ele, que segundo o MPF é o '' chefe da quadrilha do mensalão'', continua com livre tráfego no Planalto, como sempre teve e, segundo o próprio, '' de onde nunca saiu''.
Um dos corleones do petismo, Dirceu é um artista. Já foi líder estudantil, guerrilheiro com diploma na fazenda de Fidel, deputado federal, ministro fortíssimo do lulismo e um dos grandes influenciadores do governo até hoje. Dizem os jornais que tem até poder de indicar ministros no próximo governo. Não é de se duvidar, afinal sob Dirceu, o PT elevou a corrupção no Brasil à estratosfera, transformando em amadores os políticos de até então. Daí o fato de ele ainda ser tido, dentro do petismo, como um Richelieu, possuindo então, grande voz e poder decisivo.
Em uma cerimônia realizada no início da semana em Brasília onde foram apresentados os feitos do governo em oito anos( teve até registro em cartório de obras que estão ainda no papel, como Belo Monte e o medonho trem-bala), Dirceu usou da sua desenvoltura para circular na cúpula do governo e até recebeu elogios de Lula, que o classificou de '' companheiro de luta e um dos responsáveis pelos feitos do governo''. Nada mais justo pra quem sempre fez tanto pelo presidente, que o citou no discurso três vezes. Quem sabe Dirceu ainda não engata uma cadeira de ministério? Há tempo. O próprio diz que agora é consultor de empresas. Sempre que um petista se diz consultor de alguma coisa, vc leitor, é quem paga a conta.
Fica a conclusão de que Zé ainda é muito influente, tem carta branca no governo e nos maiores escalões deste, cujo Luís XlV o tem como conselheiro e até nega a existência do mensalão.
No fundo, Dirceu é só mais um '' companhero'', não é mesmo?

MERDA


É a palavra mais adequada para comentar o aumento de salário para parlamentares de todo o país. O aumento dos deputados federais e senadores vai aumentar como efeito cascata os salários dos deputados estaduais, estes os grandes marajás da república. A votação foi como de costume ,rapidinha, como quem rouba, como disse, se não me engado a colunista Dora Kramer. Estes merdas,muitos em fim de mandato ,só fazem desmoraliuzar o parlamento, base primordial de qualquer regime que se considere democrático. É preciso uma reforma política e eleitoral urgente.




ALEMANHA



Tenho um primo, grande amigo meu, que está na Alemanha fazendo um curso de pós-doutorado , me disse que um salário de juiz é de cerca de cinco mil euros. O que dá mais ou menos dez mil contos. Quando se aposenta, o salário baixa. Aqui, nossos juízes ganham bem mais. Será que nossa justiça é melhor do que a da Alemanha? Pobres alemães, como a terceira economia do mundo é tão avara com seus magistrados? Mas vai ver que os daqui são mais competentes, e os casos mais complicados, ora bolas.



SALÁRIOS, INVESTIMENTOS E PIB



O governo gasta em salários mais ou menos desessete por cento do PIB. Em investimentos, pouco mais de um. Claro, quem incha a folha não são propriamente os barnabés, que por hora devem ser poucos. Os marajás ainda dominam e se apriopriam do estado. Ninguém fala nada? Ninguém abre a boca? Depois que o PT começou a compartilhar com a corrupção, tudo “virou” normal. Tá tudo bem. Tudo está no seu lugar, como diria o velho Benito de Paula.



PROFESSOR



Já o professor, o salário é ridícilo. Por essas e outras, menos de um por cento dos estudantes querem seguir a profissão. E ainda burocratizam até o impossível a vida do professor. Que não tem tempo de estudar cuidando das terríveis cadernetas. Eu por exemplo, estou há mais de vinte dias só fazendo isso. Um trabalho brochante até os limites. Já ensinar, para mim, sempre é uma alegria, apesar do baixíssimo nível básico de nossos estudantes. Que chegam ao segundo grau, em sua maioria, aqui na região semi-analfabetos. Quase ningúem sabe ler um texto. Muitos nunca tiveram o prazer de ler um livro. Ou pelo menos uma revista, tal a pobreza cultural em que vivem. Porém tudo tem que melhorar. É uma imposição das forças produtivas, como diria o velho Marx. Mas que nossas elites são lentas e incompetentes, são. Porém mesmo analfabetos, conhecemos muitos progressos. Tive uma aluna, deficiente visual, que gosta muito de ler romances, inclusive Machado de Assis, e Guimarães Rosa, além do velho e cada vez melhor, Graciliano Ramos. Também conheco sempre garotos com grande personalidade, e que serão grande figuras humanas. Apesar do baixo nível o saldo da educação é sempre positivo. Porém, quando entra a politicalha no meio, sempre piora. Não é Eduardo Campos? Apesar das adversidades, numa escola, a vida sempre bate. Como o coração, como diria um dos nossos grandes poetas ainda vivo, a “india velha”, Ferreira Gullar.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Educação Que Imbeciliza.


Não é novidade pra ninguém que os índices educacionais brasileiros são de causar arrepios, e a última pesquisa do PISA sobre a aprendizagem nas escolas brasileiras só vêm confirmar o quão caótico é o nosso ensino.
Já há anos que o Brasil fica em posições humilhantes nesses índices, perdendo até para Zâmbia e Equador, dois países secundários no cenário mundial. Mas qual seria o caminho para as melhorias?
Países como a Coreia do Sul e a China podem ser usados como modelo, já que fizeram revisões nos seus sistemas educacionais e vêm colhendo bons frutos desde os anos 1980.
Lá não existe esse negócio de construtivismo, piagetismo e outros parâmetros educacionais moderninhos que por aqui só causaram confusão e imbecilismo até agora. Essas teorias pedagógicas que geralmente surgem na Europa e só ganham terrenos amplos por aqui ( já que boa parte do mundo ainda se leva a sério) têm sido o calcanhar de Aquiles da escola brasileira, pública e privada. No Brasil , completa-se o Ensino Médio com nível de Português e Matemática de 4º ano, algo humilhante para um país que almeja um lugar ao sol entre as nações.Pudera, já que até o Ministro Haddad escreveu, dia desses, cabeçário ao invés de cabeçalho. Vai ver, ele está fazendo uma coleção de cabeças pensantes dentro do seu ministério.

Outro aspecto importante é a inexistência de uma elite cultural que, aos poucos, sirva de subsídios à educação do país. Para um país que, nos anos 1950 e 1960, possuía escritores do naipe de Gilberto Freire, Manuel Bandeira, Mário Ferreira, josé Geraldo Vieira dentre outros, estamos em decadência hoje. Quase não se faz pesquisas nas universidades brasileiras, a divulgação científica é mínima, pífia, daí ficarmos nas últimas posições quando submetidos aos testes, sendo que nossos alunos erram mais que os alunos da Zâmbia.
É possível que os investimentos em educação não sejam os únicos causadores desses micos, já que gastamos, per capita, mais do que alguns dos nossos vizinhos( Peru, Colômbia)e, no entanto, obtemos resultados bem abaixo dos destes países.

A existência de uma máquina estatal de controle da educação e cultura é um dos grandes entraves à educação hoje, com sua ideologia de apadrinhamento ao invés do mérito e da competição por resultados, aspectos que deram certo em outros lugares. O Estado Brasileiro hoje imbeciliza em massa. São regras, leis, parâmetros que tornam a escola engessada, inerte, improdutiva. São muitas didáticas para poucos resultados. Vejo isso no meu dia a dia. Além do fator '' família ausente'', que vem a ser o tiro de misericórdia num ensino já claudicante.

Da forma como está sendo conduzido, o nosso ensino paraliza o país, ameaçando o futuro econômico e não permitindo o surgimento de uma mão-de-obra especializada. O Brasil tornou-se um campo de testes para pedagogias que a grande parte do mundo abdicou há décadas, e ainda insiste que isso um dia dará certo. Como disse Roberto Freire: '' No Brasil, a burrice tem um passado glorioso e um futuro promissor''.




segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Foro de São Paulo, Governo Lula e a Narcoguerrilha Colombiana.

Caro leitor, vc já ouviu falar do Foro de São Paulo?
Se não, não se considere só. Esse assunto passa despercebido porque nunca teve a evidência merecida para um fato da sua relevância. Então, se não lhe contaram , vou tentar lhe pôr a par disso.
O Foro de São Paulo é uma organização de esquerda criada por Lula e Fidel( citei apenas dois dos líderes, caro leitor) em 1990, logo após a queda do Muro de Berlim para discutir os rumos da esquerda no mundo e a iminente queda da Cortina de Ferro, e possível desintegração da União Soviética, que já agonizava.
No geral, essa entidade é um balaio de gatos que junta num mesmo time partidos de esquerda e extrema esquerda das Américas, mas com representações de muitas entidades viúvas do socialismo do mundo todo. As reuniões para debates são sempre realizadas em algum país que tenha representação formal na entidade e, como não poderia ser diferente, há cinco anos o congresso dessa turma foi realizado no Brasil e a imprensa nem tocou no assunto na época.
Entre as defesas que são feitas nessas reuniões estão:
-Declaração de apoio às FARC e ao MST como entidades legítimas e ''movimentos sociais'';
-Busca pelo socialismo como meio de justiça e de superação às guerras de classes;
-Solidariedade à Cuba e à sua ''gloriosa revolução''( não ria, caro leitor, continue a leitura);
- Defesa de um ''controle social'' das mídias, democratizando a informação e as comunicações...etc...etc...
Nota-se que desde os anos 1990, o PT já era engajado com essas ideias que hoje tomam forma e espalham-se como projetos moderninhos e bem intencionados. Basta uma leitura das atas do Foro( procure no Google, leitor) para notar-se a camaradagem entre o partido, as FARC e o MST, numa simbiose de ideias e patrocínio de dá inveja. Daí quando o governo fala em combate às drogas, não há como levar-se a sério tal atitude visto que, quando era partido, o PT assinou compromissos de defesa e de princípios com essa organização( FARC), valendo o mesmo no caso do MST.
Na última campanha, o candidato do PSDB tocou na ferida e acusou o governo boliviano( outro membro dessa organização) de patrocinar ou, no mínimo, ser leniente e omisso com o tráfico. Foi um alvoroço só. Então as dúvidas, sempre elas, despontam e me atazanam: estaria o candidato errado? O BNDES financiou uma rodovia na Bolívia que serve justamente para fortalecer o tráfico e a entrada de armas no Brasil, estratégicamente planejada. Digo isso porque moro perto dessa fronteira e sei o quanto essa região está sem dono, de ambos os lados. Na minha cidade, as apreensões de cocaína são feitas continuamente, coisa de centenas de quilos e, segundo a policia daqui, não chegam à 10% daquilo que entra. Numa atitude bizonha e cheia de fanfarra, o ministro Jobim vociferou que '' se as FARC tentarem entrar no Brasil, serão recebidas a balas''. Seria glorioso, não fosse lorota. As FARC entram e com autorização e convite desse governo. Estavam lá em quase todas as reuniões do FORO de São Paulo e nunca foram expulsas porque estão entre amigos. A presidente eleita disse estarem sendo usados uns tais de VANT's, trazidos de Israel. Como estamos próximos do Natal, além do Papai Noel, teremos de acreditar nos VANT da Dilma. Que decoroso.
Assim, caro leitor, o que você ouve ou ler sobre o FORO é insignificante porque o querem assim. Eles são membros de uma mesma associação de defesa mútua. Como irão se combater, se possuem acordos assinados de ajuda comum?
Veja a foto à seguir:






Ao lado do Lula está o presidente boliviano e, mais interessante ainda, os dois com colares de coca. Mesmo trazendo tantos males aos lares brasileiros, destruindo famílias, financiando o crime e a violência, o nosso presidente não pestanejou em usar a matéria-prima como suvenir. E não me venham dizer que é cultural, pra saúde, pra mascar e outras bobagens mais. Sob Evo, a produção de coca cresceu 47%. Se fosse pra remédio, cada boliviano hoje teria de mastigar 6kg por dia. Nesse ritmo, estariam todos banguelas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ciro, O Camaleão.

Parece que Ciro ( o Gomes, não o da Pérsia) ganhará um ministério no próximo governo. Político com habilidades incomuns ( xingou um eleitor num debate radiado em Fortaleza) e grande traquejo no meio governista, por vezes é, também, um ser de várias camuflagens, nunca deixando transparecer aquilo em que realmente acredita.
Pois bem. Há uns seis meses atrás, numa entrevista à REDETV, o esperto homônimo paulista do rei inimigo dos gregos, explicando o porquê de sua candidatura ter de ser abortada, distribuiu raiva e estripulias pra tudo que é colega seu. Chamou o Serra de autoritário( ele não conhece o PT e seus stalinistas e maoístas), disse que a Dilma era inexperiente( nada que se precise ser gênio pra saber), e classificou o PMDB de '' ajuntamento de assaltantes capitaneado pelo Michel Temer''.
Entende-se o fato de Ciro ter reagido assim, afinal, ele foi ilududo pelos petistas achando que angariaria apoio à sua candidatura à presidencia. Não foi assim, o desfecho, e Ciro ficou a perambular de jornal em jornal, dizendo-se otimista e distribuindo suas bordoadas a qualquer um.
No entanto, Ciro está sendo cogitado para um ministério da Dilma, já que precisam lhe ser grato pelo apoio inesperado que doou no fim da campanha.
Ciro é mesmo um habilidoso. Como dizia Stanislaw Ponte Preta: '' Tia Zulmira já está cansada desses políticos camaleões''.

Que Oposição é Essa?

Que tipo de oposição Dilma Rousseff terá pela frente?
Está aí uma grande incógnita que, certamente, poucos se atreveriam a desvendar. Antes mesmo de assumir o seu cargo, legitimamente ganho na última eleição, a futura presidente já pode assistir, da sua poltrona, o esfacelamento da oposição que teria em seu governo.
O PSDB hesita em tomar uma posição sobre qual será sua atuação no próximo governo, minado pelas disputas internas e sem uma ideologia clara, que o faça recuperar o seu brio. Parece um partido anencéfalo, onde os próprios membros se encaram e se tratam como inimigos, deixando de lado uma história de grande atuação na política brasileira na década de 1990. Já o DEM, esse sim, está em pior situação, quase agonizante, algo lamentável. Como essas siglas atuarão? Terão força para fazer oposição ou serão relegadas à insignificância na Câmara e Senado? Olavo de Carvalho, dia desses, escrevia que o Brasil precisa de um partido conservador, com objetivos bem traçados, já que o país carece de um. A sociedade brasileira é conservadora mas nesse cenário, está órfã. E ninguém parece ter a coragem suficiente de preencher essa lacuna que está aí. Ou a competência.
Foi proposta a junção das duas siglas, rejeitada pelo DEM e sem garantias de que também não o fosse pelo PSDB. Faltam vozes de liderança em ambos os partidos. Por isso vê-se tantos tiros dados no escuro e abundante fogo amigo.
O PT levou 30 anos infiltrando-se nos sindicatos, universidades, cooperativas, imprensa e demais meios. A oposição necessitará de igual tempo para reencontrar o rumo tão brilhante da década de 1990?.
Diante de tudo, já tem gente de dentro dos tucanos querendo lançar nomes para 2014, sem nem fechar para balanço. Antes mesmo de decidir qual tipo de oposição será feita no próximo governo. Não custa lembrar da leniência e do apagão desses partidos com os desmandos impostos pelo PT e pela anêmica defesa dos grandes avanços trazidos pelo governo FHC. O Brasil precisa de oposição. Não aquela raivosa e irracional feita pelo PT em todo o sempre, mas uma oposição que fiscalize, cobre e sugira soluções para os ainda graves problemas nacionais. Afinal, ao contrário do que diz o Lula em cima de um palanque, é a oposição que legitima um governo.

Diplomacia e Vazamentos.

Não existe diplomacia sem segredos. É um fato.
Nas últimas semanas, a imprensa mundial tem dado muita ênfase aos vazamentos de telegramas da diplomacia americana, obtidos, convenhamos, de forma criminosa por um agente militar. Tais relatos causaram um alvoroço e levantaram novamente sentimentos antiamericanos como os famosos: ''Tá vendo, não disse que são os culpados!?'' ou '' Vejam como são golpistas e falam mal dos outros''. Tudo balela e falta de informação, claro. Todos os conteúdos não passam de análises, opiniões, sugestões e conselhos aos substitutos, já que muitos estavam sendo trocados e tinham o dever de deixar a par sobre a situação do cargo. No mais, algumas fofocas rotineiras, típicas de quem convive com gente de diferentes âmbitos e diferentes culturas. Daí surge a pergunta: o que há de tão grave nesses vazamentos? Penso que nada. Há planos de uma conspiração aqui, ali, ataque iminente, genocídio nuclear? Não. Por que tanto respaldo e repercussão? Porque envolve os EUA, é óbvio. ''Ah, mas estavam espionando a ONU''. A China e A Rússia não o fazem?( Lembram-se da KGB? Ela ainda existe, só chama-se FSB, com os mesmos métodos, claro) ''Pediram o tipo sanguineo e exames mentais do Kirchner''. Nem a esposa dele teria interesse nisso, e agora que morreu...
Seria bom que o Wikileaks também vazasse documentos de outras diplomacias como a nossa, por exemplo. Quem não gostaria de saber o que conversam Celso Mico Amorim com os cubanos? Ou Marco Garcia com os iranianos? Trocar receitas de pastéis, juro que eles não fazem.
Há três dias o Lula saiu em defesa do site e do dono do mesmo, um australiano radicado na Suécia, dizendo está defendendo a liberdade de expressão. Muito bem. Não se esqueçam que foi o Governo Lula quem criou as tais Conferências de Mídias, justamente para...suprimir a liberdade de expressão. Cômico, não é? O Franklin Martins foi o responsável, junto com entidades pelegas ligadas ao PT e, claro, financiadas por ele.
Parece que o Lula exagerou no Whiskyleaks, antes de falar do Wikileaks.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Humilde Apresentação de um Exilado Político Sobrinho do Ben Gurion.

Boa noite, caros amigos leitores deste blog.

Sou o Hadriel Ferreira, professor de Geografia, ex-aluno do prof. Faé e, segundo o próprio, o enviado pelo Mossad (percebe-se o quanto os judeus estão decadentes) para colaborar com uns pequenos e desinteressantes textos, vez por outra. É um privilégio poder compartilhar com vcs minhas opiniões, dúvidas e descobertas em se tratando de visões políticas e ademais. Considero esse pequeno refúgio, um lugar sóbrio, independente e consciente no que tange ao debate honesto e a demonstração sadia de argumentos, algo raro hoje no Brasil.
Daqui em diante, convido-os a lerem, sempre que possível, a algum texto que eu, porventura, vier a postar.

Obrigado a todos!

POLÍTICA E EDUCAÇÃO

Ótimo o artigo de Roberto Almeida sobre a politicagem na educação. Até as pedras sabem, quando se mistura política com educação, a educação sai sempre perdendo. A educação precisa de meritocracia, e institucionalização das relações de trabalho e da continuidade das ações pedagógicas que estão dando certo. Não sou um entusiasta das eleições para diretores. Seria melhor o velho concurso, com mandato determinado, renovável de acordo com o desempenho. Mas eleições diretas é sempre melhor do que o apadrinhamento político, claro. Este o retrocesso. Sempre fui radicalmente contra a influência da política na educação. Inclusive a ideologização esquerdista a quem são submetidos nossos alunos e professores. Querem ensinar aos alunos o sucesso do socialismo e o fracasso do capitalismo. Que os capitalistas e o capitalismo são obras do diabo, capitaneadas pelos EUA, o grande agente do mal mundial. O próprio Marx ficaria arrepiado com tais conceitos, muitas vezes ditos e repetidos em seu nome. Eduardo fala em governo meritocrático. Não é. É o velho coronelismo com tinturas modernosas, digamos. É como o PT, com marketing bonitinho, até modernoso, mas conservador da pior espécie. Da esquerda populista. É preciso desideologizar a educação. E já.



PROFESSOR



Na educação, há muito não se tem mais segredos. O professor tem que saber ensinar os conteúdos, os alunos a aprender. Desde o final do século XIX que a meritocracia é fundamental na escolha dos funcinários públicos, sobretudo os professores, na velha Europa. Por isso, dentre outros fatores, a universalização do ensino se deu pelo final do séculço XIX. Os EUA aí incluídos. E educação inclui disciplina rigorosa. Não tem essa história de aluno bagunçar em sala de aula, e mesmo desrespeitar os professores. Nem também professores querendo fazer média com alunos, tomando certas intimidades. Democracia é respeito, sobretudo às instituições democráticas. E se aprende também na escola. As lei são brandas com alunos malfeitores ou marginais. Devem ser punidos exemplarmente, e não com psicologia ou pedagogia de botequim. Se o aluno tiver problemas, que se encaminhe a um psicólogo. Se for doente mental, a um psiquiatra. Se for apenas delinquente, para o reformatório, ou para a cadeia. Querem que o pobre professor seja psicólogo, assietente social, e até psiquiatra. Quase ninguém fala disso, mas as escolas melhor avaliadas, são justamente aquelas que impõem a ordem, e o respeito à hierarquia. Nas escolas públicas, destacam-se as militares. Claro, também essas escolas têm um rigoroso processo seletivo. Mas criança , como todo mundo, gosta mesmo é de ordem, que traz segurança. O resto é farofa.



EDUCAÇÃO LÁ FORA



Na velha Europa, aluno não tem essa bola toda. Na França ainda recebem cocorotes e tapas na boca, para se comportarem. No Oriente, a velha tradição confuciana de respeito à ordem e hierarquia vem de milênios, no bojo da velha cultura chinesa.Transgrediu, dançou. Aqui, aluno respeitado é o chamado rebelde, na verdade, em sua maioria, o delinquante. Que são encarados sobretudo como vítimas sociais, coitadinhos... O aluno ordeiro, estudioso e bom de notas, é considerado muitas vezes como um babaca. Um pária da turma. E o professor tem que aguentar tudo, inclusive os tradicionais baixos salários. Aqui confunde-se democracia com falso liberalismo. Democracia na educação é escola de qualidade para todos. Com professores ensinando bem e os alunos ordeiramente aprendendo, priorizando os melhores, os que se destacam, claro, óbvio ululante. Não os vadios. Sim! Na alfabetização tem que voltar o método tradicional. Abaixo os construtivistas que enterraram o ensino básico. Viva a volta da boa e tradicional cartilha do ABC. E da taboada, por que não? Isto para começar.



GOVERNO DILMA



Será que vai existir mesmo um governo Dilma? Ou um terceiro mandato para Lula e o PT. Este governo promete, pela formulação do ministário, mais, digamos, esquerdista. Aí é que mora o perigo, pois essa gente não sabe o que é economia. Foram preparados para destruir, não para construir. Lula, sabido, preferiu adotar a velha e eficaz política conservadora, inclusive por via das dúvidas. Com Dilma, um salto no escuro. Ou no buraco. Lula quer gastar. Se continuar os gastos sem as reformas, vem a velha inflação. Se isso acontecer, adeus Lula e lulismo. Porém, quando a gente acha que algo vai dar errado, vai dar mesmo. Alguém duvida?



PERNAMBUCO



Até agora, nem Pernambuco nem o Nordeste emplacou um ministro. Pode ser que Fernando Bezerra Coelho, de passar pelo crivo ideológico petista poderá ser chamado. Falavam de Serra, mas o perfil do ministério será paulista, e petista. Os outros podem chorar, mesmo que lágrimas de crocodilo. Estou morrendo de pena dessa turma. Acho que vou chorar também.



NOVIDADE NO BLOG



Um novo e competente articulista da terra vai estrear neste maldito pelos petistas, blog. Estou negociando com a CIA e o MOSSAD, quanto pagaremos a ele. É uma surpresa, e logo vamos ler seus artigos com sua rara e jovial competência. Esperem, meia dúzia de leitores. Pensam que nossa terra só dá ignorantes e chaleiras dos perquenos poderosos de plantão? Veremos.

Hadriel desabafa em comentários

Hoje soube que alguns conterrâneos meus foram tomar satisfações sobre os meus textos nesse blog com o meu irmão, que nem sabia do que se trata, obviamente. Sempre fiz comentários certeiros apontando erros de políticos de minha cidade(Caetés), de PE e, sendo mais macro, do Brasil. Dessa vez, algumas pessoas muito próximas minhas, do meu bairro, que até fomos amigos no passado sentiram-se ofendidas e até mentiram dizendo que maldei sobre o prefeito, de quem sou grande amigo já há anos. Não há um comentário sequer nesse blog citando o nome do atual prefeito. Citei o grupo que domina e saqueia Caetés há décadas mas esses caras, por serem analfabetos, interpretam mal a escrita e formam raciosímios( isso mesmo,raciocínio de primatas). Tais pessoas, como eu, conviveram com esse grupo durante muito tempo e puderam observar todo o descalabro que é executado nas escolas e em outras áreas, já que muitos eram meus colegas de trabalho, testemunhando assim crianças com fome, salários pífios e idas e voltas em paus de arara. Só que o tempo passou e meus ex-colegas passaram por uma metamorfose humilhante: venderam-se por migalhas e aderiram aos nacos e as ninharias que, vez ou outra, lhes cai da mesa dos que de verdade mandam. Não tenho culpa de ter uma família alienada, que idolatra Zé da Luz e essa turma, da qual o atual prefeito é mais vítima do que causador. Não foi por falta de fatos que eles não perceberam. Não critiquei aqui o Prefeito porque seria injusto. Durante muitos mandatos para vereador, fui um dos seus colaboradores, não dos mais assíduos mas mesmo assim presente. Considero-o um ser humano invejável, apesar de está cercado de uma corja de abutres que se fazem de seus amigos para conseguir uma vantagem. Nunca fiz elogios aqui tbm à oposição que há em Caetés. Ela não existe. Sou apenas um leitor informado e que não se cala diante de tanta canalhice. Estudei, não em faculdades cabeças de porco como eles, mas discuto qualquer assunto com qualquer um de Caetés de igual pra igual. Não preciso de carguinho de prefeitura. Me garanto em concursos públicos, como o fiz até hoje, com dignidade. Não sou lambe-botas, seria degradante para o meu caráter. Então peço-os que busquem justificativas aqui comigo, não com meus parentes que nada têm a ver com minhas opiniões.


Por hadriel em O GOLAÇO CARIOCA em 07/12/10

domingo, 5 de dezembro de 2010

O GOLAÇO CARIOCA


O golaço carioca

O Rio marcou um gol, um golaço. E digo bem: foi a cidade do Rio de Janeiro e não apenas seu governo, a polícia ou as Forças Armadas. A Cesar o que é de Cesar: a articulação entre governo, polícias e Forças Armadas foi importante e deixa-nos a lição de que sem articulação entre os muitos setores envolvidos na luta contra o crime organizado e sem disposição de combatê-lo a batalha será perdida.
Mas sem o apoio da sofrida população do Rio, dos cariocas e brasileiros que habitam a cidade, e muito particularmente sem o apoio da população que vive nas comunidades atingidas pelos males da droga e pela violência do tráfico, o êxito inicial não teria sido possível.
Estive no morro do Santa Marta há pouco tempo, quando a Unidade de Polícia Pacificadora já estava estabelecida e pude ver que efetivamente o medo e o constrangimento da população local haviam desaparecido. A droga ainda corre por lá, mas entre usuários e não nas mãos de traficantes locais.
Sei que em São Paulo e em outras regiões do país também há tentativas bem sucedidas de devolver ao Estado sua função primordial: o controle do território e o monopólio do exercício da violência (sempre que nos marcos legais). Mas o caso do Rio é simbólico porque a simbiose entre favela e bairro, entre a cidade e a zona pretensamente excluída está entranhada em toda parte.
Há, portanto, o que comemorar. Faz pouco tempo eram quase cem mil moradores de comunidades cariocas que se haviam libertado, graças à presença da Polícia Pacificadora, da sujeição ao terror do tráfico e das regras de “justiça pelas próprias mãos” ordenadas pelo chefões locais e cumpridas por seus esbirros.
Com a entrada do Estado no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro, há a possibilidade de incorporar mais gente às áreas restituídas à cidadania. Mas as populações serão mesmo restituídas à vida normal em uma democracia? E neste passo começam as perguntas e preocupações.
Sem que se restabeleçam as normas da lei, sem que a permanência da força policial, sem que a Justiça comum volte a imperar, sem que a escola deixe de ser um local onde se trafica, sem que os mercados locais sejam interconectados com os mercados formais da cidade e sem que a educação e o emprego devolvam esperança aos “aviões” (os jovens coagidos a serem sentinelas dos bandidos e portadores de droga para os usuários), a vitória inicial será de Pirro.
Neste caso, a não guerra em algumas comunidades pela fuga dos traficantes com parte de suas armas pode desdobrar-se adiante em um inferno a que serão submetidas populações de outras comunidades, seja por traficantes ou membros das milícias.
Não escrevo isso para diminuir a importância do que já se conseguiu. Pelo contrário, mas para chamar à responsabilidade todos nós, como cidadãos, como pais, avós, como partes da sociedade brasileira pelo que acontece no Rio e em quase todo o país.
Fiquei muito impressionado com o que aprendi e vi ao integrar um grupo que está preparando um documentário sobre drogas. Estive em Vigário Geral em um encontro que José Junior do AfroReggae proporcionou para que eu pudesse entrevistar traficantes arrependidos e policiais envolvidos nas guerras locais. Entrevistei muitas mães de famílias, mulheres em presídios, jovens vitimados pelo tráfico (e quem sabe se não partes dele também).
Eu havia estado na Palestina ocupada por forças de Israel e vi o constrangimento a que as populações locais são submetidas. Pois bem, no Rio de Janeiro, o constrangimento imposto pelo crime organizado e às vezes exacerbado pela violência policial, que por vezes se confundem, é pelo menos igual, senão maior, ao que vi na Palestina.
A falta de liberdade de ir e vir que os bandidos de diferentes facções impõem a seus “súditos” forçados e o medo da “justiça direta” tornam as populações locais prisioneiras do terror do tráfico. E não adianta dar de ombros em outras partes do Brasil e pensar que “isso é lá no Rio”. Não, a presença do contrabando, do tráfico e da violência do crime organizado está em toda parte. E a ausência do Estado também, para não falar que sua presença é muitas vezes ameaçadora pela corrupção da polícia e suas práticas de violência indiscriminada.
Se agora no Rio de Janeiro as ações combinadas das autoridades políticas e militares abriram espaço para um avanço importante, é preciso consolidá-lo. Isso não será feito apenas com a presença militar, a da Justiça e a do Estado. Este está começando a fazer o que lhe corresponde. Cabe à sociedade complementar o trabalho libertador.
Enquanto houver incremento do consumo de drogas, enquanto os usuários forem tratados como criminosos e não como dependentes químicos ou propensos a isso, enquanto não forem atendidos pelos sistemas de saúde publica e, principalmente, enquanto a sociedade glamourizar a droga e anuir com seu uso secreto indiscriminadamente, ao invés de regulá-lo, será impossível eliminar o tráfico e sua coorte de violência.
A diferença entre o custo da droga e o preço de venda induzirá os bandos de traficantes a tecer sempre novas teias de terror, violência e lucro.
Sem que o Estado, inclusive — se não que principalmente — no nível federal, continue a agir, a controlar melhor as fronteiras, a exigir que os países vizinhos fornecedores de drogas coíbam o contrabando, não haverá êxito estável no controle das organizações criminosas.
Por outro lado, sem que a sociedade entenda que é preciso romper o tabu e veja que o inimigo pode morar em casa e não apenas nas favelas e se disponha a discutir as questões fundamentais da descriminalização e da regulação do uso das drogas, o Estado enxugará gelo.
Ainda assim, só por liberar territórios nos quais habitam centenas de milhares de pessoas, o Rio de Janeiro enviou a todos os brasileiros um forte sinal de esperança